quarta-feira, 17 de junho de 2015

É NECESSÁRIO INVESTIGAR







Estamos perante uma série de 3 fotografias, públicas, tiradas durante um almoço realizado na casa de "férias" do presidente do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Poderá tratar-se de um simples almoço de pessoas que se conhecem à relativamente pouco tempo.
Poderá tratar-se de uma reunião de "trabalho" visto este almoço estar publicamente anunciado enquanto "reunião de Senhoras Provedoras e Senhores Provedores.
Poderá tratar-se de uma operação de charme com vista a angariar apoios que lhe garantam a sua continuidade enquanto presidente do SN da UMP.
Poderá tratar-se de muita coisa. Só a imaginação não terá limites para tal.
Mas ao que se sabe este tipo de realizações (almoços e/ou jantares) na casa de férias do presidente do SN da UMP serão correntes.
Poder-se-á perguntar então porque é necessário investigar.
Porque estamos na presença de reuniões de máximos responsáveis por Instituições de Bem Fazer em opção preferencial pelos Pobres. E é necessário apurar se estas realizações são pagas pelo anfitrião, se foram pagas pelos comensais ou se há dinheiro das Instituições (UMP e Misericórdias) a suportarem estas despesas.
Já há uns anos anos atrás aqui apresentámos uma questão que se prendeu com o almoço de encerramento do Congresso organizado pela UMP em Braga e que terá tido lugar nesta mesma casa de férias do presidente do SN da UMP na expectativa da presença do Senhor Presidente da República, o que não veio a acontecer. Este almoço terá custado à UMP 5.000 contos.
Também já aqui referimos que existem vozes a dizer que estes dirigentes da UMP e das Misericórdias utilizam bens e dinheiro dessas instituições para deslocações privadas.
É necessário averiguar se tal acontece.
Os dirigentes da UMP e das Misericórdias têm que estar acima de qualquer suspeita.
Ao que nos parece neste almoço há presença de pessoas que estão a ser julgadas por utilização indevida de bens e dinheiro da Misericórdia onde foram ou são ainda Provedores.
Uma curiosidade a assinalar na última fotografia: pode-se observar ao fundo mesma o provedor da Misericórdia do Vimieiro e assessor do presidente do SN da UMP a servir à mesa. É mesmo um assessor para todas as missões.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

UMP = mini FIFA ?

A semana passada o Mundo foi surpreendido (ou talvez não) com a detenção de altos dirigentes da FIFA acusados de corrupção entre outras coisas.
Este processo coincidiu com o processo eleitoral desse mesmo organismo.
Uma das notícias que surgiu foi relativa ao facto de as eleições serem "viciadas", ou seja, à partida já se sabia que o dirigente executivo seria reeleito tal como veio a acontecer. Sabe-se, sempre, à partida quem ganha.
Concluíam algumas notícias: a FIFA não reformável por dentro.
Hoje mesmo surgiu uma notícia de que teriam sido transferidos 10.000.000 € para contas de um ou mais dirigentes da FIFA.
O Presidente da FIFA também recebia medalhas por "relevantes" serviços.
Mas acabou por ser obrigado a demitir-se, pairando sobre ele suspeitas de corrupção.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

INCONSCIÊNCIA OU INCOMPETÊNCIA OU AMBAS

Há uns tempos atrás o presidente do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) afirmou que em Portugal só passa fome quem quer.
Um estudo recente levado a cabo pela Federação dos Bancos Alimentares conclui que um em cada três beneficiários das ações das instituições (onde estão incluídas as Misericórdias) passa fome. Ou seja, a instituição intermediária não fornece alimentação suficiente aos beneficiários.
Comparando a afirmação do presidente do SN da UMP com as conclusões do citado estudo poder-se-á concluir que afinal há em Portugal quem passe fome porque as instituições não estão a ser capazes de garantir o nível de alimentação mínimo aos seus beneficiários.
O estudo permite concluir que o presidente do SN da UMP desconhece a realidade das instituições em Portugal.
Não se conhece o universo das instituições em que foi realizado o estudo, mas quem conheça minimamente a realidade sabe de Misericórdias onde aos utentes não são garantidos mínimos sustentáveis de alimentação.
Ironizando sobre as palavras do presidente do SN da UMP poderemos concluir que em Portugal há quem intencionalmente passe fome.
A postura e as afirmações do presidente do SN da UMP são demasiado graves e demonstram uma total insensibilidade perante a gravidade dramática de quem sofre e/ou passa fome em Portugal.
É este mesmo presidente que se prepara para continuar no cargo apesar de sempre ter afirmado que no fim do atual mandato deixaria a UMP.
Está a chegar o momento em vai aparecer a afirmar que tem que se recandidatar porque as Misericórdias lhe pedem para continuar.
Onde é que ouvimos isto ???
Estará o presidente do SN da UMP em condições de poder deixar de usufruir das mordomias pagas pela UMP que ultrapassarão os 10.000 € mensais ???
Fica a pergunta.
Sabendo que esse mesmo presidente jamais aceitará responder.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ANÁLISE SUMÁRIA AO BALANÇO

