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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A COERÊNCIA DE QUEM "DIRIGE" A UMP

Estão a caminho dos Açores os membros do Conselho Nacional, do Secretariado Nacional, assessores, entre outros para abordarem dois temas: os novos estatutos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e o regime remuneratório dos dirigentes da UMP e das Misericórdias.
Quem visite o sítio da UMP pode constatar:

UMP | Adiada tertúlia sobre processo eleitoral

 Tertulia PEQA tertúlia sobre o processo eleitoral nas Santas Casas, agendada inicialmente para 23 de setembro, foi adiada para data a anunciar.
O adiamento decorre dos novos ajustes ao projeto de revisão do Decreto-Lei nº119/83, de 25 de fevereiro, que aprova o estatuto das IPSS.
Na nota informativa enviada às Misericórdias, o Gabinete de Assuntos Jurídicos informa que a tertúlia deverá ser agendada para o final do mês de outubro, altura que se prevê que a revisão do estatuto das IPSS esteja concluída.

Esta é a coerência do "dirigentes" da UMP.
Anulam uma "tertúlia" que tem a ver com estatutos das Misericórdias, mas não anulam o passeio aos Açores.
Ora a matéria que justifica ambas as reuniões é a mesma.
Se foi anulada a tertúlia, também deveria ser anulada a reunião dos Açores, por maioria de razão já que o custo dessa reunião foi apresentado em post anterior sem entrar em linha de conta com as despesas de representação e alimentação.
É por estas e por outras que o passivo da UMP não pára de aumentar de uma forma colossal.
Coerência é coisa há muito ausente da vida normal da UMP.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

VIAGEM AOS AÇORES - ILHA TERCEIRA

De facto temos que reconhecer que uma agência de viagens - TURICÓRDIA - é o serviço mais importante de da actual estrutura da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Mais uma vez vai prestar um inestimável serviço às Misericórdias Portuguesas.
De 26 a 28 de Setembro vai organizar uma viagem aos Açores, mais concretamente, à Ilha Terceira, para aí se realizar uma Reunião do Conselho Nacional na SCM de Angra do Heroísmo..
De facto Angra do Heroísmo é a cidade mais central de Portugal para se realizar uma reunião na qual têm assento todos os Presidentes dos Secretariados Regionais (coincidentes com os distritos) podendo também participar os respectivos Secretários (2).
Está assim muito claro que a forma mais barata de organizar uma reunião do Conselho Nacional é realizá-la em Angra do Heroísmo.
Desta forma se poupam umas dezenas de milhar de euros.
Se forem todos quantos pertencem ao órgãos mais aqueles que querem estar para participar activamente e cujo contributo é habitualmente imprescindível nas reuniões do Conselho Nacional, deslocar-se-ão a Angra do Heroísmo:
- 19 Presidentes de Secretariados Regionais (1 é da própria cidade);
- 40 Secretários
- 6 membros do Secretariado Nacional
- 2 assessores (pelo menos)
- 1 responsável pela Turicórdia
- 1 jornalista do jornal Voz das Misericórdias
Este é o staff que irá aos Açores para uma importantíssima reunião do Conselho Nacional.
Temos assim, contas redondas 70 pessoas que se deslocarão aos Açores de 26 a 28 de Setembro para uma reunião do Conselho Nacional.
Fazendo contas:

- 70 pessoas x 510,00 €/pessoa = 35 700 €

Custará às Misericórdias Portuguesas a quantia de 35 700 € a realização desta reunião na cidade de Angra do Heroísmo.
Só a importância da matéria a apreciar na reunião do Conselho Nacional pode justificar tão longa deslocação de tanta gente tão importante de tantos e tão grandes e relevantes serviços prestados às Misericórdias Portuguesas.
É nossa profunda convicção que os resultados que sairão dessa reunião do Conselho Nacional se revestirão da maior importância para as Misericórdias.
Uma das consequências mais prováveis é que se gere uma cisão na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), coisa de somenos importância para aqueles que querem arranjar forma de imporem um novo modelo de Estatutos para a UMP que mais não terá como resultado o aprofundar do domínio daqueles que há muito se instalaram nos cargos da UMP deles não querem sair e arranjar mais uns lugares para amigos também poderem comer à mesa do orçamento cujas contas apresentam já um passivo próximo do 17. 000. 000. € (dezassete milhões de euros).
Mas para esta gente não se passa nada de grave na UMP.
Está tudo bem.

