terça-feira, 12 de abril de 2011

LÓGICA TEM - VERDADE SERÁ ?

Fazendo fé em informações recolhidas junto de fontes bem colocadas constitui imperativo ético a divulgação tal como são conhecidas.
Em meados de 2010 foi publicado na revista Lumen o Decreto Geral para as Misericórdias da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Este Decreto tinha sido aprovado pela CEP no 1.ºsemestre de 2009 e Promulgado pela Santa Sé em 2010.
Em pleno Verão surgem os "presidentes" do Secretariado Nacional e da Mesa do Conselho Nacional a proporemo corte de relações com a CEP e a afirmarem desconhecerem tudo sobre a elaboração desse mesmo Decreto.
Após a realização de uma sessão do Conselho Nacional foi emitido um comunicado violentíssimo contra a decisão de publicação do Decreto tomada pela CEP.
A CEP foi acusada de "tudo" e mais alguma coisa.
Depois desta posição pública tomada pelos "presidentes" do Secretariado Nacional e da Mesa do Conselho Nacional, o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) tomou a iniciativa de se dirigir, directamente, por mail, às Misericórdias, explicitando o teor do referido Decreto.
Esta decisão do Presidente da CEP se dirigir, directamente, às Misericórdias indiciou uma ultrapassagem daqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Algum tempo depois o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) toma a decisão de nomear um interlocutor para dialogar com aqueles que "dirigem" a UMP. O interlocutor nomeado pelo Presidente da CEP foi e é o actual Presidente da CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.
Com esta decisão só é possível entendê-la como um não reconhecimento dos actuais "dirigentes" da UMP para dialogarem com a CEP.
Perante esta sequência de factos e fazendo fé no que nos foi contado as decisões do Presidente da CEP de se dirigir, directamente, às Misericórdias e nomear um interlocutor resultam do facto de:
- o actual "presidente" do Secretariado Nacional da UMP ter sido mantido ao corrente da iniciativa de publicação do Decreto Geral para as Misericórdias, ao qual terá sempre manifestado a sua concordância; e,
- a sua intempestiva decisão de repudiar a publicção desse mesmo Decreto e a forma como o fez caiu muito mal junto dos Senhores Bispos, principalmente, do Presidente da CEP.

O que aqui se conta só pode ter um entendimento lógico e sequencial.
Lógica tem.
Como não foi possível confirmar junto da origem, fica apergunta: verdade será?
Só é conhecida a versão apresentada pelo actual "presidente" do Secretariado Nacional da UMP que acusa a CEP de não o ter informado.
Falta conhecer a versão do Presidente da CEP.
A divulgação da realidade dos factos por parte do Presidente da CEP ajudaria muito a clarifcar a situação.
Será possível Senhor Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa dar a conhecer às Misericórdias a forma e conteúdo assim como os intervenientes no acompanhamento da elaboração do Decreto?
As Misericórdias agradecerão o conhecimento da realidade.

