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terça-feira, 10 de junho de 2014

OUTRA CONDECORAÇÃO MAIS BEM ATRIBUÍDA NÃO HÁ

O "tesoureiro" Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi hoje agraciado pelo Senhor Presidente da República.
Analisado o seu percurso no cargo de "tesoureiro" do SN da UMP só podemos expressar uma surpresa total, ou talvez não, conhecendo a forma como estas condecorações são atribuídas.
Ao longo do seu já longo percurso de "tesoureiro" do SN da UMP pode-se constatar uma total e absoluta incapacidade para apresentar quer o orçamento quer as contas de gerência desse órgão estatutário.
Não só demonstrou ao longo dos anos essa total e absoluta incapacidade de apresentação como tem consentido e autorizado a criação e crescimento de um monstro chamado passivo da UMP que já é superior a 15.000.000 € (quinze milhões de euros).
Por tal desempenho só poderia ter sido condecorado no ano imediatamente a seguir à condecoração concedida ao "presidente" do SN da UMP, enquanto principais responsáveis pela criação desse monstro que não pára de crescer.

Presidente Cavaco Silva na Sessão Solene do Dia de Portugal
Fotografia da Presidência da República

domingo, 16 de junho de 2013

BENEFÍCIOS INDIVIDUAIS À CUSTA DOS QUE MAIS NECESSITAM

A ser verdade, 6 Provedores de outras tantas Misericórdias de Portugal deslocaram-se a Amesterdão, no passado dia 15 de Maio para assistirem em directo e ao vivo à final da Taça UEFA em futebol.
Esta viagem terá sido paga pela empresa multinacional Paul Hartmann, enquanto fornecedora de produtos para as unidades de cuidados continuados, principalmente fraldas.
De entre esses Provedores pontificaram os das Misericórdias do Vimieiro e de Vila Nova da Barquinha.
E$stes mesmos Provedores são uns dos pilares de suporte da actual estrutura da UMP, nomeadamente do seu Secretariado Nacional.
Mais uma vez à semelhança do que já aconteceu em viagens a Munique e a Estrasburgo a Paul Hartmann proporciona viagens de benefício individual a alguns daqueles que apoiam a actual estrutura da UMP (União das Misericórdias Portuguesas) à custa de produtos que esses mesmos Provedores beneficiários adquirem com encargos suportados pelos idosos e/ou respectivas famílias são obrigadas a adquirir.
É profundamente lamentável que haja dirigentes da UMP (União das Misericórdias Portuguesas) que utilizem recursos dos que mais necessitam (neste caso- idosos) para à sua custa viagem para já pela Europa.
E é à custa deste desideratos que o actual "presidente" do Secretariado Nacional da UMP consegue obter a condecoração que o Senhor Presidente da República lhe colocou ao pescoço no passado fim de semana.
Onde é que estão e param os valores e princípios que enformam a maneira de ser de estar das Misericórdias Portuguesas?
Ainda haverá escrúpulos?
 

domingo, 9 de junho de 2013

COMO É POSSÍVEL ?

10 de junho: Líder da União das Misericórdias vai ser condecorado pelo presidente da República

Centro de Recuperação de Menores dirigido por religiosas também será agraciado na sessão solene comemorativa do Dia de Portugal

Lisboa, 07 jun 2013 (Ecclesia) – O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, vai ser condecorado na sessão solene comemorativa do Dia de Portugal, esta segunda-feira, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
O anúncio foi feito hoje pela Presidência da República, em comunicado, divulgando as condecorações atribuídas pelo presidente Aníbal Cavaco Silva, que vão ser entregues em Elvas.
A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir “quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua história e dos seus valores”.
Manuel Lemos iniciou no final de 2012 o seu terceiro e último mandato à frente União das Misericórdias Portuguesas, que coordena cerca de 400 Santas Casas de Misericórdia em Portugal, ligadas à Igreja Católica.
A criação da primeira Misericórdia portuguesa ocorreu em Lisboa no ano de 1498, pela rainha D. Leonor, inspirada no exemplo de instituição semelhante fundada em 1244 na cidade italiana de Florença.
O nome destes organismos deriva das 14 obras de misericórdia, corporais e espirituais, que a tradição cristã chama às práticas de caridade que concretizam o amor ao próximo.

