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domingo, 18 de dezembro de 2011

O BEM ESTAR

Mente sã em corpo são.
O Homem em toda a sua plenitude deve usufruir de bem estar físico e de bem estar moral e espeiritual.
As políticas públicas inseridas nos princípios filosóficos que inspiram o Estado Providência preocupam-se, praticamente, só com o bem estar físico dos cidadãos inseridos nas condições ambientais que os rodeiam.
Em Portugal as instituições que garantem a operacionalização das políticas públicas da chamada segurança social vêem constrangidas a seguir as linhas de política que visam, quase em exclusividade, garantir o bem estar físico dos cidadãos.
Particularmente as Misericórdias enquanto instituições que corporizam a prática das políticas públicas têm sido obrigadas a priviligiar acções no âmbito das 7 Obras de Misericórdias Corporais.
Perante esta realidade constata-se que as Misericórdias, por imperativos externos, estão impossibilitadas do cumprimento total da sua missão e que é o cumprimento integral das 14 Obras de Misericórdia.
A acção das Misericórdias é desta forma empobrecida o que as assemelha, neste campo, a instituições filantrópicas. A acção enquadra-se mais no âmbito da solidariedade do que na da Caridade Cristã. Esta olha para o Homem na sua plenitude, do corpo mas também da alma, enquanto a solidariedade olha mais para o Homem enquanto corpo.
Ainda assim as Misericórdias têm procurado ir mais além do que garantir sóo bem estar físico dos cidadãos por si acolhidos ou assistidos.
As Misericórdias têm procurado garantir as melhores condições possíveis de bem estar aos cidadãos que assistem e acolhem. E têm-no feito de uma forma exemplar. De tal forma exemplar que as Misericórdias são as instituições de âmbito local muito respeitadas e reconhecidas.
Depois da nacionalização dos hospitais, nas últimas 3 décadas e meia, as Misericórdias direccionaram as suas acções para as crianças, e sobretudo para as pessoas idosas. Muitas e diversificadas respostas sociais foram criadas onde cidadãos são assistidos e/ou acolhidas.
As carências eram e são tantas que as Misericórdias não foram, não são e jamais serão capazes de coresponder a todas as necessidades das sociedades locais. Ainda assim direccionaram-se para o mais premente. E têm-no feito bem e, genericamente, a contento dos cidadãos e das famílias.
Da impossibilidade de as Misericórdias poderem corresponder às necessidades do presente têm surgido novas e diversificadas respostas sociais adaptadas e especializadas. A proliferação de outras instituições que não Misericórdias tem sido uma realidade.
A necessidade de especialização inviabiliza qualquer possibilidade de uma única instituição prestar todos os serviços que os cidadãos mais necessitam, tanto mais que os destinatários dos serviços e acções das instituições sãoos mais débeis,os mais pobres.
As Misericórdias mais direccionadas para o apoio e assistência às pessoas idosas criaram e mantêm equipamentos sociais de elevada performance muito dos quais já certificados e muitos mais e fazer o percurso prévio à certificação.
O que as Misericórdias têm feito, nestes últimos 35 anos e continuam a fazer procura corresponder às necessidades mais básicas, procurando garantir o bem estar físico dos cidadãos assistidos e acolhidos. Há muito que as Misericórdias não são capazes de corresponder a todas as solicitações dos cidadãos e respectivas famílias.
Há ainda neste campo da solidariedade muito a fazer. E principalmente ações direccionadas às pessoas idosas. Nos próximos 40 anos, em média, o número de pessoas acima dos 65 anos crescerá 40.000 todos os anos. E é nas idades mais avançadas que o n.º de pessoas idosas mais crescerá.
É pois fundamental que as Misericórdias acompanhem a evolução social e procurem corresponder à generalidade das necessidades de acolhimento e assistencias dessas pessoas.
A situação que Portugal e a Europa atravessam requerem reflexão prospectiva. O que é que as Misericórdias poderão fazer de futuro para corresponder às necessidades das comunidades onde se inserem?
As necessidades não pararão de crescer quer em número quer em complexidade. Concomitantemente, os recursos,sobretudo os financeiros,estão num período de decréscimo continuado, não se perspectivando quando se inverterá a actual tendência.
Acresce que muitos equipamentos sociais, nomeadamente, lares e centros de acolhimento, necessitam de remodelação e ampliação. Sendo certo que o Estado continuará a sofrer de carências para apoiar as necessidades de investimento das Misericórdias, será desejável que se reflita em conjunto sobre o futuro.
As Misericórdias estão a ser confrontadas com crescentes dificuldades de vária natureza. Estas dificuldades podem coinstituir um estímulo para a procura de soluções sustentáveis. A superação dessas dificuldades não poderá depositar muitas esperanças nos recursos públicos com origem no Orçamento Geral do Estado.
Ao logo da sua longa história as Misericórdias foram capazes de encontrar as soluções possíveis comos recursos disponíveis. Novos tempos, com novas respostas aos desafios do futuro, se aproximam. É fundamental inovar. É necessário estar atento à evolução social. É necessário corresponder aos anseios das populações. É necessário que a esperança não desapareça.
As Misericórdias são Instituições inspiradas na Doutrina Socialda Igreja. As suas acções e intervenções são concretizadas por Homens de Fé. E a Fé move montanhas.
A força dos Homens que servem nas Misericórdias aliada à Fé Cristã possibilitará encontrar soluções para os problemas do presente assim como do próximo futuro.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mário Azevedo: Combatente da cidadania




