terça-feira, 30 de agosto de 2011

UNIVERSIDADE DE VERÃO

Felizmente para os alunos do Universidade de Verão do PSD que decorre em Castelo de Vide a intervenção daquele que se intitula "presidente" da União das Misericórdias Portuguesas foi imediatamente a seguir ao almoço, período que sabe bem uma sesta.
Os alunos que aproveitaram essa intervenção para dormir foi a melhor utilização que poderiam ter dado a esse tempo.
O pouco que a TVI24 transmitiu há pouco o "presidente" da UMP deu uma verdadeira imagem do seu perfil.
Nesse pouco tempo demonstrou um grande desconhecimento da matéria de que estava a falar - economia social.
Mas duas asneiras graves demonstram o desconhecimento e a pouca graça quando a tenta.
Por várias vezes disse que IPSS eram Instituições Particulares de Segurança Social.
Só isto demonstra desconhecimento total e absoluto do que são IPSS.
É preciso que as tutelas libertem a UMP de gente com este perfil.
Mas um facto que demonstra a pouca importância (senão mesmo desprezo a que vota as Misericórdias) foi quando as comparou à coca cola.
As Misericórdias precisam de se libertarem de quem até "ofende" a sua identidade e história.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ESTA É A VISÃO QUE HÁ na UMP SOBRE AS MISERICÓRDIAS

Maria de Belém

“Não vamos confundir a responsabilidade do Estado com a das misericórdias”

Alda Martins
24/08/11 00:05

“Sempre gostei muito de argumentar, de tentar convencer os outros da bondade das minhas razões”, diz Maria de Belém Roseira.
“Sempre gostei muito de argumentar, de tentar convencer os outros da bondade das minhas razões”, diz Maria de Belém Roseira.
O papel de actuação das misericórdias pode ser alargado a outras áreas, sobretudo a nível local, diz Maria de Belém.
Com a crise económica à porta, a economia social deve ser mais aproveitada, defende Maria de Belém Roseira. A líder parlamentar do PS acredita que é chegado o momento de "aprofundar o papel das misericórdias" e "alargar, pontualmente, os acordos protocolados" com o Estado, sobretudo a nível local. No entanto, a antiga ministra da Saúde alerta que é necessário não confundir aquilo que tem de ser responsabilidade do Estado com aquilo que é a responsabilidade destas instituições.
No seu dia-a-dia, apoia e está presente num conjunto de Fundações - a Fundação Francis Obiqwelu, a Fundação do Gil...
À Fundação do Gil tenho tido muito pouco tempo para ir... acontecem reuniões em cima de coisas públicas...
Daquelas que abraça actualmente quais lhe suscitam maior preocupação? Em que área pode dar um contributo maior?
Essa é a parte da minha vida cívica, chamemos-lhe assim. E é aquela que decorre da minha responsabilidade individual para com a sociedade. Mas actuo também noutro mundo: o mundo da construção dos direitos com deveres. Até porque tenho grandes preocupações. Se estamos em crise, como a vamos resolver? Não quero que a crise seja aproveitada para pôr em causa os direitos sociais. Os direitos sociais são algo absolutamente indispensável para uma sociedade.
Sobretudo se há uma crise...
São aqueles que nos dão algum respaldo, alguma segurança para conseguirmos enfrentar os problemas da vida. Gostava muito que as políticas públicas se preocupassem mais com isso, até porque tem alguma expressão económica. Não podemos ter produtividade económica se não formos saudáveis. Uma sociedade de pobres não é uma sociedade com capacidade de enriquecer, portanto temos de lutar contra a pobreza. E luta-se através de políticas públicas. A caridade existe mas agradece-se, não se reivindica.

