terça-feira, 11 de outubro de 2011

OS ERROS PAGAM-SE CARO

A entrada das Misericórdias na área da saúde foi-se fazendo paulatinamente sem grandes alaridos e pensando e agindo em função ds necessiades das populações. Até à chegada deste "presidente" do SN da UMP, as Misericórdias sempre olharam para a saúde, tal como para a acção social, como uma área de missão já que é Obra de Misericórdia Curar os Enfermos. E foi sempre nesta perspectiva que as Misericórdias iam vendo os cuidados de saúde. Com a chegada deste "presidente" do SN da UMP aconteceu uma colossal reviravolta na forma de encarar os cuidados de saúde. Por pressão deste a prestação de cuidados de saúde passou a ser encarada com uma área de obetnção de grandes receitas prestando serviços a um único cliente, o qual até pode pagar tarde e a más horas mas paga sempre: o Estado. E lá foi convencendo os Dirigentes das Misericórdias que seria bom que as Misericórdias entrassem na prestação de cuidados de saúde, chegando a culpabilizar/acusar os Dirigentes das Misericórdias de cometerem um irreparável erro histórico todos aqueles que não aderirem às suas ideias: entrarem na área da saúde. Como foi fácil ser demagogo. Como foi fácil levar Provedores a acreditar em ideias que se sabia à partida conduzirem à ruína das Misericórdias. A demagogia e populismo ganha sempre à análises críticas reflexivas uando realizadas com honestidade intelectual. Os caminhos do facilitismo conduziram as Misericórdias ao estado actual, o qual se pauta por dificuldades económico-financeiras em resultado da alteração das circunstâncias na altura da adesão, nomeadamente, à rede de cuidados continuados.
Provedores houve que reflectindo sobre esta possibilidade criada pelo actual "presidente" do SN da UMP - adesão À rede de cuidados continuados (chamamos assim por uma questão de simplificação) - alertaram para os perigos que a mesma envolvia e para as contradições em tinha caído este "presidente". Este numa fase incial quis convencer as Misericórdias que as unidades de saúde destinadas a prestação de cuidados continuados só seriam viváveis com a dimensão variável entre 40 e 60 camas e um pagamento diário na ordem dos então 15.000$00, havendo um único cliente, o Estado (entenda-se Ministério da Saúde). Esta foi a ideia de início com que o "presidente" do SN da UMP quis convencer as Misericórdias a entrarem na área dos cuidados continuados. Como sempre foi indicado haver um único cliente, o Estado, e sabendo dos atrasos verificdos nos prazos de pagamento às Mesiricórdias que já operavam nesta área, Provedores ponderados olharam sempre para esta ideia com desconfiança. Não nenhuma actividade de sucesso tendoum único e exclusivo cliente. E a prova do fracasso anunciado aí está. Fale-se com os Provedores que foram atrás da conversa deste "presidente" do SN da UMP e constate-se as dificuldades que as respectivas Misericórdias atravessam.
Mas desde o início quem tentou ainda abordar a possibilidade de entrada das Misericórdias nesta áreaconcluiu haver interesses próprios e de um pequeno grupo de "amigos" sempre disponíveis para elaborarem projecto assim como as respectivas candidaturas. E assim foi sendo feito o percurso das Misericórdias na rede de cuidados continuados.
Só que as teses defendidas pelo "presidente" do SN da UMP não tiveram correspondência prática e então começaram a surgir unidades de cuidados continuados com número de camas bastente inferior àuelas que esse "presidente" considerava o mínimo para essas unidades serem viáveis. Mesmo assim levou as Misericórdias a aceitarem essas condições. E também por aí chegaram ao actual estado de dificculdades.
As Misericórdias que se deixaram "guiar" pelos "dirigentes" da UMP seguiram um caminho que não poderia levar a outro fim. Quem parte ao acaso sópor acaso chega ao destino desejado. E foi isto mesmo que aconteceu, relativamente, às Misericórdias que se deixaram levar por falsas promessas e/ou promessas que jamais poderiam ser cumpridas. Outras das razões que conduziu à actual situação prende-se como anúncio de um peso negocial e de influência que de facto este "presidente" jamais teve e jamais terá. A provar que assim é a situação concreta o demonstra.
Este "presidente" do SN da UMP jamais teve alguma capacidade negocial. A demonstrá-lo estão os factos que têm ocorrido ao longo dos anos. Mas nesta alturabastará referir um: a rede de cuidados continuados foi definida e estabelecida sem que este "presidente" para aí metesse prego nem estopa.

Confrontados com a actual situação, as Misericórdias deverão encontrar espaços e tempos, dentro da UMP, para reflexão sobre a prestação de cuidados de saúde. As alturas de crise são, particularmente, interessantes para a realização deste tipo de reflexão. As crises geram novas oportunidades. E esta crise pode revelar-se, particularmente, oportuna para que as Misericórdias possam regressar à área da saúde. Os Portugueses estão a ser confrontados com crescentes dificuldades no acesso aos cuidados de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Esta pode vir a ser a oportunidade para a criação da esperada Rede Social de Cuidados de Saúde. Esta Rede a ser criada deverá integrar as Misericórdias permitindo a cobertura do território nacional, provomendo a criação de uma rede de cuidados de saúde proximidade. Há um vasto campo de cuidados de saúde a descorberto para o qual as Misericórdias estão paricularmente vocacionadas.
Se nasgarndes e médias cidades os cidadãos podem usufruir da quase totalidade de cuidados de sáude, já as pequenas cidades, as vilas e aldeias estão quase ou estãomesmo sem quaisquer serviços de saúde por elementares de que os mesmos se revistam. É vocação das Misericórdias a prestação de cuidados de saúde. Foi assim durante quase 5 séculos. Os cuidados básicos de sáude foram durante quase 5 séculos prestados com as Misericórdias, prestação essa interrompida pelos ventos revolucionários que assolaram Portugal no período a seguir ao 25 de Abril. A Criação de uma Rede Social de Cuidados de Saúde para além de necessária reúne hoje as condições imprescindíveis ao seu sucesso,o qual está dependente, só, da adesão das Misericórdias.
Esta Rede Social de Cuidados de Saúde depende, exclusivamente, da vontade das Misericórdias e do empenhamento das mesmas no seu sucesso. Potenciais clientes erão todos quantos residem em Portugal. Idealizar esta Rede é relativamente simples. Já sua implementação requer o adequado planeamento e acompanhamento, tarefas que requererão meios e recursos humanos de que as Misericórdias não dispõem. É, portante, necessário que as Misericórdias consigam obter esses meios e conseguir a adesão/aquisição de competências.
Poder-se-á perguntar:e onde estão os meios financeiros necessários? Estão nas próprias Misericórdias e no sitema finaceiro, nomeadmente, no sector social. É possível e é desejável a criação de um Fundo de Investimento para apoio à criação e manutençao desta Rede Social de Cuidados de Saúde. As Misericórdias poderão assim prestar mais e necessários servios,imprescindíveis ao bem estar das populações. Esta Rede terá vantagens sobre outras existentes no sector público (porque se esgotou e não há capacidade para a aumentar), no sector privado porque este não tem vocação. restam pois as Misericórdias para criarem as condições necessárias e suficientes para disponibilização de serviços à generalidade da população em Portugal.

Uma última nota sobre uma matéria para a qual os "dirigentes" da UMP nunca tiveram o mínimo de atenção. Os Lares das Misericórdias transformaram-se com os tempos em lares de cidadãos acamados, sendo hoje autênticas unidades de prestaçao de cuidados continuados. A taxa de cidadãos dependentes nos lares das Misericórdias é hoje muito próxima dos 100 %. Ora os cuidados continuados estando vocacionados para os cidadãos dependentes faz todo o sentido passar aconsiderar os lares como unidades de cuidados continuados. Os Lares das Misericórdias reunem todas as condições para poderem e deverem passar a ser considerados enquanto unidades de cuidados continuados. É que os lares sendo valências no ^mbito da acção social transformaram-se por força das circunstâncias em verdadeiras unidades de cuidados continuados. As Misericórdias para poderem assistir com dignidade os seus utentes viram-se obrigadas a recorrer a serviços médicos e de enfermagem. Não são estas as três componentes das unidades de cuidaos continuados integrdos? Pois se são, e porque sãomesmo fará todo o sentido que os lares das Misericórdias passem a ser considerados como unidades de cuidados continuados.
É sobre problemas desta e doutra natureza que afligeme criam dificuldades crescentes à acção/intervenção das Misericórdias que os "dirigentes"b da UMP deveriam dedicar especial atenção. Mas não. Estão uito mais preocupados com a Turicórdia, sabe-se porque razões.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

