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segunda-feira, 16 de abril de 2012

MENTIR, MENTIR, MENTIR É MISSÃO

Quem participou na última reunião do Conselho Nacional (CN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) teve a oportunidade de ouvir aquele que se instalou no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (SN) afirmar que as contas da UMP que serão apresentadas na sessão da Assembleia Geral do próximo sábado estão equilibradas.
Quem participou na última reunião do Conselho Nacional (CN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não deixou de achar estranha a ausência do "tesoureiro" do SN da UMP quando a matéria principal a analisar nessa reunião foi o Relatório e Contas da UMP relativas ao ano de 2011.
Se tivermos a preocupação de comparar as palavras do "presidente" do SN da UMP com a realidade não poderemos deixar de concluir que este mentiu, intencionalmente, aos participantes nessa reunião. E dizemos que teremos que concluir que o "presidente"do SN da UMP mentiu intencionalmente porque:
- afirmou na reunião do CN que as contas da UMP estão equilibradas;
- e o balanço a 31/12/2011 aprersenta um passivo de 9.803.456,04 € (nove milhões oitocentos e três mil quatrocentos e cinquenta e seis euros e quatro cêntimos).
Umas contas de gerência equilibradas jamais poderão apresentar passivo muito menos com a dimensão deste.
O que seria da UMP se as contas não tivessem equilibradas?
Poder-se-á concluir que o "presidente" do SN da UMP mentiu, intencionalmente, àqueles que participaram na última reunião do CN da UMP.
O passivo da UMP, em 2011, sofreu um agravamento de 339.872,86 € (trezentos e trinta e nove mil oitocentos e setenta e dois euros e oitenta e seis cêntimos),o que é uma coisa monstruosa.
E o pior é que os "dirigentes" da UMP nem se dignam apresentar a mais mínima justificação para tal.
E ainda pior é o facto de este mesmo passivo estar a ser agravado, significativamente, durante este ano de 2012. Teremos oportunidade de confirmar isto mesmo dentro de um ano quando forem apresentadas as contas relativas a 2012.
Não será necessário alongarmo-nos muito mais nesta análise.
Contudo importa referenciar que os "mandatos" do actual "presidente" do SN da UMP duram há 5 (cinco) anos. Nestes 5 (cinco) anos o passivo criado é de 9.803.456,04 €, o que prefaz a "bonita" média anual de quase 2.000.000 €.
Não terminaremos sem evocar aqui as palavras do "presidente" do SN da UMP relativamente à Misericórdia de Chaves: já disse ao Governo e à Misericórdia que tem que ser feita uma auditoria à Misericórdia e apurar quem tem responsabilidades.
Ora o passivo da Misericórdia de Chaves é mais pequeno do que o da UMP e com muito mais obra realizada.
Fica claro que o "presidente" do SN da UMP mentiu, intencionalmente, aos participantes na reunião do CN.
Daqui só poderemos concluir que é fundamental realizar uma auditoria/inspecção/investigação à actuação dos "dirigentes" da UMP de forma a concluir como e por quem foram utilizados os dinheiros da União das Misericórdias Portuguesas.
É urgente. E espera-se que a Conferência Episcopal Portuguesa, o Governo e o Ministério Público exerçam as suas competências nesta matéria.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS SERÁ UMA ORGANIZAÇÃO SECRETA ?

