terça-feira, 11 de março de 2014

QUINTA DE SANTO ESTEVÃO

Regressamos ao tema da venda da Quinta de Santo Estevão, situada na freguesia de Abravezes, em Viseu porque as Misericórdias ainda não foram informadas.
E porque é que as Misericórdias têm que ser informadas ?
Porque se trata de património que foi entregue pelo Estado à União das Misericórdias Portuguesas (UMP) a título de indemnização pela estatização/nacionalização dos hospitais, depois do 25 de Abril.
O negócio da venda desta Quinta tem que ser dado a conhecer na sua integralidade às Misericórdias.
Porque a última vez que aqui nos referimos à venda da Quinta de Santo Estevão foi dito, à boca pequena pelos dirigentes da UMP que essa mesma quinta ainda não tinha sido vendida, publicamos hoje algumas fotografias que demonstram que a UMP já não está na sua posse.
Podemos ver nessas fotografias o colossal aterro de que foi alvo.
Estas fotografias já têm quase 10 anos.
Já decorreu tempo suficiente para que os dirigentes da UMP informem da situação actual da Quinta de santo Estevão já que se trata de património que lhes foi dado pelo Governo de então e que estava à guarda da UMP.






quarta-feira, 5 de março de 2014

FACTOS DE UMA MATANÇA

Segundo rezam as crónicas do factos, o Provedor da Misericórdia do Vimieiro, terá organizado mais uma matança do porco, há cerca de 1 mês atrás.
A preceder essa mesma matança ter-se-á realizado um jantar, numa das aldeias próximas, num conhecido restaurante, em que terão participado:
- o Secretário de Estado da Segurança Social, com acompanhante;
- o presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, com acompanhante;
- os Provedores das Misericórdias do Vimieiro e da Barquinha; e,
- pessoa não identificada, mas que apresentou um conjunto de garrafas de champanhe da marca Moët & Chandon,  para regar parte do jantar/ceia.
Falta confirmar a presença do também amigo e diretor do jornal Voz das Misericórdias.
Assim como falta apurar quem ou qual instituição que pagou a conta desse mesmo jantar.
Parece que terá faltado, para terminar, a famosa açorda alentejana.

No dia seguinte realizou-se a já referida matança do porco.
A reportagem fotográfica dessa matança poderá ser vista em :

Factos são factos e valem o que valem.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O EXPECTÁVEL

