domingo, 14 de outubro de 2012

MORAL E ÉTICA NA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Mais uma vez irá realizar-se uma viagem turística organizada pela Turicórdia cujos custos serão suportados por uma conhecida marca de fraldas.
Por acaso, mas só por acaso, as das mais caras do mercado.
Vejamos a moral e a ética presente no pensamento e acção dos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Uma conhecida marca de fraldas, paga, pela terceira vez consecutiva vigem turística a uma cidade europeia.
Acontece que as fraldas são adquiridas por algumas Misericórdias.
Mas são, mensalmente, debitadas ou aos próprios idosos residentes nos lares das Misericórdias ou às respectivas famílias.
A regra geral nas Misericórdias é a do pagamento das fraldas pelos próprios utentes dos lares ou pelas respectivas famílias.
Acontece que são os Dirigentes das Misericórdias que optam por uma marca de fraldas. A opção de aquisição das fraldas é, portanto, dos Dirigentes das Misericórdias.
Mas a aquisição das fraldas, apesar de ser feita por Misericórdias, quem suporta o respectivo custo são os idosos e/ou respectivas famílias.
Depois destas constatações, às luz dos princípios da moral e da ética, a iniciativa dos "dirigentes" da UMP, só podem ser passíveis de censura.
Não é aceitável que os "dirigentes" da UMP organizem viagens turísticas cujos custos são os utentes dos lares e/ou as respectivas famílias.
É ainda menos aceitável que esses mesmos "dirigentes" da UMP procurem e estimulem Dirigentes de Misericórdias a assumirem comportamentos que podem a vir a ser alvo de censura.
Pelo menos à luz dos princípios da moral e da ética, este tipo de vigens, sê-lo-ão.
Não pode ser para isto que a UMP existe.
A organização deste tipo de vigens presume uma iniciativa de angariação de favores de Dirigentes das Misericórdias com objectivo de se manterem nos cargos de "dirigentes" da UMP.
Utilizar o dinheiro que os utentes dos lares são obrigados a pagar pelo consumo de fraldas em benefício próprio, como é o caso da viagem organizada pelo "presidente" do SN da UMP com os seus assessores, só pode ser motivo de censura.
É este tipo de viagens que continua a justificar a existência da Turicórdia.
Este serviço da UMP sem o mínimo de justificação e altamente consumidor de recursos financeiros da UMP está ao serviço, exclusivo, do "presidente" do SN da UMP.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS = CENTRAL DE INTERESSES