sábado, 9 de abril de 2011

ACTIVIDADES E CONTAS - 2010

O ano de 2010 foi, na linha dos 3 anteriores (ou se quisermos ser mais rigorosos de continuidade dos 18 anteriores) paricularmente gravoso para as Misericórdias Portugesas.
E foi, particularmente, gravoso para as Misericórdias Portuguesas porque:
- o Protocolo anual de maior importância para as Misericórdias - o Protocolo de Cooperação para 2010 celebrado com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - foi assinado no dia 21 de Dezembro desse mesmo ano. Por esta razão tal Protocolo não teve nenhuma consequência no decorrer de todo o ano de 2010. Quer isto dizer que as Misericórdias foram geridas sem que a sua maior fonte de receitas tivesse sido objecto de revisão que mais não fosse tendo em consideração o aumento de custo dos produtos mais importantes do cabaz de compra diárias. Foram as Misericórdias que tiveram que suportar os acréscimos de custos ocorridos no decorrer de 2010.
Ao assinar o Protocolo de Cooperação para 2010 em 21 de Dezembro desse sem qualquer retroactividade os prejuíxzos causados tiveram que ser assumidos, na íntegra, pelas Misericórdias Portuguesas.
O que é curioso resulta do facto de os "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas terem permanecido em total e absoluto silêncio durante todo o ano tendo mantido afastadas as Misericórdias de todo o processo negocial se o houve.
As Misericórdias foram mantidas afastadas do processo, se o houve, de negociação para a celebração desse Protocolo.
Mas os prejuízos para as Misericórdias não resultaram só do facto de o Protocolo ter sido assinado em 21 de Dezembro, mas também do facto de o Ministério do Trabalho e da Segurança Social impor uma reserva de camas cuja não ocupação resulta da assunção de encorgos fixos por parte das Misericórdias.
Os "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas não tiveram o cuidado de envolver as Misericórdias neste processo negocial, pelo que demonstra um enormíssimo desconhecimento das consequências gravosas para as Misericórdias desse gesto de assinar um Protocolo penalizante para quem tem que se preocupar com a gestão corrente das Misericórdias, particularmente, os seus Provedores;
- as matérias e os assuntos de grande interesse e importância para as Misericórdias cointinuam arredados das preocupações daqueles que "dirigem" a União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Durante todo o ano de 2010 as Misericórdias foram, fortemente, penalizadas por decisões unilaterais tomadas no Ministério da Saúde. Mas o "presidente" do Secretariado Naciona da UMP todos os memses anunciava que seria no próximo mês que assinaria novo Protocolo para a intervenção das Misericórdias na área da saúde. Tal jamais ocorreu em 2010. Foi recentemente assinado um Procolo que envolveu 12 Misericórdias.
Da assinatura deste Protocolo, cuja cerimónia decorreu na Santa Casa da Misericórdia do Porto, ressalta uma cuirosidade que deve merecer referência e que tem que ter uma leitura.
Concerteza que todos reparámos que o Protocolo de Cooperação celebrado com 12 Misericórdias ocorreu na Misericórdia do Porto, tendo até estado presente o seu actual Provedor.
A Misericórdia do Porto é a Misericórdia com maior intervenção na área da saúde em Portugal.
Então tem que se perguntar: pporque não assinou a Misericórdia do Porto esse Protocolo.
Foi assinado na sua sede social, é a maior interventora na área da saúde no conjunto das Misericórdias e não assina o Protocolo? Se o Protocolo é tão bom para as Misericórdias que o subscreveram (será?) seria, ceratamente, também vantajoso para a Misericórdia do Porto. Então porque não subscreveu esse Protocolo a Misericórdia do Porto?
Fica a questão colocada.
- intempestivamente, os membros do Secretariado Nacional, decidiram iniciar uma guerra contra a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Isto invocando que a CEP publicou um Decreto Geral para as Misericórdias sem que para tal tenha dado conhecimento à UMP (terá sido assim ?). Nesta guerra com a CEP decidiu envolver-se o "presidente" da Mesa do Conselho Nacional tendo até convocado uma reunião extraordinária deste mesmo Conselho para se pronunciar sobre a publicação do referido Decreto.
O extraordinário desta situação é que o "presidente" da Mesa do Conselho Nacional permitiu-se apresentar ao jornal Correio da Manhã, publicado na véspera da realização da reunião, as conclusões que seriam aprovadas por unanimidade (?) no dia a seguir. É curioso não é?
- durante o ano de 2010 a maior preocupação do "presidente" da mesa do Conselho Nacional foi o estabelecimento de remuneração para os "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas. O tema da remuneração a atribuir aos "dirigentes" da UMP foi objecto de várias reuniões do Conselho Nacional, tendo até sido constitída uma comissão para apresentar uma proposta de remuneraçãoes, da iniciativa do "presidente" da mesa do Conselho Nacional.
O tema que mereceu mais e maior preocupação dos "presidentes" do Secretariado Nacional e da mesa do Conselho Nacional, durante todo o ano de 2010, foi sem sombra de dúvida a tentativa de estabeleciemnto de remunerações para os "dirigentes" da UMP.
Mas as Misericórdias tentaram conhecer a realidade das remunerações dos "diriegentes" da UMP. E qual foi a resposta desses mesmos "dirigentes" fingirem que nada se lhes tinha perguntado e de sistemática recusa em informarem as Misericórdias quais são as suas remunerações certas e regulares assim como as mordomias de que usufruem.
Esta matéria é, particularmente, sensível pelo que de acordo com a Moral e a Ética Cristã, que inspiram as Misericórdias Portuguesas, constitui dever de quem dirige a sua organização representativa - a União das Misericórdias Portuguesas - dar a conhecer a realidade dos factos.
É isso que esperam, há muitos anos, os Dirigentes das Misericórdias Portuguesas: como é gasto o dinheiro que a UMP tem ?
- a apresentação das contas de gerência relativas ao ano de 2010 carecem de explicações por parte do Secretariado Nacional.
Desde logo importa saber as razões que levaram, em mais um ano civil - 2010-, a apresentar um resultado líquido negativo (resultados operacionais) de 312.828,31 € . Como é que é possível continuar a presentar, pelo 4.º ano consecutivo resultados operacionais negativos, cujo total acumulado, ao longo dos últimos 4 anos está já muito próximo dos 3.000.000 € e não haver a mais pequena justificação para tal?
A exigência e rigor com o dinheiro gasto na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) tem que ser muito grande. O dinheiro gasto pela UMP tem que o ser com a máxima transparência. Esse dinheiro, é, preferencialmente, destinado aos mais pobres.
Mas se olharmos para o passivo, a situação é ainda mais preocupante. Nos últimos 4 anos o passivo tem crescido de uma forma galopante. Já aqui descrevemos qual o passivo acumulado nos anos de 2007, 2008 e 2009.
O Passivo da UMP continua a crescer de uma forma avassaladora e deve merecer a devida análise. Por nós deveremos tão só referir a sua dimensão actual assim como o crescimento ocorrido.
Em 2010 o passivo da UMP cresceu mais 742.490,56 €. Apesar da dimensão do Passivo e do acréscimo anual galopante ocorrido nos últimos 4 anos, nenhuma explicação é dada por aqueles que o originaram - os "dirigentes" da UMP.
Terá que ahaver uma justificação para que uma organização que não realiza, praticamente, nenhuma actividade durante anos seguidos, consiga por essa organização - a União das Misericórdias Portuguesas - numa situação muito próxima da insolvência. Esta realidade poderá ser comprovada pela necessidade de os "diriegentes" da UMP quererem recorrem a mais empréstimos, sem que para tal apresentem quaisquer justificações.

