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segunda-feira, 28 de abril de 2014

NÃO TENHAIS MEDO

Palavras Sábias de S. João Paulo II que servem para titular este post que hoje dedicamos a todos quantos se dedicam, verdadeiramente, à missão das Misericórdias.
S. João Paulo II enquanto Papa dedicou especial atenção às Misericórdias enquanto "instrumento" da Igreja ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos. Recebeu várias vezes as Misericórdias Italianas em audiência. E recebeu as Misericórdias de todo o mundo numa linda audiência no auditório do Vaticano, em 1992.
Lançou apelo para que as Misericórdias se empenhassem na criação de novas Misericórdias em todo o Mundo. Algumas Misericórdias Italianas assim procederam.
Não ter medo de anunciar a Doutrina de Cristo foi um apelo que seguimos com a máxima dedicação na salvaguarda da missão primeira que compete às Misericórdias.
Desde logo aqueles que se disponibilizam para servir nas Misericórdias devem fazê-lo em consonância com os princípios da Doutrina Social da Igreja: respeitando e cumprindo os princípios do Dom e da Gratuidade.
Por maioria de razão em período de crise como o que estamos atravessando faz ainda mais sentido que todos quantos pertencem aos órgãos sociais das Misericórdias o façam em regime de voluntariado e de uma forma gratuita.
Os recursos das Misericórdias têm que estar ao serviço dos mais pobres e necessitados.
Os Dirigentes das Misericórdias têm o dever de servirem, nas Misericórdias em regime de voluntariado e gratuitamente.
Não faz qualquer sentido que os Dirigentes das Misericórdias sejam os primeiros beneficiários dos recursos financeiros de que as Misericórdias dispõem.
Se assim acontecesse era o desvirtuamento total da missão das Misericórdias.
Outro tanto se passa no que à União das Misericórdias Portuguesas (UMP) diz respeito. Aqui por maioria de razão já que acontece até que alguns dos dirigentes são remunerados e bem pelo erário público. Não faz qualquer sentido que os dirigentes da UMP usufruam de remunerações certas e regulares porque fazendo-o estão a violar regras legais e estatutárias.
Quando há dirigentes que fixam para si e para os que lhes estão próximo remunerações e mordomias a que não têm direito, estão a violar a lei e os estatutos. Quando o fazem escondendo os factos estão a usufruir de benefícios a que não têm direito, logo tais procedimentos são objecto potencial de censura moral e ética. E por muito que os atuais dirigentes da UMP afirmem que não usufruem de qualquer remuneração paga pela UMP sabem que estão a faltar à verdade.
Já aqui desafiámos, várias vezes, os dirigentes da UMP a apresentar a realidade. Até hoje não conseguimos. Mas, como diz o Povo, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Um dia, seja este quando for, Portugal e os Portugueses hão-de saber a verdade sobre a gestão da UMP. Sobre as remunerações e mordomias dos seus dirigentes.
Sobre alienação do património que foi vendido não se sabe a quem nem por quanto.
Sobre património que foi alienado sem a necessária autorização da Assembleia Geral.
Sobre empréstimos.
Sobre mordomias oferecidas por empresas que têm as Misericórdias como clientes.
Enfim muito há que saber como foi e está a ser utilizado o dinheiro e o património da UMP, consequentemente, das Misericórdias.
Uma auditoria, uma inspeção, uma sindicância seja lá o que for tem que ser feito para que se saiba a realidade da gestão da UMP.
A situação atual é de total e absoluta opacidade.
Os sinais detetados estimulam preocupação crescente.
Um desse sinais o valor do passivo que ultrapassa já os 15.000.000 € (quinze milhões de euros). E se não fossem as novas normas contabilísticas esse mesmo passivo seria já bastante maior.
A acrescer ao facto de o passivo não para de aumentar, está o facto de o património da UMP, o que ainda não foi alienado, estar todo hipotecado.
A situação atual indicia um percurso de insolvência.
Com o caminho trilhado de há uns anos a esta parte conduzirá, inevitavelmente, à inviabilidade da UMP enquanto estrutura agregadora das Misericórdias.
A atual situação da UMP poderá acarretar grandes e graves prejuízos para as Misericórdias.
Não sei se mesmo intervindo já os malefícios serão evitáveis.
O tempo o dirá.
Tal como S. João Paulo II apelou também aqui fica um apelo para que as Misericórdias queiram saber com clareza e transparência a realidade gestionária da UMP na última década, pelo menos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