Mário Azevedo: Combatente da cidadania
2011-12-13

autor: Costa Guimarães

Faleceu anteontem Mário de Pinho Ferreira de Azevedo, que se destacou como provedor da Santa Casa de Misericórdia de Barcelos, para além de militar em outras organizações culturais e associativas da Princesa do Cávado. O seu funeral realiza-se hoje.
Este engenheiro de minas nasceu em Barcelos a 14 de Fevereiro de 1927 e exerceu a profissão durante doze anos nas Minas do Pejão, contribuindo para modificar totalmente os métodos de extracção de carvão mineral.
Foi Administrador-Gerente da Cooperativa do Pessoal Mineiro do Pejão.
Ali começou por ser presidente da Conferência de S. Vicente de Paula e foi director do Pejão Atlético Clube.
Em 1968, recebeu a Placa de Prata de agradecimento da paróquia de Pedorido (Castelo de Paiva) e foi eleito presidente do Conselho Municipal de Barcelos, antes e depois do 25 de Abril.
Foi um dos provedores fundadores da União das Misericórdias Portuguesas, em 1976. Foi Secretário da Mesa da Assembleia Geral da União e, entre 1991 a 1993, foi director do Jornal “A Voz das Misericórdias” que lhe valeu a primeira Medalha de Benemérito da mesma.
Foi, de 1959 até 1996, Juiz da Confraria de Nossa Senhora da Franqueira (apenas com interregno de 6 anos (1984/90) e desde 1962 até 1989, presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Barcelos e assumiu também a função de presidente da Direcção durante cinco anos.
A Liga dos Bombeiros Portugueses atribuiu-lhe a Medalha de Ouro duas estrelas, em 1967. Nesse mesmo mês foi-lhe atribuído o grau de Comendador da Ordem de Mérito e Integração e o Diploma de Benemérito desta Sociedade Brasileira de S. Paulo. No ano de 1984, foi nomeado Sócio Benemérito dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, e dos Bombeiros Voluntários de Barcelos.
Em Setembro de 1988, recebeu das mãos do Presidente da República, a 2.ª Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
Foi fundador do Rotary Clube de Barcelos, em 1964, e percursor da fundação do Lyon’s Clube de Barcelos.
Em 1967, assumiu o cargo de presidente do Centro de Artesanato e revitalizou o Rancho Folclórico de Barcelinhos. Em 1990, recebeu Diplomas de Sócio Honorário e de Sócio Benemérito do Grupo Folclórico de Barcelinhos e fomentou a criação do Coral de Barcelos.
De 1969 a 1974, desempenhou o cargo de vice-provedor na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, o mesmo aconteceu na provedoria seguinte do Dr. José Gualberto Sá Carneiro, porém a partir de 1976, passa a provedor por renuncia daquele.
Todas as infra-estruturas existentes actualmente são obra das diversas provedorias do Eng. Mário de Azevedo, pois em 1976, a Misericórdia de Barcelos apenas possuía o Asilo de Inválidos e o Novo Hospital que havia sido nacionalizado após o 25 de Abril.
Em 1986 celebra o acordo com Segurança Social dando início do funcionamento do Centro Infantil de Barcelos e no ano seguinte constrói o Lar Rainha D. Leonor e Infantário Rainha Santa Isabel. Depois do ATL, segue-se em 1990 a construção do Lar da Misericórdia e a renovação do Lar de Dependentes.
Depois surgem a Clínica de Fisioterapia, a Creche As Formiguinhas, o restauro da Igreja, a Clínica de Hemodiálise e restauro do órgão, a construção das Capelas Mortuárias e do polivalente do Lar Rainha D. Leonor e as Comemorações dos 500 anos, antes da construção do Lar Santo André.
Correio do Minho

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"O QUE NÃO SE CONHECE NÃO EXISTE"

