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quarta-feira, 19 de julho de 2017

DEMISSÃO DO DR. CARLOS ANDRADE

No passado dia 9 de junho, aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) em carta não endereçada (o endereçamento apresentado: Exmo.(a) Senhor(a) Provedor(a)) demonstra uma total falte de respeito e consideração para com os Senhores e Senhoras Provedoras das Santas Casas da Misericórdia de Portugal.
Essa mesma carta tem como referência: N/REF. 0521/17 e Assunto: Pedido de demissão do Vice-Presidente do Secretariado Nacional.
É esse mesmo pedido de demissão que hoje queremos aqui analisar até porque é a primeira vez que tal acontece na história da União das Misericórdias Portuguesas.
Comecemos pelo princípio. E o princípio teve início há 10 anos quando aquele que se instalou no cargo de PSN da UMP levou o Dr. Carlos Andrade para n.º dois do Secretariado Nacional, utilizando um argumento de que foi dado generalizado conhecimento. Dizia então aquele que se instalou no cargo de PSN da UMP que o exercício desse cargo lhe impunha enormes sacrifícios e prejuízos mas, que correspondendo ao "pedido insistente e generalizado" das Misericórdias se dispunha a "servir" essas Instituições só durante três mandatos. Haja alguém que não se lembre deste argumentário.
Foi crendo neste argumentário que o Dr. Carlos Andrade "abraçou" a causa daquele que se instalou no cargo de PSN da UMP, na convicção que passados 9 anos (três mandatos) seria ele o PSN da UMP.
Ao longo desses 9 anos o Dr. Carlos Andrade criou a convicção que no atual mandato seria ele próprio o PSN da UMP. Mas, como tal não aconteceu, concluiu que mantendo-se no atual como Vice-Presidente e Coordenador de Secretariado Executivo da UMP jamais chegaria a Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Chegando a esta conclusão procurou uma saída airosa da UMP: alegando: "Por motivos pessoais venho apresentar a minha demissão de membro do Secretariado Nacional da UMP.", conforme consta no anexo à carta referida no início desta reflexão.
O argumento utilizado "Por motivos pessoais" se o Dr. Carlos Andrade abandonasse também todos os outros cargos que ocupa em outras tantas instituições. Só para referir alguns, após consulta que se encontra disponível na net, o Dr. Carlos Andrade continuará a ocupar os seguintes cargos:
- Membro do Conselho de Administração da Fundação António da Silva Leal;
- Presidente do Conselho Executivo da Fundação António da Silva Leal;
- Membro do Conselho de Administração da Fundação João Bento Raimundo;
- Vice-Presidente do Conselho de Administração da Fundação AFID Diferença;
- Vice-Presidente da Direção da Fundação Augusto Gil;
- Vice-Presidente do Conselho de Administração da Fundação Vítor Reis Morais;
- Coordenador Distrital da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal - Núcleo Distrital de Faro;
- Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Faro.
Em declarações a Anabela Natário do semanário Expresso o Dr. Carlos Andrade diz: "O vice-presidente da União das Misericórdias Portuguesas demitiu-se. Ao fim de dez anos de envolvimento, Carlos Andrade sai da instituição liderada por Manuel de Lemos, alegando questões pessoais. “Somos todos amigos da mesma maneira”, disse ao Expresso, adiantando tratar-se de uma vontade de “fazer outras coisas”.


“Não conseguia ir a todo o lado. A atividade das misericórdias é um trabalho muito absorvente e que mata os fins de semana… foram assim os últimos dez anos da minha vida. Pus-me a pensar, tenho 60 anos, até aos 70 vive-se bem: tenho mais dez verões à minha frente”, esclareceu Carlos Alberto Correia Andrade sem querer, no entanto, desvendar o futuro que “talvez” reserve para se dedicar à área privada. Eleito em dezembro de 2016, só acabava o mandato em 2019.".
