sábado, 9 de junho de 2012

DESPEDIMENTO COLECTIVO

O despedimento de trabalhadoras do CEFORCÓRDIA - Centro de Formação para as Misericórdias corresponde a um despedimento colectivo mascarado da necessidade de extinção de postos de trabalho.
As verdadeiras razões para a concretização deste despedimento colectivo não foram nem serão apresentadas pelos responsáveis por tal decisão enquanto a tal não forem obrigados.
O despedimento colectivo ocorrido no CEFORCÓRDIA não é mais do uma imparidade, como agora é usual dizer-se relativamente às irregularidades/ilegalidades que ocorrem no sistema financeiro.
Os responsáveis pela direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) geram, quase sempre com as suas decisões, suspeitas de irregularidades/ilegalidades.
Vamos tentar demonstrar que a extinção de postos de trabalho no CEFORCÓRDIA é mais uma imparidade entre as muitíssimas que ocorrem, com frequência, na UMP.
Comecemos por transcrever o que os "dirigentes" que compõem o Secretariado Nacional (Direcção) da UMP propuseram no Plano de Actividades para o ano de 2012, relativamente, ao CEFORCÓRDIA (pág.s 194 e seg., destacando o seguinte:
(...)
É pois com grande empenho e especial dedicação que enfrentamos 
este desafio de qualificação dos trabalhadores, e consequentemente 
das Misericórdias.
(...)
Para além desta atividade formativa o Ceforcórdia acolherá ainda 
uma série de tarefas e responsabilidades resultantes dos vários 
Projetos cofinanciados e pelas PARCERIAS em que a UMP está 
envolvida.
(...)
Neste âmbito e ao abrigo da Portaria 851-2010 de 6 de Setembro, 
iremos, em 2012, proceder ao processo de Certificação da UMP 
como entidade formadora.
(...)
Neste âmbito e ao abrigo da Portaria 851-2010 de 6 de Setembro, 
iremos, em 2012, proceder ao processo de Certificação da UMP 
como entidade formadora.
No âmbito deste processo na perspectiva da nova estrutura do 
Centro de Formação serão promovidas ações de formação internas 
para os técnicos e colaboradores da UMP adstritos ao Ceforcórdia.
(...)
O Ceforcórdia estará mobilizado para, no decurso do ano, tudo fazer 
em melhorar a sua ação junto das Misericórdias, tanto ao nível da 
diversidade de oferta formativa, como na prossecução de ambiciosos 
níveis de execução dos respetivos planos.
(...)
A nossa prioridade para 2012 traduz-se em simples conceitos:
Diagnosticar – Implementar – Monitorizar – Avaliar
Formar – Qualificar - Certificar
Prestar Serviços de Qualidade e Excelência
Tudo isto foi apresentado às Misericórdias, na sessão da Assembleia Geral do dia 3 de Dezembro de 2011, tendo merecido aprovação.
Por coincidência, ou talvez não, já se sabia que os "dirigentes" da UMP, nomeadamente, o "presidente" do Secretariado Nacional tinha comunicado, ao seu círculo restrito, a decisão de despedir funcionárias do CEFORCÓRDIA, assim como a respectiva indicação de nomes.
Ou seja, quando em 3 de Dezembro de 2011 apresentou a actividade do CEFORCÓRDIA como prioritária e de desenvolvimento já tinha tomado a decisão de impôr a redução de actividade e de despedir funcionárias.
Irá ser interessante também conhecer as razões que levaram os "dirigentes" da UMP a escolher, em concreto, as funcionárias que o foram e não as outras que ficaram.
Conhecendo a forma de selecção das funcionárias conhecer-se-á a muita miséria moral que grassa.
Esta é tão só mais uma prova da coerência e da transparência com que é dirigida a UMP.
Esta decisão do Secretariado Nacional da UMP também é pouco consentânea com as atribuições das Misericórdias à UMP expressas na alínea b) do artigo 5.º dos Estatutos:
Promover a realização de cursos de aperfeiçoamento e valorização profissional para o pessoal das Misericórdias
A desactivação do CEFORCÓRDIA e o consequente despedimento de funcionárias demonstra:
- um total desrespeito e desconsideração pelos órgãos estatutários da UMP, já que contrariam deliberações da Assembleia Geral;
- um total desrespeito pelos Estatutos; e, sobretudo demonstram uma manifesta insensibilidade humana e social.
As verdadeiras razões para o despedimento das funcionárias que o foram em concreto vamos sabê-las ao longo do ano de 2012 e sobretudo a partir de 2013, quando o novo mandato dos actuais "dirigentes" for assumido.
As consequências serão devastadoras para a UMP e para as Misericórdias.
Vamos estar atentos ao que se vai passar com a formação para as Misericórdias promovidas pela UMP.
Estaremos também atentos ao evoluir do passivo que em 5 anos foi criado e já atingiu os 9,8 milhões de euros e que em 2012 não pára de crescer.
Nada do que se passa na UMP faz qualquer sentido à luz dos princípios e valores que enformam as Misericórdias.
Já agora e para terminar deixamos uma derradeira questão:
se o CEFORCÓRDIA necessita de reestruturação por razões económicas porque não se extingue a  agência de viagens da UMP a TURICÓRDIA que deve a sua existência a razões que nada têm a ver com a as actividadees das Misericórdias e apresenta um prejuízo superior a 70.000 no ano de 2011, contrariamente o que aconteceu com o CEFORCÓRDIA?

