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quarta-feira, 4 de junho de 2014

PRESENÇA DE "DIRIGENTES" NA FINAL DA TAÇA UEFA EM TURIM

Aparentemente não viria mal ao mundo se "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e de algumas Misericórdias se tivessem deslocado a Turim para assistir à final da Taça UEFA.
De facto "dirigentes" da UMP e de algumas Misericórdias, nomeadamente, provedores deslocaram-se a Turim no passado mês de Maio para assistirem ao jogo da final da Taça UEFA.
Perguntarão alguns dos nossos leitores da razão da escrita desta reflexão. E nós apresentamos, de seguida, a justificação.
Uma conhecida empresa fabricante de fraldas que já por várias vezes financiou viagens turísticas, também já neste espaço de reflexão referidas voltou a financiar a deslocação de "dirigentes" da UMP e de algumas Misericórdias a Turim para assistirem ao jogo da final da Taça UEFA.
Essa empresa fabricante de fraldas é também fornecedora de fraldas às Misericórdias, ou melhor, aos Idosos residentes e/ou utentes das valências das Misericórdias.
De facto e na realidade o que acontece é que as fraldas são pagas pelos utentes idosos das Misericórdias, são estes Cidadãos e/ou as respetivas famílias que suportam os custos com a utilização das fraldas por parte desses mesmos idosos.
Ora se são os idosos e/ou as respetivas famílias que pagam as fraldas, então, a empresa fornecedora de fraldas às Misericórdias, para que os utentes as paguem, está a promover viagens turísticas destinadas a "dirigentes" da UMP e das Misericórdias à custa do dinheiro dos utentes e das suas famílias.
Neste "negócio" das fraldas as Misericórdias são, de facto e na realidade, meros intermediários de um negócio entre a empresa fornecedora de fraldas e os utentes idosos dessas mesmas Misericórdias.
Esta negociata entre a empresa fabricante/fornecedora de fraldas e alguns "dirigentes" da UMP e de Misericórdias terá como destinatários dos benefícios a própria empresa e os "dirigentes " da UMP e das Misericórdias que beneficiam das "ofertas" dessa mesma empresa.
De facto e na realidade quem paga os benefícios da empresa e os benefícios que a empresa proporciona a "dirigentes" da UMP e das Misericórdias são os utentes das Misericórdias que pagam as fraldas fornecidas por essa mesma empresa.
Esta situação configura um situação de corrupção que importará ser averiguada pelas instâncias competentes.
Mas sobretudo o que configura dentro da área da Solidariedade Social, campo em que se enquadra a missão das Misericórdias será a de uma crime moral e ético. Porquê?
Porque não nos parece ser, minimamente razoável e muito menos aceitável que "dirigentes" da UMP e das Misericórdias sejam beneficiários dos pagamentos dos utentes.
O procedimento da empresa será também eticamente condenável. Acontecerá até que se nos país de origem dessa empresa for do conhecimento público este comportamento, essa mesma empresa será alvo de uma censura pública podendo levar até a uma significativa diminuição das suas vendas nessa país.
É ainda necessário relembrar que um dos escalões etários mais afetados pela atual crise é o do idosos.
Sendo que as Misericórdias acolhem, primordialmente, os mais pobres, então estamos confrontados com uma situação em que há "dirigentes" da UMP e das Misericórdias que usufruem de viagens pagas com o dinheiro dos mais pobres dos pobres.
Será que esses "dirigentes" da UMP e das Misericórdias se sentirão bem com a sua consciência sempre que usufruem destes benefícios sabendo que é dinheiro de quem é pobre e está em sofrimento que lhes paga essas viagens, entre, eventualmente outras coisas, de puro turismo e diversão?
Mal, muito mal mesmo vai o atual "reino" das Misericórdias quando alguns dos seus "dirigentes" se permitem promover e usufruir de benfícoas à custa da pobreza alheia.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