QUANDO SE PORÁ FIM AO DESMESURADO PASSIVO

Não tendo hoje tempo para uma análise mais profunda à apresentação de contas por parte do Secretariado Nacional, importa, por agora referir alguns dados.
O passivo da UMP era em 31 de Dezembro de 2012: 11.944.818, 28 €.
O passivo em 31 de Dezembro de 2013 é já de: 15.859.150,86 €.
Poder-se-á pensar: este passivo é o resultado da construção do Centro Bento XVI e do centro de Borba.
Quem assim pense está, redondamente, enganado. Porquê?
Porque esses mesmos centros foram financiados quase, quase a 100 %.
Pedir a apresentação das contas da construção desses 2 centros é imperativo de consciência de todos aqueles que forem à assembleia geral onde as contas da UMP serão apresentadas.
Quem der o aval a estas contas está a sujeitar-se a quem um dia destes alguém lhe venha pedir responsabilidades pessoais.
Aqui e por hoje fica o alerta.

Só mais uma nota:
repare-se na frota automóvel da UMP:
11 viaturas com um valor de aquisição de 249.129,48 €.
Só para a manutenção deste parque automóvel a UMP terá dificuldades em mantê-lo.

Mais uma vez deixamos a pergunta:
- QUAL A REMUNERAÇÃO DOS DIRIGENTES DA UMP ?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A "VERDADE" DOS "DIRIGENTES" DA UNIÃO

Compulsada a Acta n.º 81 da sessão da Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) realizada no dia 9 de Abril de 2011, no Centro João Paulo II, em Fátima extraímos algumas afirmações dos "dirigentes" da UMP e confrontamo-las com a realidade.
Esta a melhor forma de comprovar a "verdade" afirmada por esses mesmos "dirigentes".
Vamos então transcrevendo as afirmações e confrontando-as com a realidade dos factos.
Um primeiro registo digno do devido realce é que a Acta n.º 81 não está paginada (as páginas não estão numeradas) o que viola a mais elementar regra de elaboração de actas. Porquê? é a questão que se tem que colocar, pois não é compreensível nem admissível que haja actas na UMP sem estarem, devidamente, numeradas. Tal como a Acta n.º 81 está apresentada tudo é possível imaginar e não necessário ter uma imaginação muito fértil. Este facto é tanto mais de assinalar já que se trata da versão final da mesma. Tal não deveria nem poderia acontecer numa Instituição como é o caso da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) - haver actas na sua versão final sem que as respectivas páginas estejam, devidamente, numeradas.
Será bom recordar que contra todas as mais elementares regras da boa organização institucional e de respeito pela separação entre órgãos sociais, é o Secretariado nacional que elabora as Actas da Assembleia Geral (AG) da UMP. Porque será que isto acontece?
Um outro facto que é conveniente recordar resulta de um compromisso que a actual "presidente" da Mesa da AG da UMP assumiu para com as Misericórdias no mandato anterior. Quando foi confrontada com uma proposta para que as actas das sessões da AG da UMP fosssem enviadas às Misericórdias no prazo máximo de 2 meses após a realização de cada sesssão, a actual "presidente" da Mesa da AG da UMP pediu aos proponenetes para retirarem a proposta já que ela se comprometia, publicamente, a remeter às Misereicórdias, as actas das sessões no período de 2 meses seguintes a cada sessão. As Misericórdias ainda continuam à espera que a "presidente" da Mesa da AG da UMP cumpra esse compromisso que assumiu perante as Misericórdias reunidas em AG da UMP. Para verificar que a actual "presidente" da Mesa da AG da UMP não cumpriu o compromisso bastará verificar a data de realização da sessão da Ag da UMP (9 de Abril de 2011) e a data de disponibilização para conhecimento da respectiva Acta (15 de Novembro de 2011). Passaram mais de 7 meses entre as duas datas, quando o compromisso era de 2 meses.
Tudo isto foi resultado de uma impossibilidade prática que os Senhores Provedores vinham sentido em darem o seu contributo para as actas quando o período de tempo que mediava entre a realização das sessões da AG da UMP e a apresentação das actas era da ordem de grandeza do que agora se verificou. Como se pode constatar pela leitura da Acta n.º 81, os contributos são nulos, o que não será muito saudável para a vida da Isntituição.
Face a esta realidade permitimo-nos extrair duas conclusões. Os "dirigentes"da UMP não respeitam a individualidade/especificidade que é obrigatório existir nos órgãos sociais da UMP. Há uma nítida e continuada intervenção do Secretariado nacional (SN) nos restantes órgãos sociais da UMP, como facilmente se pode constatar. Outra conclusão é que os compromissos assumidos valem o que valem e não serão para respeitar.
É esta a natureza dos compromissos que os "dirigentes" da UMP assumem para com as Misericórdias.

