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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DE VITÓRIA EM VITÓRIA ATÉ AO DESCALABRO TOTAL

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) está num percurso sem retorno.
O descalabro financeiro será a meta a que o actual percurso conduzirá.
Em 31 de Dezembro de 2012 o passivo era colossal. Algumas mensagens deste blog escalpelizam bem a dimensão desse passivo.
Acontece que o passivo da UMP não pára de crescer.
Para saber, minimamente, um valor do passivo (que é duvidoso que não seja bastante maior do que o que é apresentado nas contas de gerência) teremos que esperar por Abril de 2014 para conhecer um valor de credibilidade duvidosa.
Mas até lá algumas coisas curiosas vão acontecendo dentro da UMP.
Continuamos sem ter acesso ao montante das remunerações certas e regulares que estes "dirigentes" da UMP levam para casa todos os meses, assim como alguns "amigos", nomeadamente, aqueles que estão instalados na Delegação do Norte da UMP assim como no Grupo Misericórdias Saúde, entre outros.
Continuamos sem saber as mordomias que os actuais "dirigentes" fixam para si mesmos e para os seus "amigos" indispensáveis para se manterem nesses mesmos cargos Dirigentes da UMP.
Continuamos sem saber como estão a decorrer os trabalhos de uma Comissão constituída dentro do Conselho Nacional (CN) da UMP  que tem por missão estabelecer as remunerações para os "dirigentes" da UMP:
Continuamos sem saber a quem foi vendida a Quinta de Santo Estevão, em Viseu, nem por quanto foi vendida. Estamos a falar de um património valorizado em algumas dezenas de milhões de euros.
Continuamos sem saber a quem foram vendidos 2 apartamentos que a UMP tinha em Fátima e por quanto foram vendidos.
Continuamos sem saber como foi possível aos "membros do Secretariado Nacional (SN) da UMP venderem a SECURICÓRIDIA (sociedade por quotas da qual a UMP detinha a maioria do capital), sem que para tal fossem autorizados pela Assembleia Geral da UMP.
Continuamos sem conhecer as contas das touradas organizadas pela UMP. Será que as contas dessas touradas estão saldadas ?
Muitas são as suspeitas que pairam sobre a UMP e sobre os seus actuais "dirigentes", os quais se julgam acima de qualquer suspeita.
A verdade é como o azeite, um dia virá ao cimo.
Esperemos que não demore muito a bem da própria UMP mas sobretudo a bem das Misericórdias, instituições incontornáveis no apoio aos cidadãos mais carenciados.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NÃO HÁ CONFIANÇA NOS "DIRIGENTES" DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Não poderia ter chegado mais a tempo e mais a propósito a entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto à TVI24 anteontem, dia 4 de Outubro.
Transcrevemos:
Em muitas Misericórdias do Norte do País, nomeadamente, da Região de Trás-os-Montes, a situação é muito difícil, porque eu próprio tenho disponibilizados contactos com membros do Governo e os Provedores no sentido de tentar obter soluções para essas santas casas de misericórdia que estão sem receber há longos meses, algumas delas há cerca de 6 meses as transferência a que têm direito por parte do estado.
O Governo tem, de certa maneira, justificado estes atrasos com o facto de ter sido surpreendido com alguns desvios na execução orçamental e que muitos destes padrões de compromisso e contratos estariam em risco de não poder ser cumpridos.
Para quem ainda tiveese eventuais dúvidas sobre a ausência de confiança que os Senhores Provedores têm nos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) bastará escutar as palavras anteontem proferidas pelo Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e aqui agora transcritas.
Mal poderíamos nós imaginar que, imediatamente, após a publicação do post no dia 4 de Outubro iria ser emitida a transcrita entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto.