Económico

domingo, 21 de agosto de 2011

SUSTENTABILIDADE DIFÍCIL NOS LARES DA INFÂNCIA E JUVENTUDE

É o título de uma abordagem feita pelo "secretário" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Esta abordagem nos termos em que é elaborada não pode deixar de constituir uma supresa.
Porquê ?
Porque quem a faz já é "dirigente" da UMP há 4 anos e meio. 
Para além de estar já há 4 anos e meio na UMP fez carreira profissional no Ministério da Segurança Social onde foi até Dirigente.
Então várias dezenas de anos no Ministério da Segurança Social não foram suficientes para ter a noção de que os Lares de Crianças e Jovens sempre foram deficitários ?
E foram necessários mais 4 anos e meio no executivo da UMP para se aperceber que esses mesmos Lares eram altamente deficitários no que a forma de comparticipações diz respeito ?
Desde o início dos anos 90 do século passado que as Misericórdias que geriam Lares de Crinaças e Jovens vinham reclamando, junto do Secretariado Nacional uma adequada negociação, no âmbit5o do Protocolo anual celebrado com o Ministério da Segurança Social.
No âmbito da Cooperação Governo x Misericórdias, os Lares de Crianças e Jovens têm sido financiados na mesma lógica das Lares de Terceira Idade e dos Jardins de Infância. Ou seja, o Governo comparticipa 50 % dos custos técnicos.
Como as crianças e Jovens que residem nesses Lares não são financiáveis para além da comparticipação governamental, as Misericórdias suportam a totalidade dos custos reais de funcionamento que ultrapassem a referida comparticipação. Como esta comparticpação está longe de corresponder a 50 % dos custos efectivos, as Misericórdias só acumulam défices monstruosos.
Há muito que dentro da UMP se sabia disto.
E quando, apesar de tudo, o Secretariado Nacional era constituído por uma maioria de Provedores, esta matéria foi sendo levada à mesa das negociações  no âmbito do Protocolo de Cooperação. Pelo corpo do que está escrito na pág. 18 do último n.º da Voz das Misericórdias parece que o tema não tem merecido nenhuma atenção por parte dos "membros" do SN.
Foi necessário, recentemente, em reunião de um Conselho Distrital, as Misericórdias imporem a abordagem à questão dos défices monstruosos gerados pela gestão dos Lares de Crianças e Jovens, para que o "secretário" do SN viesse demonstrar algum conhecimento, que devria ter já há pelo menos década e meia.
Já agora esse mesmo "secretário" do SN deveria informar as Misericórdias sobre o que fez realativamente a esta matéria enquanto foi Dirigente do Ministério da Segurança Social.
Enquanto Dirigente do Ministério da Segurança Social tinha de facto e de direito mais e maior capacidade de intervir para repor justiça financeira nas comparticipações fixadas anualmente.
A gestão dos Lares de Crianças e Jovens começaram a merecer mais e melhor atenção por parte da UMP quando a maioria do Secretariado nacional era composta por Provedores o que não acontece, na actualidade, o que coincidiu com a criação das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.
A problemática das Crianças e Jovens institucionalizadas é de grande complexidade o que deveria exigir por parte dos Dirigentes da UMP uma abordagem adequada.
A gestão dos Lares de Crianças e Jovens deverá ser vista à luz dos Princípios da Doutrina Social da Igreja e não como uma mera acção filantropista tal como hoje é encarada por aqueles que "dirigem" a UMP.
Terá que ser encontrado um modelo de gestão para esses Lares, à luz dos referidos Princípios, cujo financiamento terá que ser negociado como consequência.
Tal como a situação está há quase 20 anos revela-se insuportável para as Misericórdias que gerem Lares de Crinaças Jovens.

CORRIDA A FAVOR DA UNIÃO - E a apresentação das contas ?

É o título da notícia da pág. 11 do jornal(?) Voz das Misericórdias.
A notícia é praticamente só fotografias. Tavez tenha sido esse o objectivo da tourada.
Mas o título obriga-nos a regressar a esta matéria.
Porquê?
Porque se a corrida foi a favor da União.
Se a União é das Misericórdias.
Então aqueles que "dirigem" a União das Misericórdias têm o dever e a obrigação de prestar contas.
É isso, o mínimo a que estão obrigados os "dirigentes" da UMP.
Porque não apresentam contas das actividades que desenvolvem esses "dirigentes" da UMP ?
Têm alguma coisa a esconder ?
Quem não deve não teme.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