Tal como aqui vimos de há alguns anos a esta parte refletindo sobre a situação financeira da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) também este ano vamos dedicar um breve tempo a enunciar um dos problemas mais graves que foi criado, mantido e sistematicamente ampliado nos últimos 10 anos: o PASSIVO.
Tal como temos vindo a refletir com os atuais dirigentes da UMP foi criado um passivo que cresce a uma média superior a 2.000.000 € (dois milhões de euros por ano).
Em 31-12-2014 segundo é apresentado pelos próprios o PASSIVO da UMP é já de 16.381.612,78 € (dezasseis milhões, trezentos e oitenta e um mil, seiscentos e doze euros e setenta e oito cêntimos).
Tal situação é absolutamente insustentável por duas ordens de razão:
- o passivo não é superável com esta dimensão, estando a UMP numa situação de pré falência;
- o passivo já come parte significativa das receitas ordinárias da UMP.
Esta realidade pode também acarretar situações desagradáveis para os Dirigentes das Misericórdias que mandatados ou não pelas respetivas Mesas Administrativas têm vindo a dar cobertura silenciosa à criação e crescimento do passivo da UMP. Porquê? Porque muito desse passivo tem sido votado favoravelmente por que se afirma representante de Misericórdias nas assembleias gerais da UMP, assumindo assim um estatuto de conivência com a total falta de transparência das contas apresentadas.
Para tal basta recordar que por várias vezes os dirigentes da UMP têm sentido a necessidade de afirmar que as contas são sempre aprovadas na assembleia geral da UMP.
Tal como também aqui temos vindo a refletir a situação que a UMP vive não é alterável sem uma profunda mudança que um dia vai ter que acontecer. Pode até que aconteça só após o encerramento por falta de viabilidade económico financeira da UMP.
Mas, é essencial que os Dirigentes da UMP passem a ter que ser representantes das associadas. Na atual situação a UMP vive uma situação muito pouco ou nada democrática, uma vez que as Misericórdias não estão representadas nos órgãos sociais/corpos gerentes da UMP. Os atuais dirigentes da UMP só se representam a si próprios e criaram mecanismos que lhes permitem perpetuarem-se nos órgãos sociais/corpos gerentes da UMP. Veja-se:
- os estatutos; e,
- o reguamento eleitoral.
Onde devia imperar um exemplo de democracia constata-se um apoderamento do poder dentro da UMP.
Assim, se pode justificar o aparecimento e crescimento do PASSIVO colossal da UMP.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

2ª Grande Viagem da Turicórdia – O melhor da Turquia, de 17 a 24 de abril.