Procurando podemos encontrar como definição para confiança: 1 crença na probidade moral, na sinceridade afectiva, nas qualidades profissionais, etc., de outrem, que torna incompatível imaginar um deslize, uma traição, uma demonstração de incompetência da sua parte; crédito, fé 2 crença de algo não falhará, é bem feito ou forte o suficiente para cumprir a sua missão 3 força interior, segurança, firmeza 4 crença ou certeza de que as suas expectativas serão concretizadas; esperança, optimismo 5 sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua
Partindo deste conceito de confiança, facilmente, constatremos que o que quer o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto quer os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte quiseram demonstrar a quem está instalado no cargo de "presidente" do SN da UMP foi uma manifesta prova de ausência total de confiança na resolução e/ou ultrapassagem das dificuldades com que estão confrontados e estão a viver. O que o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e os Senhores Provedores das Miseicórdias do Norte quiseram dizer ao "presidente" do SN da UMP foi que não confiavam nele, nem nos seus pares, para junto do Governo tentar ultrapassar as dificuldades e os problemas com que se debatem. Não têm mais confiança em quem "dirige" a UMP para resolver e/ou tentar resover, em sua representação, os problemas com que se debatem. O que o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto e os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte demonstraram foi o não reconhecimento de confiança nos "dirigentes" da UMP. Os "dirigentes" da UMP não são mais dignos de confiança por parte do Senhor Provedor da Misericórdioa do Porto nem dos Senhores Provedores das Misericórdias do Norte.
Aqui está mais um facto que desmonstra e elucida alguém que ainda não tivesse tal convicção. A entrevista do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto constitui um facto demonstrativo da falta de confiança de próprio, assim como dos Senhores Provedores a que se referiu, nos actuais "dirigentes" da Misericórdia do Porto.
O que esta entrevista vem demonstrar é a total ausência de confiança de Senhores Provedores das Misericórdias do Norte. Esta realidade não é nova. Quem acompanha a realidade institucional, constituída pelo universo das Misericórdias, conhece também, muito bem, a falta de confiança que as Misericórdias, de uma forma geral, sempre tiveram, quer no actual "presidente" do Secretariado nacional (SN) da UMP e por arrastamento em todos aqueles que este escolheu para os acompanhar. É esse falta de confiança nos "dirigentes" da UMP que agora se está a tornar cada vez mais e melhor conhecida.
Aqui está um facto que é a constatação da total ausência de confiança de Senhores Provedores das Misericórdias nos actuais "dirigentes" da UMP. Há muito, muito tempo mesmo que tal esta ausência de confiança nos "dirigentes" da UMP é sentida e vivida pelos Senhores Provedores. Quer dizer que se os Senhores Provedores das Misericórdias tivessem confiança nos "dirigentes" da UMP nem o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto se teria disponibilizado para ser o interlocutor das Misericórdias do Norte junto do Governo, nem os Senhores Provedores das Misericórdias do Norte tinha solicitado e aceite essa mesma disponibilidade. Porquê ? Porque tal missão é da competência dos Dirigentes da UMP. Quer isto dizer que se a UMP estive dotada de Dirigentes" e não de "dirigentes", haveria confiança mútua. Assim não há, nem se vislumbra que algum dia possa vir a a haver.
Esta constatação tem implicações, altamente, lesivas para a missão quercolectiva quer individual das Misericórdias. São cada vez menos as Misericórdias que recorrem ao apoio efectivo desta UMP para a ultrapassagem dos problemas e das dificuldades que só serão ultrapassáveis em Solidariedade. Cada vez são mais as Misericórdias que dispensam, senão desprezam mesmo, os serviços destes "dirigentes" desta UMP, já que é sentimento generalizado que esses mesmo "dirigentes" não se interessam, minimamente, pelas dificuldades e problemas vividos pelas Misericórdias e muito menos procuram soluções para os mesmos.
Os actuais "dirigentes" das Misericórdias conhecendo a total ausência de confiança que os Senhores Provedores lhes dedicam têm pavor de criar espaços e tempos onde as Misericórdias analisem, abordem e concluam sobre caminhos de futuro. POs actuais "dirigentes" da UMP têm pavor que a sua inacção, inabilidade, incapacidade e/ou incompetência, universalmente, conhecida possa ser, minimamente, posta em causa nesses espaços e tempos. Para os "dirigentes" da UMP há que fazer tudo o que seja possível e pareça impossível para se manterem nos cargos dos quais jamais quererão abdicar.