COMPORTAMENTOS DESVIANTES DOS "DIRIGENTES" DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Chamamos comportamentos desviantes a comportamentos protagonizados pelos "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) sempre e quando não são enquadráveis por padrões estabeleicidos pelos regulamento, pela legilação, pelas normas assim como pelos princípios e valores morais e éticos.
Muitos mas muitos dos comportamentos protagonizados pelos actuais "dirigentes" da UMP enquadram-se neste entendimento de comportamentos desviantes.
Sem procurar ser exaustivos vamos enunciar alguns comprtamentos desviantes e, por isso mesmo, censuráveis que foram praticados nestes últimos anos e que têm reflexo negativo quer nas acções/intervenções das Misericórdias quer no relacionamento com entidades/empresas externas.
O primeiro que devemos referir são as remunerações certas e regulares recebidas pelos "dirigentes" da UMP, sejam elas recebidas na tesouraria da sede quer sejam recebidas por cheque ou por transferência bancária quer ainda se pagas pelos caixas de outra qualquer valência/serviço, nomeadamente, Ceforcórdia, Escola de Enfermagem, Grupo Misericórdias Saúde, Centro João Paulo II, Centro de Sto Estevão, Lar Escola Virgílio Lopes, entre outros possíveis.
É que o exercício de cargos nos órgãos sociais da UMP tal como nas Misericórdias deve ser gratuito e só poderão ser pagos desde que verificadas as condições fixadas quer nas Normas para as Associações de Fiéis quer no Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro. Ora ao que se sabe os "dirigentes"da UMP recebem remunerações certas e regulares sem que para tal estejam autorizados pela Assembleia Geral tal como o referido Decreto-Lei, as referidas Normas e os Estatutos da UMP impõem.
As Misericórdias tem que conhecer esta realidade factual e não podem nem devem continuar a pactuar com comportamentos que ao que tudo indica são protagonizados pelos "dirigentes" da UMP em nítida violação das Normas da Lei e dos Estatutos.
É necessário, fundamental diria mesmo, que de uma vez por todas os "dirigentes" da UMP dêem a conhecer às Misericórdias quais as remunerações certas e regulares que fixaram para si próprios e que são pagas dentro da UMP. E é também necessário que informem as Misericórdias quais as mordomias que fixaram para si próprios e qual o montante mensal que recebem.
Outro dos procedimentos que não parece minimamente ajustado numa organização de referência no combate à pobreza como é o caso da UMP foi a aquisição de um automóvel da gama luxo para uso privativo do "presidente" da SN da UMP. Trata-se um automóvel da marca BMW, modelo 740 que poderá ter custado algo muito parecido com 200.000 €. É necessário, fundamental mesmo, diria eu, que as Misericórdias procurem saber tudo o que envolve esta aquisição. É que este sinal exterior de colossal riqueza não se coaduna, minimamennte, com a natureza e a missão que está atribuída à UMP. Sinais exteriores de colossal riqueza omo o que representa esta aquisição de um automóvel da gama luxo aue terá custado qualquer coisa como 200.000 € quando o passivo da UMP foi colocado no patamar dos 9.500.000 € não minimamente compaginável com o estatuto, natureza e missão das Misericórdias. Se as Misericórdias continuarem a pactuar com situações como esta não poderão ficar admiradas nem surpreendidas sempre e quando alguémafirme que as Misericórdias não necessitam de ajuda externa porque são muito muiot ricas. De facto sinais exteriores de riqueza como os ostentados pelo "presidente" do SN da UMP só penalizam as Misericórdias. Isto é, duplamente, pernecioso para as Misericórdias. Porquê? Porque desde logo a UMP não dispõe de dinheiro para tal tipo de aqusições. A demonstrá-lo está o facto de nos últimos 4 anos ter sido criado um passivo de cerca de 9.500.000 € como pode ser visto no último Relatório de Actividades e Constas da UMP.
A UMP e as Misericórdias não têm condições nem morais nem éticas para, apresentando sinais exteriores de riqueza como estes, virem a público afirmar que as dificuldades que estão a travessar são resultado de atrasos nos pagamentos por parte do Estado. O dinheiro tão mal e tão injustificadamente gasto em remunerações indevidas e em aquisições de ostentação é uma das justificações das dificuldades que as Misericórdias estão a atravessar.
Nada mas mesmo nada justifica quer as remunerações que os "dirigentes" da UMP se atribuiram a si próprios nem a aquisição de automóveis da gama luxo quando há tores de Misericórdias que não recrabalhadeberam ordenado neste último mês de Setembro (palavras do "presidente" do SN da UMP).
Não satisfeitos com isto, os "dirigentes" da UMP usufruem de mordomias que se atribuiram a si próprios e que não são dadas a conhecer às Misericórdias como é obrigação estatutária. Não é compreensível que haja "dirigentes" da UMP que frequentem com frequência os mais caros restaurantes e hoteis. Em Lisboa não há a mínima justificação para que os "dirigentes" da UMP gastem dinheiro em refeições já qoe esses mesmos "dirigentes" podem tomas a refeições sempre que tiverem em trabalho, pelo menos no Lar Escola Virgílio Lopes o que sempre foi prática corrente enquanto a UMP esteve dotada de Dirigentes que se preocuparam em estar ao serviço de uma causa desinteressadamente.
Nada mas mesmo nada pode justificar quer o número de refeições quer o preço das mesmas em restaurantes e hoteis de luxo. Fiva mal,muito al mesmo, que organizações como é o caso da UMP que os seus "dirigentes" utilizem dinheiro destinado a apoiar os mais pobres, em benefício próprio gastando de forma de todo em todo injustificado. Não há a mínima justificação,em primeiro lugar para os "dirigentes" da UMP almoçarem, jantarem e dormirem em restaurantes e hoteis na cidade de Lisboa. A UMP tem condições dignas de disponibilização de refeições aos seus Dirigentes, assim ocmo de alojamento sem quaisquer custos. Muito menos é justificável a fequência de restaurantes e hoteis de luxo utilizando dinheiro que deveria ser destinado aos que mais sofrem e são cada vez mais neste País, à beira mar plantado.
Temos,pois, aqui três situações que definimos de comportamentos desviantes por parte dos "dirigentes" da UMP, a sabar: remunerações indevidas, mordomias censuráveis à luz dosprincípios da moral e da étca e aquisição de bens de luxo para usufruto próprio.
Sabemos que estes como outros comportamentos censuráveis à luz dos princípios da moral e da ética são comentados à boca pequena nos corredores da UMP e das Misericórdias. Pela nossa parte aqui damos eco do colossal descontentamento que este tipo de comportamentos causa na generalidade dos Dirigentes das Misericórdias.
Comportamentos como os que aqui referimos em nada prestigiam ou credibilizam aqueles que os protagonizam e por arrastamento as organizações a que estão ligados. As Misericórdias são, altamente, lesadas em consequência dos comprtamentos aqui descritos e que são do conhecimento geral. Lembramo-nos da estufeção com que o 1º Ministro de então, José Sócrates quando chegando a um dos restaurantes de luxo da cidade de Lisboa, se deparou com o BMW 740 do "presidente" do SN da UMP. A sua admiração foi resultado de constatar que nem o seu próprio Gabinete dispunha de viatura de tão alta gama.
Por uma questão, que mais não fosse, de pudor os "dirigentes" da UMP deveriam ter o cuidado de respeitar o dinheiro que é de todos, pois muito do dinheiro que é posto à sua disposição é, em primeiro lugar dinheiro dos impostospagos em Portugal e em segundo dos mais pobres pois são esses os principais beneficiários dos serviços das Misericórdias.
Não é por isso aceitável que sejam os "dirigentes" da UMP em desrespeito pelas Normas, Lei e Estatutos a utilizar o dinheiro dos pobres em benefício próprio. Alguém, algum dia vai ter que colocar um ponto final neste tipo de desmandos. O dinheiro posto à disposição dos "dirigentes" da UMP deve ser critiriosamente utilizado. Para tal quer em termos de orçamento quer em termos de apesentação de contas é fundamental que esses mesmos "dirigentes" apresentem, detalhadamente essas mesmas contas. É fundamental que os "dirigentes" da UMP apresentem contas credíveis que mereçam confiançam e de tal forma detalhada que não causem mais dúvidas do que as que já estão na cabeça dos Dirigentes das Misericórdias.
Só tem medo de apresentar contas confiáveis e de confiança, tão detalhadamente quanto o exigirem as Misericórdias, quem tem receio de que se saiba toda a verdade.
Quem não deve não tema.