A questão coloca-se porque o que é, verdadeiramente, importante para as Misericórdias é escondido destas Instituições.
Muitíssimos são os factos que parecem demonstrá-lo.
Vamos tão só referenciar alguns.
Comecemos pelo fim.
Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) negociaram (ou melhor deixaram a CNIS negociar com o Governo - Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS) o teor do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012).
Para quem tenha mais curiosidade em verificar que os "dirigentes" da UMP abdicaram de negociar o Protocolo bastará ler o respectivo texto e constatar que algumas das cláusulas não podem ser aplicadas pela UMP. Um exemplo. Quando o texto refere a necessidade de obtenção de parecer das Uniões Distritais. Ora acontece que a UMP não tem uniões distritais. Quem tem Uniões Distritais é a CNIS.
Mas vamos ao que interessa demonstrar.
Negociaram (ou encarregaram os Dirigentes da CNIS de negociar, tal como os factos parecem demonstrar) o Protocolo de Cooperação com o MSSS à revelia das Misericórdias. Estas, jamais foram informadas sobre as negociações. Ou porque, verdadeiramente, AICOSUMP não negociaram ou porque quiseram, deliberadamente, manter as Misericórdias na ignorância sobre o teor das negociações.
E o pior disto tudo é que os "dirigentes" da UMP não estavam mandatados para tal.
De facto a UMP tem poder de representação das Misericórdias mas sempre e só quando as Misericórdias lhe passar procuração, o que não foi o caso.
As Misericórdias foram, deliberadamente, mantidas na ignorância sobre o teor das negociações sobre o Protocolo do Cooperação.
Mas eis que, imediatamente, após a assinatura desse Protocolo os "dirigentes" da UMP se apressaram a convocar não só os Dirigentes das Misericórdias, nomeadamente, os respectivos Senhores Provedores para sessões de esclarecimento que decorreram em Braga, Fátima e Beja.
Nestas sessões apareceram os "dirigentes" da UMP apresentando-se como grandes iluminados pelo sucesso alcançado.
Nada de mais erróneo já que o Protocolo de Cooperação se revela, mais uma vez, penalizador para as Misericórdias.
O que preocupa verdadeiramente, os "dirigentes" da UMP é o espectáculo que gostam de montar para aparecerem como verdadeiros artistas.
Foi assim que montaram o espectáculo em Fátima, o qual convocaram para as 10H00 e sem avisarem ninguém só o realizaram às 14H00 porque tinham combinado com o Senhor Secretário de Estado Adjunto a sua presença nessa sessão de esclarecimento às Misericórdias.
As Misericórdias foram tratadas com total desprezo pelos "dirigentes" da UMP presentes que para além de não terem justufucado a alteração nem se quer ousaram apresentar um pedido de desculpa pelo facto
Acontece que transformaram essa sessão de esclarecimento num verdadeiro comício onde discursou o "secretário" do Secretariado Nacional (SN)da UMP (o qual é Dirigente de uma IPSS que nada tem a ver com Misericórdias - Associação António da Silva Leal) e falou também o Senhor Secretário de Estado.
Não houve a mínima possibilidade de os Dirigentes das Misericórdias presentes esclarecerem quaisquer dúvidas, pois depois dos discursos foi de imediato encerrada a sessão.

Outro facto que demonstra que a UMP está a tornar-se uma organização secreta resulta da criação de uma comissão a que presidirá o "presidente" da Mesa do Conselho Nacional a mando do "presidente" do SN para a criação de uma Fundação que até já foi baptizada com a designação de Fundação de N.ª Sr.ª das Misericórdias (para impressionar).
Esta comissão funciona na âmbito do Conselho Nacional mas o próprio Conselho Nacional a desconhece.
Pela experiência que os factos demonstram esta Fundação a ser criada para nada mais servirá do que para arranjar mais uns lugares remunerados para "amigos".

Poderíamos descrever muitíssimos factos que permanecem secretos e que são escondidos das Misericórdias.
Enunciaremos somente mais dois.
Para quem tiver maior curiosidade poderá ler outras reflecções aqui neste blog.
E são:
- as chorudas remunerações e mordomias que os "dirigentes" da UMP auferem e beneficiam assim como a catrefa de assessores e técnicos(?) por esses mesmos "dirigentes" contratados.
Foi assim que que os "dirigentes" da UMP conseguiram em 4 anos criar um passivo de quase 9.500.000 €.
- outro facto que foi escondido das Misericórdias e também da maior gravidade é a alienação da Quinta de Sto Estevão em Viseu. Alienação essa que poderá ter envolvido dezenas de milhões de euros que não se sabe onde páram.

É por estas e outras razões que temos vindo aqui a reclamar a realização de pelo menos uma investigação pela autoridade competente - Ministério Público - para que se apure o que de facto se tem estado a passar na UMP no que à utilização de dinheiros diz respeito
E esta investigação é tão mais necessária agora quando se sabe (órgãos de comunicação divulgaram) que um ex-dirigente e uma actual dirigente da UMP estão acusados de vários crimes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PORTIMÃO E FUNDÃO - PONTA DE ICEBERG ???