sábado, 3 de novembro de 2012

OPÇÃO MAIS ERRADA NÃO HÁ

Debruçamo-nos, hoje, sobre a linha de rumo que o actual "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) impôs nesta instituição.
E dizemos impôs porque de uma verdadeira imposição se trata já que essa mesma linha de rumo não foi sufragada pelas Misericórdias.
E dizemos impôs porque a mesma é seguida em violação nítida das disposições estatutárias.
Se não vejamos.
O Artigo 15.º dos Estatutos da UMP estabelece:
Compete ao Conselho Nacional:  
a)  Reunir com o Secretariado Nacional, antes de cada Assembleia Geral, a fim de lhe transmitir os problemas que deverão ser agendados nas reuniões da mesma;  
b)  Dar o seu parecer, sempre que o Secretariado o solicite.
Ora a Moção que o "presidente" do SN da UMP "impôs" ao Conselho Nacional não cabe em nenhuma das competências estabelecidas nos referidos Estatutos.
E impôs também porque os Presidentes dos Secretariados Regionais não foram mandatados nem pelos respectivos Secretariados nem pelo seu Conselho Distrital e muito menos pelas Misericórdias para poderem apreciar e muito menos aprovar essa mesma Moção.
Istp só demonstra como alguns se apoderaram da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para concretizar as suas ambições pessoais.
E ainda há quem se sinta ofendido quando quem da melhor da boa fé afirma e reafirma que é essencial correr com os vendilhões do templo que se apoderaram da UMP.
Cada vez com maior convicção se afirma que a UMP tem que se livrar dos vendilhões do templo, daqueles que não se importam de vender a alma ao diabo só pata lhes ser possível continuar a extrair benefícios para si e para os seus.
Esta Moção. A forma como foi elaborada e aprovada só vem confirmar a necessidade de as Misericórdias assumirem, por completo as suas reais e efectivas responsabilidades na União das Misericórdias Portuguesas.
Como, facilmente, se comprova a matéria a que se refere não se enquadra nem nos assuntos a agendar para a próxima Assembleia Geral da UMP (se não faria referência a tal. E não o fazendo é matéria que não será agendada).
E também não é um parecer, com toda a nitidez deste mundo.
A Moção é tão só mais uma peça da obsessão de combate feroz, do actual "presidente" do SN da UMP, a este Governo. E tudo isto tão só pela convicção que o actual "presidente" do SN da UMP criou no seu próprio espírito de que seria ministro da saúde ou da segurança social no actual Governo.
Imagine-se o que seria deste País se tal viesse algum dia a acontecer.
Felizmente para Portugal muita gente, mas mesmo muita conhece o seu perfil, o qual revela a total impossibilidade de alguma vez concretizar a sua ambição de ser ministro de alguma coisa.
A Moção a que nos referimos pode ser lida no seguinte endereço electrónico:
http://www.ump.pt/ump/images/stories/cons.%20nac.%20-%20posi%E7%E3o%20p%FAblica%20das%20miseric%F3rdias-20-10-2012.pdf
Sem querer aprofundar em demasia o conteúdo integral dessa mesma Moção extrairemos alguns trechos que ilustram as conclusões que vamos extraindo.
Começemos então.
Logo no preâmbulo pode ler-se:
"Muito particularmente, o Conselho Nacional analisou o impacto do OE 2013 sobre a sustentabilidade das Misericórdias para que estas possam continuar a desempenhar a sua missão.".
Facilmente se pode constatar que esta afirmação elaborada pelo "presidente" do SN da UMP se insere numa linha de demagogia e populista fazendo crer que é ao Estado que compete asssegurar a sustentabilidade das Misericórdias.
Não é nem nunca foi obrigação do Estado garantir a sustentabilidade das Misericórdias.
O papel do Estado é, foi e será garantir a operacionalidade e funcionalidade das Misericórdias para que estas possam cumprir a sua missão.
E onde a diferença parece ser ténue ou inexistente ela é bastante grande e significativa.
Quem conhece a história das Misericórdias e a sua missão sabe, perfeitamente, que as Misericórdias foram fundadas em período de crise enorme que grassava pelo País, e tinham como missão acudir aos mais pobres já que o Estado não o podia fazer.
Tal como agora, em 1498 o Estado não tinha recursos suficientes para acudir a todas as necessidades dos Portugueses.
Tal como agora as Misericórdias não se devem empenhar em estar e permanecer na dependência total do Estado.
As Misericórdias devem diversificar as suas fontes de rendimento e perspectivar uma significativa diminuição  do financiamento estatal.
Mas este não é o caminho traçado pelo actual "presidente" do SN da UMP e mais alguns "dirigentes".
Como é, facilmente, constatável o caminho que está a ser trilhado está longe, muito longe mesmo, de ser o mais adequado.
E se nada for feito para contrair o actual rumo, as Misericórdias vão sentir cada vez mais e maiores dificuldades. Muitas mais e muito maiores do que as que já estão a sentir.
O melhor caminho que as Misericórdias poderiam seguir era o de assumirem todas as suas responsabilidades na UMP, ou seja, assumirem a UMP.
 Nunca será demias recordar que a UMP é a única Instituição conhecida de natureza associativa onde as associadas (as Misericórdias) não podem ser eleitas para os seus órgãos sociais.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A REUNIÃO QUE NÃO FOI

