domingo, 19 de junho de 2011

DIRIGENTE DA UMP QUER O ESTADO A PAGAR AS DESPESAS POR ELE REALIZADAS

Misericórdias querem Estado a financiar o setor social

Foto Gonçalo Manuel Martins
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas afirmou hoje que na atual crise “é absolutamente inaceitável” que o Estado opte por financiar o setor público quando sabe que o setor social faz mais barato.
“É absolutamente inaceitável que o Estado financie por 100 o sector público se pode alcançar o mesmo resultado por 70 no setor social. A prática tem até demonstrado que o setor social, em geral, é capaz de fazer tão bem, em termos de eficácia e qualidade e, sobretudo, muito mais barato”, sustentou.
Manuel de Lemos, que falava em Coimbra na sessão de abertura do X Congresso Nacional das Misericórdias Portuguesas, referiu que “os responsáveis públicos da área da Segurança Social sabem isso há dezenas de anos”, e que “os responsáveis da Saúde estão a descobrir essa perceção em passo acelerado”.
Isso é evidente – acrescentou – no recente acordo com o ministério da Saúde para consultas e cirurgias, e que “decorre de toda a filosofia da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”.
No entendimento de Manuel de Lemos, no atual contexto de crise, “a economia social assume uma importância decisiva”.
“É urgente que, nesta legislatura que agora começa, os partidos se ponham de amplo acordo para que, em Portugal, haja uma lei que regule a economia social e solidária no quadro da sua especificidade face à economia formal”, sublinhou.
O dirigente referiu que “a questão da propriedade das farmácias, a questão da devolução do IVA, dos benefícios fiscais, do sentido do que quer dizer “utilidade pública”, são exemplos de questões que se colocam agora com ainda mais acuidade”.
Na sessão de abertura, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, lembrou que cada vez mais o poder local tem vindo a ser solicitado pelos cidadãos para dar respostas sociais, que fazem parte das obrigações do Governo.
“A partilha de responsabilidades do poder local e nacional é inadiável. Os municípios têm vindo a substituir o Etado, e não pode ser”, sustentou.
José Reinaldo, presidente da Confederação das Misericórdias Brasileiras (CMB), que também interveio na sessão de abertura do congresso, afirmou que a experiência das Misericórdias portuguesas “pode ajudar em muito” na resolução dos problemas das instituições no seu país.
A ideia de cuidados continuados, especialmente ao nível da sua qualidade, ou as respostas sociais ao idoso, “são muito importantes, e é preciso desenvolver no Brasil”, acrescentou.
A antiga ministra Maria Belém Roseira, presidente do congresso, salientou que na área da Saúde, e pelas imposições da “troika” que negociou a ajuda externa a Portugal, o “Estado pode contar com as misericórdias para o seu cumprimento”.
A resposta à pobreza é outra das áreas, mas a antiga titular da pasta da Saúde sustenta que uma das importantes missões das Misericórdias é “ajudar as pessoas a libertar-se do suporte social, e a encontrar oportunidades”.
“Que as Misericórdias sejam obreiras do ideal de justiça que acompanha a condição humana”, concluiu.

Diário as beiras

sábado, 18 de junho de 2011

"Não há dinheiro para mandar tocar um cego" - MAS HÁ DINHEIRO PARA MANIFESTAÇÕES DE VAIDADE

Manuel de Lemos, líder das Misericórdias

"Não há dinheiro para mandar tocar um cego"