sábado, 26 de maio de 2012

MAIS UM CASO EXEMPLAR ???

É espantosa a superior coerência de quem dirige a União das Misericórdias Portuguesas (UMP). A superioridade sobre tudo e sobre todos é entendimento genérico daqueles que dirigem a UMP. O entendimento e a prática de tal superioridade é manifestada sobretudo por atos.
Fazendo fé nas melhores fontes de informação que são os próprios dirigentes da UMP, esta semana realizou-se o ato de adjudicação da obra prevista para o concelho de Borba destinada a cidadãos especiais (deficientes).
Esse ato de adjudicação revelou-se ser mais um em coerência com a prática seguida por quem dirige a UMP. Na sua prática regular de superioridade realizaram o ato como se fossem os únicos dirigentes da UMP, senão mesmo das Misericórdias.
O ato de adjudicação para a construção de mais um equipamento para deficientes fizeram-no se como não existisse a estrutura distrital da UMP, o Secretariado Regional do distrito de Évora e como se em Borba não existisse Misericórdia.
Quer o Secretariado Regional do distrito de Évora quer a Misericórdia de Borba terão sido pura e simplesmente ignorados pelos dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Ora acontece que é missão da UMP o desenvolvimento de serviços comuns. Tendo assumido o comportamento aqui descrito, os dirigentes da UMP não terão, mais uma vez cumprido, a missão estatutária que está confiada.
Isto mesmo se poderá comprovar lendo a alínea c) do artigo 5.º dos estatutos da UMP:
c) Criar e coordenar serviços de interesse comum ....
Ao que foi possível apurar o novo equipamento a construir no concelho de Borba não será um serviço de interesse comum para as Misericórdias. E sendo assim acontece uma violação estatutária. Mas não será a única ?
As Misericórdias estarão confrontadas com mais um atropelo às regras e normas regulamentares.
Fazendo fé em fontes geralmente bem informadas, a obra a realizar pela UMP no concelho de Borba terá sido adjudicada a uma empresa com a mesma origem regional do "presidente" do Secretariado Nacional (SN). Terá sido preterida uma empresa da região Alentejo. Ainda fazendo fé nessas mesmas fontes a obra terá sido adjudicada a uma empresa de origem regional do "presidente" do SN mas será executada em regime de subempreitada pela empresa que terá apresentado a melhor proposta ou seja por uma empresa alentejana.
Estamos perante mais um facto que mereceria ser averiguado em toda a sua extensão.
Será essencial realizar uma sindicãncia a todo o processo que conduziu até a adjudicação da obra realizada na passada semana.
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não pode estar sob permanente suspeita sobre actos praticados pelos seus actuais dirigentes.
É fundamental clarificar e esclarecer todos os procedimentos.

sábado, 12 de maio de 2012

Os Vendilhões do Templo

Os Vendilhões do Templo Deus disse: faz todo o bem 
Neste mundo, e, se puderes, 
Acode a toda a desgraça 
E não faças a ninguém 
Aquilo que tu não queres 
Que, por mal, alguém te faça. 