Depois disto ainda faltará ver algo mais ??Foto: Presidência da República

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SITUAÇÃO PARADOXAL

Já por mais que uma vez nos temos vindo a referir para a situação paradoxal que se instalou nos órgãos sociais da União das Misericórdias Poertuguesas (UMP), com o afastamento, é verdade que consentido, dos Senhores Provedores desses mesmos órgãos, a partir do apoderamento dos mesmos por parte do frade do Ramalhal. Situação essa que continua até hoje e da qual tem resultado uma perca de capacidade de representação, de diálogo, de peso institucional, de confiança e de credibilidade.
Mais uma vez aconteceu que as Misericórdias só não ficaram fora da audiência concedida, ontem, pelo Senhor Presidente da República, porque aí esteve presente o Senhor Provedor da Misericórdia de Bragança, e nessa qualidade integrou a Delegação da CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.
E é, exactamente, aqui que está a situação paradoxal que há muito se vive na UMP.
Conforme se pode constatar pelo vídeo que aqui se reproduz, a Delegação da UMP na audiência de ontem concedida pelo Senhor Presidente da República não integrou nenhum Senhor Provedor.
Presidente da República recebeu delegação de Instituições de Solidariedade
Foto: Presidência da República                                   Não é Dirigente de nenhuma Misericórdia há amis de 1 década ("presidente" do SN)

Presidente da República recebeu delegação de Instituições de Solidariedade
Foto: Presidência da República                                       Dirigente da Fundação António Silva Leal  ("secretário" do SN)

Presidente da República recebeu delegação de Instituições de Solidariedade
Foto: Presidência da República
Mas a Delegação da CNIS a essa mesma audiência integrava o Senhor Provedor da Misericórdia de Bragança.
Quer isto dizer que a delegação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não integrava nenhuma Misericórdia, mas a delegação da CNIS integrava a Misericórdia de Bragança.
Presidente da República recebeu delegação de Instituições de Solidariedade
Foto: Presidência da República             Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança     (Director da CNIS)