REFORMA ESTATUTÁRIA

Os Estatutos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) mantêm-se desde a origem.
Acontece que a origem da UMP coincide com a tentativa legal de extinção das Misericórdias (Legislação da estatização dos hospitais das Misericórdias), período de redução das actividades das Misericórdias). Os Estatutos da UMP foram elaborados de acordo com os objectivos que entãs as Misericórdias prosseguiam: recuperação dos seus hospitais. Importa sublinhar que muitos desses hospitais foram pagos e suportado o seu funcionamento pelas comparticipações das respectivas comunidades locais. As comunidades locais sentiam as Misericórdias e o seu património assistenbcial como seu, dando grande apoio às revindicações protagonizadas pelos Dirigentes das Misericórdias.
Foi neste enquadramento de perca de actividade e de capacidade de intervenção que foi criada a UMP e elaborados os seus Estatutos.
Desde então, desde o PREC, as Misericórdias evoluíram, cresceram e desenvolveram-se de forma a corresponderem às necessidades mais básicas sentidas pelas respectivas comunidades. Cresceram e desenvolveram-se, isoladamente, como, inicialmente, seria recomendável, pois as necessidades básicas das comunidades estavam longe de poderem ser consideradas sastisfeitas.
Com o crescimento dos serviços de apoio aos mais carenciados foi sendo constatado que havia carências de muito difícil superação, individualizada, por cada uma das Misericórdias de forma isolada. Conscientes desta realidade e das necessidades sentidas, nomeadamente, no apoio aos cidadãos portadores de deficiência, os Dirigentes das Misericórdias, dentro da UMP, decidiram criar serviços comuns, como foi o exemplo pioneiro do Centro De Deficientes Profundos João Paulo II. Logo nesta época ficou decidio que outros centrso deveriam ser construídos, um em Viseu, na Quinta de Sto Estevão e outro no Sul do País em local a definir.
Este resumo procura tão só abrir a porta à compreensão do que se perspectivava para acção comum das Misericórdias. Caminho este que foi completamente abandonado, senão mesmo desprezado, por que se seguiu ao Dr. Virgílio Lopes na UMP.
Foi uma pena. Os Portugueses sofrem as consequências desta situação de marginalização a que as Misericórdias foram votadas depois de 1991. Muitos iniciativas comuns poderiam e deveriam ter sido tomadas pelo conjunto das Misericórdias das quais poderiam beneficiar os Portugueses em geral.
Depois desta pequena nota introdutória que teve como único e exclusivo objectivo apresentar uma fundamentação que justifique a reforma estatutária, passaremos a referir as razões que levaram as Misericórdias (os seus Dirigentes) a tentar uma reforma estatutária da UMP, reforma essa que sempre foi rejeitada e impedida por aqueles que dominam a UMP desde 1991.
É que aqueles que têm domindao a UMP desde 1991 só conseguirão manter esse domínio se a revisão estatutária não ocorrer.
O desenvolvimento das organizações requer a sua permanente adequação estrutural às circunstâncias que com elas agem. é assim que as organizações crescem e se desenvovlem.
Excepto a União das Misericórdias Portuguesas. Nesta os Estatutos apesar de estarem completamente desajustados da realidade, de as Misericórdias reclamarem a sua revisão há pelo menos 20 anos, de não respeitarem quer a Lei Civil quer o Direito canónico, aqueles que "dirigem" a UMP tudo fazem e tudo continuarão a fazer para impedir a necessária e cada vez mais urgente revisão estatutária.
Nada, mas mesmo nada, justifica a continuidade em vigor dos actuais Estatutos da UMP, a não ser a vontade daqueles que a "dirigem". Só a estes interessa a manutenção do actual status. Só os actuais Estatutos lhes permitem continuarem até querem, a "dirigir" a UMP a seu belo prazer.
Só uma simples razão, porque fundamental, essencial mesmo, justifica a revisão estatutária. A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) é a única organização conhecida, em Esatdo de Direito onde os sócios não podem ser eleitos para os seus órgãos sociais. Só este facto, só por si, justifica a necessária e urgente revisão dos Estatutos da UMP.
Mas muitas e múltiplas outras razões justificam a revisão dos Estatutos da UMP. A principal resulta do facto de as Misericórdias não poderem administrar e gerir a sua União. Os actuais Estatutos isso impedem. Imoprta, assim, devolver a UMP às Misericórdias. Mas tal só poderá ocorrer com uma revisão estatutária. A prova de que as Misericórdias estão impedidas de administrarem e gerirem a sua União resulta da constatação de que os 2 últimos "presidentes" do SN nunca foram Provedores.
Desde, pelos menos, 1991 que as Misericórdias reclamam a necessária revisão dos Estatutos da UMP de forma adaptá-los às necessecidades sentidas.
Mas há outras duas razões fundamentais que deveriam obrigar a proceder-se à revisão desses mesmos Estatutos. A primeira, por ordem cronológica, de ordem legal, já que os actuais Estatutos da UMP nunca foram adaptados ao Estatuto da IPSS aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro. A segunad porque esses mesmos Esatatutos ainda não forama daptados às Normas para as Associações de Fiéis.
à revisão dos estatutos se têm oposto aqueles que "dirigem" a UMP desde 1991. É fundamental ultrapassar este impedimento.
Mas tal só é possível com uma acção concertada entre o Governo e a Conferência Episcopal Portuguesa enquanto entidades tutelares.