O título de hoje vem a propósito da "Antena Aberta", programa da RTP - Antena 1 que decorreu esta manhã.
Desde há muito que se vem constatando o "desaparecimento" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Para demonstrar a perca de representatividade e de capacidade de intervenção recordamos (lamentando profundamente) que a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) não reconhece, aos actuais "dirigentes" da UMP capacidade de representaçao institucional, menorizando-os. Ainda todos estaremos lembrados CEP nomear um representante seu para dialogar com a UMP. Esse representante foi, por acaso ou talvez não, o Presidente da Direcçao da CNIS. A CEP não reconheceu capacidade e/ou competência quer ao Secretariado Nacional (SN) quer ao seu "presidente" capacidade e competência para representarem a UMP. Foi assim que a CEP não negociou nada directamente com a UMP relativamente à aprovação das Normas Gerais das Associações de Fiéis, o Decreto Geral para as Misericórdias assim como o Decreto Geral interpretativo (o qual não tem nenhum valor jurídico).
Sobre o não de reconhecimento suficiente de CEP, fica aqui mais este registo.
Mas, hoje, a RTP - Antena 1 - Antena Aberta também entendeuque a UMP não seria necessário pronunciar-se sobre o Programa de Emergência Social que amanhã será apresentado pelo Ministro da Solidariedade e Segurança Social.
A Antena 1 considerou suficiente ouvir a Cáritas e a CNIS.
Na União das Misericórdias Portuguesas(UMP) não se ouviu falar. A Antena 1 não considerou importante ouvir quem afirma representar as Misericórdias Portuguesas. Fica mais uma vez claro que há cada vez mais organizações, instituições e entidades que consideram que aqueles que "dirigem" a UMP só se representam a si próprios. São cada mais aqueles que consideram que a UMP representa cada vez menos as Misericórdias. Ou seja, a UMP não é considerada suficientemente representativa das Misericórdias.
Foi isto que hoje aconteceu na Antena 1. Este meio de comunicação social ignorou, pura e simplesmente, os "dirigentes" da UMP. Ou dito de outra forma. A RTP - Antena 1 considerou que a CNIS representa mais e melhor as Misericórdias Portuguesas. De facto a maioria das Misericórdias Portuguesas está filiada na CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, por vontade própria.
A União das Misericórdias Portuguesas nem ao menos sabe quais são as Misericórdias que nela estão filiadas. Quem quiser verificar a veracidade desta afirmação bastará perguntar a uma qualquer Misericórdia qual o seu n.º de filiação na UMP. Acontece que na União das Misericórdias Portuguesas não existe registo das Misericórdias nela filiadas.
Hoje, durante toda a manhã, o programa Antena Aberta ouviu o Presidente da Cáritas, Prof. Eugénio Fonseca, também Vice-Presidente da Direcção da CNIS assim como o Pde. Maia, Presidente da Direcção da CNIS.
O "presidente" do SN (direcção) da UMP foi, pura e simplesmente, ignorado. Isto teve como consequência que as Misericórdias foram ignoradas também, o que não deixa de ser lamentável. As Instituições com tamanhas responsabilidades  históricas e sociais, como é o caso das Misericórdis, serem ignoradas pelo órgão de comunicação social de natureza pública não deixa de ser significativo sobre a incapacidade de representação daqueles que "dirigem" a UMP.
Tal como a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) também a RTP não reconhece aos "dirigentes" da UMP capacidade de representação das Misericórdias.
Mas tudo isto parece não representar, minimamente, quem está instalado no posto de "presidente" do SN da UMP, já que no passado fim de semana quando se deslocava para o Algarve para um "merecido" período de férias para jantar no rsetaurante Fialho em Évora com o seu "peão de brega" e assessor para as touradas. Será que foi a UMP que terá pago esse jantar ? Estas são as demonstrações de facto o empenhamento dessa gente no Programa de Emergência Social. Certamente todos aqueles que tiverem dificuldades em alimentar-se a si e  aos seus e se dirigirem à UMP serão levados a tomar refeições nos restaurantes de luxo tal como fazem aqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas.
Esta é tão só mais uma manifestação de Solidariedade daqueles que "dirigindo" a União das Misericórdias Portuguesas não se coibem de frequentar os mais caros restaurantes de Portugal e talvez não só.
Será que as Misericórdias poderão e deverão continuar impávidas e serenas a assistir ao desaperecimento da sua União que levou quase 5 séculos a constituir ? Será que deverão continuar a assitir a estas manifestações de afrontamento à pobreza ? Será que deverão continuar a assitir à continuada desconsiderção a que estão votadas ?
As Misericórdias Portuguesas têm responsabilidades suficientes que justifiquem a sua assunção dentro da UMP.

sábado, 23 de julho de 2011

PORQUE RAZÃO SERÃO OS PORTUGUESES POUCO SOLIDÁRIOS NA ALTURA DE DOAR DINHEIRO ?