Presidente da República recebeu delegação de Instituições de Solidariedade
Foto: Presidência da República
Este paradoxo é resultado da política de apoderamento seguida e praticada por aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP). E é resultado de um afastamentpo deliberado dos Senhores Provedores dos órgãos sociais da UMP.
O Secretariado Nacional da UMP é composto por 3 elementos. Os 2 primeiros cargos, o de Presidente e o de Secretário são ocupados por pessoas que jamais foram Provedores de uma qualquer Misericórdia.
Esta é uma situação muito particular e constitui uma verdadeira aberração. Não faz qualquer sentido que os cargos dirigentes da UMP não sejam execidos por Provedores, enquanto representantes das respectivas Misericórdias (ou por Dirigentes das Misericórdias designados por elas).
A situação em que colocaram a UMP AICOSUMP é, verdadeiramente, anti-natura. Não faz qualquer sentido que a União das Misericórdias Portuguesas não seja dirigida pelas Misericórdias.
Mas a situação do presente é ainda pior porque para além de não ser dirigida por Provedores/Dirigentes das Misericórdias é "dirigida" por pessoas dirigentes de organizações de natureza bem distinta como é o caso da Fundação António Silva Leal.
Outra nota que sobressai da audiência ontem concedida pelo Senhor Presidente da República prende-se com o facto de a "presidente" da Mesa da Assembleia Geral (AG) da UMP integrar a delegação da União das Mutualidades à qual pertence em representação da Associação Mutualista dos Artistas de Bragança.
Não terá sido por acaso que sendo "presidente" da Mesa da AG da UMP e Presidente da Mesa da AG da União das Mutualidades tivesse optado por integrar a representação das Mutualidades. Acontece que o facto, por si só da máxima relevância, de estar na União das Mutualidades em representação do uma Associação Mutualista lhe dá muito mais poder de representação, relativamente, a igual cargo na UMP onde só se representa a si própria.
Tudo isto é resultado de as Misericórdias não intergraem os órgãos sociais da UMP. Estes são constituídos por Irmãos das Misericórdias quando de direito deveriam ser exercidos por representantes das Misericórdias.
Tudo isto contribui, e muito, para a descredibilização, para a perca de confiança, para a perca de capacidade de representação das Misericórdias por parte d'AICOSUMP.
Com esta situação, as Misericórdias foram, de facto, representadas pela Direcção da CNIS que talvez não por mera casualidade tivesse a sua delegação integrada pelo Senhor Provedor da Misericórdia de Bragança.
Se nos lembrarmos que ainda recentemente a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) nomeou o Presidente da Direcção da CNIS para dialogar com AICOSUMP poderemos concluir que a perca de capacidade de representação e de diálogo d'AICOSUMP é muitíssimo reduzida, para já não falar na capacidade de representação da qual parece já não dispôr.
AICOSUMP são convidados sob o ponto de vista formal, como obrigatoriamente, terá que ser, mas de facto de pouca ou nenhuma capacidade de representação já disporão.
Constitui de facto um paradoxo que a delegação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) na audiência com o Senhor Presidente da República não integre nenhuma Misericórdia. Tal só acontece porque as Misericórdias têm permitido que AICOSUMP afastem os seus Dirigentes dos órgãos sociais da UMP.
Por estas e pro outras aqui nos temos batido desde sempre para que os órgãpos sociais da UMP sejam exclusivamente constituídos pelos Senhores Provedores em representação das respectivas Misericórdias.
Não faz qualquer sentido a situação que há muito se vive na UMP.
É fundamental repor normalidade na constituição dos órgãos sociais da UMP. Estes devem ser cosntituídos, exclusivamente, por representantes das Misericórdias, particularmente, pelos seus Provedores que é o cargo que, estatutariamente, está encarregue de representar a respectiva Misericórdia.
Não faz qualquer sentido que sejam aqueles que não são sequer Dirigentes de uma quaalquer Misericórdia ou sejam dirigentes de outras organizações que estajam a exercer cargos para os quais nem sequer têm perfil. Porque se o tivessem seriam Dirignetes de Misericórdia e não não. Alguma razão haverá para não o serem.
Lamenta-se, profundamente, que as Misericórdias não integrem a totalidade dos órgãos sociais da UMP e pior que isso não sejam as Misericórdias a representar as suas congéneres integradas na União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