domingo, 9 de outubro de 2011

ERROS DE ANÁLISE PROSPECTIVA = DIFICULDADES PARA AS MISERICÓRDIAS

Desde o início da décadados anos 90 do século XX que as Misericórdias vêm reclamando,dentro da União das Misericórdias Portugiesas (UMP), a revisão do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro.
Porquê? Eis a questão.
Desde logo porque este diploma legal começava a revelar-se desajustado da realidade em evolução. O Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro define um modelo de intervenção social assente na acção de um universo definido como IPSS - Instituições Particulares de SolidariedadeSocial,onde cabem as Misericórdias, as Mutualidades, as Cooperativas, as Fundações e as Associações de Solidariedade Social. Este modelo foi, inicialmente, estabelecido no Decreto-Lei n.º 519-G2/79, de 30 de Dezembro.
A rápida evolução social e necessidade de criação de novas e adaptadas às necessidades sentidas respostas sociais assim como flexibilizar a administração/gestão das organizações do sector social, nomeadamente, das Misericórdias levou a que estas apresentassem junto dos órgãos sociais da UMP uma vontade clara de ser proposto, ao Governo, a necessidade de revisão desse Decreto-Lei. Foi mesmo com esta, entre outras, condição, aceite pelo frade do Ramalhal que Misericórdias lhe dirigiram convite para se candidatar a Presidente do Secretariado Nacional. Mas assim que se instalou nesse cargo jamais se interessou, minimamente, pelo compromisso assumido. Na mesma linha está o actual "presidente" da SN da UMP. A revisão do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro deixou mesmo de constituir um pensamento, muito menos é digna de qualquer plano de acção.
Infelizmente o tempo veio dar razão àqueles Senhores Provedores que desde o início dos anos 90 do século XX reclamam a revisão da citada legislação. Se nessa altura já se revelava desajustada agora constitui um nítido obstáculo à boa prestação de serviços por parte das organizações do sector social, nomeadamente, das Misericórdias.
A evolução da sociedade portuguesa depois de 1983 foi de tal forma rápida e alterou tão profundamente os padrões então vigentes que conduziu as Misericórdias a tomarem decisões e avançarem com soluções para os problemas sentidos nas respectivas comunidades locais que lhes criaram ainda mais dificuldades.
Em 1983 o modelo de inetervenção social então definido assentava numa construção de um estado social onde o Estado era o garante da prestação dos apoiosaos cidadãos fosse directamente fosse através das organizações do sector social. Este modelo não é mais possível tendo-se agora chegado ao ponto de eventual rotura e onde o Estado irá ter cada vez menor capacidade de atender a todas as necessidades dos cidadãos. Mas isto já era prvisível no início dos anos 90 do século passado, onde o Estado foi reduzindo as comparticipações aos utentes das valências e em simultâneo foi impondo novas e cars exigências às Instituições, para muitas delas não tendo garantido o respectivo financiamento.
Este modelo assentava e assenta numa parceria de cooperação anual com o Estado com o qual a UMP assina, quando assina, um Protocolo de Cooperação. Lembramos aqui que o Protocolo relativo ao ano de 2010 foi assinado no dia 21 de Dezembro de 2010. E o Protocolo para o corrente ano, nem vestígios se vislumbram.
O modelo a que nos estamos a referir é da total responsabilidade do Estado que encontrou nas Instituições, nomeadamente, nas Misericórdias uma forma barata de prestação de serviços aos cidadãos. É que as Misericórdias garantem a gestão do modelo de tal maneira barata que praticamente não tem custos já que a administração/gestão das Misericórdia,assim como de outras instituições são praticamente nulos por os órgãos sociais desempenham funções em regime de voluntariado respeitando o princípio da gratuidade. Pelo menos era assim. Sabemos que na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) há muito que assim não é. E também sabemos que os "dirigentes" da UMP para continuarem a justificar as suas indevidas remunerações estimulam os membros dos órgãos sociais das Misericórdias a fixarem para si próprios vencimentos/remunerações certas e regulares.
Temos,pois, aqui duas fontes de origem de problemas e dificuldades para as Misericórdias. Por um lado o Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro que há muito se concluiu estar desajustado da realidade social do País e por outro pela acção/inacção/omissão/demissão de funções destes "dirigentes" da UMP, mais preocupados com as vantagens individuais que da ocupaçao dos respectivos cargos lhes advém do que em encontrar soluções para os problemas/dificuldades que as Misericórdias há duas décadas reclamam.
Já aqui ontem referimos que este modelo assentava num entendimento informal entre o Estado e as Misericórdias que apontava para que as comparticipações cobrissem 60 % dos custos operacionais.Ora de acordo com um estudo recente concluiu-se que a cobertura máxima dos custos de funcionamento das IPSS era de 42 %, bem longe portanta dos inicialmente previstos 60 %. Para aém disso o Estado tem desde então vindo a impor novas exigências de entre as quais destacaremos: higiene, segurança e saúde no trabalho e condições de segurança. Os quais acarretaram um aumento substancial de custos no normal funcionamento das valências. Já este ano as Misericórdias vão passar a pagar, a partir do corrente mês, mais 17% nos custos do gás e da electricidade, resultante do reajustamento da taxa do IVA. Também para este significativo aumento de custos determinado pelo Estado, as Misericórdias não têm solução rápida nem financiamento garantido. Para já as Misericórdias só têm uma solução que passa necessariamente pela diminuição do consumo de gás e da electricidade o que se traduzirá numa diminuição dos serviços prestados aos utentes. Uma das situações que vai ser influenciada será a da climatização dos equipamentos o que vai implicar um abaixamento do nível de conforto.
Vamos passar a analisar as consequências da manutenção do actual modelo ao longo dos últimos 20 anos e a forma comoele se tem traduzido em penalizações para as Misericórdias e conduziu às dificuldades colossais com que estas instituições estão confrontadas.
O modelo em vigor é aceite pelos "dirigentes" da UMP sem que para tal tenha ouvido as Misericórdias ou sequer ter ouvido o Conselho Nacional. Anualmente, as Misericórdias são confrontadas com a assinatura do Protocolo anual da exclusiva responsabilidade dos "dirigentes" da UMP que o assinam sem ter a preocupação das consequências de tal assinatura.
Para quem queira ter termos de referência recomenda-se a consulta aos textos dos Protocolos de Cooperação que há mais de 20 anos têm vindo a ser assinados pelos "dirigentes" da UMP. Poder-se-áaí constatar as  condições de xigências crescentes que têm vindo a ser impostas às Misericórdias o que lhes tem agravado os custos de funcionamento e diminuído as receitas.
Já referimos que a taxa de cobertura das comparticpações que o Estado paga às Misericórdias tem vindo a baixar de uma posição superior a 50 % para pouco mais de 40%. Tudo isto foi feito com o apoio dos "dirigentes" da UMP que se traduz na assinatura anual doProtocolo de Cooperação sem ouvir, minimamente, as Misericórdias.
As dificuldades com que as Misericórdias estão confrontadas de há 15 anos a esta parte foi resultado de decisão do Governo de então da criação da rede públoica do ensino pré-escolar sem se preocupar minimamente, de garantir a continuidade de funcionamento dos equipamentos que forma construídos com dinheiros públicos, muitos deles financiados a 100 %. Desde então a Misericórdias foram confrontadas com a concorrência das autarquias que desataram mãos a criar salas de ensino pré-escolar não se tendo em consideração a capacidade disponóvel nos equipamentos das Misericórdias. Esta situação traduziu-se no encerramento de salas de ensino pré-escolar nos infantários/jardins de infância das Misericórdias com todas asconsequências que daí advieram. As dificuldades maiores que afectaram as Misericórdias nos equipamentos destinados à primeira infância teve início desde a criação da rede pública de ensino pré-escolar. E o que fizeram os "dirigentes" da UMP ? Nada. Absolutamente nada. Mesmo perante as dificuldades que todos os dias lhes chegavam e lhes eram exposta pelas Misericórdias, os "dirigentes" da UMP permaneceram, totalmente, insensíveis pelo que agora soa a falso o sentimento expresso pelo "presidente"do SN da UMP quando diz das dificuldades das porque passam agora as Misericórdias.
Os "dirigentes" da UMP não dizer que as Misericórdias não apresentaram soluções para a ultrapassagem das dificuldades.Uma delas até tinha sido bem fácil de implementar se tivesse havido vontade de a apresentar por parte desses mesmos "dirigentes" e que passava pela não autorização,por parte do Minsit´rio da Saúde, da criação de mais salas de ensino pré-escolar sempre e enquanto houvesse disponibilidade não utilizada nas Misericórdias.
E desta forma os "dirigentes"da UMP contribuiram, decisivamente, para o encerramento de infantários e de valências de ensino pré-escolar nas Misericórdias. Mas as Misericórdias que puderam aguentar o funcionamento do ensino pré-escolar passaram a ter mais e maiores dificuldades e serem alvo de discriminação. A primeira dificuldade foi resultado da incapacidade dos "dirigentes" da UMP em dialogarem com o Ministério da Educação no que ao Protocolo de Cooperação diz respeito. De tal forma os "dirigentes" da UMP tiveram incapacidade de diálogo que o Ministério da Educação substituiu a celebração por mútuo acordo do Protocolo de Cooperação por despacho anual do membro do Governo determinando as condições de participação das Misericórdias no âmbito do ensino pré-escolar. A educação foi área abandonada pelos "dirigentes" da UMP.
Mas houve mais factos altamente lesivos para a qualidade dos serviços prestados pelas Misericórdias. Bastará recordar em determinada data o Governo de então decidiu abrir concurso para equipar as salas do ensino pré-escolar com os quadros interactivos. As Misericórdias não puderam candidatar-se para aquisição deste equipamento e apesar de alertados, os "dirigentes" da UMP fizeram ouvidos de mercador e as Misericórdias ficaram impedidas de aceder à aquisição de quadros interactivos nas mesmas condições que o Governo fixou para a rede pública do ensino pré-escolar.
Temos aqui dois factos que são suficientemente elucidativos da falta de capacidade dos destes "dirigentes" da UMP para corresponderem à missão que as Misericórdias esperam da sua União e para isso a criaram. Os "dirigentes" da UMP manifestam total insensibilidade perante as dificuldades e problemas sentidos pelas Misericórdias. Estes mesmos "dirigentes" só esperneiam quando, sobretudo, sentem que podem estar em perigo os seus lugares nos cargos em que se instalaram. Foi assim que sentindo que as Misericórdias do norte poderiam querer discutir, em órgãos da UMP, as dificuldades que estão a viver, os "presidentes" do SN e da MCN da UMP decidiram convocar uma reunião do Conselho Nacional para a qual até já levaram as "conclusões" concluídas assim como o comunicado distribuído aos órgãos da comunicação social.
Apresentadas duas das causas das dificuldades vividas pelas Misericórdias nas valências infantário/jardim de infância, não se pense que as Misericórdias não têm outras dificuldades originadas pela inacção e/ou omissão na acção dos "dirigentes" da UMP. Não querendo ser exaustivo referiremos algumas dificuldades que o Estado tem criado às Misericórdias no âmbito das acções de apoio à população idosa.
Começamos por referir que as Misericórdias foram preteridas no acesso ao finaciamento no âmbito do PARES relativamente lares e respectivas remodelações e ampliações. As Misericórdias viram-se preteridas relativamente a outras instituições em virtude de os "dirigentes" da UMP não terem sido ouvidos (ou se o foram disseram que não tinham sido). Este facto impediu as Misericórdias de construirem novos lares onde não há capacidade suficiente de resposta para a procura. Impediu as Misericórdias de remodelarem lares jábastante desactualizados e degradados.Assim como impediu as Misericórdias de ampliar os seus lares quando já não há capacidade de resposta para as necessidades das respectivas cominidades locais. Tudo isto acontece porque os "dirigentes" da UMP recusam tomar conhecimento da realidade e muito menos não demonstram nenhuma vontade de negociar em representação das Misericórdias quando estas lho solicitam.
Muito mais poderíamos descrever. Poderíamos (quem sabe se um dia não passaremos tudo o que aqui temos escrito nestes 4 anos de actividade deste blog a livro) continuar a enunciar factos elucidativos da falta de vontade e da incapacidade manifestada pelos "dirigentes" da UMP. Continuaremos a reflectir sobre a vida da UMP e disso irermos continuar a dar conhecimento aos nossos leitores. Sobretudo porque as Miseriórdias desejam uma colossal modificação no que à forma e aoconteúdo de administrar/gerir a UMP diz respeito. A UMP tem que estar ao serviço das Misericórdias e não ao serviço de interesses privados onde até alguns comportamentos sob oponto de vista da moral deixam muito a desejar.