No início do corrente mês de Julho de 2011 surgiu uma notícia, em vários órgãos da comunicação social, a qual transcrevemos no post, imediatamente, anterior, com base num estudo realizado pela GfK, intitulado "Beneficência".
As conclusões deste estudo vão em sentido contrário a uma sensibilidade generalizada de que os Portugueses são muito solidários.
Este estudo conclui:  os portugueses são dos que menos dinheiro doam para causas de beneficência em toda a Europa.
Conhecendo a realidade nacional, importa proceder ao enquadramento da(s) razão(ões) para que assim aconteça.
O que levará, os Portugueses, a doarem pouco para acções de solidariadade ?
Haverá muitas. Algumas delas até foram apontadas neste mesmo estudo. Mas para aqueles que conhecem, noterreno e/ou no plano das acções concretas, a realidade da solidariedade em Portugal, há uma que se destaca de sobremaneira e que não é referida no estudo.
A razão para que tal aconteça resulta do facto de percepções concretas, de análises subjectivas, de crenças e/ou de convicções.
Uma das razões para que os Portugueses sejam tão, tão reservados, na altura de doar dinheiro para causas solidárias prende-se com o facto de os potenciais doadores não terem a certeza de que o dinheiro que doarem, venha a ser utlizado para ou nos fins para que está a ser pedido.
E esta convicção que está profundamente enraizada na cultura dos Portugueses é resultado de factos concretos que podem ser, diariamente, observados; na ausência de clareza e transparência na apresentação das contas realtivas à utilização do dinheiro que é pedido; na percepção de que o dinheiro que é pedido para causas solidárias é utilizado em mordomias, muitas delas, senão mesmo a totalidade, injustificadas; a utilização do dinheiro pedido foi ou será utilizado p+ara fins diferentes daqueles para que foi doado.
Os Portugueses têm um coração muito grande e o seu espírito solidário faz parte da nossa história colectiva. Poucos são os países que se podem orgulhar de possuir um sistema de solidariedade social tão alargado e tão abrangente como o existente em Portugal e assente nas chamadas IPSS, onde estão incluídas, a nosso ver, indevidamente, as Misericórdias.
Estas Instituições com mais de 5 séculos de história e acção devem a sua sobrevivência, sobretudo, à sua natureza, à sua forma de organização e à forma do seu governo (ou governance, como mais modernamente é dito).
As Misericórdias sempre foram governadas (na esmagadora maioria delas) tendo presentes e aplicando principios fundamentais da Doutrina Social da Igreja, destacando-se entre eles, os Princípios do Dom e da Gratuidade.
Ao longo dos séculos (é verdade que sempre houve excepções que só confirmam a regra) as Misericórdias foram governadas por cidadãos que se disponobilizaram para doar (quer fossem bens materiais quer fossem capacidades intelectuais) asim como para servirem, gratuitamente, quer nos seus órgãos sociais quer enquanto voluntários de acção directa no apoio aos mais carenciados.
Esta prática consagrada, ao longo dos séculos nas Misericórdias, e por analogia, nos primeiros 15 anos de vida da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi interrompida quando um frade do Ramalhal impôs o pagamento de remunerações certas e regulares aos membros do Secretariado Nacional (SN) da UMP. Desde então, a partir de 1992, que os membros do SN da UMP passaram a usufruir de remuneração certa e regular, contrariando a prática secular de respeito pelos Princípios do Dom e da Gratuidade.
Apesar dessa imposição, alguns membros do SN da UMP sempre se recusaram a receber essa remuneração certa e regular (trata-se de uma remuneração mensal que os próprios membros do SN da UMP continuam a atribuir-se a si próprios), por duas ordens de razão: a primeira, porque aqueles que se disponibilizam para servir nas Misericórdias, incluindo a sua União, o devem fazer em respeito pelos princípios já referidos do Dom e da Gratuidade; a segunda, porque quer os Estatutos quer o Decreto-Lei n.º 199/83, de 25 de Fevereiro e agora as Normas Gerais das Associações de Fiéis impedem que os membros do SN da UMP fixem remunerações para si próprios.
Estava na cara que mais cedo ou mais tarde aqueles que defendem a aplicação das regras e da lei seriam afastados do SN da UMP para neste órgão só estarem aqueles que queriam daí extrair benefícios para si próprios.
E assim aconteceu. A partir de certa altura, talvez logo no início deste milénio foi afastado do SN da UMP o último dos cidadãos que sempre serviu a causa das Misericórdias (incluindo a UMP) em perfeito espírito do Dom e da Gratuidade, foi afastado num processo recombolesco, repleto de intrigas, de actos de cobardia, de falsos testemunhos que em nada dignica aqueles que os praticaram e despretigiam a isntituição, União das Misericórdias Portuguesas.
Ainda hoje, é convicção generalizada, dos Portugueses que os Dirigentes das Misericórdias (incluindo a UMP) estão ao serviço de uma causa, desinteressadamente.
Mas há uma crença, também generalizada, que assim não é.
Ao que importa hoje analisar, relativamente, à pouca prática da solidariedade na altura de doar dinheiro, por partde dos Portugueses, poder-se-á afirmar, porque tal corresponde à realidade dos factos, que quando os Portugueses têm a certeza que o dinheiro, ou os bens, que doam são aplicados para os fins que são pedidos, conseguem-se doações, genericamente, superiores às expectativas inicias.
Não será necessário recuar muito no tempo para chamarmos aqui e agora à colação uma realidade que a maioria dos Portugueses ainda recorda. E hoje de sobremaneira quando está criada a expectativa de regresso das Misericórdias à assunção de responsabilidades gestionárias na área da saúde.
Muitos dos Portugueses ainda recordam que, no século XX, muitos, mas mesmo muitos dos hospitais construídos em Portugal, o foram por iniciativa dos cidadãos das respectivas comunidades locais, envolvidos, intensamente, na vida das Misericórdias. Foi por iniciativa destas Instituições de Bem Fazer que foram realizadas milhares e milhares de iniciativas de angariação de fundos para a construção de hospitais nas respectivas localidades. Hospitais esses que viriam a ser nacionalizados depois do 25 de Abri de 1974.
Jamais teria sido possível ter sido construída uma rede hospitalar como a existente em 1974 a qual só foi possível pela iniciativa colectiva dos Portugueses que muito contribuiram, quando não com a totalidade do dinheiro, para a construção dos hospitais locais assim como doaram, bastante dinheiro e outros bens, para garantir o seu funcionamento.
 Muitos caos, talvez mais particulares poderiam ser referidos da enorme disponibilidade dos Portugueses para darem, em perfeito espírito de solidariedade quando são chamados a tal. Mas as doações só surgem, e muitas vezes maiores do que as expectativas iniciais, quando os Portugueses têm a certeza de que o dinheiro que doam é utlizado no para que é pedido.
Por tudo o que aqui se tem dito, neste espaço de reflexão dedicado à União das Misericórdias, é fácil compreender a(s) razão(ões) porque os Portugueses são hoje menos solidários do que já foram no passado recente.
Neste espaço de reflexão apontam-se algumas das razões mas que genericamente se prendem com a utilização dos dinheiros e dos bens que foram doados e estão à guarda da União das Misericórdias Portuguesas.
A saber.
Certamente, os Portugueses doariam muito mais quer às Misericórdias quer à sua União se aqueles que dirigem a UMP prestassem contas claras e transparentes sobre a utilização dos dinheiro que são postoa à sua disposição, destacando-se, o que é necessário tornar do conhecimento público:
- quais são as remunerações certas e regulares dos "dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas (UMP ?;
- quais são as mordomias dos "dirigentes da UMP ?;
- quais as razões que levaram a "construir", nos últimos 4 anos, um passivo que ultrapassa e muito os 9.000.000 € (nove milhões de euros) ?; 
- qual a razão que levou os "presidentes" do Secretariado Nacional (SN) e da Mesa do Conselho Nacional (MCN) da UMP a avançar com uma proposta de indexação de remunerações dos "dirigentes" da UMP ao valor de 70 % do vencimento do Presidente da República ?;
- sabendo-se que as obras do Palácio do Vianinhas não foram pagas pela UMP importa saber quem as pagou e a que título:
- sabendo-se que a UMP é fiel depositária da Quinta de Santo Estevão, em Abravezes, Viseu, que lhe foi doada a título de indemnixzação das Misericórdias pela nacionalização dos seus hospitais, em 1975 e 1976, importa tornar público qual o destino e qual o valor da sua alienação?
- quais os critérios que de selacção de admissão de funcionários e assessores para o SN ?.
Não querendo ser exaustivo ficam aqui algumas perguntas que uma vez esclarecidas promoveriam a concretização do espírito do Dom que os Portugueses encerram no seu enorme coração. 