Por tudo o que se passará dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) protagonizado pelos seus "dirigentes", nomeadamente, os membros do seu Secretariado Nacional (SN), esta instituição mais se assemelha a uma central de interesses.
Para quem estiver mais atento ao que acontece dentro da UMP e às iniciativas dos referidos "dirigentes" poderá, com toda a facilidade, constatar que o objecto da missão quer da UMP quer das Misericórdias lhes passa, completamente, ao lado.
Pode-se, com toda a facilidade, constatar que a única organização que não tem voz em nenhum forum é a UMP. Agora mesmo enquanto estamos escrevendo esta reflexão estamos a ouvir o Presidente da Cáritas, o qual está a abordar a actual situação do País e as dificuldades sentidas pelos Portugueses. A União das Misericórdias é, pura e simplesmente,ignorada.
O que se sabe sobre que passará dentro da UMP tem levado à criação de um sentimento generalizado de desconfiança e de descredibilização. Aos "dirigentes" da UMP não será já reconhecida quer confiança quer credibilidade quer para falar em representação da própria instituição quer em representação das Misericórdias.
As teias de interesses, eventualmente, instalados na UMP leva a que a generalidade dos cidadãos tenha criado este sentimento de desconfiança e descrédito Os interesses dos referidos "dirigentes" instalados nos cargos dos órgãos sociais da UMP levaram a que se tenha chegado a este ponto. E não é por mais que apregoem aqueles que beneficiam das acções praticadas em nome da UMP que estes "dirigentes" são os melhores de sempre que alterará o sentimento generalizado no comum dos cidadãos.
Deixamos aqui, mais uma vez, uma série de questões que é fundamental serem respondidas e confirmadas por entidade externa:
- quais as remunerações certas e regulares do dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas desde 1991? Estes dados sãomuito fáceis de obter, assim haja disponibilidade desses mesmos dirigentes e vontade das entidades com competência para tal. Não é por mais que diga o actual "presidente" do SN que nada recebe da UMP que tal se transformará em verdade.
- seria bom que os actuais "dirigentes" da UMP fizessem uma declaração de inetresses que pudesse ser comprovadas por entidade externa.
- seria bom que se apurasse tudo o que se passa na delegação da UMP do norte, cuja existência não tem cobertura estatutária.
-seria bom que se soubesse o que se passa com a Quinta de Sto Estevão.
- seria bom que se soubesse quantos e quanto ganham (qual é a remuneração) os dirigentes das chamadas instituições anexas?
- seria bom que se soubesse o que se passou com as obras do Palácio dos Vianinhas.
- seria bom que se soubesse o que envolveu toda a organização do processo de obras que estão a ser realizadas no concelho de Borba.
- seria bom que se soubesse tudo o que se passa no Laboratório de Análises.
- seria bom que se soubesse o que se passa ou passou na Escola de Enfermagem.
- seria bom que se soubesse como foi organizada a venda dos apartamentos qua a UMP tinha em Fátima.
- seria bom que soubesse tudo o que se passou no processo de alienação da Multinova.
- seria bom que se soubesse tudo o que se passou que levou à compra da quota dosócio da Securicórdia.
- seria bom que se soubesse a origem e o agravamento continuado do passivo da UMP que vai já quase, quase nos 10.000.000 €.
- seria bom que se conhecessem as contas de tantas e tantas touradas organizadas pela UMP.
- seria bom que se soubesse se aquando congresso realizado em Braga a UMP pagou o almoço em casa do "presidente" do SN na sua casa de Amares e quanto é que isso custou.
Enfim, seria bom que se soubesse o que se tem passado, nos últimos anos, no seio da União das Misericórdias Portuguesas.
As Misericórdias Portuguesas são instituições ímpares cuja dimensão não poderá ser alvo da mais mínima desconfiança.
Recordamos que todos aqueles que se disponibilizam para servir nas Misericórdias o fazem em respeito pela Doutrina Social da Igreja, em opção preferencial elos pobres.
Não poderá, nem deverá pairar sobre os dirigentes quer da UMP quer das Misericórdias a mais pequena desconfiança relativamente a interesses instalados.
Os dirigentes não poderão ser os primeiros interessados em extrair benefícios das actividades das instituições.

sábado, 25 de agosto de 2012

MAIS UMA TOURADA - CONTAS NEM VÊ-LAS

Terá hoje lugar, nas Caldas da Rainha mais uma tourada da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Este ano a divulgação desta tourada resume-se a um anúncio na agenda no sítio da UMP.
Desconhece-se o cartel.
Desconhece-se o organizador.
Bom.
Como é hábito desconhece-se o essencial de uma tourada a favor.
No caso da UMP nada disto é de estranhar já que o essencial do que se passa na generalidade do actos praticados pelos "dirigentes" do Secretariado Nacional da UMP são mantidos secretos.
Porquê?
Porque têm, esses "dirigentes" da UMP, medo de dar a conhecer, pelo menos às Misericórdias, a realidade dos factos?
Quem não deve não teme.
Vamos já na XVII tourada e contas nem vê-las.
Numa organização de natureza associativa e de utilidade pública, como é o caso da UMP só beneficiará com a transparência de processos.
Neste tipo de eventos, como noutros, porque não se abre concurso para a respectiva organização?
As Misericórdias continuam à espera de actos de transparência.
Pode demorar.
Mas um dia. Só não se sabe ainda quando, Portugal e os Portugueses terão acesso a toda a informação do que se tem passado dentro da União das Misericórdias Portuguesas, nos últimos 21 anos.
As Misericórdias não podem continuar envoltas em penumbra.
Informação colhida pós torada:

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SERÁ UMA ORGANIZAÇÃO REPRESENTATIVA ???