O trabalho desta jornalista pode ser visto em: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-07-07-Demissao-na-Uniao-das-Misericordias-sai-o-vice-presidente
Numa primeira análise o fundamento apresentado pelo Dr. Carlos Andrade para se demitir de Vice-Presidente e Coordenador de Secretariado Executivo da UMP não condiz com a continuidade nos cargos das Instituições atrás referidas: 6 cargos executivos e 1 não executivo.
Se por razões pessoais não tinha condições para continuar na UMP terá condições pessoais para continuar nessas outras 6 instituições ?
Será desta segunda etapa que o Dr. Carlos Andrade está à espera ?
Ao que parece será. E a ocorrer quererá dizer que está disponível para voltar para o cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) ?
Sendo sempre desde há mais de uma década o desejo do Dr. Carlos Andrade, ser Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e não tendo, aquele que se instalou e aí continua, no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), o Dr. Carlos Andrade terá sentido que mantendo-se na situação que estava há 10 anos jamais conseguiria chegar ao cargo que tanto ambiciona.
A sua estratégia de esperar que aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) lhe entregue o seu cargo fracassou. Chegando a esta conclusão não restava ao Dr. Carlos Andrade outra alternativa que não a de se afastar e procurando outra tática que lhe permita cumprir a estratégia que ele próprio se fixou: chegar a Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Por fim, na nossa análise de hoje queremos expressar a nossa convicção de que a demissão do Dr. Carlos Andrade não só nãoterá ocorrido por motivos pessoais como há muito foi sendo preparada por aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) conjuntamente com a sua nomenklatura que se apoderou da UMP.
A demissão aqui em análise é resultado de um conflito permanente de distanciamento entre os dois protagonistas aqui referidos.
Neste espaço de reflexão recordamos o que em 28072013 escrevemos: "Carlos Andrade, secretário do SN da UMP que está a aguardar a saída do atual "presidente" para ocupar esse cargo.
Outros dois factos que não foi nada pacífica a demissão do Dr. Carlos Andrade:
- o jornal Voz das Misericórdias náo tem a mínima referência ao facto na sua primeira página, limita-se a uma muita discreta notícia na sua última página; e,
- a "homenagem" que foi feita ao Dr. Carlos Andrade não só não foi promovida pelo SN da UMP como seria se a demissão tivesse ocorrido por motivos pessoais, como os integrantes dos órgáos sociais da UMP primaram pela ausência.
E ocorreu agora quando que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (PSN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) iniciou o processo de preparação da sua candidatura a mais um mandato.
Mas, esta é outra história que ficará para aqui ser contada um dia.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ANÁLISE SUMÁRIA AO BALANÇO

Tal como aqui vimos de há alguns anos a esta parte refletindo sobre a situação financeira da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) também este ano vamos dedicar um breve tempo a enunciar um dos problemas mais graves que foi criado, mantido e sistematicamente ampliado nos últimos 10 anos: o PASSIVO.
Tal como temos vindo a refletir com os atuais dirigentes da UMP foi criado um passivo que cresce a uma média superior a 2.000.000 € (dois milhões de euros por ano).
Em 31-12-2014 segundo é apresentado pelos próprios o PASSIVO da UMP é já de 16.381.612,78 € (dezasseis milhões, trezentos e oitenta e um mil, seiscentos e doze euros e setenta e oito cêntimos).
Tal situação é absolutamente insustentável por duas ordens de razão:
- o passivo não é superável com esta dimensão, estando a UMP numa situação de pré falência;
- o passivo já come parte significativa das receitas ordinárias da UMP.
Esta realidade pode também acarretar situações desagradáveis para os Dirigentes das Misericórdias que mandatados ou não pelas respetivas Mesas Administrativas têm vindo a dar cobertura silenciosa à criação e crescimento do passivo da UMP. Porquê? Porque muito desse passivo tem sido votado favoravelmente por que se afirma representante de Misericórdias nas assembleias gerais da UMP, assumindo assim um estatuto de conivência com a total falta de transparência das contas apresentadas.
Para tal basta recordar que por várias vezes os dirigentes da UMP têm sentido a necessidade de afirmar que as contas são sempre aprovadas na assembleia geral da UMP.