Poderíamos continuar a desenvovler a actual situação da UMP. Mas por hoje parece-nos suficiente para demonstrara necessidade de exigir àqueles que "dirigem" a UMP explicações sobreo qe de mais relevante aconteceu em 2010, nessa Instituição.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

IPSS não devem assinar revisões dos acordos de cooperação

CORTEGAÇA
IPSS não devem assinar revisões dos acordos de cooperação

Enquanto as contas relativas às vagas em lar de idosos reservadas para os serviços da Segurança Social não estiverem regularizadas, e a dívida vem desde o segundo semestre de 2008, as IPSS não devem assinar as revisões dos acordos de cooperação. Esta é a instrução da Direcção da CNIS, ontem comunicada pelo seu presidente, padre Lino Maia, no seguimento de mais um debate no âmbito das reuniões regionais que vêm sido realizadas pelo País, e que hoje teve lugar na Casa de S. Paulo, em Cortegaça, destinada às associadas de base e de nível intermédio de Aveiro e do Porto.

“Assumo que as IPSS colaborem com o Estado, porque se queremos combater a clandestinidade e outras situações, temos que cooperar com o Estado”, começou por afirmar o padre Lino Maia, revelando que o montante em dívida pelas vagas reservadas e utilizadas pela Segurança Social “vem desde o segundo semestre de 2008”.

“Uma vez que não estão regularizadas as contas, vou dar instruções às IPSS para que não assinem as revisões dos acordos de cooperação”, asseverou.

A questão das inúmeras pressões que as instituições estão a ser alvo por parte da Segurança Social veio a lume no debate dos temas em apreciação da parte da manhã – «As IPSS e a Rede Social» e «A Sustentabilidade das IPSS» – e que mereceu o testemunho crítico de muitos dos presentes.

“É incorrecto haver esta pressão sobre as IPSS. Vamos exigir que nos tratem como cooperantes muito solidários que somos”, sustentou. E apelando para que as “IPSS não se deixem tratar como cordeirinhos a ir para o matadouro”, o padre Lino Maia reforçou: “Não assinem as imposições feitas pela Segurança Social que violem o Protocolo de Cooperação, que diz que é necessário haver uma avaliação conjunta das situações dos idosos a internar”.
Da parte da tarde, a propósito do tema e «A Educação e a prestação de outros serviços - Autarquias vs IPSS», o padre Lino Maia revelou mais uma iniciativa a levar a efeito pela Direcção, no sentido da clarificação da posição de todos os partidos políticos sobre a Economia Social.

A municipalização da Educação e a voracidade de apropriação político-partidária do papel das IPSS, exige uma clarificação urgente, especialmente quando há eleições legislativas dentro de dois meses e autárquicas de dois anos, com “muitos dos actuais autarcas a deixarem os cargos”.

O anúncio da solicitação de uma reunião de trabalho com os diversos partidos políticos antes da campanha eleitoral arrancar – “Vamos renovar o nosso documento e dizer a todos os partidos o que somos, o que queremos e influenciar as políticas sociais do País”, sustentou o padre Lino Maia –, surgiu na sequência de um pedido da plateia: “Era necessário que a CNIS desafiasse os partidos do «arco do poder» [PS, PSD e CDS/PP] para dizerem o que querem fazer e o que pensam sobre isto”.

E «isto» não é mais, por exemplo, do que a construção de equipamentos educativos, fronteiros aos já existentes e que são das IPSS. “O que dá votos é o Social e eles [autarcas] atropelam tudo e todos”, sustentou o representante da CNIS Nuno Rodrigues.

A próxima reunião é a do Norte e realiza-se em Braga, a 7 de Maio.

P.V.O.