Fazer bem não é só dar 
Pão aos que dele carecem 
E à caridade o imploram, 
É também aliviar 
As mágoas dos que padecem, 
Dos que sofrem, dos que choram. 

E o mundo só pode ser 
Menos mau, menos atroz, 
Se conseguirmos fazer 
Mais p'los outros que por nós. 

Quem desmente, por exemplo, 
Tudo o que Cristo ensinou. 
São os vendilhões do templo 
Que do templo ele expulsou. 

E o povo nada conhece... 
Obedece ao seu vigário, 
Porque julga que obedece 
A Cristo — o bom doutrinário. 

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

sábado, 5 de maio de 2012

UM PRESIDENTE SUPERIOR

Para quem ainda tivesse alguma dúvida sobre a superioridade do actual Presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) sobre todos os demais cidadãos do universo, bastaria, hoje, observar a sua ausência na homenagem prestada ao Provedor da Misericórdia, hoje mesmo, na vila alentejana de Redondo.
Só a superioridade autoreconhecida do actual Presidente da UMP justifica essa ausência numa homenagem a um dos Homens que mais tempo dedicou à Misericórdia de Redondo.
De facto, o actual Presidente da UMP não reconhece dignidade suficiente, ao ex-Provedor da Misericórdia de Redondo, que justifique a sua presença enquanto Dirigente da UMP nessa mesma homenagem. A superioridade do actual Presidente da UMP não lhe permite baixar tanto o nível a que está habituado. E se os actuais Provedores das Misericórdias lhe merecem algum respeito e consideração é porque esses mesmos Provedores são importantes para a sua estratégia, unanimemente aceite e aplaudida de manter a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) como Instituição SEM FINS LUCRATIVOS.
Mas se os Provedores ainda são dignos de alguma consideração, enquanto no desempenho de funções, já o mesmo não se justifica, minimamente, no que a ex-Provedores diz respeito. estes, ao não terem qualquer possibilidade de contribuir para a manutenção da União das Misericórdias Portuguesas (MP) enquanto Instituição sem fins lucrativos, não podem nem devem merecer a mínima atenção daquele que está, sobretudo, empenhado em manter-se fiel ao respeito da natureza da UMP: SEM FINS LUCRATIVOS.
Está assim justificada a ausência do Presidnete da UMP na homenagem que cidadãos de Redondo entenderam por bem prestar ao ex-Provedor da Misericórdia local. Pode até constatar-se, com toda a propriedade que nada poderia justificar a deslocação de tão superior criatura a essa homenagem.
Justificada a ausência só um ser está dotado de reconhecimento, por parte do Presidente da UMP para o substituir. Esse ser é o actual assessor para as toradas. Foi esse assessor para as toradas designado para representar o Presidente da UMP na homenagem ao ex-Provedor da Misericórdia de Redondo. E fê-lo de uma forma superior. A forma pela qual é conhecido no seio das Misericórdias Portuguesas. A forma que lhe tem granjeado também um superior reconhecimento.
Mais uma vez esse assessor para as toradas demonstrou estar à altura das circunstâncias e elevou de sobremaneira a confiança e credibilidade que na actualidade é devida à União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Só um Presidente com a dimensão do actual pode ser substituído por um assessor com dimensão semelhante. Os presentes na cerimónia de homenagem reconheceram, unanimemente, a superior relevância da intervenção do assessor para as toradas.
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) só tem a ganhar com a manutenção do actual Presidente, no mandato que se inicia em 2013 assim como com a manutenção do actual assessor para as toradas.
A pobreza, a exclusão e a miséria agradecerão a manutenção do actual status.