Uma nota à margem pela revelação feita nessa mmesma Acta. O Secretariado Nacional (SN) tem 6 membros em efectividade de funções, tal como se pode constatar no primeiro parágrafo da referida Acta. Acontece que esta realidade prática e vivida dentro da UMP constitui uma nítida violação do n.º 1 do artigo 12.º do Estatuto das IPSS aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro, o qual passamops a transcrever: "Em cada instituição haverá, pelo menos, um órgão colegial de administração e outro com funções de fiscalização, ambos constituídos por um número ímpar de titulares, dos quais um será o presidente.". Conclui-se que o SN ter 6 membros viola, nitidamente, o determinado na Lei. E se viola a Lei, a situação é ilegal. Sendo ilegal, o SN da UMP está a funcionar de forma ilegal.
Já agora uma outra nota à margem. Um dos membros do SN da UMP é coordenador de um conjunto de Secretariados Regionais, mas jamais assumiu tais funções. Pior que isso é até o desprezo a que vota esses mesmos Secretariados Regionais. Está investido no cargo e em funções há quase 2 anos e jamais assumiu o compromisso assumido de coordenar os Secretariado Regionais.

Mas vamos às afirmações e ao seu confronto com a realidade.



Conforme se pode constatar pela leitura da Acta n.º 81, está aí escrito o seguinte:
"Passando ao ponto dois da ordem de trabalho “Apreciar, discutir e votar o Relatório de Actividades e Contas de Gerência do exercício social de dois mil e dez”, a Presidente da Mesa da Assembleia Geral deu a palavra ao Presidente do Secretariado Nacional para efectuar as necessárias explicações do relatório de actividades.
(...)
Referiu alguns pontos importantes do ano de dois mil e dez, nomeadamente o Decreto Geral da Conferência Episcopal Portuguesa, indicando que não foi promulgado, mas apenas publicado pelo que não está em vigor.".
Esta é a "verdade" afirmada pelo "presidente" do SN da UMP.
Vejamos agora os factos.
O Decreto Geral para as Misericórdias foi aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) no dia 23 de Abril de 2009.
Este mesmo Decreto foi promulgado pela Santa Sé em 17 de Junho de 2010, pela Congregatio Pro Episcopis, do qual transcrevemos o seguinte parágrafo de promulgação (e não é necessário entender muito de latim para compreender o que aí está escrito:
"Quaproper, eaedem normae, modis ac temporibus ab ipsa Conferencia  statutis, promulgari poterunt.".
O que aqui se transcreve está publicado na revista Lumen (órgão oficial da CEP), Ano 71 - Série III - n.º 4 * Julho/Agosto 2010*.
Perante esta realidade factual só poderemos concluie que o "presidente" do SN da UMP faltou à verdade quando afirmou perante as Misericórdias presentes na sessão da AG da UMP em Fátima que o Decreto Geral ... não está em vigor.
Concluindo. A "verdade" do "presidente" do SN da UMP é faltar à verdade. É este o "dever da verdade" apregoado pelo "presidente" do SN da UMP.