sábado, 8 de outubro de 2011

MASCARAR RESPONSABILIDADES CULPANDO PARCEIROS

O "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da UMP beneficiando do acesso que lhe é failitado num dos órgãos da comunicação social afirma: "Várias instituições de solidariedade social já não pagaram os vencimentos este mês e a situação ameaça agravar-se devido às dívidas, principalmente do Ministério da Saúde". Esta obriga a uma reflexão e ao questionamento do posicionamento e representatividade.
Que o actual "presidente do SN da UMP já há muito (se alguma vez a teve) que perdeu a capacidade de representar as Misericórdias. Porquê ? Porque ninguém o quer ouvir sobre as dificuldades e os problemas com que as Misericórdias se confrontam. E perdeu a capacidade de representar as Misericórdias porque a credibilidade também já foi (se alguma vez a teve). E isto porquê ? Em consequência de afirmações como a que acima transcrevemos do sítio: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/manuel-lemos-misericordias-instituicoes-salarios-tvi24/1286764-4071.html. É que o "presidente" do SN da UMP quando muito só terá legitimidade para falar em nome das Misericórdias. Não tem legitimidade para invocar, seja em que circunstâncias for, as IPSS. Esta afirmação para além de desajustada à eventual representatividade nada contribui para a defesa e salguarda da identidade das Instituições que dão corpo à União, as Misericórdias. Ao referir que são várias as IPSS que não pagaram os vencimentos este mês, cria-se a convicção que as Misericórdias, constituindo um universo distinto, cumpriram as suas obrigações para com os seus trabalhadores, pagando os vencimentos atempadamente. Será assim ? Pelo que afirmou no passado domingo parece que também haverá Misericórdias que não conseguiram pagar vencimentos no mês de Setembro. Então temos que saber do que fala o "presidente"do SN da UMP quando re refere a instituições de solidariedade social. Ou dito de uma forma mais esclarecedora. O "presidente" do SN da UMP ao não ter a mínima legitimidade para falar em nome das IPSS ou seque invocar a sua designação, quererá referir-se, exclusivamente, a Misericórdias. Ainda assim poderá o "presidente" do SN da UMP invocar a sua, eentual, capacidade de representação das Misericórdias quando quer o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto quer os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte, em conjunto, procuram junto do Governo, à margem da UMP, encontrar espaços e tempos de ultrapassagem das dificuldades ? O "presidente" do SN da UMP foi, nitidamente, desautorizado pelos referidos Senhores Provedores. E tendo sido desautorizado perdeu a capacidade de representação dessas mesmas Misericórdias. Bem pode gritar aos órgãos da comunicação social que representa as IPSS que já ninguém o ouve nem ninguém, parece querê-lo a represntar as suas Misericórdias. Então temos que colocar a seguinte questão: o que está este "presidente" do SN da UMP a fazer no cargo ? Uma das respostas possíveis é a seguinte: a receber montantes financeiros colossais, na ordem dos 5.000 € mensais, mais todas as mordomias de que usufrui e podem ser de montante equivalente, para além do vencimento completo pago pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, superior a 3.000 €. Ou não é assim ? Se o não for, pede-se aos "dirigentes" UMP que façam uma exposição, às Misericórdias de todos os gastos em administração nos últimos anos. As Misericórdias aguardam que os "dirigentes" da UMP expliquem como é que foi criado um passivo, em 4 (quatro) anos de 9.500.000 € (não é engano de zeros é mesmo de nove milhões e quatro mil euros). É muito mesmo muito dinheiro, para poder ficar sem explicações.
Afirma ainda o "presidente" do SN da UMP a situação ameaça agravar-se devido às dívidas, principalmente, do Ministério da Saúde. Bom, temos que perguntar se na história pós 25 de Abril o Minsitério da Saúde não pagou sempre com atrasos significativos ? Pergunte-se às Misericórdias que há muito têm serviços de saúde e acordos com o Ministério respectivo qual é a demora média no pagamento dos serviços prestados. E já agora temos que pergunstar se é principalmente o Minsitério da Saúde que deve às Misericórdias queão as outras entidades que devem. Porque a palavra principalmente é o reconhecimento explicito de que há outras entidades que devem dinheiro às Misericórdias. Quem são essas entidades ?
O que esta primeira afirmação do "presidente" do SN da UMP permite concluir é:
- haver uma nítida falta de confiança em si próprio;
- haver uma tentativa de representação de um universo institucional para a qual não tem legitimidade;
- haver uma falta de confiança das Misericórdias;
- ser notório o desconhecimento da realidade (não diz quantas instituições estão afectadas nem qual o eventual montante em dívida);
- uma total ausência de capacidade de autocrítica (não questiona o seu posicionamento individual nem a sua capacidade de representação nem a sua incapacidade para conhecer a realidade);
- haver uma apego desmedido ao cargo, do qual jamais quererá abdicar.
Uma nota final sobre a capacidade de representação deste "presidente" do SN da UMP. Tendo perdido e aceite a perca de capacidade de representar a UMP não se opôs, ou melhor, aceitou que fosse o Presidente da Direcção da CNIS a representar a Misericórdias junto da Conferência Episcopal Portuguesa. Este "presidente" do SN da UMP não se importa ser humilhado em todas e quaisquer cricunstâncias desde que o deixem continuar no cargo de forma a ter acesso aos benefícios e mordomias já aqui referenciadas e jamais desmentidas. Será que o poderão ser ?
Agora voltou a ser humilhado pelas decisões do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e por Senhores Provedores das Misericórdias do Norte.
Estes factos demonstram que acima de tudo este "presidente" do SN da UMP e os "dirigentes" que ele próprio escolheu estãoprontos para tudo aceitarem e serem humilhados desde que os deixem continuar a ocupar os cargos em que se instalaram.