domingo, 29 de abril de 2012

PARA OS DIRIGENTES DA UMP É IMPRESCINDÍVEL CRIAR UMA DISTINÇÃO SUPERLATIVA

Especialmente para o Presidente do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), pela distinção do seu trabalho no combate à pobreza, à exclusão, pela dedicação e empenho em servir quer a UMP quer as Misericórdias (sobretudo na sua firme acção de tudo fazer para que quer a UMP quer as Misericórdias sejam cada vez mais Instituições sem fins lucrativos), não existe nenhuma distinção, conhecida, suficientemente, valorada que lhe permita reconhecer os méritos.
De facto como registámos na nossa reflexão anterior, este Presidente do SN da UMP, secundado pela restante equipa Dirigente, apoiada por alguns que aí se pretendem alcandorar, manifestando toda a sua dedicação e competência, junto daquele, ser necessário assinalar o seu trabalho notável, sobretudo conseguindo a fidelidade da sua natureza institucional SEM FINS LUCRATIVOS.
Nesta lógica se insere o destaque dado no sítio www.ump.pt ao que se passou na última Assembleia Geral da UMP. Sob o título Sustentabilidade preocupa provedores pode ler-se foi aprovado, por unanimidade e aclamação, um voto de louvor ao presidente do Secretariado Nacional da UMP, Manuel de Lemos.
Os factos são o que são e valem o que valem.
Razão temos nós quando aqui começámos a reclamar pela necessidade de dar público reconhecimento ao notável trabalho realizado na manutenção da natureza quer da UMP quer das Misericórdias: SEM FINS LUCRATIVOS.
E esse notável trabalho já desenvolvido tem dados os frutos mais adequados a essa mesma natureza.
Recordamos que o Presidente do SN da UMP conseguiu em 5 anos criar um passivo na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) que já atinge 9.803.456,04 € (nove milhões oitocentos e três mil quatrocentos e cinquenta e seis euros e quatro cêntimos).
Esta é a melhor prova pública da dedicação e empenho na manutenção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), enquanto Instituição sem fins lucrativos é da criação e crescimento, substantivo, anual do PASSIVO, que em média é de cerca de 2.000.000 €, anuais.
A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) só poderá ficar, eternamente, grata por tão grande e tão importante dedicação e empenho na fidelidade aos princípios e natureza de Instituição SEM FINS LUCRATIVOS.
Seria difícil. senão mesmo impossível encontrar alguém tão dedicado e empenhado na manutenção e aprofundamento da natureza institucional SEM FINS LUCRATIVOS.
Mas não se pense que esta é a única prova que existe da dedicação e empenho na manutenção cada vez mais acentuada da natureza institucional SEM FINS LUCRATIVOS.
Evocamos aqui, para enquadrar a acção de tão distintos Dirigentes da UMP, um Princípio Bíblico: Faz com uma mão mas de forma a que a outra não veja.
Dada a reconhecida dimensão intelectual do Presidente do SN da UMP que no diferendo criado pelo próprio e alimentado pelo Presidente da Mesa do Conselho Nacional (CN) da UMP aquando da publicação do Decreto Episcopal sobre as Misericórdias que proclamou ser católico-apostólico-romano, colocando-se numa posição superior à da própria hierarquia da Igreja, demonstrou também aqui um respeito pelos princípios da Doutrina de Cristo.
Nesta fidelidade à Doutrina de Cristo, sob a superior orientação do Presidente do SN da UMP, o Tesoureiro procedeu à elaboração e apresentação das contas na reunião da Assembleia Geral (AG) da UMP no passado dia 21 de Abril.
Quem teve a oportunidade de assistir teve também a rara oportunidade de constatar a dignidade com que a apresentação das contas foi feita. Até de uma forma, superiormente, divertida. Os participantes tiveram a oportunidade de se divertir, até com alguma intensidade, durante a apresentação dessas mesmas contas.
A diversão era tanta que quem mesmo não sendo Provedor, entendeu, intervir, em directo, aprofundando o registo da dignidade e competência com que as contas estavam a ser apresentadas, mais ou menmos nos seguintes termos: o Tesoureiro é uma pessoa extremamente competente (como os presentes podiam constatar) mas ainda era muito melhor na elaboração das contas do que na sua apresentação.
A partir daqui ninguém mais ficou com quaisquer dúvidas sobre as contas. De tal forma foi consolidada a convicção da qualidade da apresentação que todos os participantes nessa reunião ficaram convencidos de que a elaboração das contas tinha sido perfeita.
E para que não restem dúvidas quer a quem seja, essas mesmas contas foram aprovadas por unanimidade.
Quereis melhores provas do superior empenho e dedicação desta equipa Dirigente da UMP? Impossible.
E é aqui que entra esse Princípio Bíblico de fazer com que outros não vejam o bem.
Também fiel à manutenção da natureza de Instituição sem fins lucrativos, o Tesoureiro, demonstrou particular habilidade em dissimular a origem/causas do passivo da União das Misericórdias Portuguesas(UMP).
A competência do Tesoureiro revelou-se mais uma vez ao não revelar as remunerações certas e regulares do Dirigentes da UMP que afirma e reafirmam serem voluntários e não usufruírem de qualquer remuneração. Conseguiu manter em sigilo qual o destino da Quinta de Santo Estevão, património das Misericórdias, e que poderá ter sido vendida por dezenas de milhões de euros. Conseguiu manter-se fiel ao princípio, não divulgando as mordomias elevadíssimas do Dirigentes da UMP, sem qualquer justificação.
Tudo só pode entendido numa estratégia permanente de combate à pobreza desses mesmos Dirigentes.