Portugueses pouco solidários na altura de doar dinheiro

07 Julho 2011  

gfk_logo_pDe acordo com um estudo realizado pela GfK em 18 países, intitulado “Beneficência”, os portugueses são dos que menos dinheiro doam para causas de beneficência em toda a Europa. As razões para tal prendem-se com o facto de não terem meios ou por serem pouco dados a acções de solidariedade.

O estudo, realizado em parceria com a Wall Street, evidencia que apenas 26 por cento dos portugueses - com uma média muito abaixo da europeia (44 por cento) – doam dinheiro para causas de beneficência todos os fazem anos; dos que fazem, 71 por cento revelam ser por razões religiosas ou por filosofia. Tal significa que Portugal está na cauda da lista das doações monetárias, assim como Espanha (27 por cento). Dos restantes países inquiridos - Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suíça, Reino Unido, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia, Turquia, Estados Unidos da América, Brasil, Colômbia e Índia -, apenas a Turquia e a Colômbia apresentam piores percentagens.

Mais de metade dos portugueses (63 por cento) admite mesmo não doar nada, justificando não terem meios para tal (49 por cento) ou por não se interessarem em acções de beneficência (13 por cento).

Os holandeses são os mais generosos da Europa: dois terços dos indivíduos na Holanda contribuem com dinheiro para associações. Os norte-americanos apresentam igualmente uma percentagem elevada de caridosos - 67 por cento.

No entanto, o número daqueles que não doam dinheiro mas que, em vez disso, oferecem algum do seu tempo para contribuírem para boas causas é particularmente elevado junto dos franceses (20 por cento), belgas (18 por cento) e brasileiros (20 por cento), sendo que a média dos europeus é de 12 por cento e dos americanos de 9 por cento.

Relativamente aos programas humanitários de anti-pobreza e a crianças necessitadas, são as causas onde a população portuguesa contribui com mais donativos (67 a 54 por cento dos donativos, respectivamente). Regra geral, as associações de caridade relacionadas com crianças são as que mais apoios recebem dos europeus – cerca de 40 por cento dos inquiridos afirmam financiar projectos para crianças necessitadas -, seguidas de projectos de ajuda humanitária (34 por cento) e de investigação na área da saúde (26 por cento).

Em termos de apoio à investigação na área da saúde, terceira área de maior incidência de donativos por parte dos europeus (26 por cento), recebe apenas 6 por cento dos portugueses. Esta área tem especial atenção por parte dos holandeses (47 por cento) e dos ingleses (47 por cento).

As organizações religiosas são especialmente alvo de donativos por parte dos alemães (27 por cento), espanhóis (23 por cento) e romenos (30 por cento). Fora da Europa, quer americanos, quer brasileiros elegem também associações religiosas para doações monetárias (35 por cento e 24 por cento, respectivamente).

A nível europeu, entre os que doam dinheiro para causas de beneficência, 70 por cento dão entre 1 a 200 euros por ano, sendo esta percentagem ainda mais no caso dos portugueses.