Nessa mesma entrevista que pode ser vista no síto acima referido poremos constatar a seguinte afirmação: "De acordo com Manuel Lemos, citado pela Lusa, a crise atravessa todas as áreas em que as instituições de solidariedade social trabalham: da creche aos cuidados continuados."
Podemos, facilmente, constatar a contradição em que entra. Primeiro afirma que as dificuldades resultam do atraso nos pagamentos por parte do Ministério da Saúde, para depois afirmar a crise atravessa todas as áreas, referindo da creche aos cuidados continuados. Pergunta-se quais são as que estão entre uma e outros ?
Mas analizemos a contradição. Ao que todos sabemos é na valência creche, as comparticipações públicas não são pagas pelo Ministério da Saúde. Porquê então o "presidente" do SN da UMP aponta armas e bagagens ao Ministério da Saúde ? Será porque ele próprio se autoconvenceu que seria Ministro da Saúde deste Governo como andou a tentar convencer muito boa gente, e esta é a forma deeforra que encontrou ? No posicionamento do actual Governo relativamente aos pagamentos por parte do Ministério da Saúde nada se alterou relativamente ao Governo anterior. Para chegar a esta conclusão bastará recordar o que este "presidente" do SN da UMP disse há cerca de um ano sobre as dificuldades de entendimento com a titular da pasta, na altura.
Como já aqui concluímos em reflexão anterior o pricipal ou principais culpados da actual situação em que as Misericórdias se encontram, nomeadamente, no que a dificuldades económico-financeiras diz respeito poderão ser assacadas quase em exclusivo aos "dirigentes"da UMP. Porquê? Porque jamais se preocuparam em assegurar a sustentabilidade económico-financeira das Misericórdias. Apesar dos alertas que há muito vinha sendo notados e notórios, apesar dessas campainhas de alerta terem tocado ainda na segunda metade dos anos noventa, os "dirigentes" da UMP fizeram ouvidos de marcador, continuando num caminho de via única para o qual não havia outro destino senão o actual, o do contínuo agravamento das dificuldades sentidas pelas Misericórdias.
Quando o actual modelo de intervenção no âmbito da acção social foi delineado, na década de 80 do século XX, nas áreas estabelecidas no Decreto-Lei n.º 118/83, de 25 de Fevereiro, concesualizou-se com o Governo que o oedlo de financiamento assentaria em três pilares: Estado, Família e Misericórdia, apontando-se para um financiamento percentual numa ordem de grandeza de 60 %, para o Estado, 30 % para as Famílias e 10 % para as Misericórdias. Na primeira fase de funcionamento do actual modelo cpontemplado no já citado Decreto-Lei as percentagens de financiamento não andariam muito longe do que tinha sido comummente aceite. Só que com evoluir do tempo e, principalmente, depois da morte do Dr. Virgílio Lopes (primeiro Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas) aqueles que se lhe seguiram no cargo demonstraram uma total insensibilidade pelas consequências que adviriam para as Misericórdias com o continuado recuo percentual na cobertura dos custos reais do funcionamento das valências de acção social. Foi assim que o Estado foi, sucessivamente, baixando a taxa de cobertura dos custos reais.Em estudo recente levado a cabo pela Universidade Católica Portuguesa concluiu-se que a percentagem de cobertura das comparticipações da segurança social nas valências de acção social era na ordem máxima de 42 %. Veja-se como estamos tão longe dos 60 % para que apontava o concenso estabelecido informalmente nos anos 80. Será de todo impossível ao Estado aumentar as comparticpações para montantes que satisfaçam as necessidades de cobertura de custos operacionais, para só falar nestes. Um exercício de simples contabilidade permitirá concluir a impossibilidade real de o Estado chegar aos 60 % de taxa de cobertura de custos. Para atingir esta percentagem, e fazendo fé no citado estudo podemos estimar um aumento na ordem dos 50 % a serem suportados pelo Orçamento Geral do Estado. Este aumento traduzir-se-ia num aumento de 1,5 milhões de euros diários. Com as dificuldades que o País está viver pode-se constatar a impossibilidade real e assim concluir pela total insensibilidade dos "dirigentes" da UMP perante a realidade com que estão confrontados e que não quererão ver.
Para quem conhecesse, minimamente, esta realidade jamais poderia pensar e muito menos esperar que o Estado pudesse vir a aumentar os níveis de comparticpações. A tendência, a manter-se, e nas actuais circunstâncias será até para baixar a taxa de cobertura de custos por parte das comparticipações estatais. Não foi de bom senso conduzir as Misericórdias à criação de expectativas que se sabiam de antemão não poderem vir a ser algum dia satisfeitas. A tendência é para a taxa de cobertura das comparticipações públicas continuar a diminuir. Quer isto dizer que continuar a pensar e continuar a querer responsabilizar o Governo, nomeadamente o Ministério da Saúde pelas dificuldades que as Misericórdias estao a atravessar é um erro e é uma injustiça para quem tem que gerir os escassicimos dinheiros públicos numa situação tão débil como a actual.
Não podem pois as Misericórdias esperar alteração relativamente ao quem vem sendo prática continuada. As Misericórdias terão que encontrar novas fontes de financiamento para fazer a despesas que têm tendência para aumentar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NÃO HÁ CONFIANÇA NOS "DIRIGENTES" DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Não poderia ter chegado mais a tempo e mais a propósito a entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto à TVI24 anteontem, dia 4 de Outubro.
Transcrevemos:
Em muitas Misericórdias do Norte do País, nomeadamente, da Região de Trás-os-Montes, a situação é muito difícil, porque eu próprio tenho disponibilizados contactos com membros do Governo e os Provedores no sentido de tentar obter soluções para essas santas casas de misericórdia que estão sem receber há longos meses, algumas delas há cerca de 6 meses as transferência a que têm direito por parte do estado.
O Governo tem, de certa maneira, justificado estes atrasos com o facto de ter sido surpreendido com alguns desvios na execução orçamental e que muitos destes padrões de compromisso e contratos estariam em risco de não poder ser cumpridos.
Para quem ainda tiveese eventuais dúvidas sobre a ausência de confiança que os Senhores Provedores têm nos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) bastará escutar as palavras anteontem proferidas pelo Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e aqui agora transcritas.
Mal poderíamos nós imaginar que, imediatamente, após a publicação do post no dia 4 de Outubro iria ser emitida a transcrita entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto.
Procurando podemos encontrar como definição para confiança: 1 crença na probidade moral, na sinceridade afectiva, nas qualidades profissionais, etc., de outrem, que torna incompatível imaginar um deslize, uma traição, uma demonstração de incompetência da sua parte; crédito, fé 2 crença de algo não falhará, é bem feito ou forte o suficiente para cumprir a sua missão 3 força interior, segurança, firmeza 4 crença ou certeza de que as suas expectativas serão concretizadas; esperança, optimismo 5 sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua
Partindo deste conceito de confiança, facilmente, constatremos que o que quer o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto quer os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte quiseram demonstrar a quem está instalado no cargo de "presidente" do SN da UMP foi uma manifesta prova de ausência total de confiança na resolução e/ou ultrapassagem das dificuldades com que estão confrontados e estão a viver. O que o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e os Senhores Provedores das Miseicórdias do Norte quiseram dizer ao "presidente" do SN da UMP foi que não confiavam nele, nem nos seus pares, para junto do Governo tentar ultrapassar as dificuldades e os problemas com que se debatem. Não têm mais confiança em quem "dirige" a UMP para resolver e/ou tentar resover, em sua representação, os problemas com que se debatem. O que o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte demonstraram foi o não reconhecimento de confiança nos "dirigentes" da UMP. Os "dirigentes" da UMP não são mais dignos de confiança por parte do Senhor Provedor da Misericórdioa do Porto nem dos Senhores Provedores das Misericórdias do Norte.
Aqui está mais um facto que desmonstra e elucida alguém que ainda não tivesse tal convicção. A entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto constitui um facto demonstrativo da falta de confiança de próprio, assim como dos Senhores Provedores a que se referiu, nos actuais "dirigentes" da Misericórdia do Porto.
O que esta entrevista vem demonstrar é a total ausência de confiança de Senhores Provedores das Misericórdias do Norte. Esta realidade não é nova. Quem acompanha a realidade institucional, constituída pelo universo das Misericórdias, conhece também, muito bem, a falta de confiança que as Misericórdias, de uma forma geral, sempre tiveram, quer no actual "presidente" do Secretariado nacional (SN) da UMP e por arrastamento em todos aqueles que este escolheu para os acompanhar. É esse falta de confiança nos "dirigentes" da UMP que agora se está a tornar cada vez mais e melhor conhecida.
Aqui está um facto que é a constatação da total ausência de confiança de Senhores Provedores das Misericórdias nos actuais "dirigentes" da UMP. Há muito, muito tempo mesmo que tal esta ausência de confiança nos "dirigentes" da UMP é sentida e vivida pelos Senhores Provedores. Quer dizer que se os Senhores Provedores das Misericórdias tivessem confiança nos "dirigentes" da UMP nem o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto se teria disponibilizado para ser o interlocutor das Misericórdias do Norte junto do Governo, nem os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte tinha solicitado e aceite essa mesma disponibilidade. Porquê ? Porque tal missão é da competência dos Dirigentes da UMP. Quer isto dizer que se a UMP estive dotada de Dirigentes" e não de "dirigentes", haveria confiança mútua. Assim não há, nem se vislumbra que algum dia possa vir a a haver.
Esta constatação tem implicações, altamente, lesivas para a missão quercolectiva quer individual das Misericórdias. São cada vez menos as Misericórdias que recorrem ao apoio efectivo desta UMP para a ultrapassagem dos problemas e das dificuldades que só serão ultrapassáveis em Solidariedade. Cada vez são mais as Misericórdias que dispensam, senão desprezam mesmo, os serviços destes "dirigentes" desta UMP, já que é sentimento generalizado que esses mesmo "dirigentes" não se interessam, minimamente, pelas dificuldades e problemas vividos pelas Misericórdias e muito menos procuram soluções para os mesmos.
Os actuais "dirigentes" das Misericórdias conhecendo a total ausência de confiança que os Senhores Provedores lhes dedicam têm pavor de criar espaços e tempos onde as Misericórdias analisem, abordem e concluam sobre caminhos de futuro. POs actuais "dirigentes" da UMP têm pavor que a sua inacção, inabilidade, incapacidade e/ou incompetência, universalmente, conhecida possa ser, minimamente, posta em causa nesses espaços e tempos. Para os "dirigentes" da UMP há que fazer tudo o que seja possível e pareça impossível para se manterem nos cargos dos quais jamais quererão abdicar.
Dificilmente aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) recuperarão a confiança perdida. Se é que alguma vez a tiveram. É que a confiança, uma vez perdida, dificilmente, se recupera. E os factos dignos de serem considerados como demonstrativos de total ausência de confiança nos "dirigentes" da UMP são tantos, tantos que é, praticamente, impossível aos Senhores Provedores depositarem nesses "dirigentes" alguma confiança, por mínima que seja.
Quando o Senhor Provedor da Maior Misericórdia do País se disponibiliza junto das Misericórdias do Norte para tentar ultrapassar dificuldades diz tudo sobre a confiança que quer esse Senhor Provedor quer os das Misericórdias em dificuldades depositam nos actuais "dirigentes" da UMP. Nenhuma, concluo sem a mínima dúvida. Este facto que constitui em si mesmo uma demonstração cabal de total falta de confiança nos "dirigentes" da UMP deveria obrigar esses mesmos "dirigentes" a convocar, aí com todo o fundamento necessário para tal, a Assembleia Geral (AG) da UMP e perguntarem às Misericórdias se de facto são dognos de lhes manterem confiança. Mas nesta não cairão os "dirigentes" da UMP. É que não vá o diabo tecê-las e as Misericórdias não reconheçam que são dignos de confiança e assim sejam obrigados a ir-se embora de cargos que jamais deveriam ter ocupado. Como já toda a gente reconhece os "dirigentes" da UMP tudo farão para jamais poderem ser postos em causa e muito menos para que haja condições para que sejam obrigados a abandonar os cargos para que foram "eleitos" na UMP.
Esta falta total de confiança dos Senhores Provedores das Misericórdiasd do Norte, nos "dirigentes" da UMP, levou-os a tentarem encontrar no seu seio alguém que possa ultrapassar esta falta de confiança. E num gesto de Solidariedade o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto disponibilizou-se para dialogar com o Governo, reconhecendo a falta de capacidade dos "dirigentes" da UMP para tal.
Tudo isto é tão mais estranho quando se sabe que o "presidente" do SN da UMP e mentor da actual composição dos órgãos sociais da UMP foi "eleito" na qualidade de irmão da Misericórdia do Porto. Este facto é tão mais relevante quando pode ser entendido como uma demonstração de total ausência de confiança, por parte do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto, no irmão da sua Misericórdia, para o exercício do cargo de "presidente" do SN da UMP. Se assim não fosse em vez de ser ter disponibilizado para, em acto de manifesta ultrapassagem, promover o diálogo das Misericórdias do Norte com o Governo, tinha pressionado o seu irmão "presidente" do SN da UMP para tal. Não o tendo feito quis demonstrar que o irmão "presidente" do SN da UMP não é digno da sua confiança nem da confiança dos Senhores Provedores das Misericórdias do Norte.
E assim vai continuando a ser desautorizada uma Instituição que deveria ser uma referência nacional e internacional do movimento de Solidariedade constituído pelo universo das Misericórdias. A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) com esta composição dos seus órgãos sociais não merece a confiança por parte dos Senhores Provedores e não dispõe de credibilidade para representar as Misericórdias junto das entidades de tutela.
Depois de toda esta reflexão a questão que se nos coloca é a seguinte: terão, os actuais órgãos sociais da UMP condições (se alguma vez tiveram) para continuarem no exercício dos cargos ?
A resposta só pode ser uma e é: objectivamente, não.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