Só o colar custou 7.500 € e foi pago com dinheiro destinado a combater a pobreza

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, diz que "não há dinheiro para mandar tocar um cego" e que, por isso é necessário aproveitar melhor as capacidades e os recursos disponíveis
  • 15 Junho 2011
Em declarações à Lusa, em vésperas do início do congresso das Misericórdias portuguesas, que decorrerá em Coimbra e Arganil, entre quinta-feira e sábado, Manuel de Lemos sustenta ser preciso "ser intransigente, imaginativo e trabalhar em conjunto".
"Mais do que dinheiro, é a unificação de capacidades e recursos. As Misericórdias acham que têm de chamar à responsabilidade quem não quiser este diálogo", sublinha.
Na sua perspectiva, "não dá para fazer de conta quando não há dinheiro para mandar tocar um cego".
Segundo Manuel de Lemos, "antes de começar a pedir mais recursos, é [necessário] aproveitar os que temos", embora admita que os poderes central e local "têm um papel fundamental" nesta abordagem concertada aos problemas.
Admite também que o congresso que na quinta-feira abre em Coimbra "é o momento da União de Misericórdias para encontrar formas para um caminho melhor".
Manuel de Lemos observa que normalmente as instituições quando se reúnem à mesa colocam o problema no centro, mas nesta altura é preciso que estejam todos do mesmo lado, de frente para o problema.
"Temos de ser razoáveis. Portugal não tem motivo para que alguém passe fome", cita, lembrando que, "com mais organização", seria possível aproveitar melhor a "malha" de Misericórdias e de outras instituições particulares de solidariedade social do país.
O X Congresso Nacional das Misericórdias Portuguesas, subordinado ao tema "A Intergeracionalidade: Passado, Presente e Futuro", deverá ser encerrado ao final do dia de sábado em Arganil, com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva.

CM

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CONGRESSO DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Acabámos de assistir no jornal da noite da SIC às intervenções dos "presidentes" do Secretariado Nacional e da Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas.
Tal como seria expectável ambas foram desastrosas e contendo segundas intenções.
Em ambas se percebem recados para o futuro Governo.
Em ambas se depreende que esses "presidentes" farão pressão para "sacar" mais dinheiro ao erário público.
Já lá iremos, a esta questão de tentarem "sacar" mais dinheiro dos nossos impostos. Tal terá algum fundamento ou justificação, o Governo dar mais dinheiro à União das Misericórdias Portuguesas? É o iremos ver mais adiante.

Para fixemo-nos nos conteúdos das referidas intervenções.
Primeiro, a do "presidente" do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas.
Falou numa rede de refeitórios sociais.
Onde está essa rede?
Quantos refeitórios sociais têm as Misericórdias?
Muito poucas serão as Misericórdias que têm instalações destinadas a refeitórios sociais, conhece-se a Misericórdia do Porto. Quantas mais terão esse equipamento social específico?
Esse mesmo "presidente" pediu para que o Governo ponha à sua disposição mais bens, sem referir quais. Quais são os bens que esse "presidente" entende serem necessários para que as Moisericórdias respondam às solicitações que lhes são dirigidas ?
Saberá do que está a falar?
Referiu ainda que as Miserricórdias têm custos nas actividades de saúde 30 a 50 % inferiores aos mesmos serviços no Serviço Nacional de Saúde.
Mas não o comprova om números.
E quantas Misericórdias têm, verdadeiramente, actividades de saúde ? No máximo 12 (doze) ?
Ainda assim é necessário demonstrar que as Misericórdias têm custos inferiores aos do Serviço Nacional de Saúde.
Será bom referir que o
Serviço Nacional de Saúde tem âmbitos onde a sua capacidade está longe de estar esgotada.
Importa desmontar a argumentação falaciosa muitas vezes utilizada por esse "presidente".
Cingimo-nos, hoje ao caso das chamadas operações às cataratas.
Esse"presidente" acusou Presidentes de Câmara estarem a enviarem para Cuba Munícipes quando as Misericórdias fariam essas mesmas operações muito mais baratas.
Houve pelo menos um Presidente de Câmara que consultou o chamado Grupo Misericórdias Saúde (ou alguns dos seus integrantes) e concluiu:
- enviar os seus Munícipes a Cuba para serem aí operados, pagando deslocação do próprio e de um acomnpanhante, a que há que juntar o preços de duas viagens, mais as respectivas estadias de uma semana, era bastante mais barato do que o pagamento só da cirurgia do Munícipe numa das Misericórdias recomendadas por esse Grupo.