domingo, 14 de agosto de 2011

GABINETE DE ESTUDOS E INOVAÇÃO

A história das Misericórdias será tão antiga como a própria designação MISERICÓRDIA.
O futuro das Misericórdias será aquilo que o desenvolvimento das sociedades "exigir".
Se a história é possível realizar, com mais ou menos, dificuldade, já prospectivar o futuro das Misericórdias requer uma capacidade de "ficcionar" uma realidade em aproximação.
As Misericórdias Portuguesas são detentoras de um relevante património histórico construído com a acção e intervenção empenhada de muitos milhares de Mulheres e Homens que deram muito de si para melhorar a vida de muitos mais milhares de cidadãos anónimos.
Muito se tem escrito sobre as Misericórdias.
Mas o que falta escrever sobre estas seculares Instituições é bastante mais do que até já se escreveu.
O que se escreveu e se publicou ao longo do séculos, sobre Misericórdias, é do maior interesse. Muito desses  documentos estão dispersos em vários arquivos públicos e/ou privados. Mas, certamente, muitíssimos registos de grande importância se perderam e são já irrecuperáveis.
É sobretudo a pensar na salvaguarda do que existe e do que irá ser produzido no futuro que se escreve parte desta reflexão.
As Misericórdias, em 1976, decidiram fundar uma União a que deram a designação de União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Fácil foi criar a designação. Difíceis foram os seus primeiros tempos com uma situação política adversa que nem se coibiu de projectar a extinção das Misericórdias. Mas foi nesse enquadramento que as Misericórdias se uniram e conseguiram sair "vitoriosas", com o apoio das populações locais identificadas com as Instituições que lhes eram muito caras e também com o apoio de algumas forças políticas do chamado arco governanmental.
A existência da designação UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS requer, em primeiro lugar, uma comunhão de ideais, entre aqueles que a dirigem e os dirigentes das Misericórdias. A União exige um esforço contínuo de construção e agregação de ideais, de vontades e sobretudo de comunhão.
As Misericórdias e a sua União não o serão sempre que houver apoderamento instucional para daí extrair benefícios para particulares e seus pequenos grupos de interesses. Sempre que tal aconteceu e acontece, as Misericórdias perdem credibilidade, confiança e sobretudo desaparece a sua própria natureza, enquanto Instituições de Bem Fazer, aos que mais necessitam.
Apesar de estar ainda em fase de concretização o que se chama Portugal Monumenta Misecordiarum, esta não passa de um conjunto de mera informação de grande utilidade, mas que só por si não vale. É fundamental que o estudo sobre o universo das Misericórdias comece a ser realizado. Este universo é muitíssimo importante, razão pela qual deveria já há muito ter merecido uma análise histórica do seu conjunto. É sobretudo isso que falta fazer, uma abordagem do colectivo. Estetrabalho que importa levar a cabo deverá ser promovido e impulsionado pela verdadeira União - UMP - instância que deverá agregar o universo constituído pelas Misericórdias Portuguesas, o que hoje, nem de perto nem de longe acontece.
Já aqui temos referido que a situação para que a UMP foi conduzida, a partir de 1991, foi a de um desfazamento progressivo entre a visão de conjunto e o seu aproveitamento para apropriação de vantagens particulares para alguns. Desta situação tem resultado um afastamento progressivo das Misericórdias da sua União. Um facto bem elucidativo da perca da capacidade de representação da UMP resulta do facto de a Direcção da CNIS ter tantos Provedores como a "direcção" da UMP (1), um. Outro facto elucidativo prede-se com a impossibilidade de as Misericórdias assumirem cargos nos órgãos sociais da UMP. Deve ser o único caso em Estados de Direito onde numa associação, como é o caso da UMP, em que os sócios (as Misericórdias) não podem ser eleitas para os seus órgãos sociais.
Importa pois que a UMP seja dotada de uma estrutura que permaneça atenta, activa e actuante na recolha de toda a matéria que se revele interessante para o estudo das Misericórdias.
Desde logo, já há muito, que a UMP devria ter criado uma Biblioteca onde juntasse tudo o que é publicado em Portugal e não só sobre Misericórdias. Há imensa documentação do maior interesse para o conhecimento da história das Misericórdias. Mas, inexplicavelmente, aqueles que "dirigem" a UMP não demonstram a mais pequena sensibilidade para criar esta estrutura. Pior. Para além de revelarem total insensibilidade, parece que até têm desprezo sobre a realidade histórica das Misericórdias.
As Misericórdias merecem uma União que lhes dedique a atenção que a sua dimensão exige. Para tal deverão impôr a criação da Biblioteca das Misericórdias sediada na UMP. Esta Biblioteca deverá ficar a cargo de quem tenha competência técnica para a dirigir assim como para a gerir. É lamentável que alguém que queira conhecer algo sobre as Misericórdias, individual ou colectivamente, não veja na UMP senão a última das possibilidades. Alguém que queira conhecer algo sobre as Misericórdias não será na UMP que obtem a informação que procura. Pior. Nem ao menos aí se sabe onde existe informação disponível.
É tempo de as Misericórdias que demonstram estar empenhadas em salvaguardar o seu património histórico tomem uma iniciativa de união por forma que seja possível realizar a história assim como o enquadramento institucional da acção das Misericórdias ao longo dos séculos.
Claro que o que é necessário fazer-se é chamar à participação as Universidades. Algumas destas, nomeadamente, a do Minho, de Coimbra e Évora têm desenvolvido trabalhos de investigação dos quais têm resultado algumas publicações de grande interesse. É fundamental promover a sua continuidade.
Algumas Misericórdias, na ausência de iniciativas por parte da UMP, têm levado a cabo algumas iniciativas onde trabalhos de investigação publicados, iniciativas essas às quais os que "dirigem" a UMP permanecem, completamente, indiferentes.
Na salvaguarda do património histórico (que não o património imóvel a que os "dirigentes" da UMP parecem demonstrar grande interesse) está quase tudo por fazer. Mas tal só é possível realizar coma intervenção do universo constituído por todas as Misericórdias já que é componente da sua missão colectiva.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