Data: 2011-04-02
Solidariedade

domingo, 3 de abril de 2011

HIPOTECAR PATRIMÓNIO = FALÊNCIA PROVÁVEL

 Ao querer hipotecar património aqueles que "dirigem" os destinos da União das Misericórdias Portuguesas estão a comprometê-lo a muito longo prazo.
Comprometer património deve ser sempre, mas sempre um recurso de última instância, de tal forma que deverá ser utilizado salvo circunstâncias muito excepcionais e com muitísima parcimónia.
Hipotecar património pode conduzir a situação de hipotecar o futuro.
E hipotecar o futuro é condenar ao desaparecimento, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Mas quando se hipoteca património doado a situação, sob o ponto de vista moral e ética poderá ser objecto de censura.
Não se pode compreender que aqueles que "dirigem" a UMP tomem a iniciativa de hipotecar os prédios que foram doados à UMP em Borba e em Fátima.
Não foi, certamente para hipotecar, que esses mesmos prédios foram doados.
Por estas razões sentimos a obrigação de proceder a uma análise, ainda que não exaustiva, da situação para que está a ser conduzida a União das Msiericórdias Portuguesas.
É isso que nos propomos fazer.
Para quem esteja minimamente atento ao que acontece dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) sente a obrigação de reflectir no conteúdo da última Convocatória para a próxima sessão da Assembleia Geral que se realizará em Fátima no próximo dia 9 de Abril de 2011.
 E deveremos reflectir, particularmente sobre o n. 4 com o seguinte conteúdo:
Apreciar, discutir e votar a possibilidade de hipotecar os seguintes prédios mistos:
a) Prédio sito em Borba, denominado Herdade da Fuseira e Álamo, destinado à construção de Centro de Apoio a Deficientes Profundos.
b) Prédio sito em Fátima, no Cabeço dos Moinhos, destinado à construção de Unidade de Cuidados Continuados para doentes de Alzheimer.
Desde logo, a primeira questão que surge é a da redação.
Vejamos.
O que os "membros" do Secretariado Nacional estão a propor à Assembleia Geral é a deliberação favorável à possibilidade de hipotecar 2 prédios mistos (com área rústica e urbana/construída).
Esta redação é uma forma habilidosa, ou será ardilosa?, de levar a Assembleia Geral a deliberar uma coisa qu não faz qualquer sentido.
À Assembleia Geral não compete deliberar sobre possibilidades.
À Assembleia Geral compete deliberar com efeito vinculativo. À Assembleia Geral deverá ser pedida uma deliberação que autorizasse o Secretariado nacional a hipotecar os prédios em causa.
Ao proporem à Assembleia Geral uma deliberação sobre uma possibilidade estão a diminuir as competências da própria Assembleia o que não será legítimo.
E se Assembleia Geral cair na esparrela (ou casca de banana) aceita o "apoucamento" que de alguma forma lhe é imposto.
Não faz qualquer sentido convocar-se uma Assembleia Geral para deliberar sobre uma possibilidade futura.
Compete sim à Assembleia Geral pronunciar-se, ou seja, deliberar se autoriza ou nã a hipoteca dos referidos prédios mistos.

Outra questão que está em causa é se à luz a à letra dos Estatutos da União das Misericórdias Portuguesas, esta pode andar a "semear" equipamentos sociais.
Lendo o artigo 4.º dos Estatutos em vigor, facilmente, se concluirá que quer o Centro de Apoio a Deficientes Profundos quer a Unidade de Cuidados Continuados para doentes de Alzheimer não se enquadram, minimamente, nas atribuições da UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS.
Bom, dirão os "membros" isso é verdade, mas a alínea bc) do artigo 5.º diz: Criar e coordenar serviços de interesse comum ..., e por aqui que a UMP vai construir essas 2 unidades.
Ainda assim é mais do que duvidosa tal possibilidade estatutária.
Vejamos então porquê. Porque é que não se enquadram nas atribuições da UMP a construção de mais estas 2 unidades.
Olhemos para a prática seguida desde 1991, após o falecimento do Dr. Virgílio Lopes.
à data do seu falecimento, a União das Misericórdias Portuguesas mantinha em funcionamento dois serviços de interessa comum. A saber, o Lar Escola Virgílio Lopes, sito na Rua do Forte de santa Apolónia, em Lisboa e o Centro de Deficientes Profundos João Paulo II, em Fátima.
Até ao falecimento do Dr. Virgílio Lopes o Lar a que foi dado o seu nome manteve-se como Lar Escola. Foi aí que receberam formação (da melhor) muitas(os) funcionários de muitas Misericórdias para que os Lares onde trabalhavam ou viessem a trabalhar pudessem melhorar a qualidaee de serviços prestados aos idosos neles acolhidos.
Até 1991 o Lar Escola Virgílio Lopes foi um autêntico serviço de interesse comum.
O Centro de Deficientes Profundos João Paulo II surge na sequência de muitos pedidos com que muitas Misericórdias estavam a ser confrontadas para internamento, nos seus lares, de cidadãos deficientes para os quais as respectivas famílias não dispunham de capacidade de apoio.
Este Centro nasceu desta necessidade sentida pela generalidade das Misericórdias Portuguesas. E nasceu para que aí pudessem ser acolhidos os deficientes que fossem encaminhados pelas Misericórdias e só por estas. Por esta razão muitas Misericórdias contribuiram, na medida das suas capacidades, para a construção deste Centro.
Também assim foi até ao falecimento do Dr. Virgílio Lopes. O Centro de Deficientes Profundos João Paulo II era um autêntico serviço de interesse comum para as Misericórdias.
Depois do falecimento do Dr. Virgílio Lopes, quem se lhe seguiu na "presidência" do Secretariado Nacional pôs ponto final nestes serviços de interesse comum. O Lar Escola deixou de o ser, ou melhor, passou a ser uma escola a não ser seguida. E o Centro João Paulo II deixou também de ser um serviço de inetresse comum para as Misericórdias e passou a ser um equipamento social, completamente desligado das Misericórdias e passou a ser uma estrutura própria. A filosofia que presidiu à sua criação não só foi abandonada, mas pior, foi destruída. O Centro João Paulo II deixou de cumprir a missão para que foi criado.
Pior ainda, é depois do falecimento do Dt. Virgílio Lopes muitos dirigentes de muitas Misericórdias passaram a ter a sensação de que os Cidadãos deficientes por si encaminhados para o centro João Paulo II passaram a ter grandes dificuldades em nele serem acolhidos.
Com a "presidência" do Secretariado Nacional de quem se seguiu ao Dr. Virgílio Lopes o Centro João Paulo II passou a ter um pomposo Conselho de Administração.
Perguntar-se-á porquê a para quê.
Porquê? Porque o personagem que era Provedor da Misericórdia de Santo Tirso tinha perdido as eleições e necessitava de ganhar algum dinheiro e como tinha sido apoiante do candidato vencedor nas eleições em 1991, foi encontrada esta forma de o recompensar. O Presidente do Conselho de Administração do Centro João Paulo II passou a ter ordenado e bom, tendo também direito a todas as deslocações pagas entre Santo Tirso e Fátima, Lisboa, direito a despesas de representação e alojamento gratuito. Algum tempo depois passou a ter direito também a viatura para seu uso exlusivo.
Para quê? Para que o referido indivíduo pudesse beneficiar do apoio que tinha garantido ao "presidente" que se seguiu ao Dr. Virgílio Lopes e para este mesmo indivíduo, alguns anos mais tarde garantisse emprego ao filho dentro das estruturas inoperacionais da União das Misericórdias Portuguesas.
Importa ainda referir que outro tanto se passa com  o Centro de Deficntes de Santo Estevão em Viseu.
Pelo que tem vindo a ser a prática seguida na União das Misericórdias Portuguesas, as suas actividades assistencias estão, perfeitamente, desenquadradas da missão que as Misericórdias lhe atribuiram, estatutariamente.
E se assim é já com o Lar Escola Virgílio Lopes, com o Centro João Paulo II e o centro Sto Estevão, outro tanto se irá passar com o Centro de Borba e a Unidade de Fátima.
Ao que se conhece o Centro de Borba ainda não existe, nem se sabe quando começará a funcionar mas já tem um "presidente" do Conselho de Adminustração nomeado e até já lhe foi atribuído uma viatura para as suas deslocações, um Skoda Octavia. Esse "presidente" é o actual Provedor da Misericórdia do Vimieiro que o único mérito que se lhe colhece é o ódio de estimação que vai cultivando com muitos dirigentes de muitas Misericórdias, ra~zao pela qual foi afastado do Secretariado Nacional nas últimas eleições, mas mantido com prestador de serviços à UMP, ou será ao seu actual "presidente" do Secretariado Nacional.
Os serviços que foram sendo criados depois de 1991, têm servido para "pagar" favor a amigos que ajudem na manutenção ad eternum daqueles que têm conseguido benefícios para si e para os seus, à custa das Misericórdias Portuguesas.