O comentário da "presidente" da Mesa da Assembleia Geral também é digno de uma breve análise.
Afirmou ela que é altura de somar e não de subtrair.
Mas terá havido algiuma época em que assim não tivesse que ser?
Ainda ninguém se esqueceu que essa "presidente" foi Ministra da Saúde durante 4 (anos). Não ainda assim tantos anos que permitissem apagar da memória a sua passagem por esse Ministério.
É muito fácil depreender das suas palavras uma critica (negativa, se quisermos depreciativa) já ao futuro Governo de Portugal.
Utilizando o seu cargo na União das Misericórdias Portuguesas assumiu uma postura de nítida opisição ao futuro Governo Prsesidido pelo Dr. Pedro Passos Coelho.
Mas aqueles que bem se lembram da sua acção no Ministério da Saúde recordarão que essa mesma acção não foi nada facilitadora da intervenção das Misericórdias na área da saúde. Bem antes pelo contrário.
Ainda estará bem presente na mente de muitos que foi a actual "presidente" da Mesa da Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas que pôs fim ao financiamneto que até aí era garantido pelo Minsitério da Saúde, às Escolas de Enfermagem.
Ora a União das Misericórdias Portuguesas tinha assumido a Escola de Enfermagem das Irmãs Missionárias de Maria, há relativamente pouco tempo e de repente perde o financiamento por iniciativa daquela que agora diz que é necessário somar.
Ou será que só é necessário somar agora?
Quando ela era Ministra, pelos vistos, era necessário subtrair.
Como se mudam os tempos e se mudam as vontades.
Para abertura de um Congresso que tem que ser um espaço de SOLIDARIEDADE, bem mal começou.
Aliás nem outra coisa seria de esperar.

Vamos então regressar à questão inicial.
Será que o Governo deverá por à disposição das Misericórdias mais dinheiro?
Será que o Governo deverádisponibiolizar mais dinheiro para a União das Misericórdias Portuguesas?
Jáontem aqui afirmámos que este congresso é mais uma vez uma afronta à pobreza.
Se o realizado em 2009, na Ilha da Madeira, onde as Misericórdias forma levadas a gastar sem o mínimo de proveito centenas de milhares de euros, este que agora decorre no distrito de Coimbra vai pelo mesmo caminho.
Será que se justifica o Governo entregar mais dinheiro à Misericórdias quando estas Instituições são levadas a gastar sem o mínimo de utilidade centenas de milhares euros?
Quando o "presidente" do Secretariado Nacional vem à televisão afirmar que há cada vez mais cidadãos a pedirem ajuda às Misericórdias (ajuda alimentar) será que esse mesmo "presidente" e todos aqueles que ele estimulou a irem passar estes 3 /três) dias ao distrito de Coimbra se sengtirão de bem com a sua consciência quando amanhã se sentarem para jantar na Quinta das Lágrimas, onde cada jantar não devetrá custar menos de 75 euros?
Poderão sentir-se de bem com a sua consciência todos aqueles que dizem que têm dificuldades em corresponder às solicitações que diariamnete lhes chegam de cidadãos a pedir ajuda quando eles em liberdade gastam num jantar o que alguns cidadãos não têm num mês inteiro para comer?
Poderíamos continuar a referiri muitos caos, nomeadamente, dentro da União das Misericórdias onde se gastam milhões de euros sem qualquer justificação e sem que esses gastos sejam apresentados às Misericórdias suas filiadas.
Fiquemo-nos por aqui.
Por DEVER DA VERDADE.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CONGRESSO DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS

Tem início amanhã no distrito de Coimbra mais um Congresso da União das Misericórdias Portuguesas.
De acordocom a organização este Congresso será dedicado ao tema da Intergeracionalidade.
Mas ao tema do Congresso só lhe é dedicada uma sessão.
Vai ser mais um Congresso - mais uma oportunidade perdida.
Quando os problemas para os quais as Misericórdias têm vocação atingiram uma gravidade e dimensão como há muito não se sentiam, dedicar um Congresso a um tema que nem sequer pode ser considerado nem problema nem está na primeira linha das preocupações dos Portugueses, só pode ser considerado uma oportunidade perdida. Mais. Dizemos mais uma oportunidade perdida porque:
- lembram-se do VI Congresso realizado em Évora em 1996, depois de 20 anos de interregno? Lembram-se do tema desse Congresso ? TOTONEGÓCIO foi o tema mais abordado.
Realizaram-se mais alguns.
Vamos referir só mais dois.
Um realizado em Braga, talvez há 4 anos.
Ainda haverá alguém que recorde alguma conclusão? E qual a acção consequente?
Desse Congresso de Braga há quem espere pela apresentação das contas.
Há também quem espere pela confirmação da realização do almoço de encerramento numa propriedade do actual "presidente" do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas que terá sido pago pela União das Misericórdias Portuguesas, mas no qual só terão participado alguns membros do inner circle desse mesmo "presidente", cerca de 40 pessoas.
Há quem espere a confirmação do custo desse almoço.
Há quem espere a cofirmação do custo nos 25 000 € (vinte cinco mil euros).
Há quem espere que se confirme que o objectivo desse almoço era levar o Senhor Presidente da República a almoçar a essa casa do referido "presidente"que o mesmo possui em Amares.
Referiremos mais o último Congresso realizado na Madeira.
Esse Congresso foi aqui amplamente comentado.
Referiremos, no entanto, a principal conclusão desse Congresso.
A criação de um Banco de Voluntariado.
Aparentemente seria uma excelente iniciativa. Até porque se estava a 1,5 anos do início do Ano Europeu do Voluntariado que está a decorrer.
Ao que se conseguiu apurar esse Congresso que terá custado às Misericórdias, no mínimo, 500.000 € (quinhentos mil euros) e a única conclusão a que chegou resultou num rotundo fracassso.
Nesta data o Banco de Voluntariado a criar pela União das Misericórdias Portuguesas não terá saído ainda do campo das intenções.
Não se conhece um único voluntário  que a esse Banco tenha aderido.
É nesta sequência lógica que se inserirá o Congresso que amanhã terá início no distrito de Coimbra.
É um Cngresso que não despertou o mais mínimo interesse junto da esmagadora maioria das Misericórdias.
Aadesão foi muito pouco significativa. Razão pela qual nas últimas semanas tem sido feita uma enorme pressão sobre os Provedores das Misericórdias para participarem.
Mas o interesse de participar continua a ser diminuto.
Pode até dizer-se que o único objectivo do Congresso será levar o Senhor Presidente da República à sessão de encerramento.
Porquê?
Porque assim quem "dirige" a União das Misericórdias Portuguesas procura convencer os participantes de que tem grande influência junto do Senhor Presidente da República.
Uma nota nada abonatória para quem organiza este Congresso.
Numa altura em que Portugal atravessa enormes dificuldades.
Agora que mais dificuldades vão ter que ser suportadas pelos Portugueses.
Quando o número de pobres não pára de aumentar.
Quando há gente com fome em Portugal.
Os "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas organizam um JANTAR DE GALA nas QUINTA DA LÁGRIMAS um dos mais caros restaurantes.
Esta iniciativa destes "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas demonstra umtotal insensibilidade perante a realidade com que os Portugueses estão confrontados, principalmente, os mais pobres e desfavorecidos.
Será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas se sentirão bem com a sua consciência quando estiverem a jantar na Quinta das Lágrimas quando bem perto há tanta e tanta em dificuldade para sobreviver com o mínimo de dignidade?
Será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas, vivendo a realidade por eles róprios criada, jantar num dos mais caros restaurantes de Portugal, ainda consideram que quem recebe o Rendimento Social de Inserção não sabem utilizar os parcos euros de que dispõem?
Será que esse "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas pensarão durante esse Jantar de Gala que o custo individual de cada jantar é o equivalente a metade do montante mensal do RSI?
Numa altura destas com as dificuldades que cada vez mais Portugueses sentem no seu dia a dia, será que esses "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas não pensarão que aqueles que estão na pobreza poderão considerar gastar tantos e tantos milhares de euros numjantar de gala, uma afronta aos Pobres deste País?
Quer a realização do Congresso nos moldes e no tema que lhe é dedicado.
Quer a realização do referido jantar de gala, revelam, no mínimo imaturidade e insensibilidade social

