segunda-feira, 9 de março de 2009

VIAGEM À MADEIRA PARA CONVIDAR O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL

Aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) partiu hoje para a Madeira para convidar o Presidente do Governo Regional para uma cerimónia protocolar a ter lugar no decorrer de um Congresso que a União das Misericórdias está a organizar naquela Região Autónoma.
Tratando-se de um convite protocolar haveria alguma necessidade de mais uma passeata até à Madeira?
Quanto custa mais esta viagem, absolutamente, desnecessária?
Quando é que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) prestarão contas às Miseericórdias das suas despesas em deslocações, despesas de representação e remunerações certas e regulares?
Como é possível continuar-se a permitir que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórtdias Portuguesas continuem a gastar dinheiro, desnecessariamente e sem nenhuma justificação, dinheiro esse essencial para o combate à pobreza ?
É o mesmo que ainda hoje afirmava aos microfones do Rádio clube Portugês que o governo está a estrangular as Misericórdias.
Quem de facto está, há muito, há demasiado tempo a estrangular as Misericórdias Portuguesas são aqueles que se instalarm nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias.
Com que direito ou com que moral podem agir e intervir aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas quando os seus gastos, e/ou utilização injustificada (chamemos-lhe assim) de dinheiro das Misericórdias é utilizado para almoçaradas, jantaradas e dormidas em locais pouco condicente com o estatuto de organização aos serviços dos pobres?

Com que olhos é que os pobres dests País poderão olhar para aqueles que utilizam dinheiro que lhes devia ser destinado em grandes festanças e comezainas em restaurantes e hotéis de luxo?
Faz algum sentido que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas organizem um Congresso (onde, certamente, as Misericórdias mais uma vez não terão direito à palavra. Ou se ouver alguma que fale são só as seleccionadas por AICOSUMP) num hotel de 5 estrelas na Ilha da Madeira?

Façamos umas contas rápidas e vejamos quanto se vai gastar, do dinheiro que deveria ser utilizado no combate à pobreza, por maioria de razão nesta época em que os Portugueses atravessam enormes dificuldades, sobretudo económicas:
- estimesmos que participarão 550 dirigentes e técnicos das Misericórdias;
- a previsão do custo do bilhete de avião e estadia em hotel é, aproximadamente, 700€;
- custo total previsível só para despesa de viagem e alojamento:
550 participantes x 700 € = 385 000 €;
- despesas com alimentação durante 4 dias:
(média diária/por pessoa: 50 €):
550 participantes x 50 € x 4 dias = 110 000 €,
o que prefaz um gasto de dinheiro das Misericórdias, de aproximadamente 495 000 €.
Esta estima de custos, quanto muito, só poderá pecar por defeito.
Mas mesmo que assim seja, em moeda antiga, estaremos a falar num custo de, cerca, de 100 000 contos (cem milhões de escudos) que as Misericórdias são levadas a gastar por aqueles que afirmama que as Misericórdias estão a ser estranguladas.
Mas afinal quem é que está a estrangular as Misericórdias?

Se aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) acham que é importante a realização de um Congresso, estando Portugal a atravessar uma grave crise económica e financeira, se a pobreza está a aumentar, se os recursos das Misericórdias são escassos (e são) então AICOSUMP deverão promover a realização do Congresso com os menores custos possíveis.
Porque a maioria das Misericórdias são do Continente ( na Madeira só existem 5 Misericórdias. A realização de um Congresso poderá ser importante na Madeira numa época de vacas gordas), porque as Misericórdias são proprietárias de instalações onde pode ser realizado, com a máxima dignidade um Congresso (Centro João Paulo II, em Fátima), porque os rescursosdas Misericórdias são escassos, porque estamos a travessar uma grave crise, todos os esforços deverão ser alinhados no sentido da poupança.
Por estas, entre outras razões, o Congresso da União das Misericórdias poder-se-á realizar em Fátima com custos, cerca de 10 % do que vai ser gasto na Madeira.
Desta forma muitos e significativos recursos financeiros das Misericórdias poderiam ser encaminhados para o combate à pobreza.