Tal como também aqui temos vindo a refletir a situação que a UMP vive não é alterável sem uma profunda mudança que um dia vai ter que acontecer. Pode até que aconteça só após o encerramento por falta de viabilidade económico financeira da UMP.
Mas, é essencial que os Dirigentes da UMP passem a ter que ser representantes das associadas. Na atual situação a UMP vive uma situação muito pouco ou nada democrática, uma vez que as Misericórdias não estão representadas nos órgãos sociais/corpos gerentes da UMP. Os atuais dirigentes da UMP só se representam a si próprios e criaram mecanismos que lhes permitem perpetuarem-se nos órgãos sociais/corpos gerentes da UMP. Veja-se:
- os estatutos; e,
- o reguamento eleitoral.
Onde devia imperar um exemplo de democracia constata-se um apoderamento do poder dentro da UMP.
Assim, se pode justificar o aparecimento e crescimento do PASSIVO colossal da UMP.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SERÁ UMA ORGANIZAÇÃO REPRESENTATIVA ???

A reflexão que hoje nos propomos elaborar prende-se com a efectiva capacidade de representação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Na sua origem, como todas as organizações representativas, constituem-se para poder representar os seus filiados, no caso da UMP, as Misericórdias Portuguesas.
A este facto não será estranho a filiação da Misericórdia de Olivença, já que mantinha a tradição da missão e de organização das Misericórdias Portuguesas, que entretanto perdeu.
Não restarão dúvidas a ninguém que na sua origem está uma vontade expressa no V Congresso das Misericórdias Portuguesas (o último que verdadeiramente foi Congresso das Misericórdias) de ser fundada uma organização que agregasse as Misericórdias e que em simultâneo tivesse capacidade de as representar sempre e quando as Misericórdias expressassem essa vontade.
Com a constituição da UMP, os seus órgãos sociais foram na sua quase totalidade constituídos por Provedores. Dizemos quase totalidade porque se a memória não nos atraiçoa só o Dr. Carlos Dinis da Fonseca (Grande Homem que abraçou a causa das Misericórdias) não seria Provedor.
E faz todo o sentido que assim fosse.
Assim como faria todo o sentido que assim continuasse a ser.
Porquê?
Porque conforme rezam os Compromissos a capacidade de representação das Misericórdias está, normalmente, a cargo do Provedor.
A título de exemplo convém referir algumas organizações representativas cujos respectivos órgãos sociais são compostos por quem tem capacidade estatutária de representação.
Um exemplo do sector social: na CNIS o Presidente da Direcção é também Presidente da Direcção de uma organização nela filiada, no caso o Centro Social de S. Martinho de Aldoar.
Um caso do sector público: a Associação Nacional dos Municípios é dirigida por um Presidente de Câmara, actualmente, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu.
Perguntar-se-à: e na União das Misericórdias Portuguesas?
Responderemos: no caso da UMP os membros dos seus órgãos sociais representam-se, exclusivamente, a si próprios. Os membros dos órgãos sociais da UMP não representam nada nem ninguém senão os próprios.
Trata-se de um caso paradigmático já que as próprias Misericórdias estão impedidas de apresentar representantes seus para os órgãos sociais da UMP.
O que faria todo o sentido é que fossem as Misericórdias a indicar representantes seus para comporem os órgãos sociais da UMP.
Nas actuais circunstâncias tal não é possível.
Porquê?
Porque conforme está expresso nos Estatutos, para os órgãos sociais da UMP são eleitos os irmãos das Misericórdias. O que apesar de serem irmãos de uma qualquer Misericórdia não lhes confere nenhuma capacidade de representação.
Em resultado desta situação constata-se que na composição dos actuais órgãos sociais da UMP estão pessoas que não são nem nunca foram Provedores.
Exemplificando.
O Presidente e o Secretário do Secretariado Nacional da UMP jamais desempenharam funções de Provedores. E mesmo quando passaram pelas Mesas Administrativas, já lá vão muitos anos, verdadeiramente, nunca lhes foi conferida nenhuma missão de destaque.
