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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

UM "presidente" QUE SE "AFIRMA" EM TONS DE NÃO

Reforma do Estado social «não é diminuir valor das pensões», frisa presidente da UMPReforma do Estado social «não é diminuir valor das pensões», frisa presidente da UMP

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, alertou hoje, no Funchal, que fazer a reforma do Estado social "não é diminuir o valor das pensões".

Manuel de Lemos, ao intervir no 1.º Congresso das Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias da Madeira, sublinhou que hoje se fala “muito da reforma do Estado social", mas avisou que a mesma não deve assentar no corte de direitos sociais.
"A reforma do Estado social não é diminuir o valor das pensões, nem aumentar o IVA, o IRS ou desistir de partes substanciais do território nacional, como quando se fecham tribunais, centros de saúde, estacões dos CTT, repartições de finanças", disse o responsável pela União das Misericórdias, salientando que "quando assim se procede está-se a desistir do território nacional".
O presidente da UMP advertiu que a austeridade não pode "cegar" as pessoas "às noções mais essenciais de humanidade e de solidariedade de cidadãos que pertencem à mesma pátria, que partilham o passado e querem construir o futuro".
Manuel de Lemos considerou positivo o processo, em curso, de regulamentação da lei da economia social, que "justamente coloca num quadro de desenvolvimento as instituições de economia social".
O congresso decorre até sábado, subordinado ao tema "Novos compromissos, novas respostas, repensar o terceiro setor".
Diário Digital com Lusa

A intervenção apresentada aqui em resumo mais não demonstra o vazio de pensamento para a concretização da missão das Misericórdias.
Nem um único e simples pensamento nem doutrinal nem para a acção.
Vazio mais vazio não há.
Aqui está a forma afirmativa de quem tem vazio para apresentar.
Assim se continua a descredibilizar uma instituição que só o será, só servirá quando estiver dotada de Pessoas capazes, credíveis e confiáveis que afirmem e pratiquem os valores Cristãos da Caridade ou se quisermos da Solidariedade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

IPSS não devem assinar revisões dos acordos de cooperação

CORTEGAÇA
IPSS não devem assinar revisões dos acordos de cooperação

Enquanto as contas relativas às vagas em lar de idosos reservadas para os serviços da Segurança Social não estiverem regularizadas, e a dívida vem desde o segundo semestre de 2008, as IPSS não devem assinar as revisões dos acordos de cooperação. Esta é a instrução da Direcção da CNIS, ontem comunicada pelo seu presidente, padre Lino Maia, no seguimento de mais um debate no âmbito das reuniões regionais que vêm sido realizadas pelo País, e que hoje teve lugar na Casa de S. Paulo, em Cortegaça, destinada às associadas de base e de nível intermédio de Aveiro e do Porto.

“Assumo que as IPSS colaborem com o Estado, porque se queremos combater a clandestinidade e outras situações, temos que cooperar com o Estado”, começou por afirmar o padre Lino Maia, revelando que o montante em dívida pelas vagas reservadas e utilizadas pela Segurança Social “vem desde o segundo semestre de 2008”.

“Uma vez que não estão regularizadas as contas, vou dar instruções às IPSS para que não assinem as revisões dos acordos de cooperação”, asseverou.

A questão das inúmeras pressões que as instituições estão a ser alvo por parte da Segurança Social veio a lume no debate dos temas em apreciação da parte da manhã – «As IPSS e a Rede Social» e «A Sustentabilidade das IPSS» – e que mereceu o testemunho crítico de muitos dos presentes.

“É incorrecto haver esta pressão sobre as IPSS. Vamos exigir que nos tratem como cooperantes muito solidários que somos”, sustentou. E apelando para que as “IPSS não se deixem tratar como cordeirinhos a ir para o matadouro”, o padre Lino Maia reforçou: “Não assinem as imposições feitas pela Segurança Social que violem o Protocolo de Cooperação, que diz que é necessário haver uma avaliação conjunta das situações dos idosos a internar”.
Da parte da tarde, a propósito do tema e «A Educação e a prestação de outros serviços - Autarquias vs IPSS», o padre Lino Maia revelou mais uma iniciativa a levar a efeito pela Direcção, no sentido da clarificação da posição de todos os partidos políticos sobre a Economia Social.

A municipalização da Educação e a voracidade de apropriação político-partidária do papel das IPSS, exige uma clarificação urgente, especialmente quando há eleições legislativas dentro de dois meses e autárquicas de dois anos, com “muitos dos actuais autarcas a deixarem os cargos”.

O anúncio da solicitação de uma reunião de trabalho com os diversos partidos políticos antes da campanha eleitoral arrancar – “Vamos renovar o nosso documento e dizer a todos os partidos o que somos, o que queremos e influenciar as políticas sociais do País”, sustentou o padre Lino Maia –, surgiu na sequência de um pedido da plateia: “Era necessário que a CNIS desafiasse os partidos do «arco do poder» [PS, PSD e CDS/PP] para dizerem o que querem fazer e o que pensam sobre isto”.

E «isto» não é mais, por exemplo, do que a construção de equipamentos educativos, fronteiros aos já existentes e que são das IPSS. “O que dá votos é o Social e eles [autarcas] atropelam tudo e todos”, sustentou o representante da CNIS Nuno Rodrigues.

A próxima reunião é a do Norte e realiza-se em Braga, a 7 de Maio.

P.V.O.

Data: 2011-04-02
Solidariedade

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mais uma oportunidade que passou ao lado daqueles que se instalaram nos cargos da UMP

Instituições de Solidariedade Social vão receber funcionários da mobilidade especial
Hoje às 11:39
O Ministério das Finanças e as Instituições de Solidariedade assinam, esta quarta-feira, um protocolo que visa integrar os 1500 funcionários públicos em regime de mobilidade especial, colocando-os em funções em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Em declarações à TSF, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social destacou o sucesso que se espera desta iniciativaLino Maia esclareceu que nenhum emprego será imposto

O Ministério das Finanças assina, esta quarta-feira, um protocolo com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNISS) que permitirá aos trabalhadores em situação de mobilidade especial exercerem funções em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

O acordo garante um salário igual ao que os trabalhadores auferiam quando estavam no activo. O Estado assegura assim 70 por cento dos ordenado e as IPSS pagam os restantes 30 por cento.

Em declarações à TSF, o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, disse acreditar no sucesso deste protocolo.

«Penso que haverá uma boa adesão das IPSS a esta iniciativa», disse.

Lino Maia explica também que se tentará sempre um «encontro de vontades» entre as capacidades dos funcionários e as necessidades das intuições que se vão candidatar, sendo que nenhum emprego será imposto.

«Terão de encontrar, a partir das suas competências, capacidades de desenvolvimento das suas potencialidades, uma mais-valia para as instituições. Está previsto também, neste protocolo, um tempo de preparação, de formação e um tempo de colocação. Até porque o mundo das instituições de solidariedade não é exactamente o mesmo mundo da Administração Pública», sublinhou o responsável.

No final do contrato de dois anos, os trabalhadores em mobilidade especial poderão integrar os quadros das Instituições de Solidariedade Social ou regressar ao quadro de excedentes da Função Pública.