Muitas são as razões, até de ordem ética e da moral, para que o Congresso, previsto pars a Madeira se possa realizar, em Fátima, na sede da União das Misericórdias Portuguesas, por excelência, com a vantagem de ser lugar de culto mariano, tão querido das Misericórdias Portuguesas.

Teme-se que nada do que é recomendável venha a ser acolhido, por razões insondáveis, mas que nada têm a ver com a acção e intervenção das Misericórdias.
Mas se assim não acontecer as Misericórdias continuarão em perca de credibilidade e confiança, e os estrangulamentos a que vão estar sujeitas serão cada vez maiores.

EM GRANDE E GRAVE PERÍODO DE CRISE ORGANIZAM GALA NO CASINO

Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórtdias Portuguesas (AICOSUMP) tomaram a iniciativa de organizar um GALA absurda, desnecessária e de afrontamento à pobreza, no Casino da Figueira da Foz.
Será aceitável e admissível que uma organização que tem como objectivo combater a pobreza, organize uma, injustificada, gala num casino?
Obviamente, NÃO.
Esta gala não só não deveria ter sido organizada pela União das Misericórdias Portuguesas, nesta época de crise e de aumento da pobreza, mas também porque as despesas foram todas suportadas pelas Misericórdias participantes quando o objectivo da gala foi a promoção de um serviço (teassistência) de uma empresa privada.
Esta gala realizou-se no dia 6 de Fevereiro de 2009 no Casino da Figueira da Foz, constou de jantar e da assinatura de um Protocolo celebrado entre a União das Misericórdias Portuguesas e a empresa Helphone.
Na União das Misericórdias Portuguesas foi destacada uma funcionária que durante toda a semana mais não fez do que "pressionar" os Dirigentes das Misericórdias para estarem presentes nessa gala. Pior ainda era o pedido para que 2/3 pessoas de cada Misericórdia participassem nessa Gala.
Numa época de crise profunda como a que se está a atravessar, com enormes dificuldades que as Misericórdias atravessam, com o aumento das situações de pobreza, com o aumento dos serviços prestados pelas Misericórdias, pela necessidade de que todos os recursos possíveis sejam postos ao serviços dos mais pobres e excluídos será admissível e aceitável que as Misericórdias sejam "forçadas" a uma injustificada e desnecessária despesa numa gala num casino?
Obviamente, NÃO.
Ainda hoje, pela manhã,pelas 07H00, se ouviu aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, afirmar que o Governo está a estrangular as Misericórdias.
Disse ao Rádio Clube Português: "O presidente da União das Misericórdias Portuguesas acusa ainda o Governo de estar a estrangular a actividade das misericórdias."
É preciso descaramento e ...
As Misericórdias Portuguesas estão a ser estranguladas pela acção(?) d'aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP).
Quem promove e organiza gala em casino e "obriga" as Misericórdias a "abrasarem" dezenas de milhares de euros tem moral para afirmar que terceiros é que estão a estrangular as Misericórdias?
Obviamente, NÃO.
É, precisamente, aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, conjuntamente, com os seus pares que estão a estrangular as Misericórdias. A sua acção diária só cria dificuldades à acção das Misericórdias.

As Misericórdias Portuguesas encerram potencialidades para servirem Portugal e os Portugueses, mas parte dos recursos significativos de que as Misericórdias dispõem estão a ser utilizados para fim diferentes daqueles que constituem a sua missão.

É necessária, fundamental mesmo, que aqueles que se isntalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas prestem contas dos desvarios orçamentais e dos gastos que fazem popr conta das Misericórdias Portuguesas.