COM ESTES "DIRIGENTES D(N)A UNIÃO AS MISERICÓRDIAS NÃO DEIXARÃO DE ACUMULAR DIFICULDADES

Já aqui temos vindo a referir que com estes "dirigentes" da e na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), as Misericórdias não deixaraão de acumular dificuldades.
Perguntar-se-á porquê?
Porque esses "dirigentes" não estão, minimamente, interessados em olhar para a realidade, mas pura e simplesmente em defender os lugares a que acederam, da forma como todos sabemos, e deles não querem abdicar para continuar a usufruir das vantagens para si e para os que lhes estão próximos. Só assim se explica que estes "dirigentes" tenham criado, em 4 anos de mandatos, um passivo apresentado nas contas de 2010, no montante de 9.463.583,18 €. Nada, mas mesmo nada pode justificar a criação de um passivo desta dimensão na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), a não ser uma péssima gestão da mesma.
Só actos como os praticados na aquisição de um automóvel da marca BMW, modelo 740 que poderá ter custado algo semelhante a 200.000 € pode justificar a criação de um passivo que em 4 anos de mandato do actual "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da UMP não parou de crescer, exponencialmente.
A aquisição desta viatura da gama luxo é de todo contraproducentee por várias razões:
- a primeira é porque a UMP não tem condições financeiras para tal;
- a segunda é porque a UMP tem que ser uma Instituição de referência no combate à pobreza, e é, absolutamente, inadmissível que o "presidente" do SN da UMP adquira um automóvel da gama luxo para seu usi privativo;
- a terceira é porque uma ideia de riqueza institucional o que não corresponde à realidade;
- a quarta é porque externamente trasnmite a ideia que as Misericórdias não têm as mínimas dificuldades financeiras.
Poderíamos continuar a enunciar razões que desaconselhariam qualquer cidadão com o mínimo de bom senso a não equacionar a possibilidade de aquisição de um automóvel da gama luxo para seu uso privativo enquanto dirigente de uma Instituição de combate à pobreza, muito menos mandá-lo adquirir.
Com a aquisição de um automóvel da marca BMW modelo 740 estes "dirigentes" da UMP não convencerão noguém, com um mínimo de bom senso, que são dirigentes de uma instituição representativa de Misericórdias em dificuldades resultantes de eventuais atrasos nos pagamentos por parte do Ministério da Saúde.
Bom. Mas os sinais exteriores de abundância de dinheiro gasto sem a mínima justificação são uma constante. Lembraremos aqui, novamente, o que disse há cerca de 1 ano, numa reunião do Conselho Nacional (CN) da UMP um dos membros do anterior Conselho Fiscal (CF) da UMP: toda a gente tem cartões de crédito que usa sem o mínimo de control. Conto este episódio que serve também para referir uma afirmação de um dos membros desse CN que referindo-se ao que se acaba de descrever: passadas 72 horas sobre a realização da reunião do CN já estava no blog a referência à utilização de cartões de crédito por parte dos "dirigentes" da UMP.
Tem sido uma prática corrente de há alguns anos a esta parte que os "dirigentes" da UMO estão mais preocupados com o mensageiro do que com a mensagem. Ou seja. Estes "dirigenets" da UMP têm mantido ao longo dos anos uma preocupação enormísisma em matar os mensageiros, mas têm mostrado um total desprezo pela utilização abusiva dos parcos recursos financeiros da UMP que dão origem à mensagem. Quer dizer sendo os próprios "dirigentes" da UMP a origem das mensagens aqui descritas e jamais desmentidas a sua preocupação é impedir que os seus desatrosos actos de gestão cheguem ao conheciemnto de quem de direito, ou seja, aos Dirigentes das Misericórdias.
A demonstrar isto mesmo está o facto ocorrido esta mesma semana. Chegam hoje de Estrsburgo "dirigentes" da UMP que levaram consigo alguns Provedores ou quem os substituiu numa viagem paga por uma empresa fabricante de uma conhecida marca de fraldas. Esta viagem foi, totalmente, organizada por estes "dirigentes" da UMP (que até levaram uma técnica da Turicórdia) numa tentativa de compra de votos para o próximo acto eleitoral (ao qual certamente alguns dos actuias "dirigentes" se irão recandidatar) assim como o pagamento de votos em actos anteriores.
As suspeitas que pairam sobre esta viagem tal como idêntica viagem realizada em 2010 a Munique é, simplesmente, resultado de actuações secretas dos "dirigentes" da UMP que tentando manter em segredo a realização destas viagens criam um clima de mau estar generalizado entre os Senhores Provedores. É que a selecção dos integrantes das comitivas nestas viagens não obedece a nenhum critério lógico a não ser o aqui referido de compra de e agradecimento de votos. Se tudo tivesse sido organizado de uma forma clara e transparente. Se fosse utilizado um critério racional na selecção dos integrantes nas comitivas, jamais pirariam quaisquer suspeitas sobre estes "dirigentes" da UMP. Assim, vão continuar a aumentar quer a quantidade quer os níveis de suspeitas, e com todo o fundamento, que não páram de crescer em redor daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP).
Estes "dirigentes" da UMP até criaram no sítio www.ump.pt uma agenda para que se conheçam as actividades da UMP. Ou melhor criaram uma agenda para tentar criar a convicção de que dão a conhecer as suas próprias actividades. Nada de mais erróneo. É que só são inscritas na agenda do sítio www.ump.pt as actividades que lhes interessam que sejam conhecidas. As actividades coo estas da viagem a Estrasburgo são mantidas em segredo.
Tal como está a ser mantido segredo sobre as reuniões do CN em que foi analisada uma proposta de os "dirigentes"da UMP se atribuirem a si próprios remunerações de valor igual a 70 % do vencimento do Senhor Presidente da República. esta iniciativa também não foi dada a conhecer na agenda nem de outra forma qualquer.
Alguém pode acreditar que as Misericórdias têm alguma dificuldade quando os "dirigentes" da UMP gastam dinheiro da forma que toda agente sabe mas que aqueles que dele benficiam se recusam a dar público conhecimento ? Hoje, dificilmente, se encontrará alguém em Portugal que acredite que as Misericórdias têm dificuldades económicas e financeiras quando os "dirigenets" da UMP têm para seu uso privativo automóveis da gama luxo. Quando os "dirigentes" da UMP se propõem para si próprios remunerações de 70 % da remuneração do Senhor Presidente da República. Quando almoçam e jantam nos meçlhores e mais caros restaurantes um pouco por todo o Portugal.
Os sinais de riqueza não correspondendo minimamente à realidade institucional da UMP transmitem uma ideia que nem de perto nem de longe é a realidade das Misericórdias Portuguesas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA TERIA AGRACIADO A UMP SE SOUBESSE DAS ACTIVIDADES DOS SEUS "DIRIGENTES" ?