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi criada quando em 1975 as Misericórdias foram alvo de agressão externa. Agressão esta que consistiu, numa primeira fase, na estatização dos hospitais das Misericórdias sediados nas capitais dos distritos e, posteriormente, dos concelhios.
Recordamos que muitos destes hospitais tinham sido construídos ou atos de benemerência individual/familiar ou por iniciativa da própria Misericórdia apelando à generosidade dos cidadãos.
Muitos dos hospitais concelhios foram construídos já no século XX. Um das formas mais divulgadas então para angariação de fundos foi a organização anual de cortejos de oferendas.
As populações sentiram que a estatização, também denominada nacionalização dos hospitais, decretada pelo governo de então, lhes tirava algo de seu que tinha nascido do seu esforço pessoal e que existia para lhes acudir em casos de necessidade.
A estatização/nacionalização desses hospitais nunca foi, plenamente, aceite pelas populações locais.
Aconteceu até que num ou noutro caso muito particular o hospital se manteve sempre em funcionamento sob a responsabilidade da Misericórdia. Casos houve também que os hospitais, apesar de estatizados/nacionalizados foram sempre conservados pela respetiva Misericórdia.
A legislação que determinou a estatização/nacionalização dos hospitais previa a extinção das Misericórdias que ficassem sem qualquer atividade. E pelo menos num caso assim aconteceu.
Foi neste contexto de expropriação do património coletivo das comunidades locais que as Misericórdias sentiram necessidade de criarem uma estrutura que agregasse a vontade comum das Misericórdias de forma a reagir à estatização/nacionalização dos hospitais.
Assim, surgiu a UMP como conclusão do V Congresso das Misericórdias realizado em Viseu.
Foi a UMP, Presidida pelo Dr. Virgílio Lopes, figura que está ignorada pela atual estrutura dirigente, que reagiu à estatização dos hospitais evitando até o desaparecimento de muitas Misericórdias que tinham como única atividade a administração/gestão dos seus hospitais.
Foi por iniciativa da UMP, com o apoio unânime das Misericórdias que o Dr. Virgílio Lopes que estas Instituições conseguiram ver consagrado o direito à indemnização pela estatização/nacionalização dos hospitais assim como ao pagamento de renda pela utilização dos edifícios onde funcionavam os hospitais.
Foi também por iniciativa que muitas Misericórdias recomeçaram do nada criando estruturas de apoio residencial a idosos, as quais são designadas na atualidade por lares.
Numa segunda fase e procurando dar resposta à famílias laboriosas que necessitavam de apoio diurno para as suas crianças surgiram os então denominados infantários ou conhecidos por jardins de infância.
Numa sequência do hoje conhecido por empreendedorismo social e inovação as Misericórdias foram criando serviços e estruturas de apoio às respetivas comunidades de forma a corresponder à necessidades que as populações foram sentindo.
Estas estruturas foram sendo criadas sempre de uma forma sustentada para que a continuidade dos serviços e estruturas jamais fosse posta em causa.
Importa ressalvar que até não há muitos anos as Misericórdias foram administradas pelos seus órgãos sociais constituídos por Irmãos desempenhando funções em regime de voluntariado, ou seja, respeitando os princípios da Doutrina Social da Igreja (DSI), do Dom e Gratuidade.
Foi neste contexto que as Misericórdias se voltaram a constituir como referências institucionais e organizacionais de apoio aos que sofrem e que foram atingidos por alguma forma de pobreza.
E assim foi até há uns anos atrás, hoje, por maioria de razão os dirigentes das Misericórdias deveriam permanecer fiéis a esses princípios da DSI do Dom e da Gratuidade, exercendo os cargos dos órgãos sociais das Misericórdias em regime de voluntariado não remunerado.
Outro tanto deveriam observar os dirigentes da UMP. Aqui por maioria de razão até porque alguns deles já beneficiam de remunerações pagas pelo Estado, ou seja, são funcionários públicos, no ativo, mas destacados a tempo inteiro para prestarem serviço na UMP.
Neste período de crise que afeta um número crescente de famílias e de cidadãos justificar-se-á que os dirigentes da UMP e das Misericórdias não usufruam de qualquer remuneração.
Dever-se-á ter presente um dos princípios básicos que inspira as Misericórdias: os que mais podem devem ajudar os que mais precisam.
Ora, acontece que por iniciativa dos dirigentes da UMP é cada vez maior o número de Irmãos que integram, nomeadamente, as Mesas Administrativas das Misericórdias que são remunerados.
esta situação é fator originário de desvios os princípios fundacionais tendo graves consequências na vida das Misericórdias, onde surgem prioridades desvirtuadoras e aproveitamentos individuais que têm conduzido a acusações e condenações judiciais a que a comunicação social tem dado eco.
Estas situações têm contribuído e muito para a descrença e descredibilização institucional e também dos seus dirigentes.
Queremos acreditar que os Homens Bons de que Portugal tem, constituem um bom exemplo para o mundo, ao ponto de as Misericórdias Portuguesas e/ou de origem Portuguesa serem reconhecidas, internacionalmente, como um dos pilares da nossa identidade nacional, voltem a tomar as rédeas destas seculares instituições de bem fazer, fazendo o bem.
Se sempre se justificou que os dirigentes das Misericórdias exercessem os cargos de uma forma gratuita e voluntária, neste período de crise em que os recursos são cada vez mais escassos mais se impõe que esses mesmos dirigentes não usufruam de qualquer remuneração.
E quando essa remuneração é obtida por situação de favor, ao arrepio das regras e da lei muito menos justificação existe para que seja recebida por quem a ela não tem direito, nem mora nem de facto.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

UM "presidente" QUE SE "AFIRMA" EM TONS DE NÃO

Reforma do Estado social «não é diminuir valor das pensões», frisa presidente da UMPReforma do Estado social «não é diminuir valor das pensões», frisa presidente da UMP

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, alertou hoje, no Funchal, que fazer a reforma do Estado social "não é diminuir o valor das pensões".

Manuel de Lemos, ao intervir no 1.º Congresso das Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias da Madeira, sublinhou que hoje se fala “muito da reforma do Estado social", mas avisou que a mesma não deve assentar no corte de direitos sociais.
"A reforma do Estado social não é diminuir o valor das pensões, nem aumentar o IVA, o IRS ou desistir de partes substanciais do território nacional, como quando se fecham tribunais, centros de saúde, estacões dos CTT, repartições de finanças", disse o responsável pela União das Misericórdias, salientando que "quando assim se procede está-se a desistir do território nacional".
O presidente da UMP advertiu que a austeridade não pode "cegar" as pessoas "às noções mais essenciais de humanidade e de solidariedade de cidadãos que pertencem à mesma pátria, que partilham o passado e querem construir o futuro".
Manuel de Lemos considerou positivo o processo, em curso, de regulamentação da lei da economia social, que "justamente coloca num quadro de desenvolvimento as instituições de economia social".
O congresso decorre até sábado, subordinado ao tema "Novos compromissos, novas respostas, repensar o terceiro setor".
Diário Digital com Lusa

A intervenção apresentada aqui em resumo mais não demonstra o vazio de pensamento para a concretização da missão das Misericórdias.
Nem um único e simples pensamento nem doutrinal nem para a acção.
Vazio mais vazio não há.
Aqui está a forma afirmativa de quem tem vazio para apresentar.
Assim se continua a descredibilizar uma instituição que só o será, só servirá quando estiver dotada de Pessoas capazes, credíveis e confiáveis que afirmem e pratiquem os valores Cristãos da Caridade ou se quisermos da Solidariedade.