SUSTENTABILIDADE DAS MISERICÓRDIAS

Os 3 últimos post's foram dedicados a três matérias essenciais às Misericórdias reunidas na "sua" União UMP): Doutrina Social da Igreja, Observatório das Misericórdias e Gabinete Canónico-Jurídico. Estes três post's foram dedicados a necessidades, colectivas, sentidas pelo universo constituído pelas Misericórdias. De uma forma resumida, a Doutrina Social da Igreja sendo a matriz dotrinal constitutiva deverá ser conhecida e aprofundada pelas Irmandades que dão corpo às Misericórdias. O Observatório das Misericórdias é justificado na imposição missionária da UMP. Os Dirigentes da UMP só conhecendo as Misericórdias, as podem representar. O Gabinete Canónico-Jurídico justifica-se por razões de enquadramento legislativo desde o acto fundacional.
Por mais estranho que possa parecer a actual União das Misericórdias Portuguesas (UMP), ou melhor, os seus actuais "dirigentes" não demonstram nenhuma preocupação com as preocupações colectivas e individuais das Misericórdias. Os actuais "dirigentes" da UMP administraram e gerem esta organização como se as Misericórdias não existissem. As Misericórdias só estorvam a sua acção. Por mais estranho que tal possa parecer esta é a realidade vivida dentro da actual UMP.
Chamamos hoje à colação o tea da sustentabilidade institucional.
Depois do falecimento do Dr. Virgílio Lopes e desde então aqueles que "dirigiram" a UMP, nomeadamente, aqueles que ocuparam o cargo de Presidente do SN da UMP, não só não quiseram como até recusaram encarar a problemática da sustentabilidade institucional como uma questão essencial para as Misericórdias.
Quem acompanhou a vida da UMP, ao tempo do Dr. Virgílio Lopes, poderá recordar que sempre foi sua preocupação garantir a sustentabilidade das Misesricórdias. Para tal entusiasmou as Misericórdias a procurar encontrar actividades geradoras de receitas (para além das comparticipações pagas pelo Governo). Foi no tempo do Dr. Virgílio Lopes que surgiram a SOLIDARITAS, a INDUVIS, entre outras iniciativas para que quer a UMP quer as Misericórdias diversificassem as suas fontes de receitas enquanto necessidade básica para a sustentabilidade institucional.
Quem se lhe seguiu no cargo de Presidente (?) do SN da UMP conseguiu que quer a SOLIDARITAS quer a INDUVIS, pura e simplesmente, desaparecessem com enormíssimos encargos quer para as Misericórdias quer para a UMP. Quem acompanhou a vida da UMP e das Misericórdias ainda se lembrará também do fracasso monumental que foi a adesão enquanto investidoras do projecto TVI.
Quem acompanhou a vida da UMP despois do falecimento do Dr. Virgílio Lopes pode constatar,com a maior das facilidades, o fracasso gestionário da acção daqueles que se lhe seguiram.
Hoje, as Misericórdias que melhor sobrevivem são aquelas que dispõem de uma maior diversidade das suas fontes de receita. As Misericórdias que foram atrás da conversa daqueles que se seguiram ao Dr.Virgílio Lopes, ou seja, as Misericórdias que sustentam as suas actividades nas receitas com origem nas comparticipações pagas pelo Governo e nos pagamentos dos beneficiários dos serviços prestados, estão em sérias dificuldades para conseguirem garantir o mínimo de qualidade dos serviços. Algumas Misericórdias há que para fazerem face às dificuldades financeiras têm recorrido a empréstimos que não páram de aumentar.
