Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Sociais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos Sociais. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de julho de 2016

MANDATOS DE ASSINALÁVEIS FRACASSOS (ABSOLUTOS)

Trazemos hoje à colação tão só um monumental e colossal fracasso da gestão da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Desde a fundação da UMP, em 1976, que as Misericórdias pugnavam pela diferenciação entre SANTAS CASA DA MISERICÓRDIA e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A não distinção da designação de entidades de inspiração Cristã e natureza associativa que são as santas Casas da Misericórdia e a entidade pública que é a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem-se revelado altamente perniciosa para as primeiras.
Desde 1976 que as Misericórdias reclamam pela alteração da designação de santa casa da Misericórdia de Lisboa. Poder-se-á perguntar porquê ?
Porque na realidade e à luz do direito tanto civil como canónico as Santas Casas da Misericórdia sediadas em todo o território nacional são associações de fiéis católicos.
Logo a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao ser uma entidade pública não é, pura e simplesmente, uma Santa Casa da Misericórdia.
Os dirigentes da UMP ao abandonarem esta ambição da Misericórdias estão a fugir ao compromisso expresso em reuniões magnas destas seculares Instituições de bem fazer.
Pior é ainda a situação atual ao submeterem as Misericórdias a financiamentos diretos por parte da "Santa casa da Misericórdia de Lisboa". Ora, esta entidade pública tem dimensão administrativa correspondente ao concelho de Lisboa, não poderá nem deverá estar a financiar Misericórdias fora do seu âmbito administrativo. Com a agravante de que o está a fazer por intermédio dos dirigentes da UMP o que constitui uma nítida violação da autonomia das Misericórdias.
Não poderemos nem deveremos olvidar que a "Santa casa da Misericórdia de Lisboa" é gestora, por delegação do governo da nação, dos chamados jogos sociais: totoloto, euromilhões, lotarias, raspadinhas, placard, totobola.
Estes jogos ao serem de dimensão nacional não deveriam estar entregues a uma entidade de dimensão concelhia, muito menos deveria ser esta entidade a usufruir da possibilidade de discricionariamente com a colaboração do dirigentes da UMP estarem a atribuir subsídios a Misericórdias.
Há outras formas muito mais consentâneas com a natureza do dinheiro oriundo das receitas do jogos de os distribuir pelas organizações do setor social. Até porque a maioria das receitas dos jogos são originadas nos concelhos que não o de Lisboa.
As Misericórdias há muito que desejam que as receitas dos jogos sejam efetuadas de uma forma mais clara e transparente. E até os prémios não reclamados que ficam à disposição da "Santa casa da Misericórdia de Lisboa" deveriam ser distribuídos de outra forma clara e transparente.
Jamais a "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" deverá atribuir quaisquer verbas oriundas dos jogos ou de outra qualquer origem às Misericórdias Portuguesas.
Para além do que muito sumariamente aqui e agora descrevemos e que torna evidente que sob o ponto de vista mora e ético a designação "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" é de todo no mínimo desajustada.
Mas se olharmos para essa mesma designação sob o ponto de vista jurídico revela-se que a mesma é ilegal.
Comecemos por olhar sob o ponto de vista constitucional. À luz do princípio da igualdade existe a mesma designação para entidades de natureza distinta. Enquanto as Santas Casas da Misericórdia são associações quer à luz do direito civil quer do direito canónico, a "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" à luz do direito civil é uma entidade pública tutelada, integralmente, pelo Estado Português e, as Santas Casas da Misericórdia são reconhecidas como associações enquanto enquadradas no Estatuto de IPSS e associações públicas de fiéis tuteladas pelos bispos das respetivas dioceses, à luz do direito canónico. Isto mesmo já reconheceram vários tribunais em acórdãos também já publicados.
O Decreto da Conferência Episcopal Portuguesa que define a natureza das Misericórdias Portuguesas não é aplicável à "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa"
Por todas estas razões as Misericórdias Portuguesas continuam a reclamar a mudança de designação de "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" a qual se tem revelado bastante perniciosa para a ação das Misericórdias em Portugal.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

TÃO PRONTO A PROMOVER CONFLITUALIDADE ... COMO A ESQUECER A CONCRETIZAÇÃO DE SOLUÇÕES

Ministro da Saúde reserva 50% da sua receita proveniente dos jogos sociais ao financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados(RNCCI).
É uma boa notícia para as Misericórdias.
Pode até ser uma muito boa notícia para as Misericórdias.
Mas como todas as boas notícias para as Misericórdias, esta não mereceu a mínima atenção do "presidente" do SN da UMP.
Este "presidente" está muitíssimo mais preocuoado com a sua campanha eleitoral. Ontem e hoje anda em campanha eleitoral pelas Misericórdias do distrito de Vila Real e Viana do CasteloPara o actual "presidente" do SN da UMP o que é, verdadeiramente, importante é continuar instalado no cargo para a partir daí poder continuar a usufruir e atribuir-se a si próprio e aos que lhes garantem a sua continuidade benefícios ainda que ilegais e ilegítimos, como parece ser o que se passa há muito na UMP.
O que é bom para as Misericórdias não é digno da menor referência por parte do "prewsidente" do SN da UMP.