Retomemos, então, a apreciação que se impõe ao pedido de deliberação sobre a possibilidade de hipotecar os já referidos prédios mistos.
Poder-se-ia pensar que tal possibilidade (ou seja, a intenção de hipotecar os prédios para os "membros" do Secretariado Nacional) teria como objectivo a obtenção de recursos financeiros para a realização das obras projectadas (?).
Bom, se assim é importa conheçer a situação financeira e patrimonial da União das Misericórdias Portuguesas.
Comecemos então por recordar uma proposta do anterior "presidente" do Secretariado Nacional de que o actual beneficou que foi "aprovada" em Assembleia Geral realizada em 2004, para alienação da Quinta de Sto Estevão em Viseu.
Esta Quinta foi já vendida a fazer fé no que está escrito num dos documentos apresentados pelos actuais "dirigentes" em recente Assembleia Geral, no qual afirmam que as Obras no Palácio dos Vianinhas não foram pagas ao empreiteiro porque esse custo está coberto pela permuta com a Quinta de Sto Estevão.
Bom, então é fundamental que quem está a "dirigir" a UMP dê a conhecer aos representantes das Misericórdias, pelo menos o seguinte:
- a quem foi vendida a Quinta de Sto Esrevão?
- a que título foi vendida (permuta, etc.);
- por quanto foi vendida ou permutada, ou seja lá o que for?
- Qual o valor real da Quinta de Sto Estevão à data da venda/permuta?
Esta perguntas fazem todo o sentido porque há quem conhecedor da matéria e da Quinta tenha afirmado que a Quinta de Sto Estevão valeria a preços de 2002, aproximadamente: 12.000.000 contos, ou seja, na moeda actual cerca de 60.000.000 euros.
É muito, muito dinheiro.
Os representantes das Misericórdias têm que ser informados sobre o que se passou com a Quinta de Sto Estevão.
Se de facto se vier a provar que a Quinta de Sto Estevão poderia ter valido 60.000.000 €, sem considerar a valorização entretanto ocorrida, aqueles que dirigem a UMP têm a obrigação de informar os representantes das Misericórdias do destino desse dinheiro.
E esta explicação/informação sobre o dinheiro que a Quinta de Sto Estevão terá rendido é tão mais necessária quando se pode constatar pelos relatórios de actividades e contas do anos de 2007, 2008 e 2009 que o passivo da UMP terá passado de 2.000.000 € para cerca de 9.000.000 €.
Para além deste disparar do valor do passivo da UMP importa conhecer que nesses mesmos anos o resultado líquido da administração da UMP atingiu quase 2.500.000 €.
Está aqui em causa muito, muito, muito dinheiro do qual tem que ser prestadas contas aos representantes das Misericórdias.