domingo, 22 de abril de 2012

UM TRABALHO NOTÁVEL

Quem acompanhe a acção e as actividades dos "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas só poderá reconhecer o notável trabalho, o espírito de missão ultrapassado, a dedicação e o empenho em cumprir as metas dessa Instituição: SEM FINS LUCRATIVOS.
De facto esses "dirigentes" demonstram um total consonância entre a natureza da Instituição (alargada às Misericórdias), sem fins lucrativos, e a sua acção.
Nestes últimos 5 (cinco) anos de mandato tem sido sua preocupação levar a letra o cumprimento da missão SEM FINS LUCRATIVOS.
Poder-se-á constatar que em cumprimento da missão que abraçaram têm conseguido que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) criasse um passivo que não pára de crescer. Nos últimos 5 (cinco) anos o passivo da UMP é já quase de 10.000.000 € (dez milhões de euros).
Perante este notável cumprimento da missão que se propuseram de gerir uma Instituição sem fins lucrativos a criação de crescimento do passivo, em 5 (cinco) anos de quase 10.000.000 €, só pode ser entendido como missão cumprida: a UMP é, de facto uma Instituição sem fins lucrativos.
Quem é que poderá dizer que os "dirigentes" da UMP não têm um notável trabalho prestado à natureza da Instituição SEM FINS LUCRATIVOS? Que apareça o primeiro a discordar desta constatação.
Como complemento notável desta constatação é também de notar o brilhantismo com que ontem o "tesoureiro" da UMP apresentou as contas na sessão da Assembleia Geral (AG), ontem realizada em Fátima, ultrapassado que estava a data limite, fixada por lei, para aprovação das contas.
Os presentes nessa AG da UMP puderam ouvir e ficar com a certeza de que o "tesoureiro" é bastante melhor a elaborar as contas do que a apresentar.
Que se deu ao trabalho de observar as contas que ontem foram submetidas à apreciação da AG da UMP ficou a convicção (ou melhor, com a certeza absoluta) de que o "tesoureiro" é bastante melhor a elaborar as contas do que a apresentá-las.
De facto, não restam já dúvidas a ninguém que os "dirigentes" da UMP que ontem apresentaram o Relatório de Actividades e as Contas merecem os maiores elogios perante a realidade de estarem confrontados com um notável trabalho de evitar que a UMP tenha alguma espécie de lucro = resultado líquido positivo.
Ontem pode-se constatar, na AG da UMP, que o passivo cresceu, em 2011, cerca de 340.000 €. Ninguém poderá dizer que os "dirigentes" da UMP não têm sempre presente a preocupação de a UMP se manter uma Instituição sem fins lucrativos. As Misericórdias, enquanto filiadas na UMP, só se podem "congratular" pelo notável trabalho desenvolvido pelos "dirigentes" da UMP, mantendo esta Instituição sem fins lucrativos. Mantém a sua regularidade gestionária de fazer crescer o passivo, todos os anos.
A manutenção das metas de acordo com a missão só pode ser reconhecido como trabalho notável e digno dos maiores elogios.
Na senda da demonstração de que o "tesoureiro"  é muito melhor a elaborar as contas do que a apresentá-las está no facto de que os "dirigentes" da UMP estão acima de qualquer suspeita. Trata-se de pessoas da mais elevada craveira intelectual que pautam toda a sua actividade pela clareza e transparência na acção.
Por estas razões ainda que não apresentem o processo de venda da Quinta de Sto Estevão em Viseu, tal só pode ser enquadrado no espiríto de missão condicente com a natureza da UMP, SEM FINS LUCRATIVOS.
Outro tanto se passa relativamente às remunerações certas e regulares desses "dirigentes", as quais se inserem também nessa mesma lógica de cumprimento da missão de se manterem fiéis à natureza da UMP, SEM FINS LUCRATIVOS.
Muito mais factos poderíamos acrescentar que fundamentem o notável trabalho que há anos vêm mantendo em fidelidade à natureza da União das Misericórdias Portuguesas - AGRAVAREM, SEMPRE EM CONTÍNUO, O PASSIVO DA UMP, de forma a manter-se como Instituição SEM FINS LUCRATIVOS.
Haja quem proponha a mais elevada distinção para esses "dirigentes" pois o seu trabalho é de tal notariedade que só pode ser objecto dos maiores elogios.
Esramos certos que ainda este ano haverá alguém que proponha a mais elevada condecoração pelo notáveis serviços prestados às Misericórdias. Levando-as a também serem Instituições sem fins lucrativas, aquelas cujos Dirigentes se deixam conduzir pelos brilhantíssimos "dirigentes" da UMP.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MENTIR, MENTIR, MENTIR É MISSÃO