Tal é o caso da Presidente da Mesa da Assembleia Geral que também nunca foi nem é Provedora. Aqui com a agravante de estar a presidir a um órgão a que não pertence.
É que à Assembleia Geral da UMP pertencem, em exclusivo, as Misericórdias Portuguesas, presentes através dos respectivos representantes.
A UMP está assim numa situação aberrante.
Mais.
Está em desconformidade com o princípio básico do associativismo que se revela pela capacidade de os associados elegerem e serem eleitos para os respectivos órgãos sociais.
Na UMP mão é possível fazer-se cumprir este princípio básico do associativismo.
É que a UMP é uma associação.
A quem interessa então esta situação?
àqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP e deles não querem sair.
Porquê?
É o que temos procurado demonstrar ao longo destes anos que mantemos este blog activo. Com a firme vontade de expulsar os vendilhões do templo.
E por mais que enfiem a carapuça quem não gosta de ouvir esta inquebrantável vontade que um dia há-de frutificar, por mais mal educados e agressivos que se revelem só manifestam a razoabilidade das nossas profundas e fundamentadas convicções.
É que é possível enganar toda a gente uma vez.
É possível enganar alguns algumas vezes.
Mas não é possível enganar toda a gente o tempo todo.
Um dia, se Deus quiser, assistiremos à refundação da União das Misericórdias Portuguesas. E que esta seja de facto e de direito uma verdadeira organização representativa das Misericórdias Portuguesas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS DEIXOU DE EXISTIR ?







































O texto que ao lado se apresenta na sua versão original, tal como foi recebido nas Misericórdias, serve tão só para ilustrar 3 (três) coisas:
1.ª- a Conferência Episcopal Portuguesa não reconhece como interlocutores aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP);
2.ª- o não endereçamento do texto aos Provedores das respectivas Misericórdias, demonstra que Quem somos nas Misericórdias 2010 é um mero panfleto fotográfico; e,
3.ª- a alteração do símbolo da União das Misericórdias Portuguesas sem que para tal fosse obtida a competente autorização da Assembleia Geral e da Tutela, corresponderá a um abuso de poder.
Passamos a descrever os fundamentos das conclusões apresentadas.
1.ª- a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) não reconhece como interlocutores aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP).
É o próprio - aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) - que assume tal. É este que escreve: "Sem que nada o fizesse prever, o Secretariado Nacional teve conhecimento da publicação de um Decreto da Conferência Episcopal Portuguesa, de 23 de Abril de 2009, na Revista Lúmen de Julho/Agosto de 2010."
É o próprio - aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) - que assume que a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) não o reconhece como interlocutor.
E assim sendo as Misericórdias Portuguesas deixaram de ter interlocutor junto da Conferência Episcopal Portuguesa.
Esta situação, a actual - a de as Misericórdias Portuguesas não disporem de interlocutor junto da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) - sendo esta a entidade que Tutela a União das Misericórdias Portugesas (UMP) é de todo indesejável, senão mesmo, insustentável. As Misericórdias não podem nem devem prescindir da capacidade de representação da sua União que fundaram em 1976, exactamente, para este efeito, o de as representar.
A manter-se a actual situação na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), esta Isntituição, deixou, pura e simplesmente, de existir para a Conferência Episcopal Portugesa.
Mas esta realidade não nasceu por geração expontânea. É antes resultado de uma continuidade de factos protagonizados por aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas depois do falecimento do Dr. VIRGÍLIO LOPES, os quais sempre se recusaram (ou melhor sempre se recusou) a por em prática as deliberações da Assembleia Geral da UMP que o próprio redigiu enquanto proposta. Nomeadamente, a deliberação de uma Comissão mista composta por dois membros nomeados pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e dois membros nomeados pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e que foram nomeados pela própria Assembleia Geral da UMP.
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) esperou 16 (dezasseis anos) pela disponibilidade daqueles que se instalaram no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da UMP, o que jamais aconteceu, apesar dos esforços e das iniciativas tomadas pelos sucessivos Presidentes da CEP.