Quando é que prestarão contas da venda, desnecessária, da Quinta de Santo Estevão, em Viseu assim como de tudo o que essa venda envolveu?
A União das Misericórdias precisa de recuperar a credibilidade e colocar-se ao serviço das Misericórdias.
A União das Misericórdias Portuguesas tem que deixar de ser uma organização onde tudo é secreto.

Não será altura de as Misericórdias Portuguesas se verem livres d'aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas?
Não será já suficiente o mal que já causaram às Misericórdias?

domingo, 22 de fevereiro de 2009

As Misericórdias necessitam de uma organização aglutinadora e que as represente

Actualmente, as Misericórdias Portuguesas não possuem nenhuma organização que, verdadeiram,ente, as represente.

A União das Misericórdias Portuguesas, pura e simplesmente, não existe.

Todas as matérias e assuntos importantes para as Misericórdias Portuguesas passam à margem da "sua?" União e, naturalmente, passam-lhe ao lado.
Assuntos da importância como é o da natureza jurídico-canónica das Misericórdias passou e continua a passar ao lado da União das Misericórdias, cuja consequências caem, inevitavelmente, sobre as Misericórdias Portguesas.
A Conferência Episcopal Portuguesa e a Santa Sé aprovaram e estão já em vigor, em Portugal, as NORMAS PARA AS ASSOCIAÇÕES DE FIÉIS, pelas quais as Misericórdias se passaram a reger, a partir de Junho de 2008, sem que a aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) tivessem a mínima possibilidade de intervir, em matéria da máxima relevância para as Misericórdias Portuguesas.
Em condições normais de funcionamento de uma estrutura organizativa, como é o caso da União das Misericórdias, não é imaginável que, matéria como é a da definição da natureza jurídica das Misericórdias Portuguesas, passe, completamente, ao lado da sua estrutura representativa.
A Conferência Episcopal Portugesa ao ter legislado, com a aprovação da Santa Sé, sobre a natureza jurídico-canónica das Misericórdias Portuguesas, revelou não reconhecer capacidade de intervenção à União das Misericórdias Portuguesas.
Questiona-se pois, desta forma, a credibilidade de que são detentores aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portguesas (AICOSUMP).
Ao actuar da forma como actou, a Conferência Episcopal Portuguesa e a Santa Sé não reconheceram, nem reconhecem, credibilidade AICOSUMP para intervirem em matéria da máxima relevância para as Misericórdias Portuguesas.
Desta forma as Misericórdias Portuguesas, desde Junho de 2008, que se têm que movimentar num quadro legislativo, no qual não participaram, nem intervieram, por manifesta impossibilidade/incapacidade de AICOSUMP.

O que de facto as Misericórdias Portuguesas necessitam, verdadeiramente, é de uma organização que as represente e que ao mesmo tempo, os seus dirigentes disponham de um capaital de reconhecida credibilidade de forma a serem chamadas a intervir em todas os assuntos e matérias que sejam importantes para a vida activa das Misericórdias.
Ora como tal não acontece na actualidade, tudo o que é definido e estabelecido no que à actuação das Misericórdias diz respeito, quer pela Hierarquia da Igreja quer pelos Órgãos de soberania Nacionais, as Misericórdias estão a ser, ferquentemente, confrontadas com novos enquadramentos de acção sobre os quais não lhes foi dada a mínima possibilidade de intervenção.

E só há uma maneira da actual impossibilidade/incapacidade ser ultrapassada, a qual passa, necessariamnete, pelo afastamento de todos aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portugesas e deles não se querem afastar.

Matérias de tão grande importância como são:
- as transferências de competências para as autarquias nas áreas da acção social, da educação e da saúde, têm até hoje decorrido sem que à União das Misericórdias Portuguesas fosse concedida a mínima possibilidade de intervenção.

Muitas poderiam ser as referências legislativas sobre as quais o Governo define as regras, para as quais as Misericórdias não têm a mínima possibilidade de intervir.