Passemos agora a uma abordagem rápida, mas suficientemente, elucidativa das contas de 2010 para se poder constatar a forma como agem os "dirigentes" da UMP.
Transcrevemos a seguinte passagem da Acta n.º 81:
"O Tesoureiro apresentou também o mapa das despesas dos membros que compõem o Secretariado Nacional, indicando que os custos se referem a deslocações pelo país, nomeadamente portagens, refeições ou estadias; referiu ainda que nenhum dos membros do Secretariado Nacional tem cartão de crédito e disponibilizou-se para dar todos os pormenores e esclarecimentos que se entenderem necessários nesta ou outras matérias em qualquer altura do ano.".
É importante referir que este mapa referido pelo "tesoureiro" não foi enviado às Misericórdias.
Mas pior foi o subterfúgio escolhido para esconder a verdade. Tal ocorreu quando afirmou: "disponibilizou-se para dar todos os pormenores e esclarecimentos que se entenderem necessários nesta ou outras matérias em qualquer altura do ano".
É preciso descaramento. Então as contas não, obrigatoriamente, apresentadas à Assembleia Geral (AG) da UMP? Este facto é suficientemente demonstrativo que o "tesoureiro" do SN da UMP escondeu, deliberadamente, as contas às Misericórdias que as tinham que apreciar e votar.
É assim que é gerida a UMP escamoteando, iludindo, escondendo a realidade dos factos.
Uma outra afirmação do referido "tesoureiro" que não condiz com a afirmação da sua colega do Conselho Fiscal no mandato anterior, proferida em reunião do Conselho Nacional da UMP. Estão transcrita na Acta n.º 81 as seguintes palavras do "tesoureiro": nenhum dos membros do Secretariado Nacional tem cartão de crédito. Mas em reunião do Conselho Nacional da UMP uma sua colega do Conselho Fiscal, no mandato anterior fez uma afirmação nos seguintes termos: os membros do SN da UMP dispõem de cartão de crédito que usam a seu belo prazer e sobre a utilização dos mesmos não há qualquer controlo.
Então em que ficamos? Há ou houve utilização de carões de crédito ou não há ou houve?.
É preciso ter presente que o actual "tesoureiro" do SN da UMP foi o "presidente" do Conselho Fiscal no mandato anterior.
Será só, certamente, mera coincidência a sua passagem do Conselho Fiscal (CF) para Tesoureiro?
A situação que está a ser vivida na UMP é suficientemente grave para poder ser deixada continuar nos termos em que vem decorrendo há anos. è fundamental a intervenção das tutelas para repor a normalidade funcional e operacional na UMP.
Começa a dar muito nas vistas quer a situação financeira quer a forma dupla como as contas são apresentadas.
Pode ler-se ainda na referida Acta o seguinte: o Senhor Provedor da Misericórdia de ... referiu que as contas enviadas à Instituição não coincidem com as que foram apresentadas.
E mais adiante pode ler-se uma outra afirmação de outro Senhor Provedor: o valor do activo, do lado dos depósitos, pode dar a ideia errada de que a casa está numa posição folgada, o que não é verdade se olharmos para o passivo.
E mais adiante pode ainda ler-se outra afirmação de um outro Dirigente de Misericórdia: os resultados apresentados não coincidem com os que foram disponibilizados.

Bom. Como nada é dito na Acta n.º 81 há uma questão que se tem que colocar obrigatoriamente: quais foram as contas aprovadas na AG da UMP do dia 9 de Abril de 2011? Foram as que foram enviadas às Misericórdias ou as que foram apresentadas pelo "tesoureiro"? É que não havendo coincidência entre ambas, esta questão ressalta, pelo que é fundamental saber-se e informar as Misericórdias quais as contas que foram aprovadas em sessão da AG da UMP do dia 9 de Abril de 2011.
Acontece até que as contas apresentadas pelo "tesoureiro" do SN da UMP ao não terem sido enviadas  nem distribuídas às Misericórdias não puderam ser analisadas pelas Instituições.

Para não alongar muito esta importante reflexão, importa, no entanto transcrever a seguinte afirmação da "presidente" da Mesa da AG da UMP: Referiu que o esforço que tem sido feito no sentido da transparência serve para calar a maledicência.
Bom. Como não se vislumbra do teor da Acta nenhuma afirmação que mereça o qualificativo de maledicência só é possível entender esta afirmação da "presidente" da Mesa da AG da UMP entendendo as seguintes afirmações como maledicência:
- as contas enviadas à Instituição não coincidem com as que foram apresentadas
- o valor do activo, do lado dos depósitos, pode dar a ideia errada de que a casa está numa posição folgada, o que não é verdade se olharmos para o passivo
- os resultados apresentados não coincidem com os que foram disponibilizados.
Se assim é, mal vai numa organização a "presidente" da Mesa da AG da UMP considera que constatações indesmentíveis são maledicência.
Ou será que a "presidente" da Mesa da AG da UMP tem plena consciência do que se diz cada vez em menor surdina relativamente ao que se passa dentro da UMP?