O que de facto aconteceu (ao que se sabe) foi uma sistemática recusa, por parte de quem se instalou no cargo de Presidnete do Secretariado Nacional da UMP, em dialogar com a CEP sobre matéria da maior relevância para as Misericórdias.
Poder-se-á até dizer que grande, enorme mesmo, foi a paciência da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) por ter esperado 16 (dezasseis) anos para tomar uma iniciativa que é da sua única e exclusiva competência.
Os 16 (dezasseis) anos aqui referidos vão até ao momento da publicação, na Revista Lúmen de Março/Abril de 2008 na qual foram publicadas as NORMAS GERAIS DAS ASSOCIAÇÕES DE FIÉIS - Documento da Conferência Episcopal Portuguesa, e cuja capa acima se publica, assim como a sua publicação específica.
Quando estas Normas foram publicadas pela Conferência Episcopal Portuguesa tinham como principais destinatárias as Misericórdias. Toda a gente minimamente conhecdora teve plena consciência que a publicação da Normas Gerais das Associações de Fiéis "promulgadas" pela Santa Sé eram o ducumento enquadrador de próximo documento legislativo que se veio a revestir da forma de Decreto Geral sobre as Misericórdias.
Houve uma única excepção neste entendimento: aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP). Estes, já então, não foram nem vistos nem achados na fase de preparação do documento que foi aprovado pela CEP em Abril de 2008. E qual foi a reacção de AICOSUMP sobre essas NORMAS. Nenhuma. Pura e simplesmente ignoraram o documento.
Este singelo acto de ignorar, por parte daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) o mais importante documento legislativo depois do Código do Direito Canónico no enquadramento normativo das Misericórdias, é bem elucidativo da sua forma de estar e de agir.
Logo nessa altura (2008) a Conferência Episcopal Portuguesas (CEP) ao não ouvir AICOSUMP dispensou a audição das Misericórdias quer na elaboração quer na aprovação das Normas Gerais das Associações de Fiéis.
O não reconheceimento daqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) desde o falecimento do Dr. VIRGÍLIO LOPES que deixaram de ser reconhecidos como interlocutores pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). E porquê? Porque AICOSUMP jamais quiseram ou mostraram a mais mínima disponibilidade para o diálogo.
Ao divulgarem, publicamente, que não são reconhecidos como interlocutores pela Tutela, a Conferência Episcopal Portuguesa, aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) assumiram a sua irrelevância ou até mesmo a sua inexistência, ou se quisermos ser um pouco mais rigorosos, a sua própria inexistência enquanto representantes seja daquilo que for.
Quem perde o reconhecimento por parte da Tutela deixa de ter razão para existir. Isto quer dizer, exactamente, que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) não existem. E não existindo, mas mantendo-se nos cargos onde se instalaram, mantêm esses mesmos cargos, completamente, vazios. E se os cargos em que se isntalaram estão vazios, a União das Misericórdias Portuguesas, deixou de existir enquanto tal.
Na realidade, o que está a contecer é que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não existe. E não existe porque aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) não têm a mínima capacidade de os exercer e não tendo capacidade para os exercer, não podem garantir o cumprimento da missão Institucional. E não sendo capazes de cumprir a missão ou a UMP não existe ou é inservível para a missão que foi criada e que está plasmada no seus Estatutos.
Como se tudo isto não fosse suficiente, aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP), deram mais uma prova de que não são capazes de dialogar com a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Foi de sua livre e expontânea vontade que escolheram (diga-se porque tem que ser dito, sem a necessária e competente autorização dos órgãos da União das Misericórdias Portuguesas e das próprias Misericórdias) como interlocutor quem jamais o poderia ser, com base numa única e exclusiva razão, porque aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICSUMP) abdicaram e/ou prescindiram da capacidade de representar as Misericórdias, mas mantêm intacta a sua inabalável vontade de continuarem colados (ou em termos mais populares, agarrados com unhas e dentes) aos cargos em que se instalaram. O que os factos demonstram é que a AICOSUMP só lhes interessa manterem-se nos cargos em que se instalaram, o mundo pode andar para a esquerda, para a direita, para a frente ou para trás, muda para onde mudar, para eles tudo isso lhes é indiferente, desde que os deixem continuar instalados nos cargos, de onde extraem benefícios para si e para o pequeno grupo que constitui a "nomenclatura" instalada.
Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) sem que para tal tivessem obtido a necessária e competente autorização das Misericórdias entregaram a representação da UMP, junto da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), ao Presidente da Direcção da CNIS - Confederção Nacional das Instituições de Solidariedade.
Este facto, para além de demonstrar a incapacidade de AICOSUMP serem reconhecidos como interlocutores coloca a UMP e as Misericórdias numa situação muitíssimo delicada.
Esta resulta do facto de sem que as Misericórdias para tal fossem ouvidas, AICOSUMP, em seu nome, mas sem para tal estarem mandatados, entregaram as representação destas seculares Instituições à CNIS (ex-União das IPSS).
Este sigelo, mas não simples, acto só pode significar e como tal ser entendido, como a entrega da capacidade de representação das Misericórdias, à CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.
Os factos aí estão e valem o que valem. Mas dos mesmos é possível extrair ilações de acordo com as consequências dos mesmos.
Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) ao entregarem a representação das Misericórdias, ao Presidente da Direcção da CNIS abdicaram da capacidade de representação da UMP assim como desta assumir o cumprimento dessa missão de representação que lhe foi entregue pelas Misericórdias aquando da sua fundação em 1976.
Desta forma singela AICOSUMP ao abdicarem da representação das Misericórias entregando-a à CNIS só poderá ser entendido como uma realidade concreta de representaçaõ efectiva das Misericórdias, por parte da CNIS.
Assim sendo quem de facto e ao que tudo indica, a aprtir de agora, as Misericórdias passarão a ser representadas junto da Conferência Episcopal Portuguesa pela CNIS.
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) perdeu a sua autonomia e perdeu a sua identidade, ou pelo menos, ambas estão seriamente afectadas.
Pode até estar já em andamento um processo que culmine com a própria extinção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) se tivermos em consideração que aquele a que AICOSUMP entregaram a representação da UMP junto da CEP, no dia, imediatamente, às palavras que o Papa Bento XVI dirigiu às Instituições em Fátima (13 de Maio de 2010), sugeriu a possibilidade da criação de uma instituição que agregasse todas as Instituições da Igreja. Ora este mesmo, afirmou, em Fátima, no dia 15 de setembro, aquando da Semana da Pastoral Social: "As Misericórdias são da Igreja, não há dúvida nenhuma" (sic).

2.ª- o não endereçamento do texto aos Provedores das respectivas Misericórdias, demonstra que Quem somos nas Misericórdias 2010 é um mero panfleto fotográfico.
O texto que se divulga logo no início desta reflexão foi enviado às Misericórdias como se uma mera cxircular se tratasse. Até os envelopes em que foi metido chegou aberto às Misericórdias.
Pela sua relevância (muito mais que simples importância) a matéria em apreço deveria ter merecido uma cuidada apresentação assim como um correcto endereçamento.
O simples facto de não endereçar - ausência de indentificação do(a) destinatário(a) - revela uma verdadeira falta de educação. Tal pode até ser entendido como desprezo a que foram votados os Dirigentes das Misericórdias, nomeadamente, os seus Provedores, aos quais deve, em primeira instãncia ser dirigida toda a correspondência, já que são eles que detém a capacidade da representação da respectiva Misericórdia.
Trata-se de uma manifesta falta de educação, revelando até algum desprezo pelos Provedores, o não endereçamento de documento que contém abordagem a matéria de superior relevância para a UMP assim como para as Misericórdias.
Este não endereçamento é tanto menos compreensível quando 2 (dois) antes aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) foi de propósito, com o seu séquito, a Campo Maior, imagine-se, a apresentar "Quem somos nas Misericórdias 2010".