AUSÊNCIA DE CONFIANÇA N(D)OS "DIRIGENTES" DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Dois factos ocorridos, o primeiro no dia 29 de Setembro, reunião do Conselho Nacional e o segundo no dia 2 de Outubro, participação no espaço de reflexão de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, em horário nobre - prime time.
Ambos são o reflexo da situação a que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) chegou ou para que foi conduzida.
A convocatória do Conselho Nacional revelou-se uma manifestação externa de total ausência de auto-confiança. Os actuais "dirigentes" com esta convocatória mais não conseguiram demonstrar a sua total perca de confiança em si próprios. Precisaram de convocar-se a si próprios para "aprovarem" um comunicado que expresse para si próprios a confiança que em si mesmo já perderam.
A convocatória de reunião do Conselho Nacional é a expressão máxima da ausência de confiança que os actuais "dirigentes" da UMP têm em si próprios. Como é que esta gente consegue a qualquer preço manter-se "colada" aos lugares em que se instalou ? A tudo se sujeitam.
Os Dirigentes que têm um sentimento de auto-confiança jamais se sujeitam, muito menos promovem ou convocam, manifestações próprias para expressarem confiança a si próprios. No mínimo o que externamente esta iniciativa poderá ser considerada é de RIDÍCULA.
Quem observe os factos protagonizados pelos "dirigentes" da UMP não pode deixar de considerar que algo vai mal naquele "reino". De facto a UMP é administrada e gerida como se de um autêntico reino dos "dirigentes" se tratasse. Estes só reagem quando a sua administração/ gestão está a ser posta em causa. É isso que se está a passar. As Misericórdias que investiram seguindo os conselhos daqueles que "dirigem" a UMP, noemadamente do seu "presidente" da SN estão a sentir na pele as difculdades originadas. E como essas dificuldades se estão a revelar insuportáveis, começaram a questionar as opções dos "dirigentes" da UMP e requerem a sua intervenção djunto do Governo de forma a que este tome decisões (quer dizer liberte dinheiro) para fazer face às dificuldades sentidas pelas Misericórdias. Como o dinheiro do Orçamento de Estado é escasso, aí está a origem dos atrasos verificados. Mesmo assim e pelas próprias palavras do "presidente" do SN da UMP os eventuias atrasos a verificarem-se, os mesmo ocorrem só na região norte. Ora são, precisamente, as Misericórdias da região norte que têm pagamentos em atraso as que mais reclamam junto do "presidente" do SN da UMP. Esta terá sido a razão próxima que obrigou os "presidentes" do SN e da MCN da UMP a convocarem o CN, por forma a tentar calar o descontetamento crescente e cada vez menos silencioso que está em progresão dentro da UMP. Acontece até que o descontentamento é há muito tempo muito grande dentro da UMP. Para constatr esta realidade bastará frequentar os corredores de acesso às reuniões quer do CN quer da Assembleia Geral (AG) da UMP. Só que até agora tem-lhes sido relativamente fácil manipular as reuniões quer do CN quer da AG. Mas como o descontentamento pela forma como a UMP está a ser administrada/gerida não pára de cescer, dificilmente aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) conseguirão sustê-lo. Avizim-se tempos de imprescindível mudança na UMP. As Misericórdias pouco mais resistirão a esta forma de adminstrar/gerir a UMP.
Os "dirigentes" da UMP conduziram as Misericórdias para a situação que há muito se previa de dificuldades e que muitas delas teriam mesmo dificuldade na sua sustentabilidade.
Em 2003 um grupo de avisados Provedores com larga experiência de administração/gestão de Misericórdias alertaram para s dificuldades que já então eram sentidas e que se nada fosse feito ou que se a UMP continuasse no caminho que vinha seguindo, o que estava em causa era a sobrevivência de muitas Misericórdias, principalmente daqueles que menor fontes de rendimentos. O que hoje estão a sofrer as Misericórdias era de tal forma previsível já em 2003 que obrigou muitos Provedores a promover uma candidatura das Misericórdias em oposição à candidatura daqueles que se instalaram nos cargos da UMP e deles não querem sair, mesmo que isso se revele altamente prejudicial para as Misericórdias.
Ninguém, mas mesmo ninguém, que tenha níveis mínimos de auto-confiança pede manifestações de confiança seja a quem for. Os níveis de confiança dos actuais "dirigentes" da UMP andam tão tão por baixo que precisam de pedir a si próprios votos expressos de confiança.
A convocatória desta reunião do Conselho Nacional (CN) constituiu um recurso a que os "dirigentes" da UMP, nomeadamente, os "presidentes" da MCN e do SN da UMP deitaram mão na esperança de calarem o cresnte mau estar no universo das Misericórdias. Entusistas (seriam?) como foram e promotores da adesão das Misericórdias à prestação de cuidados de saúde, exclusivamente, ao serviço nacional de saúde (SNS) omitiram às Misericórdias as consequências de tal entusiasmo. Apesar de avisados por muitos Provedores que desconfiavam (até o pobre desconfia quando a esmola é grande) do sucesso prometido, nomeadamente, pelos "presidentes" do SN da UMP, alertaram para a situação que mais cedo ou mais tarde chegaria e que seria esta, a que estão a sofrer as Misericórdias que se deixaram embalar p+ela onda de prometido sucesso. E não se diga que o que está a acontecer é resultado dacrise que as finanças públicas atravessam. O que as Misericórdias estão a sofrer são as consequências de não teerm sido salvaguardados os mais elementares princípios de boa gestão assim como não foi garantida a suatentabilidade das Misericórdias. Tal como todo este processo foi conduzido pelo actual "presidente" da UMP as consequências desastrosas seriam, necessariamente, as que estão a ocorrer. Pior. Têm tendência a piorar.
A reunião do Cn da última semana constituiu também uma nítida forçagem das competências que lhes estão atribuídas. O CN da UMP é por definição e pela sua própria natureza um órgão consultivo do SN. Deveria ter sido convocado para ser ouvido sobre questão(ões) apresentadas pelo SN, quando o SN tem confiança em si próprio não manda convocar o CN para expressar confiança ao órgão social que tem que aconselhar. Parce pois haver uma utilização abusiva dos órgãos sociais da UMP em benfício próprio ou como tentativa de reforço de posições pessoais que os próprios sentem cada vez mais enfraquecida.
A perca de confiança tem como reflexo uma consequente perca de autoridade. E esta perca de autoridade que tem conduzido a UMP a uma continuada perca de influência junto de todas as instâncias. A perca de confiança é tão tão notória que os "dirigentes" da UMP sentem necessidade de se pedirem a sipróprios um voto expresso de confiança. Foi isto, exactamente que se passou com a realização da reunião do CN na semana passada. Os "dirigentes" da UMP promoveram, para si próprios uma manifestração de confiança.
A falta de confiança em si próprios é de tal forma colossal que os "dirigentes" da UMP têm um pavor colossal de criar espaços de reflexão conjunta por parte das Misericórdias. É que as dificuldades que as Misericórdias estão a sentir agora de uma forma agravada é resultado de total ausência de sensibilidade e por completo desconheciemnto da realidade em que as Misericórdias vivem e se  movimentam. De há muitos anos a esta parte que os sucessivos protocolos de cooperação anual celebrados com o MSSS se têm revelado altamente penalizadores para as Misericórdias.
As dificuldades que agora estão a ser reveladas não são só resultado de atrasos nos pagamentos por parte do Minsitério da saúde mas são, fundamentalmente, resultado de falta de capacidade de olhar para a sustentabilidade das Misericórdias por parte dos "dirigentes" da UMP.
Conscientes da sua falta de confiança em si próprios, os "dirigentes" da UMP sentem que só obtém alguma auto-confiança se pedirem a mesma a si próprios. Foi nesta linha de actuação que há cerca de um ano a pediram quando a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou o Decreto Geral para as Misericórdias, foi assim que também pediram um voto de confiança à Assembleia Geral que se seguiu e é nessa linha que se insere a realização da reaunião do CN da passada semana.
Os "dirigentes" da UMP conseguem transformar os votos de confiança que eles próprios se propõem a si próprios para votar por unanimidade (impossível ser de outra forma) em autênticas expressões públicas de fraqueza reconhecida. Estes sistemáticos votos de confiança que os "dirigentes" da UMP pedem para si próprios não são mais do que manisfestações externas de fraqueza. Dirigentes que se prezem de o ser no exercício legítimo dos mandatos para que são eleitos jamais necessitam de convocar órgãos propostos por si próprios para expressar confiança aos próprios.
Aqui está uma das razões para que estes "dirigentes" da UMP não mereçam confiança das tutelas nem da generalidade dos Portugueses, senão mesmo da generalidade dos Dirigentes das Misericórdias. Quem frequente os corredores das reuniões dos órgãos sociais da UMP, com toda a facilidade se aperceberá do descontentamento generalizado do rumo imposto à UMP pelo seus "dirigentes". Há um mau estar generalizado nas Misericórdias Portuguesas (talvez em consequência deste reconhecimento os "dirigentes" da UMP se sintam impelidos a solicitar na próxima reunião da AG mais um voto de confiança às Misericórdias presentes, e certamente o obterão) pelas linhas de orientação seguidas pelos "dirigentes" da UMP. Estes jamais se preocuparam, minimaente, com as dificuldades que no dia a dia, as Misericórdias têm que ultrapassar. Pior ainda reside no facto de que todas as negociações em que estes "dirigentes" da UMP se envolvem sem para tal estarem suficientemente mandatados pelas Misericórdias, têm como consequências a geração de mais e maiores dificuldades.
Para quem tiver ainda dúvidas sobre estas conclusões bastará procurar notícias sobre as dificuldades sentidas. Ainda todos recordaremos que também há cerca de um ano o "presidente" do SN da UMP reclamava junto da anterior Ministra da Saúde a resolução das dificuldades que 12 Misericórdias do Norte estavam a sentir com a ausência de assinatura de protocolo. Mudou o Governo e as dificuldades não só continuaram como até se agravaram.
É, no mínimo, estranho que a culpa das dificuldades esteja sempre do lado dos Governos sejam eles de que natureza forem.
Estes "dirigentes" da UMP são incapazes de ver além da ponta do seu próprio nariz. Pelo menos podiam equacionar a possibilidade de mudar a linha de orientação seguida. A situação é tanto mais grave quando se pode perspectivar que a manter-se a actual linha de orientação na UMP as Misericórdias podem ser conduzidas para situações de completa rutura de onde resultarão prejuízos para as respectivas populações locais.
Com as linhas de orientação seguidas de há uns anos a esta parte pelo "dirigentes" da UMP não haverá solução para asa dificuldades sentidas pelas Misericórdias. Bem antes pelo contrário. Se não houve uma inversão total as dificuldades continuarão a aumentar.
Há muito que aqui vimos alertando para os erros sistemáticos praticados e promovidos pelos "dirigentes" da UMP.
Há muito que aqui vimnos alertando para as consequências do erros cometidos pelos "dirigentes" da UMP. Elas aí estão. Estas consequências desastrosas eram previsíveis. Talvez só tenham chegado mais depressa em consequência das dificuldades que Portugal atravessa. O caminho seguido e proposto pelos "dirigentes" da UMP seria sempre este. E se nada for feito. Se as Misericórdias continuarem a ser aconselhadas a ficarem à espera que o estado lhes resolva as suas dificuldades continuarão na linha do surgimento continuado de dificuldades crescentes.
A UMP tem por missão essencial constituir-se como espaço de reflexão colectiva e deve ser o espaço privilegiado onde as Misericórdias reflitam sobre a sua missão colectiva sobre as suas dificuldades, sobre os seus sucessos e sobretudo que encarreguem os Dirigentes da UMP de encontrar com as entidades externas de âmbito nacional soluções para as dificuldades sentidas.
O modelo de intervenção das Misericórdias foi estabelecido na década de oitenta do século passado. Desde aí Portugal evoluiu de tal forma que, a partir do início deste milénio, esse modelo revelou-se desaquado. De tal forma era visível a sua desadequação que muitos Provedores foram chamando a atenção daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMO (AICOSUMP) para a necessidade de se encontrarem novos modelos de intervenção social de forma a que as Misericórdias pudessem corresponder aos desafícios do futuro. Mais preocupados (só preocupados) na sua manutenção nesses nesses cargos encararam as vozes críticas como inimigos a abater. Pios que isso é que manipulando consegiram arregimentar alguns para, dentro de um movimento que é de Solidariedade, abaterem essas vozes críticas.
Não há como o tempo para dar razão a quem de facto a tem. E ela aí está com toda a força, infelizmente, para o mal das Misericórdias, mas sobretudo, altamente, predudicial para os cidadãos em dificuldades.