As Misericórdias Portuguesas são detentoras de um enorme capital de esperança que os Portugueses em si depositam.
A sua capacidade de acção e de intervenção será tanto mais reforçada e o seu contributo para o combate a situações de pobreza serão tranto maiores quanto melhor for a possibilidade de disporem de uma estrutura organizativa como já foi a União das Misericórdias Portuguesas. Esta, tal como hoje se encontra, é mais prejudicial que benéfica às Misericórdias Portuguesas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Aqui está um exemplo acabado da falta de democraticidade

Eleições na União das Misericórdias Portuguesas
Misericórdias: Manuel Lemos sucede a Vítor Melícias
2006/11/27 15:53RedacçãoAAAA
A União das Misericórdias Portuguesas foi a votos, no passado dia 25 de Novembro, com o intuito de eleger os novos membros dos órgãos sociais centrais da instituição: o Secretariado Nacional e o Conselho Fiscal.
Na eleição, que decorreu em Assembleia-Geral realizada em Fátima, votaram 228 misericórdias, sendo que 212 votaram a favor da lista única que elegeu Manuel Lemos para a presidência do Secretariado Nacional.

Os restantes votos dividiram-se em 15 abstenções e um voto nulo. Esta foi a melhor votação de sempre, uma vez que em anteriores eleições o melhor resultado cifrava-se em 190 votos das misericórdias.

Manuel Lemos sucede assim ao padre franciscano Vítor Melícias, agora eleito para presidir à Mesa da Assembleia-Geral da União das Misericórdias Portuguesas.

Manuel Lemos torna-se agora o terceiro presidente da União das Misericórdias Portuguesas, sucedendo ao padre Virgílio Lopes e ao padre Vítor Melícias, que cumpriram ambos cinco mandatos à frente da Instituição, o que se traduz em 15 anos de exercício.
Agência Financeira

Em breve exporemos os factos que demonstram a não existência de eleições na União das Misericórdias Portuguesas.
Aqueles que se isntalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) o que fazem é um pebliscito (onde é que eu já vi isto?)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O QUE SE ESPERA EM 2009

Que a União das Misericórdias Portuguesas seja objecto de um investigação.

Porquê?

Porque as palavras do Senhor Procurador Geral da República - ninguém está acima da Lei - permitem acalentar esperanças de que se saiba o que se passa no seio da União das Misericórdias Portuguesas.

Porque existem sinais que possibilitam a existência de desconfianças, relativamente, à forma e ao conteúdo da administração e da gestão da União das Misericórdias Portuguesas.

Porque não é bom a existência de suspeitas em torno da administração e da gestão da organização que agrega o conjunto das Misericórdias Portuguesas.
Porque estas organizações se afirmaram, ao longo de mais de 500 anos, pela credibilidade e confiança nelas depositadas pela generalidade dos Portugueses.

Porque aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) não podem e nem devem administrar e gerir esta organização como de propriedade sua se tratatasse (mesmo as organizações que são propriedade dos seus dirigentes têm que prestar contas, o que não acontece com a União das Misericórdias Portuguesas).
Quer os Relatórios de Actividades quer as Contas de Gerência que são, anualmente, submetidas à apreciação da Assembleia Geral não refelectem o mais importante quer das actividades quer das contas.
E estas coisas não podem acontecer num Estado de Direito.
Não é admissível, não deveria ser possível e não é desejável a manutenção da actual situação na União das Misericórdias Portuguesas.

E porque assim é, e porque às Misericórdias Portuguesas são omitidas informações essenciais (previstas na Lei e nos Estatutos) só há uma maneira de ultrapassar a situação actual:
ou
com a intervenção do Estado (Ministério do Trabalho e da Solidadriedade Social e/ou Procuradoria Geral da República)
ou
com a intervenção da Conferência episcopal Portuguesa (enquanto entidade tutelar).
A intervenção da Conferência Episcopal será sempre mais difícil por duas ordens de razão:
- a primeira porque aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) têm movido ao longo dos anos que aí permanecem uma campanha contra a Hierarquia da Igreja, atribuindo a esta intenções que a mesma jamais teve; e,
- a segunda porque a Conferência Episcopal não dispõe de meios de coação que lhe permitam fazer cumprir as suas determinações (despachos, decretos, etc.).
Estando a Conferência Episcopal limitada na sua capacidade de acção e intervenção na União das Misericórdias Portuguesas, compete ao Estado accionar os "instrumentos" de que dispõe para que se possa saber o que, na realidade, se passa no seio da União das Misericórdias Portuguesas.