Aqui fica uma análise comparativa entre o que os "dirigentes" da UMP apresentam e a realidade.

domingo, 6 de novembro de 2011

PERGUNTAS A COLOCAR AO "PRESIDENTE" DO SECRETARIADO NACIONAL

No próximo sábado, dia 12 de Novembro de 2011, vai realizar-se uma reunião do Conselho Nacional (CN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Antes de iniciarmos a lista de perguntas que as Misericórdias há muito colocam e às quais estes "dirigentes" da UMP não querem responder, devemos, em nota à margem, assinalar uma particularidade muito particular deste CN da UMP. De acordo com o art.º 8.º do Regimento, os membros da Mesa do CN não pertencem ao próprio órgão. Vamos transcrever o teor do referido artigo: A Mesa do Conselho Nacional será eleita com os demais Órgãos Sociais da UMP, mediante lista conjunta e cuja elegibilidade é ser Irmão de Misericórdia associada na UMP. É tão só mais uma particularidade particular desta UMP. Sendo a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) uma Instituição de natureza associativa é também a única Instituição conhecida em países democráticos onde as associadas (as Misericórdias) estão impedidas de aceder aos órgãos sociais. Esta situação que a UMP vive é verdadeiramente paradigmática. No caso co CN a situação é tão mais caricata quando nem os pró+rios membros deste órgão podem aceder a qualquer cargo na respectiva Mesa.
Tudo isto só tem uma justificação. Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) têm que controlar tudo, absolutamente, tudo dentro da estrutura da UMP de forma a garantir-lhes a sua continuidade ad eternum nos cargos que lhes permitem fixar remunerações e mordomias, colossais, para esses mesmos "dirigentes" e para o seu rol de assessores. É a instalação de interesses particulares dentro de uma organização que não pára de ser destruída. Como aqui já temos vindo a referir, o passivo construído nos últimos 4 anos atingiu, em 31 de dezembro de 2010, cerca de 9.500.000 €, sem que para tal tenha sido apresentada nenhuma fundamentação. É verdadeiramente escandaloso que esta situação aconteça dentro da UMP. É necessária e cada vez mais urgente a intervenção das tutelas (CEP e Governo).