Dificilmente aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) recuperarão a confiança perdida. Se é que alguma vez a tiveram. É que a confiança, uma vez perdida, dificilmente, se recupera. E os factos dignos de serem considerados como demonstrativos de total ausência de confiança nos "dirigentes" da UMP são tantos, tantos que é, praticamente, impossível aos Senhores Provedores depositarem nesses "dirigentes" alguma confiança, por mínima que seja.
Quando o Senhor Provedor da Maior Misericórdia do País se disponibiliza junto das Misericórdias do Norte para tentar ultrapassar dificuldades diz tudo sobre a confiança que quer esse Senhor Provedor quer os das Misericórdias em dificuldades depositam nos actuais "dirigentes" da UMP. Nenhuma, concluo sem a mínima dúvida. Este facto que constitui em si mesmo uma demonstração cabal de total falta de confiança nos "dirigentes" da UMP deveria obrigar esses mesmos "dirigentes" a convocar, aí com todo o fundamento necessário para tal, a Assembleia Geral (AG) da UMP e perguntarem às Misericórdias se de facto são dognos de lhes manterem confiança. Mas nesta não cairão os "dirigentes" da UMP. É que não vá o diabo tecê-las e as Misericórdias não reconheçam que são dignos de confiança e assim sejam obrigados a ir-se embora de cargos que jamais deveriam ter ocupado. Como já toda a gente reconhece os "dirigentes" da UMP tudo farão para jamais poderem ser postos em causa e muito menos para que haja condições para que sejam obrigados a abandonar os cargos para que foram "eleitos" na UMP.
Esta falta total de confiança dos Senhores Provedores das Misericórdiasd do Norte, nos "dirigentes" da UMP, levou-os a tentarem encontrar no seu seio alguém que possa ultrapassar esta falta de confiança. E num gesto de Solidariedade o Senhor Provedor da Misericórdia do Porto disponibilizou-se para dialogar com o Governo, reconhecendo a falta de capacidade dos "dirigentes" da UMP para tal.
Tudo isto é tão mais estranho quando se sabe que o "presidente" do SN da UMP e mentor da actual composição dos órgãos sociais da UMP foi "eleito" na qualidade de irmão da Misericórdia do Porto. Este facto é tão mais relevante quando pode ser entendido como uma demonstração de total ausência de confiança, por parte do Senhor Provedor da Misericórdia do Porto, no irmão da sua Misericórdia, para o exercício do cargo de "presidente" do SN da UMP. Se assim não fosse em vez de ser ter disponibilizado para, em acto de manifesta ultrapassagem, promover o diálogo das Misericórdias do Norte com o Governo, tinha pressionado o seu irmão "presidente" do SN da UMP para tal. Não o tendo feito quis demonstrar que o irmão "presidente" do SN da UMP não é digno da sua confiança nem da confiança dos Senhores Provedores das Misericórdias do Norte.
E assim vai continuando a ser desautorizada uma Instituição que deveria ser uma referência nacional e internacional do movimento de Solidariedade constituído pelo universo das Misericórdias. A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) com esta composição dos seus órgãos sociais não merece a confiança por parte dos Senhores Provedores e não dispõe de credibilidade para representar as Misericórdias junto das entidades de tutela.
Depois de toda esta reflexão a questão que se nos coloca é a seguinte: terão, os actuais órgãos sociais da UMP condições (se alguma vez tiveram) para continuarem no exercício dos cargos ?
A resposta só pode ser uma e é: objectivamente, não.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

UNIVERSIDADE DE VERÃO

Quem agora dirige os destinos de Portugal em momento, particularmente, difícil assumiu o compromisso de credibilizar a vida política e gerar confiança nos Portugueses. E diga-se que desde a posse ocorrida há cerca de mês e meio, de uma forma geral, tal tem sido conseguido. Importa pois continuar a aumentar e melhorar os níveis de credibilidade assim como aumentar a confiança nas suas palavras e acções. Para tal é fundamental que todas as iniciativas das entidades que suportam a governança, nomeadamente, as iniciativas assuma comportamentos que impeçam o envolvimento com personalidades sobre as quais recaiam dúvidas sobre a legalidade e regularidade de procedimentos e de contas. Tem superiores responsabilidades no respeito pelo cumprimento das mais elementares regras de credibilização e de confiança. Essas iniciativas devem contribuir para o cumprimento dos objectivos anunciados. Isto obrigará a que sobre todos aqueles que participem em inciativas suas não pairem as mais mínimas suspeitas de ilegalidades e/ou irregularidades. Não podem nem devem pairar sobre todos aqueles que participem nas suas iniciativas promovidas quaisquer dúvidas sobre as actividades desenvolvidas e também sobre as (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) na qualidade de Presidente da Confederação Internacional das Misericórdias (CIM).