Apenas 13 por cento dos europeus doam entre 200 a 500 euros, sendo esta percentagem quase o dobro no Reino Unido (22 por cento) e na Suécia (21 por cento). Nos EUA, 19 por cento dos inquiridos afirma que investe cerca de 140 a 350 euros em causas de beneficência anualmente. Apenas um pequeno número de europeus doa mais de 500 euros: 2 por cento os alemães. Nos Estados Unidos da América, as doações de valor superior atingem 17 por cento dos casos.

Na Europa e nos EUA, metade daqueles que estão envolvidos em causas de beneficência doam dinheiro ou motivados por crenças religiosas ou valores pessoais. Cerca de um terço apoia projectos com os quais têm uma ligação pessoal. Apenas uma diminuta percentagem (2 por cento) cita motivos fiscais como uma razão para apoiarem organizações de beneficência.

Fonte: LPM
briefung

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 - Ano Europeu do Voluntariado

Do sítio do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, extraímos:
"No dia 27 de Novembro de 2009, o Conselho de Ministros da União Europeia, declarou oficialmente 2011, Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa.
O Ano Europeu tem por objectivo geral incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela Comunidade, pelos Estados-Membros e pelas autoridades locais e regionais tendo em vista criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado na U.E. e aumentar a visibilidade das actividades de voluntariado na U.E.

Este objectivo geral será operacionalizado através de 4 grandes objectivos específicos:

1. Criar um ambiente propicio ao voluntariado na U.E;
2. Dar meios às organizações que promovem o voluntariado para melhorar a qualidade das suas actividades;
3. Reconhecer o trabalho voluntário;
4. Sensibilizar as pessoas para o valor e a importância do Voluntariado."
Teve hoje início o Ano Europeu do Voluntariado.
Em boa surgiu esta iniciativa da União Europeia.
Desde tempos imemoriáveis, desde o alvorecer da Humanidade que o Homem desenvolve actividade Voluntárias.
Sobressai, entre essas actividades, a interajuda.
Porque o Homem é um Ser Social a sua acção ocorre num meio influenciado pelas circunstâncias que o envolvem.
O Homem isolado talvez consiga sobreviver, mas dificilmente conseguirá viver.
O Home é um ser complexo da qual resulta a existência de necessidades, ambições e aspirações.
A plenitude dessas necessidades jamais conseguiu ser satisfeita com os recursos próprios.
A interajuda surgiu quando o Homem sentiu necessidade de pedir ajuda e/ou quando se sentiu impelido a ajudar o seu Irmão carente de ajuda (que não pedia por uma imensidão de razões sibejamente conhecidas).
Asssim surgiu o Voluntariado. Perante a necessidade dos que necessitam de ajuda, há sempre quem esteja disponível para ajudar.
Uma "cultura" ou estado de espírito que felizmente nunca sendo maioritário convenceu alguns que todas as necessidades seriam supridas com profissionais das mais diversas áreas do conhecimento. O Walfare State é resultado dessa visão das sociedades.
Porque os recursos não são ingotáveis, para os mais realistas sempre houve a convicção que profissionalizar toda a ajuda Humana seria imposível. E assim continuaram a apostar no desenvolvimento e concretização de actividades Voluntárias, principalmente, dirigidas aos que mais necessidades apresentavam e menos recursos disponíveis possuiam.
O Voluntariado tem subjacente a ideia ou o ideal da Solidariedade que nas Misericórdias se designa por Caridade cuja amplitude é inconmensurávelmente maior.
O Voluntariado para a Caridade Cristã visa levar à prática a Doutrina Social da Igreja, prncipalmente, através da prática das 14 Obras de Misericórdia.
Nas Misericórdias, ao longo de já mais de 5 séculos, o Voluntariado permitiu atenuar, diminuir e até erradicar as mais diversas situações de carência, pobreza e exclusão.
Foram milhares e milhares, senão mesmo milhões, de Mulheres e Homens Bons e de Bem que disponibilizaram capacidades e bens para os seus Irmãos mais Pobres e Desprotegidos.
As Misericórdias não serão alheias à História do Voluntariado de Caridade. Poder-se-á até considerar que não será possível escrever essa História sem as Misericórdias.
Agora que a União Europeia decidiu evocar o Voluntariado ao longo deste Ano de 2011, importa aprofundar o conhecimento sobre o Voluntariado das Misericórdias.
Este conhecimento constituirá o alicerce da acção do presente assim como a projecção do futuro.
Esta evocação do Voluntariado coincide com um período de crise financeira com consequências na economia de uitas países que não souberam ou não quiseram inetrvir a tempo de evitar.
É nestas época de crise que mais se faz sentir a importância do Voluntariado.
É nestas épocas de crise quando os recursos finaceiros mais escasseiam que se reconhece a importância fundamental do Voluntariado.
Importa, pois, reconhecer a importância que tiveram na acção das Misericórdias ao longo de mais de 5 séculos de história, aqueles que de forma anónima, tal como a Bíblia recomenda (dá com uma mão de forma que a outra não veja) desenvolveram acções notáveis de Bem Fazer.
Estimular através da divulgação de boas práticas será uma das formas possíveis de atracção de Mulheres e Homens disponíveis para a prática do Bem.
Aqui evocamos os três Princípios (desafios) de SS João Paulo II às Misericórdias em 1992:
- OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES
- DESTINO UNIVERSAL DOS BENS
- SEJAMOS PROMOTORES E FAUTORES DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR
Aqui está, de uma forma bem simples mas de uma intensidade enorme, um verdadeiro programa para a acção do Voluntariado de espírito Cristão (e não só).
Reconhecer o Bem que outros fazem.
Agradecer o que fizeram pelos Irmãos que Sofreram ou sofrem.
É também Caridade/Solidariedade.
As Misericórdias poderiam e deveriam aproveitar a dedicação de 2011 ao Voluntariado para encomendarem a realização de estudo que revelasse a importâncoia e a dimensão do Voluntariado no seu seio ao longo da sua já longa Historiografia.
As Misericórdias reunidades na sua União - a União das Misericórdias Portuguesas - deveriam homenagear alguns daqueles que ao longo da sua história desempenharam papel relevante, como Voluntários, ao serviço da causa e em cumprimento da Missão, das 14 Obras de Misericórdia.
O Voluntariado foi sempre uma realidade ao longo da História da Humanidade.
Não está em perigo o seu fim.
Mas poderá e deverá ser ampliado.
Esta ampliação e dedicação poderá ser melhor realizada por aqueles que mais têm, ajudarem os que mais necessitam.
Evocar os Bons exemplos.
Escrever o que foi.
Estimular a adesão e participação Voluntária.
Aqui estão alguns desafios que deveriam merecer a atenção de todos quantos estão empenhados na construção de um Mundo Melhor e mais Solidário.
Ao se dedicar o ano de 2011 ao Voluntariado, será um período suficientemente longo para permitir divulgar, promover e estimular a adesão à prática do Bem integrando o movimento universal das Misericórdias enquanto "instrumentos" da Igreja para a concretização da Doutrina Social da Igreja através da acção prática diária das 14 Obras de Misericórdia.
Este movimento universal das Misericórdias sendo inspirado na Doutrina de Cristo não é "monopólio" da Igreja, mas sim universal na sua verdadeira acepção. Todos a ele podem aderir assim como tem como destinatário o Homem na sua plenitude.
A Caridade Cristã é concretizada pelos(as) Homenes e Mulheres de Boa Vontade inspirados nos Princípios e Valores da Fé. Diz a sabedoria popular que " A Fé move montanhas". Foi com esta Fé que os Voluntários, ao longo de já mais de 5 séculos, mantiveram este movimento universal das Misericórdias. Estas enquanto Instituições físicas foram alvo, por várias vezes, de apropriação dos seus bens. Mas a Fé com que sempre foi vivida a Instituição Misericórdia eliada ao Voluntariado que sempre lhe deu Corpo conseguiu sobreviver apesar das mais variadas "investidas" que sofreu ao longo da História de mais de 500 anos.
É esse Voluntariado anónimo que importa evocar ao longo do ano de 2011, homenageando-o.
Quanto mais amplo for o Voluntariado nas Misericórdias maior amplitude pode ser a sua acção em prol dos mais necessitados.
As Misericórdias vivem um momento algo conturbado e de indecisão sobre a melhor forma de administrá-las.
Se por um lado aparecem alguns a defender a a promover para si próprios o profissionalismo da administração das Misericórdias, a esmagadora maioria, fiel aos Princípios inspiradores da sua missão defende que a administração das Misericórdias deverá permanecer no regime de Voluntariado, admitindo excepções sempre e quando houver fundamento para tal.
As Misericórdias tiveram a capacidade de resistir a todas as adversidades porque sempre foram capazes de, em cada momento da sua história, quando aparecia alguém a querer inverter as regras, manter os Princípios e Valores inerentes ao Voluntariado enquanto forma de servir o Irmão que sofre.
Se os recursos das Misericórdias sempre foram escassos e tem por destinatários preferenciais, os seus recursos, nomeadamente, os financeiros não devem ser apropriados por aqueles que juraram cumprir mandatos em regime de Voluntariado. É necessário, é possível e tem que ser a regra geral que a administração das Misericórdias permaneça nas mãos de quem está disponível para servir em regime de Voluntariado.
É este Voluntariado que deve ser Homenageado este ano de 2011.
E deverá sê-lo de uma forma anónima.
De acordo com a tradição Portuguesa uma das formas possíveis será a construção de um Monumento dedicado ao Voluntário.
Poderá ser feito através de concurso de ideias, o que permitirá um contributo das Misericórdias para o desenvolvimento da cultura.
Este Monumento a construir deverá ter a participação de todas as Misericórdias Portuguesas de acordo com as suas possibilidades e disponibilidades financeiras. Poderia também receber contributos financeiros do Estado e das Empresas que se quisessem associar.
Para terminar esta ideia, deixamos uma sugestão de local para a instalação desse Monumento. Ou melhor, vamos deixar três sugestões todas elas com fundamentação.
Desde logo na cidade de Lisboa.
Porquê?
Tão simplesmente porque foi em Lisboa que foi fundada a primeira Misericórdia em 1498. E se possível em local próximo da Sé de Lsiboa já que foi aí que a Misericórdia foi fundada.
Outro local poderia ser Viseu.
Porquê?
Porque foi aí que nasceu a União das Misericórdias Portuguesas fará 35 anos no próximo mês de Novembro. E porque a União das Misericórdias Portuguesas agrega o universo institucional das mesmas. Aí, dispõem as Misericórdias de uma propriedade de sua plena titularidade, a Quinta de Sto Estevão, que foi dadao pelo estado, à UMP como compensação, a título de indemnização às Misericórdias, pela estatização/nacionalização dos seus hospitais em 1975 e 1976.
Um terceiro lugar onde também poderia ser instalado esse Monumento ao Voluntário poderia ser Fátima.
Porquê?
Porque também aí as Misericórdias possuem uma ampla propriedade na qual está instalado o Centro João Paulo II e onde está já a Imagem de Nª Srª das Misericórdias. Por este facto esta seria uma alternativa só por exclusão das duas anteriores.
O Voluntariado nas Misericórdias pode e deve ser estimulado e promovido ao longo de todo este ano.
Já que foi proposto às Misericórdias, em Congresso realizado em 2009 na Ilha da madeira, a criação de um Banco de Voluntariado, apesar de um atraso de 2 anos, terá plena justificação a criação e instalação do Banco de Voluntariado aprovado pelas Misericórdias e cuja responsabilidade de instalação é competência da UMP.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PIOR É IMPOSSÍVEL