Em "Quem somos nas Misericórdias 2010" foram ignorados todos aqueles que se dedicam de alma e coração à causa da caridade mas que não ocupam o cargo de Provedor. Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP), mais uma vez, desvalorizaram o relevante papel que desempenham todos aqueles que servem nas Misericórdias mas que não são Provedores, os quais são em número e em acção muitos mais do que os Provedores. Os Dirigentes das Misericórdias que não os Provedores foram pura e simplesmente esquecidos senão mesmo desprezados tal como o foram os próprios Provedores com o acto de endereçamento já aqui referido.
Melhor que "Quem somos nas Misericórdias 2010" o piroso, porque de mau gosto e de péssima qualidade gráfica, panfleto fotográfico dever-se-ia intitular "Nós e os Provedores das Misericórdias 2010". Ainda assim os Provedores nem todos foram contemplados com as inclusão da fotografia.
Com a edição de "Quem somos nas Misericórdias 2010" menos justificação haverá por parte de AICOSUMP para que o documento não tenha sido correctamente endreçado.
Se a União das Misericórdias Portuguesas fosse administrada e gerida para estar ao serviço das Misericórdias (razão primeira e última da sua existência) AICOSUMP teriam o cuidado de ter criado (ou mantido a que já houve em tempos) uma base de dados na qual se encontrassem registados os nomes de todos os Dirigentes de todas as Misericórdias, nomeadamente, dos respectivos Provedores de forma a permitir o correcto endereçamento da correspondência ou dos documentos produzidos e que terão como destinatárias as Misericórdias.
É que tal como nas Misericórdias a representação está, estatutariamente, entregue ao respectivo Prpvedor (equiparado a presidente da direcção também na UMP a representação desta está entregue ao Presidente do Secretariado Nacional.
Mas, infelizmente, nada disto é pensado (ou se o é não parece nem transparece) muito menos traduzido em actos respeitadores das mais elementares regras de boa educção, sã convivência e relacionamento institucional.
Muito terá que mudar dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para que as Misericórdias nela se revejam e por ela se sintam representadas.

3.ª- a alteração do símbolo da União das Misericórdias Portuguesas sem que para tal fosse obtida a competente autorização da Assembleia Geral e da Tutela.
Os símbolos das Instituições é tão "sagrado" como a sua designação. Quer a designação quer os símbolos servem para as identificar. Lendo a sua designação ou olhando para o seu símbolo seremos capazes de uma imediata identificação. As designações e os símbilos são peças da sua própria identidade.
Ora nada disto se passa na União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Desde o falecimento do Dr. VIRGÍLIO LOPES já por duas vezes foi alterado o símbolo (entenda-se a partir daqui símbolo = brazão) da UMP.
Acontece que o brazão da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi aprovado, como é sua competência, pela Assembleia Geral da UMP e faz parte integrante dos seus Estatutos, tal como se pode confirmar pelos próprios Estatutos da UMP e em nome desta publicados e de fácil consulta na internet.
Depois do falecimento do DR. VIRGÍLIO LOPES aquele que se lhe seguiu e se instalou no cargo alterou, sem que para tal tivesse obtido a necessária e competente autorização o brazão da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
E aquele que agora lá está instalado voltou a alterar esse mesmo brazão.
Com estas alterações a União das Misericórdias Portuguesas deixou de ter garantida a sua própria e única identidade para passar a ter uma identidade que se vai identificando com aqueles que se vão isntalando no cargo de Presidente do Secretariadpo Nacional.
Tudo isto não tem qualquer sentido. Mas é revelador da forma de pensar, de estar e de agir daqueles que só estão na UMP não para o cumprimento da missão que compete à Instituição mas com outros e bem distintos objectivos.
Só num único documento foi possível detectar três monstruosas inadmissíveis, incompreensíveis, inconcebíveis e intoleráveis falhas: gravíssimo que assim se aja dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Esta Instituição necessita ser "limpa". Necesita de ser devolvida às Misericórdias. Necessita recuperar a sua própria identidade. Necessita de se identificar com as Misericórdias. Necessita de uma revisão estatutária. Necessita de uma reorganização para a colocar ao serviço das Misericórdias.