Ao longo das várias reflexões que aqui temos desenvolvido temos colocado uma série de questões resutantes da falta de clareza e transparência na apresentação das actividades desenvolvidas quer na apresentação das contas de gerência na UMP.
Quer as actividades quer as contas apresentadas pelo "presidente" do SN da UMP (tb "presidente" da CIM) suscitam inúmeras dúvidas às quais esse "presidente" se tem escusado a responder.
Vamos aqui enunciar algumas questões que importa serem respondidas:
1.ª- a quem foi vendida a Quinta de Santo Estevão doada à UMP como parte do pagamento devido às Misericórdias pelanacionalização dos hospitais ocorrida depois do 25 de Abril ? Qual o valor dessa venda ?
2.ª-quem pagou as obras dos Palácio dos Vianinhas onde está instalada a sede da UMP, já que num dos últimos Relatórios de Actividades está escrito que foram pagas a título de permuta com a Quinta de Santo Estevão ? Quanto custaram essas obras ?
3.ª- o que originou um passivo de cerca de 9.500.000 €, nos últimos 4 anos, na UMP?
4.ª- o que levou a pedir autorização para hipotecar a Herdade no concelho de Borba, já que o Centro de Apoio a Deficientes a construir aí, será comparticipado a 100 % (e se não o é tal dever-se-á a erro imputável ao SN) ?
5.ª- qual(is) a(s) remuneração (ões) dos "dirigentes" da UMP, desde há 15 anos a esta parte ? Quais as mordomias de que os "dirigentes" da UMP usufruem ?
6.ª- é verdade que aquando do Congresso da UMP realizado em Braga se realizou um almoço de encerramento numa casa do "presidente" do SN da UMP, em Amares e que terá custado 25.000 € para o qual foram convidados só alguns dos congressistas?
7.ª- será verdade que nesta Primavera nessa mesma casa se realizou um almoço de lampreia para alguns dos amigos do "presidente" do SN da UMP e que esse mesmoalmoço terá sido pago pela UMP ?
8.ª- qual a razão que levou a abandonar a ligação que a Escola de Enfermagem da UMP tinha com a Universidade Católica ?
9.ª-será verdade que os "dirigentes" da UMP distribuem entre si dinheiros do IEFP destinados a Formação profissional ?
10.ª- será verdade que o Conselho Nacional já reuniu várias vezes para apreciar uma proposta do seu "presidente" para que os "dirigentes" da UMP passem a ser remunerados em 70% do valor da remuneração mensal do Presidente da República ?
11.ª- qual a necessidade que o "presidente" do SN da UMP tem para utilizar uma viatura que custa muitíssimo mais de 100.000 € ? Não será uma afronta à pobreza ?
12.ª- quais os critérios para recrutamento de assessores e colaboradores nos serviços de apoio ao SN ? Quais os venciemtnos de que esses "colaboradores" beneficiam ?
13.ª- quando é que o "presidente" do SN da UMP apresenta as contas das touradas realizadas anualmente desde 1998 ?
14.ª- será verdade que o SN obriga à transferência de verbas dos equipamentos sociais que a UMP possui para pagamento de despesas que o próprio promove ?
Ficamo-nos por estas 14 questões por uma única e exclusiva razão de serem também 14 as Obras de Misericórdias. Ficaraão ainda mais questões por colocar que serão colcoadas quando estas forem respondidas.
Aqui fica um contributo para melhorar os níveis de confiança e melhorar a credibilidade institucional.