É profunda convicção de qualquer mortal que se o Senhor Presidente da República conhecesse as actividades dos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) jamais teria atribuído essa condecoração, nesta altura do campeonato.
Porquê esta generalizada convicção?
Saberá,o Senhor Presidente da República, que os actuais "dirigentes" da UMP andam há um ano a tentar elaborar uma proposta de vencimentos para os próprios, enquanto "dirigentes" da UMP, indexada ao vencimento do Presidente da República?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirigentes" da UMP, encabeçados pelos presidentes do Secretariado Nacional (SN) e da Mesa do Conselho Nacional (CN), pretendem vencimentos, para si próprios, na ordem de 70 % do vencimento do Presidente da República ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirigentes" da UMP fizeram constituir uma comissão, dentro do Conselo Nacional para elaborar uma proposta que contemplasse a sua intenção de fixar para os próprios vencimentos na ordem do70 % do vencimento do Presidente da República ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os "presidentes" do SN e da CN ficaram chocadíssimos (senão mesmo furiosos) quando os membros dessa comissão, antes de elaborarem uma proposta, quiseram conhecer qual era a realidade remuneratória, há muito em prática na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os "presidentes" do SN e da CN se recusaram a prestar esses esclarecimentos aos membros da comissão criado no âmbito do Conselho Nacional para elaborar uma proposta de vencimentos para os "dirigentes" da UM ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirigentes" da UMP se recusam a prestar informações sobre os gastos anuais de Administração ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirigentes" da UMP se recusam a informar as Misericórdias sobre o destino que foi dado à Quinta de Santo Estevão, cujo valor de transacção poderá rondar os 60.000.000 € ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirientes" da UMP criaram, em 4 anos, um passivo que ronda os 9.500.000 € ?
Saberá o Senhor Presidente da República que os actuais "dirigentes" da UMP acumulam um deficite de Administração nos últimos 4 anos de cerca de 4.500.000 € ?
Saberá o Senhor Presidente da República que o "presidente" do SN da UMP comprou para seu uso privativo (será também privado?) uma viatura da categoria luxo que nem o próprio Presidente da República dispõe ?
São todas estas dúvidas que as Misericórdias há muito reclamam conhecer, mas que aqueles que "dirigem" a UMP, se recusam a informar.
Se o Senhor Presidente da República conhecesse todas estas dúvidas teria atribuído a distinção à UMP ?
Énossa profunda convicção que se o Senhor Presidente da República conhecesse estas dúvidas jamaisteria atribuído essa condecoração à UMP.