Não se vislumbrará o mínimo de racionalidade na realização de uma reunião na estava prevista a realização de todos os membros do Conselho Nacional sem, de facto, ser considerada reunião do Conselho Nacional.
A forma que aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) encontrou para reunir todos os membros do Conselho Nacional sem que essa reunião pudesse ser considerada reunião desse mesmo Conselho Nacional foi convidar todos os seus membros para uma reunião.
Toda essa reunião foi preparada com a máxima cautela e todo o cuidado, já que AICPSNUMP reuniu, várias vezes, em faustos almoços pagos pelas Misericórdias com vista à preparação desta reunião assim como de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional que vai reunir na Quinta de Sto Estevão, em Viseu, no próximo dia 25 de Setembro para que se dê mais um passo para a fixação de vencimentos indexados ao vencimento do Presidente da República, na ordem dos 70 %.
Então qual será o objectivo de fazer uma reunião sem que, na prática, o seja?
Só é possível concluir que esta reunião de AICPSNUMP com os membros do Conselho Nacional tem como objectivo amarrar esses membros à estratégia delineada por AICOSUMP sem que estes se vinculem a qualquer coisa.
A AICOSUMP só lhes interessa amarrar os representantes das Misericórdias à sua estratégia de exercício de poder para dele extrairem benefícios que não permitem que esses mesmos representantes das Misericórdias conheçam.
O obscurantismo nos objectivos reais assim como nos procedimentos que cada vez mais são mais desajustados e desenquadrados das regras e da Lei estão cada vez mais presentes.
O que AICOSUMP irão conseguir é amarrar os membros do Conselho Nacional à sua estratégia que tem um único objectivo (interesse): manterem-se nos cargos nos quais se instalaram.
A falta de racionalidade prende-se, efectivamente, com a promoção de uma reunião informal com os membros do Conselho Nacional, Conselho este que só tem função consultiva, mas não vinculativa.
AICPSNUMP teve o cuidado de recomendar que só seriam admitidos nessa reunião, os Presidentes dos Secretariados Regionais, os quais são os membros do Conselho Nacional.
Dentro de qualquer organização que se preze de querer cumprir a sua missão não se realizarão reuniões dos órgãos de administração e de gestão com carácter, meramente, informal.
Muito menos sentido fará realizar reuniões informais de um órgão, meramente, consultivo.
A acção de AICOSUMP só tem resultado e consequências a desconsideração dos próprios órgãos. E desconsiderando os órgãos estão a desvalorizar a sua importância.
Desvalorizando as funções e competências dos órgãos sociais estão num caminho de descredibilização institucional.
Entrando no caminho da descredibilização institucional as entidades externas não reconhecem vantagens em dialogar com os representantes dessa instituição.
E se os representantes da instituição perderam a capacidade de ser reconhecidos, perderam a capacidade de exercerem os cargos.
E tendo perdido a capacidade de exercerem cargos, esvaziaram a instituição.
E a questão que se tem que por é a seguinte: que sentido faz a manutenção de uma instituição vazia de funções?
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) é uma Instituição fundamental para a missão colectiva das Misericórdias, razão pela qual estas seculares Instituições devem assumir as suas responsabilidades asumindo a sua União.