A reflexão que hoje nos propomos elaborar prende-se com a efectiva capacidade de representação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Na sua origem, como todas as organizações representativas, constituem-se para poder representar os seus filiados, no caso da UMP, as Misericórdias Portuguesas.
A este facto não será estranho a filiação da Misericórdia de Olivença, já que mantinha a tradição da missão e de organização das Misericórdias Portuguesas, que entretanto perdeu.
Não restarão dúvidas a ninguém que na sua origem está uma vontade expressa no V Congresso das Misericórdias Portuguesas (o último que verdadeiramente foi Congresso das Misericórdias) de ser fundada uma organização que agregasse as Misericórdias e que em simultâneo tivesse capacidade de as representar sempre e quando as Misericórdias expressassem essa vontade.
Com a constituição da UMP, os seus órgãos sociais foram na sua quase totalidade constituídos por Provedores. Dizemos quase totalidade porque se a memória não nos atraiçoa só o Dr. Carlos Dinis da Fonseca (Grande Homem que abraçou a causa das Misericórdias) não seria Provedor.
E faz todo o sentido que assim fosse.
Assim como faria todo o sentido que assim continuasse a ser.
Porquê?
Porque conforme rezam os Compromissos a capacidade de representação das Misericórdias está, normalmente, a cargo do Provedor.
A título de exemplo convém referir algumas organizações representativas cujos respectivos órgãos sociais são compostos por quem tem capacidade estatutária de representação.
Um exemplo do sector social: na CNIS o Presidente da Direcção é também Presidente da Direcção de uma organização nela filiada, no caso o Centro Social de S. Martinho de Aldoar.
Um caso do sector público: a Associação Nacional dos Municípios é dirigida por um Presidente de Câmara, actualmente, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu.
Perguntar-se-à: e na União das Misericórdias Portuguesas?
Responderemos: no caso da UMP os membros dos seus órgãos sociais representam-se, exclusivamente, a si próprios. Os membros dos órgãos sociais da UMP não representam nada nem ninguém senão os próprios.
Trata-se de um caso paradigmático já que as próprias Misericórdias estão impedidas de apresentar representantes seus para os órgãos sociais da UMP.
O que faria todo o sentido é que fossem as Misericórdias a indicar representantes seus para comporem os órgãos sociais da UMP.
Nas actuais circunstâncias tal não é possível.
Porquê?
Porque conforme está expresso nos Estatutos, para os órgãos sociais da UMP são eleitos os irmãos das Misericórdias. O que apesar de serem irmãos de uma qualquer Misericórdia não lhes confere nenhuma capacidade de representação.
Em resultado desta situação constata-se que na composição dos actuais órgãos sociais da UMP estão pessoas que não são nem nunca foram Provedores.
Exemplificando.
O Presidente e o Secretário do Secretariado Nacional da UMP jamais desempenharam funções de Provedores. E mesmo quando passaram pelas Mesas Administrativas, já lá vão muitos anos, verdadeiramente, nunca lhes foi conferida nenhuma missão de destaque.
Tal é o caso da Presidente da Mesa da Assembleia Geral que também nunca foi nem é Provedora. Aqui com a agravante de estar a presidir a um órgão a que não pertence.
É que à Assembleia Geral da UMP pertencem, em exclusivo, as Misericórdias Portuguesas, presentes através dos respectivos representantes.
A UMP está assim numa situação aberrante.
Mais.
Está em desconformidade com o princípio básico do associativismo que se revela pela capacidade de os associados elegerem e serem eleitos para os respectivos órgãos sociais.
Na UMP mão é possível fazer-se cumprir este princípio básico do associativismo.
É que a UMP é uma associação.
A quem interessa então esta situação?
àqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP e deles não querem sair.
Porquê?
É o que temos procurado demonstrar ao longo destes anos que mantemos este blog activo. Com a firme vontade de expulsar os vendilhões do templo.
E por mais que enfiem a carapuça quem não gosta de ouvir esta inquebrantável vontade que um dia há-de frutificar, por mais mal educados e agressivos que se revelem só manifestam a razoabilidade das nossas profundas e fundamentadas convicções.
É que é possível enganar toda a gente uma vez.
É possível enganar alguns algumas vezes.
Mas não é possível enganar toda a gente o tempo todo.
Um dia, se Deus quiser, assistiremos à refundação da União das Misericórdias Portuguesas. E que esta seja de facto e de direito uma verdadeira organização representativa das Misericórdias Portuguesas.