domingo, 19 de junho de 2011

Discurso do Presidente da República na Sessão de Encerramento do X Congresso Nacional das Misericórdias

Arganil, 18 de Junho de 2010

No encerramento deste X Congresso Nacional das Misericórdias Portuguesas quero começar por saudar os seus representantes, Senhores Provedores, Mesários e demais Irmãos. É com sentido e profundo reconhecimento pelo vosso trabalho e pela vossa dedicação que me dirijo a este Congresso.
As Misericórdias portuguesas têm fortes razões para se orgulharem do inestimável contributo que têm prestado e continuam a prestar aos Portugueses e a Portugal.
A sua história de cinco séculos não encontra paralelo em nenhuma outra instituição social que de forma tão continuada e, ao mesmo tempo, tão decisiva, tivesse contribuído para minorar o sofrimento e a exclusão entre os Portugueses.
Foi no combate à fome, à doença e à exclusão que se forjou esta obra inestimável que integra, de pleno direito, a secular história de Portugal como Estado e como Nação.
Curiosamente, foi no contexto da construção dos pilares do moderno Estado português que a Obra das Misericórdias se lançou e expandiu, por iniciativa da Rainha D. Leonor.
Nessa altura, houve consciência clara de que a afirmação do Estado não era incompatível nem concorrencial com a organização autónoma das Misericórdias.
Pelo contrário, Estado e Misericórdias só tinham a ganhar com a acção complementar e cooperante.
Se o Estado moderno foi obra de monarcas e de elites, a vasta rede de Misericórdias que se estruturou à escala nacional, foi obra dos portugueses, dos homens bons das cidades e das vilas que através da sua dedicação e do espírito de solidariedade, criaram uma das instituições mais importantes da nossa sociedade.
Ao longo destes cinco séculos de história comum, nem sempre o desejável espírito de cooperação e a autonomia institucional foram respeitados. Há que reconhecê-lo!
Já na vigência do actual regime democrático, essa relação, que deveria ser de confiança e de partilha na busca de soluções para os problemas que afectavam a população portuguesa, foi fortemente abalada pela concepção estatizante de alguns governos.
O que se passou no domínio dos cuidados de saúde é um bom exemplo dessa quase obsessão de tudo sujeitar à tutela e à administração directa do Estado.
As consequências desses excessos são hoje sobejamente conhecidas.
Perdemos muitos anos a recriar o que já estava criado, a recuperar experiência e competências que já existiam, a esbanjar recursos que poderiam ser canalizados para domínios mais carenciados e de maior urgência social.
Felizmente, tomou-se consciência dos erros e, lenta mas pragmaticamente, foi-se arrepiando caminho.
A recente celebração de um protocolo entre as autoridades de saúde e um considerável número de misericórdias portuguesas, visando a contratualização de serviço público por parte destas, é um passo que me apraz assinalar. Esse passo pode representar uma valorização significativa do sistema nacional de saúde, tornando-o mais eficaz, com maior qualidade de serviço e maior satisfação dos utentes.
Temos de reinventar o conceito de serviço público, nomeadamente na diversidade das áreas sociais. Um novo conceito que atenda mais à necessidade de dar uma resposta rápida e adequada aos crescentes problemas sociais da população portuguesa, do que ao respeito de uma visão ideológica que os tempos tornaram obsoleta.
As dificuldades financeiras e de crescimento da economia para os próximos anos deveriam convidar-nos a pensar de forma objectiva e desapaixonada nos desafios de emergência social que já estamos a enfrentar.