Necessita, no fundo, de ser tão só: UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS.
É que uma Instituição cujos dirigentes(?) não são reconhecidos como interlocutores dessa mesma Instuição pela Entidade de Tutela,
É que uma Instituição cujos dirigentes(?) não reconhecem e/ou respeitam a dignidade do cargo de Provedor(a) das Instituições filiadas,
É que uma Instituição cujos dirigentes(?) alteram, a seu belo prazer o símbolo que a identifica, retirando-lhe identidade,
deixou de existir enquanto tal.
Destas conclusões se extraiu a dúvida que deu título a esta reflexão.
Razão pela qual é essencial que esta União das Misericórdias Portuguesas volte a ser a UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

REALIZA-SE UMA REUNÃO QUE NÃO É

Observando a agendo colocado no sítio www.ump.pt pode-se constatar que no dia 15 de Setembro de 2010 se realiza: "Reunião com os presidentes dos Secretariados Regionais na sede. Participa Manuel de Lemos."
Aparentemente a realização de uma reunião não tem nada de anormal.
Então porque merecerá esta reflexão? É a pergunta que qualquer cidadão com padrão natural e normal de comportamentos quererá ver respondida.
É isso mesmo que nos propomos realizar aqui e agora.
Neste dia 15 de Setembro realiza-se uma reunião com os presidentes (todos) dos Secretariados Regionais.
Ora os Estatutos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estabelecem, no seu artigo 14.º: "O Conselho Nacional é constituído por todos os Secretariados Regionais, representados pelos respectivos Presidentes."
Face ao que se encontra estabelecido nos Estatutos da UMP, realiza-se, neste dia 15 de Setembro, uma reunião do Conselho Nacional.
Entender esta reunião de 15 Setembro é resultado do enquadramento estatutário da mesma, já que os Estatutos da UMP estabelecem no seu artigo 15.º: "Compete ao Conselho Nacional: b) Dar o seu parecer, sempre que o Secretariado (Nacional) o solicite."
Por todas estas razões a reunião de 15 de Setembro de 2010 só poderia ser considerada uma reunião do Conselho Nacional.
Acontece que apesar de reunirem os membros do Conselho Nacional com aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP), estão reunida as condições necessárias e suficientes para enquadrar esta reunião no estabelecido nos Estatutos da UMP. Mas tal não vai acontecer. Esta reunião não vai ser considerada reunião do Conselho Nacional.
Mais uma vez aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) vai manipular a Instituição - União das Misericórdias Portuguesas (UMP) - realizando uma reunião sem qualquer justificação ou sentido. Para tal conta com o precioso contributo daquele que ele próprio instalou no cargo de Presidente da Mesa do Conselho Nacional com o qual tem almoçado frequentemente nos últimos tempos.
Acontece que o Conselho Nacional é um órgão consultivo do Secretariado Nacional tal como se encontra estabelecido no artigo 15.º dos Estatutos da UMP. Ora, os pareceres do Conselho Nacional não são vinculativos.
Daqui resulta uma única conclusão. Reunir os membros de um órgão, da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), que tem funções, exclusivamente de consulta sem carácter vinculativa, sem a considerar reunião desse mesmo órgão é brincar com a Instituição.
Não faz qualquer sentido nem pode ter o mínimo de justificação a realização de uma reunião informal de um órgão que só tem função consultiva não vinculativa.
Realizar uma reunião de uma reunião informal de um órgão consultivo não faz qualquer sentido.
Com este tipo de procedimentos a União das Misericórdias Portuguesas está a agir de uma forma, autenticamente, marginal, o que leva à sua perca contínua de confiança e credibilidade.
Aqui está uma das razões para que àqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) não lhe seja reconhecida credibilidade necessária e suficiente para representar a UMP e as Misericórdias.
Como prova da conclusão aqui expressa está o facto de a Conferência Episcopal Portuguesa ter emitido o Decreto Geral sobre as Misericórdias ignorando, pura e simplesmente, AICOSUMP.
Sobre o que esconde a realização desta reunião pronunciar-nos-emos em próximo post.