sábado, 11 de junho de 2011

TRANSPARÊNCIA

A esta hora deste sábado dia 11 de Junho de 2011 o acordo político, entre o PSD e o CDS, com insidência governamental está praticamente terminado, faltando ultimar algumas questões de promenor.
A esta mesma hora a constituição do próximo Governo também estará, praticamente concluído quer na concepção quer no que aos seus integrantes diz respeito.
Os dois partidos que irão assumir o Governo da Nação Portuguesa, num espaço temporal previsível de quatro anos, afirmaram nos tempos mais próximos que a colaboração e cooperação com as Misericórdias será importante e revlar-se-á útil para a concretização de algumas políticas públicas de apoio aos que estarão mais pobres e debilitados com a crise em que Portugal estará mergulhado mais alguns anos. O contributo das Misericórdias poderá revelar-se fundamental para combater a pobreza, para promoção da inclusão assim como na defesa da dignidade humana.iando redes de acção e intervenção colectiva. A acção e intervenção das Misericórdias actuando em autêntica união criarão sinergias potenciadoras de resultados superiores à soma das intervenções individuais.
As Misericórdias poderão desempnhar um papel tanto mais activo e tanto mais útil quanto agirem enquanto universo institucional, cre
Os principais responsáveis por esses dois Partidos - PSD e CDS - afirmaram várias vezes que são defensores da transparência na "coisa" pública.
Ora, pairando tantas e tão diversificadas suspeições de ilegalidades e irregularidades dentro da União das Misericórdias Portuguesas, importa que o Governo que tomará posse nos próximos dias determine uma inspecção, dentro das suas competências de forma a por fim ao clima de suspeição que há muito paira sobre aqueles que "dirigem" essa mesma União.
A clareza e transparência são esssenciais para que o Governo dialógue e promova colaboração e cooperação com as Misericórdias através da sua União.
A realização dessa inspecção será essencial para por fim ao clima de suspeição que há muito paira sobre o funcionamento da União das Misericórdias Portuguesas.
Para que as Misericórdias, através da sua União, possam ser chamadas a colaborar e a cooperar com o Governo de forma a trabalharem para o bem comum, sem o mínimo de suspeição será de todo vantajoso que o próximo Governo determine uma inspecção à União das Misericórdias Portuguesas de acordo com as competências governamentais fixadas na Lei, sem interferir na autonomia e identidade destas instituições de bem fazer.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Famílias da classe média não conseguem pagar lares de idosos ???


06 de Junho de 2011

Instituições criticam burocracia e regras do Estado

Há famílias portuguesas que já não conseguem pagar as prestações dos lares da terceira idade, devido à crise. O alerta é do responsável da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para os assuntos de Acção Social, Carlos Amaral, que afirma que são sobretudo as famílias de classe média que já não asseguram os compromissos: "Todos os dias, nos nossos lares, nos dizem que não conseguem pagar a prestação".

Carlos Amaral garante que nestes casos, que atingem sobretudo a classe média, têm sido as instituições a garantir a permanência dos idosos: "As misericórdias têm conseguido, porque adquirimos capacidade económica ao longo de 500 anos para suportar o défice. Mas até quando?" O presidente da Ali - Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso de Idosos, João Ferreira de Almeida, afirma mesmo que há cada vez mais famílias que, por não conseguirem pagar as mensalidades - nos lares privados podem oscilar entre os 700 e os 1500 euros -, estão a retirar os idosos das instituições: "Normalmente, para os colocar nas casas clandestinas, onde a mensalidade é muito inferior", diz.

Por correio electrónico, o presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, diz, porém, que "importa desmistificar a ideia" de que estas casas são "mais económicas", uma vez que, "em muitos casos", as mensalidades "igualam ou superam" as de instituições legalizadas.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, ressalva que, nos lares que são instituições particulares de solidariedade social, desconhece situações de falta de pagamento. Nestas entidades, diz, procuradas por "pessoas com mais dificuldades", as prestações são "ajustadas" às condições económicas da família do idoso.

Edmundo Martinho garante que "pode eventualmente acontecer um ou outro caso" de idosos retirados dos lares por dificuldade de pagamento. "Mas nunca de modo a constituir uma tendência ou a representar uma preocupação". Ferreira de Almeida discorda e sustenta que a crise está "a retrair as pessoas de colocarem idosos nos lares". Uma das situações que se verificam, diz, é os idosos irem para casa, porque há familiares que ficaram desempregados.


Legislação encarece

Alguns destes dirigentes entendem que a legislação tem exigências desadequadas à realidade do país, encarecendo o funcionamento dos lares e aumentando as prestações. Apesar de ressalvar que a queixa já é antiga, João Ferreira de Almeida diz que a situação piorou com a crise: "Há hoje lares privados que se viram obrigados a encerrar parte das suas instalações e a despedir pessoal e a tendência é para a situação se agravar", diz o presidente da Ali, que congrega 200 empresas proprietárias de lares.