São conhecidas as dificuldades de financiamento do Estado, bem como os constrangimentos decorrentes da crise financeira que obrigarão, em maior ou menor proporção, à contenção da despesa social.
Entretanto, são tão ou mais conhecidas e sentidas as dificuldades crescentes que afectam entre 2 a 3 milhões de portugueses. Destes, uma grande parte sofre, ou está em risco de vir a sofrer, as consequências típicas das situações de emergência social.
Crianças, jovens, desempregados, deficientes, doentes crónicos, idosos, famílias inteiras em situação de privação material ou de exclusão social grave esperariam, nesta conjuntura, um redobrar da atenção e do apoio por parte do Estado, precisamente quando este enfrenta as maiores dificuldades em manter os níveis e os mecanismos de protecção social.
São cada vez mais os que necessitam de ajuda e são cada vez menos os recursos que o Estado lhes pode distribuir.
Esta é a indesejável e triste situação que temos de enfrentar.
Só os Portugueses e as suas instituições de solidariedade social poderão atenuar os efeitos desta calamidade social que não pára de tocar um crescente número de cidadãos.
Os senhores, enquanto responsáveis pelas misericórdias portuguesas, sabem do que estou a falar.
Conhecem o dia-a-dia dessa luta e as dimensões que esse fenómeno está a atingir.
Vivem directamente as histórias de sonhos desfeitos, de ilusões destroçadas, de vidas que não encontram futuro, do presente insuportável para a dignidade pessoal que muitos teimam em manter.
Sabem todos do que é que estou a falar.
Por isso vos peço que não baixem os braços, que não desistam perante a adversidade e o avolumar dos problemas das vossas instituições.
Transmitam a todos quantos trabalham nas vossas creches, nos vossos lares, nos vossos hospitais, nos vossos refeitórios, o quanto confiamos na dedicação, na capacidade de ajudar quem vos procura, no inestimável contributo que têm vindo a dar para que os Portugueses mantenham a esperança num futuro melhor.
Transmitam aos vossos voluntários o quanto esperamos da sua dedicação desinteressada. Digam-lhes que o seu exemplo não será esquecido.
Ajudem a promover o reforço dos laços familiares, dêem maior expressão a essa ideia central de solidariedade entre gerações, continuem a estar disponíveis para cooperar com outras instituições.
Ajudem a identificar os problemas, mobilizem todos os recursos que estão disponíveis, superem desconfianças antigas e divisões artificiais.
Todos não seremos demais para enfrentar os tempos difíceis que nos batem à porta.
Para empreendermos esse combate precisamos do espírito solidário de todos os Portugueses.
Precisamos de mobilizar todos os recursos e boas vontades para ganharmos esse desafio.
Confio na vossa determinação e no vosso trabalho.
Confio que as Misericórdias Portuguesas vão continuar a justificar o reconhecimento da dedicação, do espírito solidário e do mérito relevante que está inscrito na sua história e que os Portugueses jamais esquecerão.
Por esta razão decidi agraciar a União das Misericórdias Portuguesas com o título de Membro Honorário da Ordem de Mérito, cujas insígnias terei o gosto de entregar ao seu Presidente, Dr. Manuel de Lemos.
Faço-o com um sentido pleno de justiça e na certeza que à exigência e expectativa que esta condecoração traduz para quem a recebe, responderão as Misericórdias Portuguesas com o melhor do seu empenho e da sua solidariedade.
Muito obrigado.
Presidência da República