Quem consulte a agenda no site http://www.ump.pt/ pode constatar para o dia de hoje o seguinte:
Dia 7
Apresentação pública do "Quem Somos nas Misericórdias 2010", na Santa Casa de Campo Maior. A União aproveitará a oportunidade para agradecer ao Senhor Comendador Rui Nabeiro, o apoio prestado a esta publicação. Participam Manuel de Lemos, Carlos Andrade, Jorge Nunes, Aurelino Ramalho e Mariano Cabaço.

"Quem somos nas Misericórdias 2010" não é mais do que um conjunto de folhas onde todos aqueles "figurões" (que nem figurinhas chegam a ser) que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) colocam nas primeiras páginas as suas fotografias.
"Quem somos nas Misericórdias 2010" não é mais do que uma prática de promoção da imagem daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP).
Mas para que não se pense que que estão numa prática de auto-promoção juntam a esse ramalhete inicial as fotografias do Provedores.
Vejamos então porque é que tal acontece.
Por uma única e simples razão. Porque são os Provedores que na sua esmagadora maioria participam nas Assembleias Gerais da UMP e nos actos eleitorais.
É dos votos desses Provedores que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) necessitam para continuarem a utilizar a União das Misericórdias em benefício próprio.
Isto é muito claro há muito, muito tempo.
Seria do mínimo bom senso que uma iniciativa como esta "Quem somos nas Misericórdias 2010" fosse a expressão conseguida do título atribuído.
É que as Misericórdias Portuguesas são dirigidas para além dos Provedores por órgãos como o são a Mesa Administrativa, a Mesa da Assembleia Geral e o Conselho Fiscal.
Em "Quem somos nas Misericórdias 2010" as Misericórdias para além de subalternizadas pode até considerar-se que foram desprezadas. Porquê?
Comparemos o que se publica sobre a União das Misericórdias - 4 páginas de fotografias de todos aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) assim como daqueles que por AICOSUMP foram nomeados em resultado da sua subserviência.
O que se publica das Misericórdias?
A fotografia do Provedor a que se acrescentam os seus contactos.
Em "Quem somos nas Misericórdias" há uma hipervalorização daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) assim como daqueles que os próprios nomearam para cargos de chefia.
AICOSUMP reduzem, as Misericórdias, sem que para tal seja apresentada qualquer justificação, à figura do respectivo Provedor.
Ora "Quem somos nas Misericórdias 2010" tal como fizeram para si próprios AICOSUMP deveriam integrar as fotografias de todos os dirigentes de todas as Misericórdias (os membros da Mesa da Assembleia Geral, da Mesa Administrativa e do Conselho Fiscal) assim como de todas as chefias das valências e serviçoe existentes em todas e cada uma das Misericórdias.
E foi isto que não foi feito e o deveria ter sido.
E deveria ter sido porquê?
Porque os Dirigentes das Misericórdias dão muito de si à causa da Solidariedade em cumprimento da missão que compete às Misericórdias, em regime de Voluntariado, e ao constatarem que o seu "trabalho" e o seu cargo foi completamente desvalorizado por quem tem o dever/obrigação de ser o primeiro a promovê-lo e a defendê-lo.
Ao tomarem a iniciativa de editar "Quem somo nós nas Misericórdias" AICOSUMP deveriam ter tido o mínimo de bom senso e terem garantido igualdade de tratamento a todas as Misericórdias.
Publicar a fotografia de todos os Dirigentes das Misericórdias assim como das chefias das valências e serviços das mesmas é imperativo a que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) estão obrigados.
Mais uma vez falharam (já alguma vez acertaram em alguma coisa) no exercício dos cargos em que se instalaram.
"Quem somos nas Misericórdias 2010" é tão só a prova de mais um pior que péssimo serviço prestado às Misericórdias Portuguesas e ao Voluntariado de que tanto estas Instituições carecem.
MAIS UM PÉSSIMO SERVIÇO PRESTADO ÀS MISERICÓRDIAS
PIOR É IMPOSSÍVEL.
Com a agravante da apresentação ser uma vulgar pirosada.