É isto que esperam todos, e são muitíssimos, aqueles desejam uma União das Misericórdias Portuguesas detentora de clareza e trasnparência em todos os seus processos, o que não acontece, actualmente.

Em 2009 espera-se a intervençao do Estado e da Igreja com a expectativa de ver reposto o funcionamento da União das Misericórdias Portuguesas de acordo com o Código do Direito Canónico (ao abrigo do qual obteve personalidade jurídica), da Legislação Portuguesa (à qual deve obdiência por agir no interior do espaço nacional) e dos Estatutos que estabelecem as regras de funcionamento, os quais estão aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa (única entidade competente para tal)e aceites pelo Estado.
Porque nem a legislação nacional nem os Estatutos estão a ser respeitados por aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP), torna-se imprescindível que o Estado intervenha com a máxima irgência tanto mais que em 2009 vão,
REALIZAR-SE ELEIÇÕES PARA OS ÓRGÃOS SOCIAIS DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS
e se nada for alterado, ou seja, se o processo for organizado por aqueles que estão instalados nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) da mesma forma como têm sido organizados nos últimos actos eleitorais, Portugal corre o risco de assistir, mais uma vez, não as umas eleições, mas antes a um processo que culminará com a designação dos mesmos que já estão instalados nos cargos muito para além do que seria admissível e desejável.

Se nada for feito e se lhes for permitido, aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas, organizarão um processo que nada tem de democrático, que violará as mais elementares regras de bom senso, mas que lhes permitirá continuarem instalados nos cargos onde permanecem há muito, muito, muito tempo.

Se nada for feito, as eleições previstas realizar até final de 2009, decorrerão da forma que mais interessar àqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP), ou seja, com regras, definidas a cada momento, pelos próprios.

Tal como as coisas estão na União das Misericórdias Portuguesas não há, a mínima possibilidade, de realização de eleições democráticas nesta organização agragadora das Misericórdias Portuguesas.

De tudo isto foi dado, atempado conhecimento, há três anos, pela Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, conforme consta ainda no seu site oficial, à Conferência Episcopal Portuguesa a qual reconheceu a existência das irregularidades e ilegalidades ocorridas no último processo eleitoral.

Até a tomada de posse daqueles que, actualmente, ocupam os cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas, foi alterada, à última hora (da Igreja das Irmãs Missionárias de Maria, ao Campo Pequeno, para o Hotel Berna) em manifesto afrontamento da solicitação da Conferência Episcopal Portuguesa.

Há razões suficientes e com suficiente fundamento que justifica a intervenção do Estado e da Igreja na União das Misericórdias Portuguesas.

A intervenção do Estado, nomeadamente, da Procuradoria Geral da República estará mais do que justificada quando não se informam, nem se lhes pede autorização necesária de acordo com as disposições legais e estatutárias, nomeadamente, sobre:
- obras no Palácio dos Vianinhas;
- alienação da Quinta de Santo Etevão;
- alienação dos apartamentos em Fátima;
- alienação de parte da quota na Securicórdia;
- exploração agrícola no concelho de Borba;
- contas do Grupo Misericórdia Saúde;
- remunerações e pagamentos feitos aos dirigentes;
- despesas de administração;
- contas UMP/Porto;
- contas da Escola de Enfermagem;
- relatórios das auditorias feitas;
- pagamentos feitos a empresas;
- atribuição de subídios;
- dispensa de pagamentos de quotas;
- atribuição de condecorações;
- etc, etc., etc..