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CONGRESSO DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Tem início amanhã no distrito de Coimbra mais um Congresso da União das Misericórdias Portuguesas.
De acordocom a organização este Congresso será dedicado ao tema da Intergeracionalidade.
Mas ao tema do Congresso só lhe é dedicada uma sessão.
Vai ser mais um Congresso - mais uma oportunidade perdida.
Quando os problemas para os quais as Misericórdias têm vocação atingiram uma gravidade e dimensão como há muito não se sentiam, dedicar um Congresso a um tema que nem sequer pode ser considerado nem problema nem está na primeira linha das preocupações dos Portugueses, só pode ser considerado uma oportunidade perdida. Mais. Dizemos mais uma oportunidade perdida porque:
- lembram-se do VI Congresso realizado em Évora em 1996, depois de 20 anos de interregno? Lembram-se do tema desse Congresso ? TOTONEGÓCIO foi o tema mais abordado.
Realizaram-se mais alguns.
Vamos referir só mais dois.
Um realizado em Braga, talvez há 4 anos.
Ainda haverá alguém que recorde alguma conclusão? E qual a acção consequente?
Desse Congresso de Braga há quem espere pela apresentação das contas.
Há também quem espere pela confirmação da realização do almoço de encerramento numa propriedade do actual "presidente" do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas que terá sido pago pela União das Misericórdias Portuguesas, mas no qual só terão participado alguns membros do inner circle desse mesmo "presidente", cerca de 40 pessoas.
Há quem espere a confirmação do custo desse almoço.
Há quem espere a cofirmação do custo nos 25 000 € (vinte cinco mil euros).
Há quem espere que se confirme que o objectivo desse almoço era levar o Senhor Presidente da República a almoçar a essa casa do referido "presidente"que o mesmo possui em Amares.
Referiremos mais o último Congresso realizado na Madeira.
Esse Congresso foi aqui amplamente comentado.
Referiremos, no entanto, a principal conclusão desse Congresso.
A criação de um Banco de Voluntariado.
Aparentemente seria uma excelente iniciativa. Até porque se estava a 1,5 anos do início do Ano Europeu do Voluntariado que está a decorrer.
Ao que se conseguiu apurar esse Congresso que terá custado às Misericórdias, no mínimo, 500.000 € (quinhentos mil euros) e a única conclusão a que chegou resultou num rotundo fracassso.
Nesta data o Banco de Voluntariado a criar pela União das Misericórdias Portuguesas não terá saído ainda do campo das intenções.
Não se conhece um único voluntário  que a esse Banco tenha aderido.
É nesta sequência lógica que se inserirá o Congresso que amanhã terá início no distrito de Coimbra.
É um Cngresso que não despertou o mais mínimo interesse junto da esmagadora maioria das Misericórdias.
Aadesão foi muito pouco significativa. Razão pela qual nas últimas semanas tem sido feita uma enorme pressão sobre os Provedores das Misericórdias para participarem.
Mas o interesse de participar continua a ser diminuto.
Pode até dizer-se que o único objectivo do Congresso será levar o Senhor Presidente da República à sessão de encerramento.
Porquê?
Porque assim quem "dirige" a União das Misericórdias Portuguesas procura convencer os participantes de que tem grande influência junto do Senhor Presidente da República.
Uma nota nada abonatória para quem organiza este Congresso.
Numa altura em que Portugal atravessa enormes dificuldades.
Agora que mais dificuldades vão ter que ser suportadas pelos Portugueses.
Quando o número de pobres não pára de aumentar.
Quando há gente com fome em Portugal.
Os "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas organizam um JANTAR DE GALA nas QUINTA DA LÁGRIMAS um dos mais caros restaurantes.
Esta iniciativa destes "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas demonstra umtotal insensibilidade perante a realidade com que os Portugueses estão confrontados, principalmente, os mais pobres e desfavorecidos.
Será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas se sentirão bem com a sua consciência quando estiverem a jantar na Quinta das Lágrimas quando bem perto há tanta e tanta em dificuldade para sobreviver com o mínimo de dignidade?
Será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas, vivendo a realidade por eles róprios criada, jantar num dos mais caros restaurantes de Portugal, ainda consideram que quem recebe o Rendimento Social de Inserção não sabem utilizar os parcos euros de que dispõem?
Será que esse "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas pensarão durante esse Jantar de Gala que o custo individual de cada jantar é o equivalente a metade do montante mensal do RSI?
Numa altura destas com as dificuldades que cada vez mais Portugueses sentem no seu dia a dia, será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas não pensarão que aqueles que estão na pobreza poderão considerar gastar tantos e tantos milhares de euros numjantar de gala, uma afronta aos Pobres deste País?
Quer a realização do Congresso nos moldes e no tema que lhe é dedicado.
Quer a realização do referido jantar de gala, revelam, no mínimo imaturidade e insensibilidade social

quinta-feira, 24 de março de 2011

OBJECTIVO DO CONGRESSO CONSEGUIDO


O principal e único objectivo do congresso desta UMP está conseguido: a fotografia.