domingo, 2 de outubro de 2011

AS MISERICÓRDIAS E A SAÚDE


RESUMO

Teria sido bom ter como ponto de partida o conhecimento da realidade da prática seguida pelo Ministério da Saúde.
O mais elementar princípio de gestão recomenda que jamais se deva ter um único e exclusivo cliente. O insucesso está garantido quando qualquer negócio fica dependente de um único cliente.
É de todo contraproducente aceitar que seja o cliente a gerir o "negócio", ainda por cima quando tal cliente é o único.
As Misericórdias já sofriam há muito com pos atrasos nos pagamentos por parte do Ministério da Saúde.
A Rede Nacional de Cuidados Continuados de Saúde está integrada no Serviço Nacional de Saúde. As Misericórdias que aderiram ficaram demntro do SNS.
As Misericórdias deveriam e devem criar uma Rede Social de Cuidados de Saúde. Devem diversificar os clientes e procurar ter o maior número possível.
Os actuais Lares das Misericórdias são autênticas unidades de cuidados continuados. Nos Lares as Misericórdias, para além dos serviços que contratam no âmbito do Protocolo de Cooperação, prestam também cada vez mais e melhores serviços de saúde aos seus utentes.
As colossais, com tendência para aumentar, dificuldades sentidas pelas Misericórdias são resultado de uma política estabelecida pelos "dirigentes" da União das Misericórdias Portugeusas que promoveram e estimularam a sua participação nestes termos.
A posição negocial dos "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas sai, substancialmente (se puder enfraquecer ainda mais), enfraquecida sempre e quando é soliciatdo quer ao Conselho Nacional quer à própria Assembleia Geral confiança para os próprios "dirigentes".
Quando as organizações estão dotadas de Dirigentes, estes jamais reclamam apoio dos órgãos eleitos. Fracos, fracos são os "dirigentes" que reclama apoio e confiança daqueles que os próprios escolheram. Prova de maior fraqueza não há.
De facto e em concreto os actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas só têm confiança dos próprios.