Carlos Amaral tem uma percepção idêntica: "Temos um nível de exigência desajustado ao país, é confrangedor! Se o Estado quer que todos os lares sejam seis estrelas, que os pague! O Estado não tem dinheiro, as famílias também não, o Estado não tem noção da realidade, é especialista em criar realidades fantasiosas!"

O responsável da UMP defende que, para enfrentar esta situação, em que tanto as famílias como o Estado estão sem dinheiro, é preciso alterar a legislação e abrir vagas, o que aumentaria as receitas das instituições e diminuiria os custos para as famílias: "O que temos de fazer é, com os mesmos lares e o mesmo número de trabalhadores, aumentar a protecção social, abrir mais vagas."

Mas, para isso, seria necessário alterar a legislação que determina que, para um lar funcionar, tem de haver 25 por cento de quartos com uma cama e 75 por cento com duas: "Temos de alterar isto para [uma norma que estipule] o número de metros quadrados por utente, tendo em conta a sua qualidade de vida. Desde que haja esse número, pode haver uma, duas ou três camas...", defende.

Também Ferreira de Almeida considera que "a legislação obriga a que se gaste imenso dinheiro para alojar apenas um pequeno número de idosos" - "dois a 2,5 milhões de euros em média apenas para 40 a 45 idosos". Em contrapartida diz que, por exemplo, deveria ser mais fácil adaptar moradias já existentes a lares com "qualidade média, mas suficiente" e "de acordo com o nível socioeconómico dos idosos e das famílias", em vez de se construir de raiz.

"O país está agarrado a regras burocráticas, que perturbam o desenvolvimento do sector social. Temos de deitar fora o sistema burocrático e controleiro que caracteriza o Estado", diz Amaral. "As misericórdias estão a resistir. De vez em quando, temos de baixar [os preços], mas isso não é suportável. Um idoso, com as regras que há, custa mil euros por mês. Quem tem dinheiro para isto?"Edmundo Martinho rejeita as críticas e defende que a legislação está "perfeitamente adequada": "A situação de crise que vivemos não pode ser o pretexto para fazer regredir o nível de qualidade que as instituições de solidariedade têm vindo a conseguir". Apesar de adiantar que está "em revisão o normativo que regula o funcionamento dos lares de idosos", avisa desde logo que "o caminho a seguir é o de elevar em permanência os patamares de qualidade" e não o de "aligeirar" as regras.

Maria João Lopes 
Público

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ERRA-SE POR ACÇÃO e ERRA-SE POR OMISSÃO

ERRAR MAIS SERÁ IMPOSSÍVEL

Assinalámos nos 2 últimos post's que aqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) "esqueceram-se que o dia 31 de Maio foi o Dia das Misericórdias. Nenhuma iniciativa nenhuma palavra mereceu, desses "dirigentes" o Dia das Misericórdias.

Assinalámos também a intenção do "presidente" do Secretariado Nacional da UMP - o silência dos outros indicia concordância - em tyransformar as Misericórdias em fiscais do Estado para o Rendimento Social de Inserção.
Hoje devemos assinalar que aqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) esqueceram-se que, ontem dia 1 de Junho foi o DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA.
Nem uma única inciativa nem uma única palavra para assinalar essa efeméride.
Estes "dirigentes" esqueceram-se que as crianças são o grupo etário mais frágil o mais afectado pela pobreza.
Nenhuma atenção merecem as crianças por parte daqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Ontem, para assinalar o Dia Internacional da Criança, 20 Instituições assinaram um Compromisso para a Criação do Fórum dos Direitos das Crianças e Jovens.
Para quem é tão lesto em assinar compromissos eprotocolos sem o mínimo interesse, é incompreensível que a UMP tenha ficado fora desta relevante iniciativa para a protecção das crianças e jovens.
É tanto mais estranha a ausência da UMP desta iniciativa quando a CNIS marcou presença assinando o Compromisso.
Porque será que a União das Misericórdias Portugesas fica à margem de tudo o que é importante para a acção e intervenção das Misericórdias ao serviço dos mais pobres e desprotegidos?