EXCURSÃO À MADEIRA

A pretexto de :

21 e 22|02 – Congresso na Madeira

Primeiro congresso das IPSS e Misericórdias da Madeira sob o tema “Novos compromissos, novas respostas: repensar o terceiro sector”.
tal qual consta na agenda da UMP.

O "presidente" do Sexcretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), acompanhado da sua inseparável companheira e do seu assessor pr'ás toradas (leia-se Provedor da Misericórdia do Vimieiro) terão ido excursionando, até à Ilha da Madeira.
E assim se vai gastando o dinheiro destinado a apoiar quem necessita.
Para que serve uma Turicórdia na UMP para além da sua coordenadora organizar e acompanhar o "presidente" do SN da UMP nas suas viagens sem qualquer sentido ?
Tratando-se de um congresso insular e havendo Secretariado Regional da Madeira com competência estatutária de aí representar o SN da UMP qual a justificação de deslocação de tanta gente à custa do erário público se ter deslocado à Madeira tantos dias ?
A ser verdade estamos perante um uso e abuso de dinheiro destinado a apoiar os pobres deste país.
Que se saiba a presença de tanta gente carecerá de justificação.

PERFIL DE EX-DIRIGENTE DA UMP contribuinte para o actual estado da coisa

Tribunal sem misericórdia para provedor

Tribunal sem misericórdia para provedor
Fundão
Condenações entre três e cinco anos por desvio de milhares de euros
Madalena Ferreira – policia@jn.pt
MANUEL CORREIA, 78 anos, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão ,foi ontem condenado a cinco anos de cadeia por peculato e falsificação de documentos.
O Tribunal deu como provado que, durante anos, o homem que liderou a instituição criou uma conta paralela à contabilidade oficial para onde transferiu dinheiro destinado às três filhas e dois ex-genros, também eles condenados a três anos e meio cada um, pela pratica do crime de peculato.
O coletivo de juízes decidiu, no entanto, suspender as penas por igual período desde que, no prazo de um ano, os seis arguidos paguem cerca de 239 mil euros correspondentes aos valores que subtraíram à Santa Casa da Misericórdia do Fundão e às indemnizações a que foram igualmente condenados.
Só à Misericórdia do Fundão, Manuel Correia tem de devolver 50.524 euros que acrescem aos 42.432 mil euros que terão de ser repostos, em partes diferentes, pelas três filhas e pelos dois ex-genros. Sem falar das indemnizações à Santa Casa e à União das Misericórdias mais de 112 mil euros.
Juiz humilha arguidos
Lido o acórdão, o juiz presidente, António Gabriel, preendeu o comportamento dos seis arguidos.” Os senhores são todos bem nascidos. Tiveram imensas oportunidades na vida. Têm empregos estáveis e tiveram acesso a formação académica. No entanto, andaram estes anos todos a viver do erário público e da miséria dos utentes da Misericórdia”, sublinhou. “Não sei como pessoas que se dizem de bem e cristãs conseguem dormir bem todas as noites”, interrogou-se ainda o magistrado.
SDFS
239 mil euros têm de pagar o provedor e os familiares à Misericórdia do Fundão e União das Misericórdias
Jornal Notícias | Sexta, 19 Julho 2013

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PERFIL DE PROVEDOR "DIRIGENTE" DESTA UMP

Misericórdia de Setúbal em dificuldades financeiras

A Santa Casa da Misericórdia de Setúbal enfrenta "problemas de tesouraria complexos", reconhece ao CM o provedor da instituição, Fernando Cardoso Ferreira. A explicação surge depois de um dos membros da mesa administrativa, José Sousa Pinto, ter entrado em ruptura com o provedor.
  • 08 de Outubro 2012, 01h00
Por:J.S.

Ao CM, o secretário explica que "a situação financeira da instituição tem sido escondida dos membros da misericórdia por parte do provedor". Sousa Pinto acredita que a situação está descontrolada, enfrentando a misericórdia um elevado passivo. Fernando Cardoso Ferreira garante que "a misericórdia não está na falência", acrescentando que o passivo "é sensivelmente idêntico ao de 2005", embora não tenha revelado a sua dimensão.


Este cavalheiro está "instalado" no cargo de "presidente" da Mesa do Conselho Nacional.