As Misericórdias têm por missão o cumprimento das 14 Obras de Misericórdias, 7 espirituais e 7 corporais. De entre estas destacamos, hoje, o cuidar dos enfermos.
Desde a sua fundação que as Misericórdias se dedicaram a cuidar dos enfermos. Uma das razões que conduziu ao surgimento das Misericórdias em 1498 foi a concretização da reforma da assistência em Portugal iniciada por D. João II. No século XX as Misericórdias garantiam a assistência na doença à generalidade da população. Recordamos que nesta época as Misericórdias geriam quase todos os hospitais portugueses onde eram prestados a maioria dos cuidados de saúde. Constituiam excepção os Hospitais de S. João, na cidade do Porto, os Hospitais da Universidade de Coimbra e os Hospitais Civis da cidade de Lisboa.
Foi marcante e notável a presença das Misericórdias na prestação dos cuidados de saúde aos Portgueses. Quem olhar para a história das Misericórdias no século XX constatará que surgiram, então, várias Misericórdias com o objectivo de dotarem os respectivos concelhos/localidades de hospitais onde pudessem ser prestados cuidados de saúde. Foi também já em pleno século XX que eram frequentes a realização de cortejops de oferendas, fundamentalmente, para angariar fundos para modernizar, readaptar e/ou construir novos hospitais.
Imediatamente após o 25 de Abril o Estado tomou a iniciativa de estatizar quer os cuidados de saúde que eram prestados pelas Misericórdias assim como se apropriou, sem dirieto a indemnização ou pagamente do renda, dos edifícios dos hospitais. Mais tarde, em 1980, esta situação foi corrigida pelo então Ministro dos Assuntos Sociais, Dr. Morais Leitão, a quem as Misericórdias e as populações locais ficaram de tal maneiras gratas que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) decidiu atribuir-lhe a mais alta condecoração, o Grande Colar. Condecoração esta que quer o frade do Ramalhal quer o actual "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da UMP, até hoje se recusaram a entregar-lhe. Acontece até que o Dr. Morais Leitão jamais receberá tal condecoração pois já não está entre nós. Esta atitude dos "presidentes" do SN da UMP desde 1991 é de todo incompreensível.
Após a estatização dos hospitais das Misericórdias, poucas foram as que puderam continuar a prestar cuidados de saúde.
Este pequeno intróito serve para relevar a importância da prestação de cuidados de saúde sob a responsabilidade das Misericórdias ao longo de toda a sua história.
Queremos hoje debruçar-nos sobre a actividade das Misericórdias, na actualidade, e as colossais dificuldades com que já estão confrontadas as quais, com fortíssimas probabilidades, se continuarão a agravar.
Queremos, também, debruçar-nos sobre a realidade contemporânea das Misericórdias, bem como as potencialidades que encerram.
Comecemos então por analizar os fundamentos e/ou as razões que conduziram à actual situação.
O actual "presidente" do SN da UMP foi sempre um colossal entusiasta da prestação de cuidados de sáude, por parte das Misericórdias, ao Estado, ou seja, ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ou seja, o que o actula "presidente" do SN da UMP sempre quis e que foi tentando e conseguindo impor às Misericórdias, foi a entrada destas Instituições na área da saúde prestando serviço ao Estado, entenda-se, Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ou seja, defendeu sempre que as Misericórdias tivessem um única cliente, o SNS.
Ora como qualquer mau gestor sabe, ou pelo menos tem obrigação de saber, qualquer negócio que dependa de um só cliente está condenado ao fracasso e consequente desaparecimento. Foi a esta situação que o actual "presidente" do SN da UMP conduziu as Misericórdias.
Desde sempre o Estado, entenda-se, Ministério da Saúde, SNS, pagou, às Misericórdias, os serviços que estas lhe prestava, com significativos atrasos. O actual "presidente" do SN da UMP não poderia desconhecer esta realidade. já que invoca o seu perfeito conhecimento da saúde em Portugal em resultado de ter sido Chefe de gabinete de uma das Melhores Minstras da Saúde, a Dr.ª Leonor Beleza. Mas parece que de pouco lhe valeu os os conhecimentos então adquiridos.
Também é do conhecimento geral que os custos operacionais e estruturais do SNS nunca pararam de crescer o que tem tido como consequência o continuado agravamento do défice na área da saúde, que ao que parece se cifra, agaro, nos 3 mil milhões de euros.
O actual "presidente" do SN da UMP não poderá ignorar as dificuldades crescentes com que os diferentes Ministros se confrontaram.
Ainda todos estaremos lembrados que em 2010, o actual "presidente" do SN da UMP, ao tempo do Governo anterior, reclamava, junto dos órgãos da comunicação social, a celebração de novo protocolo na átea da saúde porque havia Misericórdias em risco de rotura financeira.
Foram estas Misericórdias que agora mais pressionaram o "presidente" do SN da UMP para tentar que o Mistério da Saúde pague eventuais débitos à Misericórdias e recupere os atrasos que se cifrarão em 90 dias.
Para qualquer cidadão minimamente informado saberá que há serviços prestados ao Estado que estão com atrasos de pagamento na ordem dos 900 dias.
Desde sempre que qualquer cidadão, minimamente informada sabe que o Ministério da saúde tem mantido enormes dificuldades em pagar a tempos e horas aos seus fornecedores de bens e serviços. E as Misericórdias têm sofrido com esta situação.
O "presidente" do SN da UMP não pode ignorar toda a envolvente e circunstâncias em que as Misericórdias se movimentam, nomeadamente, na área da saúde, assim com as implicações que as dificuldades que surgem nesta área têm nas outras áreas assistenciais das Misericórdias.
Vamos agora analizar as causas da actual situação para que as Misericórdias foram conduzidas.
Já dissémos que é um colossal erro de palmatória fazer depender o sucesso de qualquer actividade com repercussões financeiras de um um único cliente.
As Misericórdias foram levadas a edifciar e a prestar serviços de saúde, quase em exclusivo, ao Estado. Sabendo-se, desde há muito, que o estado é mau pagador, o resultado aí está à vista de todos e sentidos, emparticular pelas Misericórdias por ideia, que embrulhada numa visão de injustificado optimismo, só poderia conduzir a este resultado: grandes e graves dificuldaes financeiras.
As Misericórdias jamais deveriam ter sido estimuladas a entrar na área da saúde tendo como único e exclusivo cliente o Ministèrio da saúde, por razões de boa gestão e pelo conhecimento adquirido.
Só interesses particulares e/ou de pequenos grupos poderão justificar tanta e tão continuada insistência para que as Misericórdias entrassem, nestas circunstâncias na área da saúde.
Outras das razões que desaconsekhavam a entrada das Misericórdias na área da saúde preden-se com o seguinte: nomeadamente, a adesão à Rede de Cyidados Continuados. Este caso é paradigmático do pior a que as Misericórdias poderiam ter sido conduzidas. Vejamos o porquê.
É que as Misericórdias para além de terem sido conduzidas a prestar serviços a um único cliente, entraram numa rede que é do Estado, pelo que é o Estado (Ministério da Saúde) que gere essa mesma Rede.
As Misericórdias construiram a unidades de cuidados continuados, assumiram as correspondentes responsabilidades financeiras, muitas delas contrairam empréstimos de duvidosa capacidade de liquidação e litam-se a ser espectadoras das decisões governamentais.
O que se passa na realidade do concreto (passe o pleonansmo) é o seguinte: as Misericórdias constroem as unidades de cuidados continuados, com ou sem apoio de financiamento público para a qual o recurso a financiamento privado tem cvonstituido prática corrente. Ou seja as Misericórdias endividaram-se para conseguir construir e por em funcinamento as unidades de cuidados continuados. Essas unidades são integradas na Rede de Cuidados Continuados que é, SNS.
Logo aqui há uma perca de identidade. As Misericórdias passaram a ser agentes integrantes de uma rede pública. Esta perca de identidade conduziu, obrigatoriamente, à perca de autonomia. As Misericórdias ficaram reféns das decisões dos funcionários do Ministério da Saúde.
A gravidade desta situação é tanto maior quanto resulta de um duplo acumular de erros básicos de gestão. As Misericórdias, para além de prestarem serviços a um único cliente, o Estado, consetiram, levados na sua boa fé, pelo actual "presidente" do SN da UMP, a que fosse esse único cliente a definir a regras do jogo e a gerir o normal funcinamento dos serviços cujas responsabilidades econónmico/financeiras são das Misericórdias. Esta é de facto a realidade. As únicas responsabilidades das Misericórdias na Rede de Cuidados continuados é garantirem a disponoibilidade de recursos que o Estado utiliza quando e como quer e só paga quando pode. E as Misericórdias têm que manter em permanência a disponibildade dos serviços suportando os inerentes custos fixos, ainda que os equipamentos não sejam utilizados.
Isto é uma contratação leonina (não tem nada aver com o Sporting). O estado não assume nem, minimamente, partilha responsabilidades nestas unidades.
As Misericórdias têm um único cliente, o que só por si já é de colossal gravidade, como esse mesmo cliente que gere, a seu belo prazer essas unidades de cuidados continuados. O clinete - Estado - é decide quem admite, quando admite, como admite, quanto tempo vai estar internado, que tipo de tratamento vai ser administrado ao utente, etc, etc..
As Misericórdias não são vistas nem achadas na gestão corrente e operacional das unidades de cuidados continuados.
Aqui está a chave do colossal fracasso da promoção, levada a cabo pelos "dirigentes" da UMP, da entrada das Misericórdias na área da saúde nestas circunstâncias.
Quando seria de todo em todo desanconselhável a entrada das Misericórdias na área da saúde nas circunstâncias aqui e agora descritas, os "dirigentes" da UMP conduziram as Misericórdias para este beco do qual dificilmente sairão.
Os encargos assumidos pelas Misericórdias com a entrada na prtestação de cuidados de saúde exclusivamente ao Estado é de tal maneira grande. As dificuldades que o Estado tem em pagar são resultado do défice das contas públicas. Este défece vai continuar a impor sacrifícios e enormíssimas poupanças orçamentais. Difilcmente o Estado pode requesitar mais serviços aos privados e às Misericórdias. Estas sabem , há muito, que o Estado tem vindo a agravar as condições de pagamento. Não são de esperar melhorias no curto e médio prazo.
A convocação do Conselho Nacional (CN) da UMP para manifestar apoio e confiança ao "presidente" do SN é em si mesmo uma colossal falta de confiança em si próprio e uma manifestação imposta aos Senhores Conselheiros. Quem está eleito há pouco mais de um ano e já é pelo menos a segunda vez que requer uma manisfestação de confiança àqueles que com ele próprio foram eleitos em lista única só pode ser entendido como uma colossal assunção de reconhecimento de ausência de confiança jusnto dos pares com que tem que negociar. Todos ainda nos lembraremos do que o mesmo sucedeu há cerca de uma ano com a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). esta nem sequer reconhece aos "dirigentes" da UMP a dignidade de lhe merecer confiança para com ela negociar. Nomeou o Presidente da Direcção da CNIS para falar com estes "dirigentes" da UMP.
De facto parace que os actuais "dirigentes" da UMP só têm confiança dos próprios nos próprios. Já ninguém lhes mnanifesta a mínima confiança.
Dicilmente estes "dirigentes" da UMP já conseguirão ter confiança seja de quem for fora dos próprios órgãos socias da UMP.