Espera-se um ano de muitas e profundas mudanças,
com um único desejo:
FUNCIONAMENTO DEMOCRÁTICO, vestido com "roupas" de CLAREZA E TRANSPARÊNCIAS de processos.

Que 2009 seja, definitivamente, o fim de um ciclo que em nada tem sido dignificante para as Instituições que agem:
EM OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES;
em consonância com O DESTINO UNIVERSAL DOS BENS; e,
COMO PROMOTORAS E FAUTORAS DE UMA NOVA CIVILIZAÇÃO, A DO AMOR.

Que a nova década seja o início do ressurgimento da UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS.

sábado, 27 de dezembro de 2008

TEREMOS INVESTIGAÇÃO PRÓXIMA?

As palavras recentes do Senhor Procurador Geral da República acalentam alguma esperança de que seja realizada uma investigação à União das Misericórdias Portugesas.

Se ninguém está acima da Lei.
E se os ilícitos não serão mais toleráveis é fundamental que se realiza, com a máxima brevidade, uma investigação à União das Misericórdias Portuguesas desde 1995.

Espera-se que o convite aceite para a sessão de inauguração da sede(?) da União das Misericórdias Portuguesas não seja impeditivo da realização da investigação.

É que desde logo a aquisição desse imóvel, sito na Rua de Entrecampos, foi adquirido para aí funcionar a Escola de Enfermagem.
Foi isso que a Assembleia Geral da UMP autorizou.
Sobre as obras nada se sabe.

Espera-se que o Senhor Procurador Geral da República determine uma investigação, talvez as circunstâncias até imponham rapidez, à União das Misericórdias Portuguesas.

Talvez até se pudesse começar pelo fim. Exactamente, pelo Palácio dos Vianinhas, edifício onde foi instalada a nova sede da União das Misericórdias Portuguesas o qual não está a ser utilizado para o fim com que foi adquirido: Escola de Enfermagem.

Talvez se pudesse iniciar a investigação pela origem dos fundos necessários para pagar as obras no valor de 2,7 milhões de euros conforme consta do último número do jornal "Voz das Misericórdias".

Talvez se pudesse iniciar a investigação como é possível a uma organização como a União das Misericórdias Portuguesas realizar uma obra de tão grande envergadura quando apresenta um déficite anual de administração superior a 700 000 euros não estando refelectidos nestes qualquer montante das obras da nova "sede".

Para as Misericórdias Portuguesas será fundamental conhecer a realidade. É fundamental conhecer a origem dos fundos que suportaram as obras no valor de 2,7 milhões de euros.

Dereferir que estas obras foram concretizadas sem o cumprimento dos necessários procediemntos formais.
Autorização, ou melhor, aprovação da minuta do contrato.
É necessário saber-se qual foi a empresa escolhida para a realização das obras.
É necessário saber-se qual foi o critério e quais foram os procedimentos que conduziram a essa escolha.

É necessário saber quem foram os responsáveis por essa selecção/escolha. Quais os critérios utilizados.

Muito, mas mesmo muito, terá que ser explicado às Misericóirdias Portuguesas sobre estas obras.
Mas este é, tão só um processo.
~Muitíssimos mais deverão ser objecto de investigação.

A União das Misericórdias Portguesas não pode nem deve ser uma organização sob suspeita de procediemntos obscuros e pouco ou nada claros.
A União das Misericórdias Portuguesas não pode nem deve ser uma organização onde a clareza e a transparência sejam palavras desconhecidas que do vocabulário quer da prática daqueles que se isntalaram nos cargos dos seus órgãos sociais.

Já agora como se explica a atribuição do nome Victor Melícias a esse edifício e quem são os responsáveis por essa atribuição?
As Misericórdias foram ouvidas ou vistas e achadas para atribuição dessa designação?