A realidade dos factos e das intenções continua a ser omitida quer aos membros dos órgãos da UMP quer  representantes das Misericórdias.
Tem que ser referenciado numa apreciação como esta o facto de que há 15 dias reuniu o Conselho Nacional para preparar a Assembleia Geral ordinária que decorrerá no próximo sábado em Fátima.
Importa conhecer que a intenção dos "membros" do actual Secretariado Nacional da UMP levar à próxima sessão da Assembleia Geral a autorização de hipoteca de património doado foi omitida ao Conselho Nacional.
Porquê?
Porque é que os "membros" do Secretariado Nacional não deram a conhecer ao Conselho Nacional a sua intenção de alienar o património doado à UMP?
Esta questão tem toda a pertinência. E é plenamente justificada.
É que reunem dois órgãos sociais da UMP o Conselho Nacional com o Secretariado Nacional e este esconde daquele a sua intenção de alienação de património.
Porque terá, o Secretariado Nacional, escondido ao Conselho Nacional a sua intenção de alienação de património doado?
No mínimo o que este facto demonstra é a desconsideração e desvalorização que os "membros" do Secretariado Nacional têm para com os membros do Conselho Nacional.
Mas quando lhes convém até põem o Conselho Nacional a tomar decisões que não são da sua competência estatutária como foi o caso da apreciação do Decreto da CEP para as Msiericórdias.
Mais uma vez se constata um atropelo às atribuições da União das Misericórdias Portuguesas assim como a desconsideração e desvalorização de órgãos estautários.
Poderão os membros do Conselho Nacional permanecer no silêncio? É que quem cala consente.
Poderá o "presidente" da Mesa do Conselho Nacional e Provedor da Misericórdia de Setúbal autorizar e consentir a desvalorização e desconsideração para com o órgão a que preside?

A situação financeira e patrimonial da União das Misericórdias Portuguesas terá que merecer o devido acompanhamento, em primeira instância, por parte das Misericórdias.
A UMP movimenta muitos milhões de euros o que justifica só por si uma maior exigência por parte das Misericórdias na apresentação e fundamentação das receitas e das despesas.
É necessário dotar a UMP de instrumentos de administração/gestão que garantam transparência e clareza de processos.
Por nós vamos aguardar o próximo Relatório e Contas relativos a 2010 para que possamos sobre eles debruçar-nos.
A ser verdade que a Quinta de Sto Estevão poderia ter rendido à UMP 60.000.000 € haverá dinheiro mais que suficiente para construir várias Unidades e vários Centros, sem necessidade de recurso a empréstimos bancários.
O valor da Quinta de Sto Estevão a valores de mercado de 2002 é de tal maneira elevado que é suficiente para investir em vários centros e unidades que eventualmente fossem construídas se tal fosse a atribuição da UMP, que não é.
Concluindo: há património e muito, muito, muito dinheiro gasto na União das Misericórdias Portuguesas cuja alienação e gastos devem ser dados a conhecer a todas as Misericórdias, em particular e ao País, em geral, já que estamos perante uma Instituição de utilidade pública, financiada com o dinheiro dos impostos que os Portugueses pagam, com sacrifício cada vez maior.

terça-feira, 29 de março de 2011

Administradores hospitalares discordam de atribuição de 22 ME a hospitais das Misericórdias

Saúde

Administradores hospitalares discordam de atribuição de 22 ME a hospitais das Misericórdias

por Lusa Hoje
O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), Pedro Lopes, criticou hoje a atribuição de 22 milhões de euros a 12 hospitais das Misericórdias, defendendo a aplicação do montante nas instituições do Serviço Nacional de Saúde.
Para Pedro Lopes, o Ministério da Saúde devia apostar na rentabilização dos hospitais públicos, considerando mesmo "lamentável" que não seja feita uma aposta na sua capacidade de produção. "Em vez de rentabilizarmos as nossas organizações, estamos a colocar os serviços em outras. O investimento devia ser feito nas instituições de saúde que têm capacidades fortíssimas para desenvolver as suas actividades", declarou à agência Lusa. Para o presidente da APAH, o acordo assinado hoje entre o Ministério da Saúde e 12 hospitais da Misericórdia para a prestação de cuidados de saúde, é uma "questão política que desvaloriza os hospitais públicos". Em seu entender, é preciso que o Ministério da Saúde queira "rentabilizar os seus equipamentos".
Porém, admite, é necessário resolver primeiro uma questão que classifica de "fundamental": saber qual é o período de trabalho dos profissionais nos hospitais públicos, "uma situação difícil e complicada" de solucionar e que passaria por um "alargamento do regime de trabalho". O protocolo assinado entre o MS e os doze hospitais pertencentes às Misericórdias vai permitir, segundo a ministra Ana Jorge, a realização de 15 a 25 mil cirurgias e mais de 100 mil consultas de especialidade. A maioria dos 12 hospitais situa-se na região Norte: Esposende, Fão, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Póvoa de Lanhoso, Riba de Ave, Vila do Conde e Vila Verde.
O protocolo abrange ainda o hospital da Misericórdia na Mealhada, na região Centro, e os hospitais da Misericórdia de Benavente e Entroncamento, em Lisboa e Vale do Tejo.
DN