Todas estas dificuldades poderiam ser superadas se, por parte daqueles que ocupam cargos na UMP, tivessem como preocupação prioritária, garantir a sustentabilidade económico-financeira das Misericórdias.
É sobre a sustentabilidade das Misericórdias que hoje queremos reflectir com os muitíssimos leitores que são a razão de ser da nossa existência enquanto espaço de reflexão colectiva.
Para quem acompanha a actividade das Misericórdias constata com toda a facilidade que há enormes diferenças dentro do universo constituído pela totalidade das Misericórdias. Enquanto umas crescem e desenvolvem-se, criando serviços, melhorando os apoio aos que mais necessitam têm dificuldades outras são cocnfrontadas com dificuldades crescentes. Perante esta realidade aqueles que "dirigem" a UMP demonstram uma total insensibilidade.
Se repararmos com algum rigor para esta realidade constatmos com facilidade que as Misericórdias que mais crescem e se desenvolvem são aquelas que garantiram fontes de receitas que vão para além das comparticipações governamentais e dos pagamentos por parte dos beneficiários dos serviços.
O resultado desta inacção por parte dos "dirigentes" da UMP são as dificldades crescentes das Misericórdias.
A política institucional existente actualmente na UMP é do todo incompatível com as dificuldades crescentes que as Misericórdias têm vindo a sentir, sobretudo, desde a entrada no 3.º milénio. As Misericórdias para conseguirem sobreviver e cumprir a sua missão terão que criar outras fontes de receitas. É neste sentido que aponta o Programa do actual Governo.
Para quem esteja, minimamente, atento poderá constatar que estando tal preocupação no Programa do actual Governo que se prespectivará não só um não aumento das comparticipações governamentais a pagar às Misericórdias com até poderão diminuir.
Este período de crise que Portugal atravessa podria constituir um período ideal para que as Misericórdias pudessem reflectir sobre as dificuldades sentidas pela generalidade destas Instituições assim como encontrarem soluções individuais e colectivas para diversificação das origens das necessáris receitas.
Compete à UMP dinamizar as Misericórdias, para que em conjunto, porque permite gerar sinergias, procurem e encontrem soluções que alguns destruiram de forma a garantir a sua sobrevivência enquanto instituições de bem fazer.
O caminho percorrido depois de 1991 revelou-se o mais desadequado ao crescimento e desenvolvimento das Misericórdias para que pudessem prestar mais e melhores serviços aos mais carenciados.
As Misericórdias, apesar das dificuldades que aqueles que têm "dirigido" a UMP lhes impuseram sempre se revelaram umas Instituições com um notável espírito de sobrevivência sobretudo devido à acção dos seus Dirigentes que mantêm presenre o espírito contido nos princípios do Dom e da Gratuidade.
A instalações de interesses particulares tem-se revelado, altamente, pernicioso para a acção/intervenção das Misericórdias.