Espera-se que o Senhor Procurador Geral da República possa agir com a rapidez que as circunstâncias impõem de forma a por fim à existência de suspeições e são muitas que pendem sobre aqueles que se instalaram nos cargos dos seus órgãos sociais e daí não querem sair.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai construir no concelho alentejano de Borba um centro para deficientes profundos

Aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (AICPSNUMP) anunciou hoje a construção de um novo centro de deficientes no concelho de Borba.

O AICPSNUMP deu a conhecer que a UMP é detentora de uma propriedade rústica no concelho de Borba. Este prédio rústico foi doado à UMP.

Os factos estranhos continuam a surpreender.

É estranho que AICPSNUMP utilize a Agência Lusa para divulgação desta doação quando da mesma nada foi dado conhecimento às Misericórdias Portuguesas.

Tudo isto é muito estranho.

As Misericórdias Portuguesas deveriam ter sido as primeiras a serem informadas que tinha havido uma doação à União das Misericórdias Portuguesas.

Porque esconeram, aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas, esta doação?
Porque utilizou AICPSNUMP só agora a LUSA para divulgar esta doação?

Acontece que esta doação originou uma exploração agrícola e consequente criação de novo centro de custos na contabilidade da União das Misericórdias Portugesas.
Mas esta exploração agrícola e este centro de custos sempre foi omitido às Misericórdias Portuguesas.

Desta exploração agrícola nada foi dado conhecimento às Misericórdias Portuguesas e o respectivo centro de custos foi omitido nas Contas de Gerência da União das Misericórdias Portuguesas.

Esta exploração agrícola existe, pelo menos desde 2005, facto comprovável pelos subsídios (ajudas à produção, ajudas compensatórias ou outras) recebidas pela União das Misericórdias Portuguesas. O montante destas ajudas era verificável através do site do Ministério da Agricultura e pagos pelo ex-IFADAP/INGA.
Também através da última divulgação pública de ajudas pagas pelo Ministério da Agricultura é fácil comprovar que a União das Misericórdias Portuguesas recebeu.

Tem que se fazer a pergunta:
- porque escodem aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Miseericórdias Portugesas toda esta realidade?

Mais algumas perguntas vão ter que ser feitas:
- será verdade que foram vendidas algumas cabeças de gado vacum (das que foram doadas/compradas ou adquiridas de outra qualquer forma) de forma a gerar receitas para fundo de maneio?
- será verdade que este fundo de maneio era e/ou é gerido por um tal Ramalho (Provedor da Misericórdia do Vimieiro) a seu belo prazer, dispondo até de cartão de crédito ou débito para gerir essa exploração agrícola?
- já agora era imnportante que se soubesse, se as anteriores perguntas obtiverem respostas positivas, qual a instituição e a agência onde está domiciliada a conta referente a este centro de custo.

Os factos que necessitam de informação, ou melhor de explicação, junto das Misericórias Portuguesas são muitos e cada vez mais.

Não querendo, sabe-se lá porque razões, aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas dar a conhecer a realidade em que movimentam dentro da UMP, só há uma maneira de conhecer a forma como estão a ser utilizados os dinheiros destinados à causa da solidariedade.
Porque esses dinheiros têm como destinatários os mais pobres importa conhecer com toda a clareza e toda a transparência quer a origem dos dinheiros quer a forma como os mesmos são utilizados.

Como aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas se recusam a prestar informações essenciais só existe uma de dus maneiras de proceder:
- ou o Monistério do Trabalho e da Solidariedade determina a efectivação de uma Inspecção à União das Misericórdias Portuguesas; ou,
- o Ministério Pública determina a realização de averiguações.

E do(s) resultado(s) obtidos deverá ser dado conhecimento às Misericórdias Portugueas.

Os dinheiros que são utilizados para combate à pobreza e à exclusão são dinheiros que exigem, na sua utlização, o máximo rigor assim como a máxima clareza e transparência.

Espera-se que as entidades competentes actuem em conformidade.