O título que hoje escolhemos para a nossa reflexão prende-se com a publicação, ontem, no Diário da República, 1.ª série, n.º 2 de 3 de Janeiro de 2012, da Portaria n.º 7/2012, de 3 de Janeiro do Ministério da Saúde.
Tão lesto a acusar o actual Ministro da Saúde de ter fechado o Ministério, o "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Poertuguesas(UMP) como aconteceu no último dia do ano com a publicação no Jornal de Notícias de uma sua entrevista.
Lamentámos aqui, profundamente, o teor dessa entevista apontando as razões que levaram o "presidente" do SN da UMP a conceder essa entrevista nos termos em que a pronunciou. Não valerá a pena arescentar nada mais.
Mas tendo sido tão lesto a acusar o Senhor Ministro da Saúde de ter fechado o Ministério da Saúde, olvidou e/ou ignorou, por completo, a publicação da inicialmente, referida Portaria.
Poderemos concluir que o "presidente" do SN da UMP em nada contribuiu para tal. Poderemos até ser levados a concluir que tal foi devido a um movimento autónomo das Misericórdias, relativamente, à UMP. Talvez tenham sido as Misericórdias que "fintando" a UMP para conseguirem ultrapassar as dificuldades vividas e reconhecidas por todos(as), conforme se pôde constatar no debate parlamentar relativo a questões de saúde.
Talvez tenham sido as Misericórdias, à revelia da UMP, que tenham conseguido dialogar com o Senhor Ministro da Saúde tendo-lhe feito chegar as dificuldades sentidas que levaram a que tenha havido sensibilidade para a publicação da já referida portaria nos termos em que foi feita.
Mais uma vez fica claro que os actuais "dirigentes" da UMP não têm a mínima capacidade de representação das Misericórdias.
Durante o ano de 2012, de uma forma mais intensa, demonstrámos que os actuais"dirigentes" da UMP não têm nenhuma capacidade de diálogo seja com que entidade for. Não são capazes de garantir e assegurar o necessário diálogo com as diversas entidades. Não dispõem de nenhuma capacidade negocial seja com que entidade for.
As Misericórdias são cada vez mais e melhor representadas pela CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Ou então ajem à revelia e semn conhecimento dos "dirigentes" da UMP por forma a conseguirem ultrapassar as dificuldades com que as Misericórdias se confrontam, sendo que muitas delas têm origem nas actuações desatradas e desastrosas dos "dirigentes" da UMP.
O que as Misericórdias necessitam neste momento é de "dirigentes" na UMP que promovam a conflitualidade, que não se reconheça a mínima capacidade de representação e de negociação, sendo que não será despiciendo que até pode acontecer perca de idoneidade por parte desses mesmos "dirigentes".
Têmo-lo aqui propalado com muita intensidade, e os factos só vêm confirmar a nossa profunda convicção, que é cada vez mais urgente a substituição de todos os "actuais "dirigentes" da UMP se as Misericórdias quiserem garantir a continuidade da sua União (UMP). É que, neste momento, poderá até estar em causa a continuidade da própria União das Misericórdias Portuguesas (UMP). O passivo da UMP, assim como a continuidade de disparates e decisões gastadoras, provavelmente, irão agravar o passivo em 2011. Estaremos pelas contas de 2011 para confirmar esta nossa convicção.
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) tem que ser (re)colocada ao serviço das Misericórdias e dotada de uma equipa Dirigente que que assuma a missão por inteiro. Tem que ser conseguido afastar da UMP todos(as) as nelas estão para a parir daí extraírem benefícios para si e para um núcleo de "amigos". A UMP não pode estar ao serviço de interesses privados e particulares de pessoas. A UMP tem que ser (re)colocada ao serviço das Misericórdias. Do combate à pobreza. Em opção preferencial pelos pobres.

A reserva de 50% da receita do Ministério da Saúde para financiamento da RNCCI pode revelar-se um importante contributo para atenuar e quem sabe até ultrapassar as dificuldades que o Ministério tem manifestado no cumprimento das suas obrigações para com as Misericórdias que sustentam as unidades de cuidados continuados.
Provavelmente, as Misericórdias passarão a sentir menor peso e menores dificuldades resultantes dops atrasos nos pagamentos dos tratamentos aos doentes internados nas unidades de cuidados continuados.
A portaria a que aqui nos vimos referindo pode ser lida na íntegra no seguinte endereço: http://dre.pt/pdf1sdip/2012/01/00200/0002400025.pdf.
A Portaria agora publicada revela uma intenção de contribuir para atenuar ou até suprir as dificuldades financeiras do Ministério da saúde assim como agilizar os pagamentos devidos às Misericórdias, enquanto grandes prestadores de serviços ao Estado.
É por tudo isto que esta Portaria pode constituir uma boa notícia para as Misericórdias.

Sabendo como sabemos que o actual "presidente" do SN da UMP é um dos nossos mais atentos fans, deixamos aqui um pedido.
Vá lá senhor "presidente" do SN da UMP mande lá escrever uma circular da UMP para depois assinar e dar conhecimento às Misericórdias que o Senhor Ministro da Saúde, publicou a supra refrida Portaria. Já agora não se esqueça de vincar que foi por sua inicativa que o Senhor Ministro tomou a decisão de reservar 50% das receitas dos jogos sociais ao financiamento da RNCCI. Diga tudo isto às Misericórdias.
Já agora, se não se importar, diga que teve conheciemnto da publicação da referido Portaria através do blog de que é fan e leitor diário.
Ficar-lhe-ia bem refernciar as suas fontes de informação.