Quem participou na última reunião do Conselho Nacional (CN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) teve a oportunidade de ouvir aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (SN) afirmar que as contas da UMP que serão apresentadas na sessão da Assembleia Geral do próximo sábado estão equilibradas.
Quem participou na última reunião do Conselho Nacional (CN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não deixou de achar estranha a ausência do "tesoureiro" do SN da UMP quando a matéria principal a analisar nessa reunião foi o Relatório e Contas da UMP relativas ao ano de 2011.
Se tivermos a preocupação de comparar as palavras do "presidente" do SN da UMP com a realidade não poderemos deixar de concluir que este mentiu, intencionalmente, aos participantes nessa reunião. E dizemos que teremos que concluir que o "presidente"do SN da UMP mentiu intencionalmente porque:
- afirmou na reunião do CN que as contas da UMP estão equilibradas;
- e o balanço a 31/12/2011 aprersenta um passivo de 9.803.456,04 € (nove milhões oitocentos e três mil quatrocentos e cinquenta e seis euros e quatro cêntimos).
Umas contas de gerência equilibradas jamais poderão apresentar passivo muito menos com a dimensão deste.
O que seria da UMP se as contas não tivessem equilibradas?
Poder-se-á concluir que o "presidente" do SN da UMP mentiu, intencionalmente, àqueles que participaram na última reunião do CN da UMP.
O passivo da UMP, em 2011, sofreu um agravamento de 339.872,86 € (trezentos e trinta e nove mil oitocentos e setenta e dois euros e oitenta e seis cêntimos),o que é uma coisa monstruosa.
E o pior é que os "dirigentes" da UMP nem se dignam apresentar a mais mínima justificação para tal.
E ainda pior é o facto de este mesmo passivo estar a ser agravado, significativamente, durante este ano de 2012. Teremos oportunidade de confirmar isto mesmo dentro de um ano quando forem apresentadas as contas relativas a 2012.
Não será necessário alongarmo-nos muito mais nesta análise.
Contudo importa referenciar que os "mandatos" do actual "presidente" do SN da UMP duram há 5 (cinco) anos. Nestes 5 (cinco) anos o passivo criado é de 9.803.456,04 €, o que prefaz a "bonita" média anual de quase 2.000.000 €.
Não terminaremos sem evocar aqui as palavras do "presidente" do SN da UMP relativamente à Misericórdia de Chaves: já disse ao Governo e à Misericórdia que tem que ser feita uma auditoria à Misericórdia e apurar quem tem responsabilidades.
Ora o passivo da Misericórdia de Chaves é mais pequeno do que o da UMP e com muito mais obra realizada.
Fica claro que o "presidente" do SN da UMP mentiu, intencionalmente, aos participantes na reunião do CN.
Daqui só poderemos concluir que é fundamental realizar uma auditoria/inspecção/investigação à actuação dos "dirigentes" da UMP de forma a concluir como e por quem foram utilizados os dinheiros da União das Misericórdias Portuguesas.
É urgente. E espera-se que a Conferência Episcopal Portuguesa, o Governo e o Ministério Público exerçam as suas competências nesta matéria.