domingo, 27 de março de 2011

IDENTIDADE DAS MISERICÓRDIAS

As Misericórdias Portuguesas terão sido fundadas no final do século XV.
Provavelmente, a primeira Misericórdia a ser criada terá sido a de Lisboa em 15 de Agosto de 1498.
E digo, provavelmente, porque há quem afirme que a primeira a ser criada terá sido a de Lagos, no dia 2 de Julho desse mesmo ano.
Poder-se-á perguntar porque surge esta dúvida.
Por alguns factos circunstanciais.
O primeiro resulta do facto de o dia 2 de Julho ser o dia dedicado à Visitação.
Era neste dia que as Misericórdias assinalavam a festividade.
Até ao Concílio Vaticano II, a Visitação era celebrada no dia 2 de Julho.
Depois do Vaticano II, a Visitação passou a celebrar-se no dia 31 de Maio.
Durante séculos era nesse dia 2 de Lulho que se realizavam as eleições para a Mesa Administrativa.
A Misericórdia de Lisboa, apesar de a história consagrar a data de fundação a 15 de Agosto, ainda em 2010 continuava a celebrar o seu aniversário a 2 de Julho.
Terá que haver alguma razão profunda para que a "Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" celebre, anualmente, o seu anoversário no dia 2 de Julho.
Para quem defende que a primeira Misericórdia terá sido criada em Lagos, precisamente, no dia 2 de Julho de 1498 resulta do facto de a "primeira" Misericórdia, s de Lisboa celebrar o seu aniversário nesta data, mas sobretudo resulta do facto de a 2 de Julho de 1498, a Rainha D. Leonor estar presente na cidade de Lagos.
É uma versão da história da fundação das Msiericórdias que competirá aos historiadores averiguar, se tal for possível.
Outros factos com versões discordantes é a da influência de um tal Frei Miguel Contreiras que alguns autores referenciam com instituidor das Misericórdias e havere, pelo menos um outro autor que demosntra que esse tal Frei jamais terá existido.
Deixemos aos especialistas o apuramento dos factos assim como a sua interpretação.
Esta pequeníssima introdução ao tema visa, unicamente, estimular a apetência pelo conhecimento da história riquíssima desta Instituições.
A realidade consensual é a da existência de quase 400 Misericórdias, em Portugal, com uma identidade própria, mas diferentes na sua dimensão e acção.
E essa identidade própria resulta do facto de serem de inspiração Cristã e terem nascido para a prática das 14 Obras de Misericórdia.
Durante quase 5 séculos e sem que tivessem qualquer organização de nível superior, os Portugueses souberam garantira a salvaguarda de uma identidade inigualável.
São organizações inspiradas no que hoje se chama Doutrina Social da Igreja, apoiadas pelo Reino, hoje Estado, e administradas pelos cidadãos.
Acesce a esta especificidade a existência de uma Irmandade que lhe garante uma identidade única.
É sobre esta identidade que reflectiremos à luz da realidade dos tempos actuais já em pleno terceiro milénio.
Apesar de terem permanecido, aparentemente, isoladas durante quase 500 anos, os Portugueses foram capazes de manterem estas Instituições com uma identidade própria e foram capazes de a transportar, também, um pouco por todo o mundo por onde os Portugueses se espalharam.
Em certos circulos de intelectuais, as Misericórdias Portuguesas são consideradas um dos pilares da nossa identidade colectiva enquanto país e enquanto Nação.
É um trabalho que ainda está por fazer.
É um trabalho que mereceria ser feito por gente competente, académicos, preferencialmente, que tenham sensibilidade e formação de base já suficientemente suportada em conhecimento.
Será importante e interessante aprofundar a história das Misericórdias.
Será importante e interessante conhecer como e porquê, as Misericórdias tiveram uma expansão tão acentuada.
Qual(is) as razões para haver maior concentração de fundações de Misericórdias em determinados períodos da nossa história?
Quantas Misericórdias foram fundadas em Portugal durante estes jã mais de 500 anos?
Quanras e quais foram já extintas?
Quais as razões da sua extinção?
O conhecimento desta realidade, sucintamente, enumerada ajudará a simentar uma identidade que pertence e que as individualiza do universo das organizações da sociedade civil.
Em 1976 nasceu a União das Msiericórdias Portuguesas em resultado de uma evolução histórica ocorrida, sobretudo durante o século XX, durante o qual tinham já ocorrido a realização de 4 Congressos.
Mas foi a estatização/nacionalização dos hospitais das Misericórdias que promoveu o impulso final necessário para que as Misericórdias se organizassem e criassem uma organização de nível superior que as agregasse e pudesse reprensentar sempre e quando cada uma das Misericórdias entendesse necessário.
É que a iniciativa do Governo de então de estatizar/nacionalizar as Misericórdias previa a sua extinção sempre e quando alguma delas deixasse de ter actividade, o que desde logo pressupunha uma nítida intenção de extinguir organizações ímpares no panorama associativo de inspiração Cristã.
