Por iniciativa de um serviço essencial às Misericórdias, a Turicórdia, estrutura criada por estes "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), um grupo de turistas onde pontificavam alguns provedores, nomeadamente, das Misericórdias de Vila Verde, da Barquinha e do Vimieiro deslocaram-se à Terra Santa, tal como consta da notícia inserta na página 3 do último n.º do jornal Voz das Misericórdias.
Sem mais comentários, limitar-nos-emos a inserir o "perfil" do provedor da Misericórdia de Vila Verde tal como está expresso no jornal Correio do Minho de 2013-01-22:
Arguidos no 'caso dos laboratórios' rejeitam acusações
2013-01-22

O contabilista Firmino Lobo, o militar Henrique da Silva e sua ex-mulher
Virgínia Baptista, acusados pelo Ministério Público de terem participado num
plano traçado pelos quatro arguidos da família Pastor que visava apenas
ludibriar as entidades públicas, nomeadamente a Administração Regional de Saúde,
explicaram ao colectivo da Vara Mista as razões que fundamentam a sua alegada
inocência.
O caso remonta ao período entre 1998 e 2002, durante o qual
terão sido “fabricadas e forjadas” milhares de requisições e “indevidamente”
facturadas à Administração Regional de Saúde quantias no montante de 52 mil
euros, tendo disso sido pagos 47 mil euros.
O contabilista, primeiro a
prestar declarações de manhã, disse que ainda hoje está a pagar a manutenção da
garantia bancária resultante da sua participação na gestão das sociedades que
pertenciam à família Pastor; o segundo, Henrique da Silva, disse que se limitou
a ajudar para salvar o trabalho da sua ex-mulher, Virgínia. Esta, por sua vez,
sublinhou que apenas se limitou a cumprir ordem do primeiro dos 11 arguidos do
caso, o médico António Pastor, seu patrão.
No período complementar do
julgamento, prestaram declarações Carlos Moreira que, à data dos factos, era
chefe de Divisão da Organização da Administração Regional de Saúde do Norte
(ARS) e Bento Morais, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde.
Carlos Moreira é acusado da prática de um crime de corrupção passiva
para acto ilícito e branqueamento de capitais, num comportamento declarado
contrário aos deveres do cargo, tendo ganho com isso uma comparticipação
financeira.
Defendeu-se o arguido argumentando que o processo, na parte que lhe diz respeito, é “destituído
de qualquer suporte legal e normativo” e acusou a investigação de ter efectuado
“um mau trabalho”.
Bento Morais é acusado da autoria de um crime de
corrupção passiva para acto ilícito por, segundo o Ministério Público, ter
desrespeitado os deveres gerais de isenção e de lealdade a que estava obrigado
enquanto provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, ao ocultar à
ARS/Norte que quem efectivamente prestava serviços na área das análises clínicas
por parte da instituição a que preside era a LabbGuima, laboratório que se
encontrava com as suas convenções com o Serviço Nacional de Saúde suspensas.
Deste modo, ainda segundo a acusação, foram facturadas e pagas pelo SRS
(Serviço Regional de Saúde) de Braga à Santa Casa de Vila Verde análises
clínicas no valor de 50 975,69 euros. A acusação refere ainda que Bento Morais
terá recebido 15 mil euros da família Pastor, “em troca do silêncio e e omissão
de condutas”.
Nas explicações que prestou ao colectivo presidido pela
juíza Raquel B. Tavares, Bento Morais rejeitou as acusações , historiando o
processo que levou a instalação do laboratório da LabbGuima no Hospital de Vila
Verde, no âmbito de contrato celebrado com a ARS.
“Não escondemos nada”
- acrescentou aquele responsável, referindo a situação em que estava o hospital
na prestação de cuidados aos utentes. Quanto ao dinheiro, trata-se de um
empréstimo solicitado para o seu filho para construir casa, tendo a dívida sido
saldada um ano depois.
O julgamento prossegue no próximo dia 28 para serem
ouvidas as 13 primeiras testemunhas de um total de 249.
Mais palavras para quê ?