Vamos então enunciar algumas respostas que o Conselho Nacional (CN) deveria colocar aos "dirigentes" da UMP, nomeadamente, ao "presidente" do SN:
- quais as remunerações certas e regulares que aufere, o actual "presidente" do SN, desde que em 1995, ano em que acedeu ao Secretariado Nacional?;
- quais as remunerações certas e regulares dos "dirigentes" da UMP, nos últimos 4 anos (poderemos até solictar que informem dos últimos 20 anos)?. Quais os Dirigentes que receberam e recebem remunerações certas e regulares?. Quais os respectivos montantes?;
- qual a justificação para que o cargo de Secretário do SN da UMP seja ocupado por um Presidente da Direcção de uma IPSS? Não haverá um único Provedor de Misericórdia competente para o exercício desse cargo? Ou esta situação criada por estes "dirigentes" da UMP quiseram com esta situação demonstrar total desprezo pelos Dirigentes das Misericórdias, passando.lhes assim um autêntico atestado de incompetência?;
- quais as mordomias - deslocações, dormidas, refeições, cartões de crédito/débito, entre outras - de que beneficiam os "dirigentes" da UMP nos últimos 4 anos (se quiserem também podem informar sobre os últimos 20 anos)?. Quais os montantes mensais gastos por esses mesmos "dirigentes"?;
- é verdade que no final dos anos estes "dirigentes" da UMP distribuem entre si verbas não gastas da formação profissional? Quais os montantes que têm distribuído entre si, esses "dirigentes"?,
- é verdade que o actual "presidente" do SN da UMP acumula ou acumulou funções no SN da UMP com outras noutras organizações com interesses na área da saúde?;
- é verdade que o actual "presidente" do SN da UMP foi administrador ou técnico ou assessor de uma empresa de material hospitalar enquanto "dirigente" da UMP?
- é verdade que a UMP paga, semanalmente, desde 1995 as deslocações de e para a cidade do Porto do actual "presidente" do SN da UMP?;
- é verdade que o actual "presidente" do SN da UMP também trabalha para uma das empresas do grupo que terá comprado a Quinta de Sto. Estevão?;
- é verdade que já foi vendida a Quinta de Sto Estevão? A quem foi vendida? Qual ovalor da venda?;
- é verdade que os "dirigentes" da UMP beneficiavam e/ou beneficiam da utilização de cartões de crédito ou de débito sem qualquer controlo? Quais as despesas e os respectivos montantes resultantes dessa mesma utilização?;
- qual a razão que obriga a técnica da Turicórdia a acompanhar as viagens deste "presdiente" do SN da UMP?
- qual a justificação para a nomeação de um assessor do "presidente"? Será verdade que este assessor, oferece, ao "presidente" do SN da UMP, com frequência e regularidade enchidos, carne e leitões oriundos da empresa que é detida pela Misericórdia da qual é "provedor" esses mesmo assessor?;
- qual a razão ou fundamento que justifica a aquisição de um BMW da gama kuxo para uso privativo do actual "presidente" do SN da UMP?;
- é verdade que as instalações onde funciona a "delegação da UMP no Norte do País" serve também para o desenvolvimento de trabalhos particulares cobrados às Misericórdias? É verdade que o acual "presidente" do SN da UMP é um dos interessados nessa situação?;
- é verdade que o actual "presidente" do SN da UMP também é detentor de capital social em empresa(s) que negoceiam, directamente, com as Misericórdias, nas áreas da prestação de serviços e de fornecimento de equipamentos para unidades de saúde e lares?;
- já foram vendidos os apartamentos que a UMP tinha em Fátima? Por quanto foram vendidos? Quem os comprou?;
- porquanto foi vendida a MULTINOVA? Quem a comprou?;
- porquanto foi comprada a quota da SECURICÓRDIA? A quem foi comprada?
- as instalações do Laboratório de análises clínicas foi comprado ou é arrendado? Qual o valor da compra ou do arrendamento? A quem foi comprado ou arrendado? Quanto custaram as obras? Quem as pagou? Qual foi o investimento em equipamento? A quem foi comprado?
- é verdade que por ordem do Secretariado Nacional (SN) é freequente haver passagem de dinheiros das valências, nomeadamente, dos Centros João Paulo II e Sto Estevão e do Lar Virgílio Lopes para as contas à ordem do mesmo Secretariado Nacional (SN)? Qual foi o montante desviado dessas contas para a ordem do SN nos últimos 5 anos?
- tendo o Palácio dos Vianinhas, à Rua de Entrecampos, sido adquirido com autorização expressa da Assembleia Geral (AG) da UMP para aí continuar a funcionar a Escola de Enfermagem e ser instalado um Lar que substituiria o existente na Rua do Forte de Santa Apolónia, como se permitiram os actuais "dirigentes" da UMP alterar a decisão da AD da UMP e aí instalar a sede da UMP, com a ostentação que tem?
Estas são tão só algumas das perguntas que circulam nos corredores da própria UMP, nomeadamente, quando se realizam reuniões dos seus órgãos sociais. Algumas delas já foram, inclusivamente, colocadas, formalmente, mas às quais eses "dirigentes" da UMP fogem como o diabo da cruz. Estamos a referir-nos, concretamente, à questão dos vencimentos dos "dirigentes" da UMP. Porque se recusam estes "dirigentes" a informar o que, verdadeiramente, se passa dentro da UMP. Não é com respostas como a que foi dada pelo actual "tesoureiro" do SN da UMP negando que haja remunerações certas e regulares de que beneficiam os "dirigentes" da UMP nem que há vartões de crétido quando foi uma colega sua no mandato anterior no Conselho Fiscal (CF) que informou, em reunião do CN que havia cartões de crédito que eram utilizados sem qualquer controlo. É por essa razão que é fundamental esclarecer.
Será só pela sua "competência" que o actual "tesoureiro" do SN da UMP transitou de Presidente do CF? Será uma simples coincidência? Como dizem nuestros hermanos: yo no acredito en bujas mas que las ha hay.
Nada melhor para as Misericórdias e para a sua União do que esclarecer. Nada melhor do que apresentação das contas de uma forma clara e transparente.
Saiem beneficiadas as Misericórdias, a União das Misericórdias Portuguesas e os seus Dirigentes.
São só beneficíos para as Isntituições e para os Dirigentes a clarificação das suspeitas existentes. E enquanto essas mesmas suspeitas não forem desfeitas, elas pairarão sempre quer sobre as Misericórdias, a UMP e sobretudo sobre quem as dirige. É por isso que será importante, fundamental, mesmo, que estes "dirigentes" da UMP deixem que se realize uma auditoria aos seus procediemntos e às contas para que de uma vez por todas seja posto ponto final nas suspeitam que há muito pairam sobre as cabeças d'AICOSUMP.
Não pretendendo, minimamente, contribuir para o avolumar das suspeitas, desejamos que de uma vez por todas as Misericórdias sejam informadas, com objectividade, da real situação vivida dentro da UMP.
É que quer as Misericórdias quer a sua União, a das Misericórdias, têm que estar muito acima de qualquer suspeita, porque só assim conseguirão aumentar os seus níveis de respeitabilidade e de credibilidade, de forma a melhor servirem todos quantos da sua intervenção newcessitam, em opção preferencial pelos pobres.