Reportagem sem comentários










quarta-feira, 1 de abril de 2015

TRANSFERÊNCIA DE COMPETÊNCIAS

Há quase 20 anos que a transferência de competências nas áreas da ação social, educação, saúde e cultura está em cima da mesa das negociações entre os sucessivos governos e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
As quatro áreas referidas enquadram a esmagadora maioria das atividades das Misericórdias Portuguesas.
Esta matéria já mereceu, há algum tempo atrás, uma reflexão à qual importa voltar, já que se trata de matéria de relevante importância para as Misericórdias Portuguesas.
Poder-se-á perguntar o porquê de agora voltarmos ao assunto. A resposta é fácil: na passada semana foi anunciada a assinatura de um protocolo entre o Governo e o Município de Cascais para a efetivação de transferência nas áreas referidas.
Estamos então perante a consumação de uma intenção já com quase 20 anos a qual foi comum aos sucessivos governos liderados pelo PS e pelo PSD/CDS.
Estamos perante uma vontade política de mais de 2/3 dos representantes eleitos em sucessivas eleições legislativas.
Apesar desta vontade política legítima, porque tal envolverá uma profunda alteração nos relacionamentos entre as Misericórdias e as entidades tutelares seria importante que as Misericórdias fossem ouvidas sobre esta matéria.
O espaço ideal para tal seria a Instituição que as Misericórdias fundaram em 1976, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Pena que tal nunca tenha acontecido em quase 20 anos. E não aconteceu por vontade própria de quem se instalou nos cargos dos órgãos sociais/corpos gerentes da UMP. Esses dirigentes jamais promoveram ou aceitaram abordar tal matéria.
Matéria de tanta relevância tem sido ignorada por quem tem a obrigação de estar atento a percurso da história e intervir em todas as matérias de interesse e de relevância superior para as Misericórdias.
Como habituais leitores deste espaço de reflexão sobre a UMP é natural que em breve o jornal ainda denominado Voz das Misericórdias aborde este tema de uma forma já tardia uma vez que a transferência de competências é já uma realidade da qual as Misericórdias foram mantidas afastadas por vontade própria de que se instalou nos cargos da UMP.
Tem acontecido muitas vezes que reflexões por nós aqui produzidas têm merecido apontamentos silenciadores no referido jornal.
Provavelmente assim voltará a acontecer pois que muitos Dirigentes de muitas Misericórdias se questionam sobre o futuro no que às tutelas e aos relacionamentos com os Órgãos estatais diz respeito.
As Misericórdias questionam-se sobre a transferência de tutelas, sobre o financiamento, sobre novas formas de relacionamento. Porque se há transferência de competências é natural que a tutela também seja transferida. E no futuro continuará a haver algum relacionamento com os governos ou a partir do momento que há transferência de competências para os Municípios os relacionamentos com o Governo terminaram ?
Estas e muitas outras questões que preocupam os Dirigentes das Misericórdias ficam sem resposta uma vez que a UMP tal como está dirigida tem pura e simplesmente ignorado esta matéria.
A Associação Nacional de Municípios até já organizou um congresso só para debater esta matéria da transferência de competências.
Por parte da UMP a resposta é o silêncio.

sexta-feira, 20 de março de 2015

EXPETATIVAS DAS MISERICÓRDIAS

Desde a última década dos anos 90 do século XX que as Misericórdias aspiram a uma maior intervenção na sua União: a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
As Misericórdias sentem desde os primeiros anos de 90 o seu afastamento dos órgãos de decisão da UMP.
Esta situação é particularmente sensível e resultado do facto de tais órgãos não terem nos seus cargos (nos mais elevados e com maior poder) ninguém que represente de facto e de direito nenhuma Misericórdia.
Nesta particular situação a UMP perde toda a sua capacidade de representação.
Em resultado desta particular, invulgar e não repetível em qualquer outra organização representativa as Misericórdias reclamam uma revisão dos Estatutos da UMP.
Apesar de ter ocorrido recentemente uma reforma dos estatutos da UMP, daí resultaram um estatutos que mantêm afastadas as Misericórdias dos seus órgãos sociais.
Em tempo já aqui nos debruçámos sobre os novos estatutos da UMP onde concluímos que tais estatutos não servem e não se coadunam comas expetativas das Misericórdias.
As Misericórdias continuam expetantes e desejosas de dotar a UMP de novos estatutos.
Os atuais estatutos da UMP impedem as Misericórdias de estarem representadas nos órgãos sociais.
É este impedimento que tem que ser retirado dos estatutos, assim como dotá-os de mecanismos que permitam operacionalizar a UMP.

Também é desse tempo o desejo de as Misericórdias verem publicado o Código das Misericórdias. Foi com essa condição base que as Misericórdias elegeram alguém para presidir ao Secretariado Nacional sem que alguma vez tivesse ocupado algum cargo em alguma Misericórdia.
Nessa época as Misericórdias prescindiram da sua representação ainda ano órgão estavam representadas mais Misericórdias que estão hoje em prol de alguém que assumiu o compromisso de pugnar pela publicação do Código das Misericórdias.
Passaram entretanto 24 anos e não só não aconteceu qualquer iniciativa que conduza à publicação do Código das Misericórdias como as Misericórdias estão cada vez com menos representação nos órgãos sociais da UMP nomeadamente no Secretariado Nacional.
A natureza, a história, a dimensão e a especificidade das Misericórdias recomendam a existência de um Código das Misericórdias.
É por este Código que as Misericórdias esperam há 2 décadas e meia.