VIAGEM A ESTRASBURGO

Entre os dias 18 e 20 de Outubro de 2011 vai realizar-se uma viagem com custos suportados por uma empresa fabricante de uma conhecida marca de fraldas.
Essa viagem irá ter como cidade de destino Estrasburgo.
Ao que é possível deduzir apesar de ser paga pela referida empresa, a organização da viagem estará a cargo dos "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), já que da comitiva fará parte técnica da Turicórdia. Técnica essa que já acompanhou a comitiva que se deslocou aos Açores aquando da realização do Congresso Insular das Misericórdias.
Outro dos factos que leva a concluir que a responsabilidade da organização da viagem é dos "dirigentes" da UMP resulta da constatação de os próprios integrarem a comitiva. Dos 3 "membros" do Secretariado Nacional (SN da UMP, 2 integrarão essa mesma comitiva, da qual farão parte ainda o assessor assalariado para as toradas e o último suplente da Mesa do Conselho Nacional.
Com esta composição da comitiva que se deslocará a Estrasburgo na próxima semana, poucas dúvidas poderão ainda persistir sobre a responsabilidade da organização da viagem.
Recordamos que já em 2010 essa mesma empresa entregou a responsabilidade de organização de similar viagem a Munique.
Para completar a comitiva terão sido seleccionados pelos "dirigentes" da UMP 12 Dirigentes de outras tantas Misericórdias. Tal como em 2010 não se conhecem os critérios que conduziram a esta composição da comitiva. Mais uma vez a clareza e a transparência são coisas ausentes nos procedimentos protagonizados pelos "dirigentes" da UMP.
Mais. Toda a organização desta viagem permanece no segredo dos deuses.
Até hoje nada foi comunicado às Misericórdias a não ser àquelas que foram, previamente, seleccionadas.
Quer a viagem de 2010 quer a docorrente ano decorrem certamente da aquisição de fraldas à empresa que as fabrica e comercializa em Portugal. Muitas devem ser as Misericórdias que optaram por consumir essa amrca de fraldas.
Se as Misericórdias compram, directamente, à empresa as fraldas para os seus utentes, importará que as Misericórdias sejam informadas pela referida empresa da razão(ões) que a levaram e solicitar a intermediação dos "dirigentes" da UMP, os quais já foram o ano passado a Munique e vão este ano a Estrasburgo ?
Terá, certamente, havido um critério para que os mesmos "dirigentes" da UMP tenham ido em 2010 e voltem a ir este ano em viagem organizada pela empresa fabricante de fraldas. Assim como a ida de Técnica da Turicórdia só faz sentido a sua integração na comitiva porque terá sido a equipa "dirigente" da UMP a organizar toda a viagem. Se assim não foi não fará qualquer sentido a participação de Técnica da Turicórdia. Ou a integração desta Técnica resultará de opção de quem "dirige" a UMP ? Então importa divulgar as razões que levaram o "presidente" da UMP a impor a intergração dessa Técnica na comitiva da viagem paga por empresa fabricante de conhecida marca de fraldas.
Porque a União é das Misericórdias Portuguesas é fundamental que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) dêem a conhecer as actividades que desenvolvem, as razões que levam a que tal aconteça assim como as opções tomadas. É que a vida da UMP interessa sobretudo, para não se dizer em exclusivo, às Misericórdias. É que a UMP sem as Misericórdias não faz qualquer sentido.
É fundametal que os "dirigentes" da UMP, nomeadamente, o "presidente" do seu SN informe as Misericórdias sobre tudo o que envolveu a organização da viagem realizada em 2010 e que se vai realizar na próxima semana à conta das fraldas, que ao que se sabe são pagas pelos utentes das valências das Misericórdias.
Uma pergunta que surge desde logo: será que todos os Dirigentes das Misericórdias seleccionadas representam instituições aquisidoras dessa marca de fraldas ? Ou os que sendo Dirigentes de Misericórdias que não consomem essa marca de fraldas passarão a ser compradores, depois da viagem ?
Terá que haver algum(uns) fundamento(s) para que tenham sido estes 12 Dirigentes e não outros. Se tudo tivesse sido claro não pairaria no espírito dos Dirigentes das Misericórdias quaaisquer dúvidas sobre as opções tomadas. Como nada foi informado foi,mais uma criado, um clima des total desconfiança. E se isto não é bom para a UMP, nem para as Misericórdias, provavelmente, também não será nada, mas mesmo nada, bom para a empresa fabricante de fraldas e responsável pelo pagamento da viagem a Estrasburgo tal como já tinha pago a viagem de 2010 a Munique.
Só se escondem actos quando se teme consequências negativas para quem os pratica. Quem estiver de consciência, perfeitamente, tranquila, jamais terá receio que os seus actos sejam conhecidos, publicamente.
Quem não deve não teme.
É com comportamentos como estes protagonizados pelos "dirigentes" da UMP que se criou (e enquanto estes "dirigentes" permanecrem na UMP jamais desaparecerá) um clima de desconfiança generalizado. Porquê ? Porque nada é claro dentro da UMP. Tudo ou quse tudo é mantido em segredo. Clareza e transparência são princípios,praticamente, ausentes, nas práticas dos "dirigentes"da UMP.
Não os querendo alongar muito mais sobre este tema obriga-nos a nossa consciência a levantar aqui uma questão que deverá ser reflectida pelos representantes da empresa fabricante de uma conhecida marca d fraldas assim como pelos Dirigentes da Misericórdias e que é a seguinte. Se as nossas informações forem correctas na maioria das Misericórdias o custo das fraldas não está integrado no pagamento da mensalidade dos utentes que as utilizam. Os utentes pagarão as fradas em separado da mensalidade. Ou seja, as fraldas são, efectivamente, pagas pelos utentes. O que leva à colocação de uma outra questão e que é a seguinte. Se são os utentes a pagar, efectivamente, as fraldas não deveriam ser estes a ser convidados pela empresa fabricante de conhecida marca de fradas ou na sua impossibilidade de deslocação serem esses mesmos utentes a indicarem quem deveria integrar a comitiva ?
São estas questões que os princípios éticos e morais se devem, em consciência, colocar quer aos representantes da empresa que fabrica uma conhecida marca de fraldas quer aos Dirigentes das Misericórdias. Será ética e moralmente aceitável que uns viagem à custa de compras pagas por terceiros ? Não pretendemos, minimamente, acusar ninguém em concreto. Mas por dever de consciência devemos colocar questões como estas de forma a evitar acusações injustificads e/ou injustificáveis.
Por tudo isto é cada vez mais essencial que os procedimentos protagonizaods e que envolvem os "dirigentes" da UMP devem ser, permanentemente, escrutinados. As Misericórdias são as primeiras inetressadas em conhecer todos os procedimentos protagonizados por AICOSUMP, já que todos esses procedimentos/comprtamentos têm influência directa na vida das Misericórdias ou na forma como essas mesmas Instituições são olhadas. E cairá muito mal, muito mal mesmo, aos olhos da generalidade dos cidadãos viagens de "dirigentes" à custos de gastos suplementares daqueles que mais sofrem. Ou seja, haverá beneficários turisticos à custa do sofrimento daqueles que foram por si acolhidos nas Misericórdias das quais sãoutentes ? É uma questão que deverá merecer reflexão. É fundamental que os Dirigentes das Misericórdias não se deixem embarcar em convites que possam, minimanete, por em causa a sua idoneidade moral e ética.