sábado, 18 de agosto de 2012

A MEMÓRIA DAS PESSOAS É DIGNA DE RESPEITO

Vem este título a propósito da homenagem que foi prestada a título póstumo ao Senhor Manuel Ruas ex-Provedor da Misericórdia da Messejana.
Ter-se-á que perguntar a quem a promoveu a razão para que tal acontecesse agora.
É que o saudoso Senhor Manuel Ruas deixou de ser Provedor há já um bom par de anos.
E também já há algum tempo que faleceu.
Porque razão só agora é que lhe foi prestada homenagem?
Porque razão ignoraram o Senhor Manuel Ruas, até na na hora da sua morte e do seu funeral?
A Dignidade do Homem mereceria mais e maior respeito.
A homenagem que agora lhe foi prestada só poderá ser entendível numa promoção de campanha eleitoral. Ou será que os actuais dirigentes da União das Misericórdias não quererão manter-se nos lugares?
Desde que o Senhor Manuel Ruas deixou de ser Provedor da Misericórdia da Messejana até ao seu falecimento passaram muitos anos. Tempo suficiente para que lhe fosse prestada a homenagem devida em vida.
Porque não teriam estado no seu funeral, nem o acompanharam no seu velatório?
Aqui fica esta pequena reflexão que ajudará a melhor conhecer o carácter de quem dirige a UMP.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

É TUDO NOSSO

Conta quem saberá.
O assessor do presidente do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) será provedor remunerado a temo inteiro da Misericórdia do Vimieiro.
Mas como tem o dom da ubiquidade é simultaneamente atemo inteiro assessor do presidente do SN da UMP.
De facto esta capacidade não está ao alcance dos mortais. Só gente com poderes sobrenaturais consegue tais feitos.
Ao que consta terá cnseguido construir uma vivenda logo que conseguiu ser remunnerdo pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Já agora poderá revelar-se interessante se esse mesmo provedor da Misericórdia do Vimieiro utilizou dinheiro do Centro de Sto Estevão para financiar as suas actividades privadas.
E já agora também será interessante saber se o presidente do SN da UMP é o principal beneficiário dos produtos da empresa de inserção da Misericórdia do Vimieiro, de transformação do porco.
Quanto é que tudo isto custará à Misericórdia do Vimieiro e ao conjunto das Misericórdias Portuguesas?
Já agora porque não uma auditoria aos movimentos de caixa?
Tudo isto não deveria ser alvo de uma acção interventiva do DCIAP/PGR, do Tribunal de Contas, da Conferência Episccopal Portuguesa e do Ministério da Solidariedade e Segurança Social?
Será vantajoso para a UMP e para o universo das Misericórdias Portuguesas pairarem suspeitas como as aqui relatadas de novo?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

IRRRELEVÂNCIA, INSIGNIFICÂNCIA, INCONSISTÊNCIA

As organizações valem pela capacidade manifestada e expressa pelos seus Dirigentes. São os Dirigentes que fazem com que a sociedade reconheça capacidade de intervenção, competênccia no respectivo desempenho, credibilidde na acção e confiança na missão.
Quando os Dirigentes não são capazes, seja por acção ou por omissão, as organizações revelam-se irrelevantes, insigniificantes e i9nconsistentes.
Esta breve introdução vem a propósito de mais uma organização de reflexão levada a cabo pela Fundação Manuel dos Santos. Importantes temas com é o caso do envelhecimento e, também, as desigualdades cuja interveçãao das Misericórdias é da mais elevada relevância jamais as poderia deixar de fora deste evento.
Tal só pode ser resultado de falta de confiança que a generalidade da sociedade portuguesa tem nos actuais driigentes da União das Misericórdias Portuguesa (UMP).
A credibilidade da UMP também está em limites mínimos o que reduz a capacidade de intervenção das Misericórdias, a níveis muito próximos da nulidade.
A história e dimensão do universo das Misericórdias requer outro perfil de Dirigentes. Desde logo dirigetes que de facto e de direito representem as Misericórdias.
As Misericórdias têm história e dimensão, assim como responsabilidades que as obrigam a intervir na generalidade dos eventos que se dedicam ou abordam temas dde intervenção institucional.
Acontece que com os dirigentes que se aoderararm da UMP, as Misericórdias são hoje tratadas como instituções marginais.
As Misericórdias nãomerecem os actuais dirigentes da UMP.
Este ano que é ano eleitoral deveria constituir-se como período de reflexão para que as Misericórdias assumam a sua União, das Misericórdias Portuguesas.