Essa estatização/nacionalização das Misericórdias seria feita sem qualquer retorno para as comunidades locais que muito, ou quase tudo, tinham contribuído para que em muitas localidades deste País pudesse haver hospital.
A criação da União das Msiericórdias Portuguesas nasce assim, também, como um grito de revolta das comunidades locais que se viam expoliadas de um património que tinham pago ou ajudado a pagar.
Esta razão final que conduziu ao partecimento da União das Misericórdias Portuguesas está bem expressa nas conclusões do V Congresso das Misericórdias.
Desde logo com a aprovação unânime da criação de uma união.
E como missão prioritária atribuir-lhe a responsabilidade de em negociações com o Governo se encarregar do ressarcimento, às Misericórdias, dos prejuízos causados com a estatização/nacionalização dos seus hospitais.
Importa aqui e agora recordar que exceptuando o Hospital de S. João, no Porto, os Hospitais da Universidade de Coimbra e os Hospitais Civis de Lisboa, quase toda a assistência hospitalar em Portugal era garantida pelas Misericórdias.
Talvez hoje a cobertura assistencial tenha sido reduzida no número de localidades.
A criação da União das Msiericórdias Portuguesas deve muito ou quase tudo à iniciativa do então Provedor da Misericórdia de Viseu, Dr. Virgílio Lopes, seu primeiro Presidente da Direcção (que na UMP se designa Secretariado Nacional) e que se manteve no cargo até 1991.
A primeira missão atribuída à UMP foi cumprida na perfeição pela equipa liderada pelo Dr. Virgílio Lopes. As Misericórdias foram indemnizadas (ainda que mal, valores abaixo do valor real) e o Estado pasou a pagar-lhes uma renda mensal pelos edifícios de que se tinha apoderado e onde instalou o chamado serviço nacional de saúde.
Outra das missões que foi atribuída à UMP foi a defesa da identidade das Misericórdias.
Esta missão que foi atribuída desde a sua criação mereceu o necessário empenhamento dos órgãos sociais até à morte do Dr. Virgílio Lopes.
Apesar de terem sido publicados dois Decretos Lei de enquadramento das Misericórdias nenhum deles garantiu a salvaguarda da identidade das Misericórdias assim como a especificiadde da sua missão.
Esses Decretos Lei têm os n.ºs 519-G2/79 de 29 de Dezembro e 119/83, de 25 de Fevereiro.
A estes Decretos Lei sempre as Misericórdias manifestaram a sia discordância e raras eram as Assembleis Gerais da UMP em esta matéria não era abordada com pedidos veeementes ao Secretariado Nacional solicitando-lhe a sua intervenção para a sua revogação assim como a elaboração de legislação que garantisse e salvaguardasse a identidade e especificidade das Misericórdias.
Depois de 1991, com a morte do Dr. Virgílio Lopes quem se lhe seguiu, chegou ao cargo com o compromisso solene de pugnar pela defesa e salvaguarda da identidade e da especificidade destas instituições, o que apesar dos vários comprimissos assumidos jamais os cumpriu.
E assim foi durante 15 anos em que a pessoa que se seguiu ao Dr. Virgílio Lopes (só por coincidência também tem Lopes no nome, apesar de quase o negar), jamais foi tomada qualquer iniciativa que conduzisse à salvaguarda da identidade das Misericórdias.
E desde há 4 anos a esta parte, então, esta matéria foi pura e simplesmente banida, do pensamento e da acção daqueles que são, actualmente, "dirigentes" da UMP.
Sob o ponto de vista formal, as Misericórdias, perderam por completo a sua identidade.
Por que isso é que desde 1991 quem "dirige" a União das Msiericórdias Portuguesas assiste impávido e sereno à consagração da identidade e especificidade (em letra de Lei) de instituições como são os casos das:
- cooperativas (que têm enquadramento específico através do Código Cooperativo);
- mutalidades (que têm enquadramento específico através do Código das Mutualidades);
- fundações que dispões de legislação específica para o seu enquadramento institucional próprio.
Só as Misericórdias continuam a ser enquadradas por um Decreto Lei que não lhes garante, minimanete, a sua identidade nem especificidade.
A tudo isto continuam totalmente, alheios e insensíveis aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas, por ignorância, por incompetência ou por qualquer outra razão alheia às Misericórdias.
As Misericórdias, os seus Dirigentes, os Provedores esperam que a União das Misericórdias Portuguesas defenda a elaboração e promulgação do CÓDIGO DAS MISERICÓRDIAS.
Competirá à União das Misericórdias tomar a iniciativa de propor a elaboração de um Código de enquadramento.
É isto que as Misericórdias reclamam da União das Misericórdias Portuguesas há já 20 anos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

OBJECTIVO DO CONGRESSO CONSEGUIDO


O principal e único objectivo do congresso desta UMP está conseguido: a fotografia.