Novamente, hoje a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) aparece em notícia do jornal Público e não pela melhor das causas.
De novo surge uma notícia divulgada hoje por esse diário sobre o caso de acusação por parte do Ministério Público ao ex-Provedor da Misericórdia do Fundão e ex-Secretário do Secretariado Nacional (SN) da UMP.
É cada vez mais urgente a tomada de medidas que evitem ao máximo, ou impeçam mesmo, que o nome das Misericórdias, da sua União (UMP) e dos Dirigentes sejam envovlidos em caos de acusação de prática reiterada de crimes.
Sendo certo que até trânsito em julgado todos os arguidos são considerados inocentes, mas a frequência com que estas notícias estão agora a surgir impõe a tomada das medidas adequadas.
É fundamental que as Misericórdias e os seus Dirigentes refitam sobre o momento actual e decidam em conformidade.
Dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) não é mais possível reflectir e decidir sobre o que tanto e tão gravemente atinge a credibilidade e a confiança dos Portugeses nas suas Misericórdias.
E os sinais de que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) demonstram que nada querem fazer, até parece que bem antes pelo contrário, para salvaguarda do bom nome, da credibilidade e da confiança que é devida às Misericórdias traduz-se nas palavras que o "presidente" do SN da UMP disse ao PÚBLICO e que agora transcrevemos: Correia, que é presidente do conselho fiscal da UMP, colocou ontem o lugar à disposição, mas o presidente da união, Manuel Lemos, disse ao PÚBLICO que o secretariado nacional decidiu manter-lhe a confiança.
Isto merece uma reflexão.
Desde logo ressalta que perante uma acusação com a dimensão da que envolve o Provedor da Misericórdia de Portimão e Presidente do Conseklho Fiscal da UMP, este não deveria colocar o seu lugar à disposição, na UMP, mas deveria, para sua própria salvaguarda e das Instituições envolvidas, afastar-se por iniciativa própria. E já o deveria ter feito. Quanto mais tempo demorar a fazê-lo mais notícias sairão nos órgãos da comunicação social, aprofundando um clima de desconfiança sobre as Misericórdias e sobre a sua União (UMP).
A colocação do lugar à disposição por parte do "presidente" do Conselho Fiscal da UMP apresentado junto do "presidente" do SN da UMP não só revela desconhecimento sobre a forma de proceder como até pode ser entendido que tudo foi acordado, previamente, com este último por forma a manter-se no cargo.
O que o "presidente" do Conselho Fiscal da UMP deveria ter feito era ter tomado a iniciativa de se demitir. Mas ainda que não o tenha feito, e se era sua intenção colocar o seu lugar à disposição deveria tê-lo formalizado junto da "presidente" da Mesa da Assembleia Geral da UMP, jamais junto do "presidente" do SN da UMP, em virtude deste não ser detentor de qualquer competência legal ou estatutária para apreciar e decidir sobre esta matéria.
A colocação do seu lugar à disposição, na qualidade de Presidente do Conselho Fiscal da UMP,  apresentado ao "presidente" do SN da UMP é indevida, por este não ter qualquer competência legal e/ou estatutária para apreciar, muito menos para decidir sobre o mesmo.
Logo, concluindo o "presidente" do SN da UMP, expressou-se, indevidamente, sobre a confiança que entendeu manter no actual "presidente" do Conselho Fiscal da UMP.
Tudo isto só vem comprovar tudo o que aqui temos vindo, reiteradamente, a afirmar de que não há regras, nem estatutos, nem lei que resista a uma prática oportunística de análise e decisão dentro da UMP.
Nesta mesma notícia do PÚBLICO pode ler-se ainda a seguinte afirmação do "presidente" do SN da UMP:  entendemos que deve manter-se em funções, referindo-se ao "presidente" do Conselho Fisccal da UMP e Provedor da Misericórdia de Portimão.
Tem-se que se perguntar a(s) razão(ões) para tal entendimento por parte do "presidente" do SN da UMP. Primeiro porque se está a pronunciar sobre matéria que não é da sua competência e segundo porque com as suas palavras está a transmitir uma prova de confiança, absoluta sobre quem foi acusado pelo cometimento de 17 crimes dentro de uma Instituição ao serviço dos mais pobres e desprotegidos.
É estranho, muito estranho mesmmo, que seja o "presidente" do SN da UMP a segurar uma situação em nada abonatória quer para as Misericórdias quer para a própria União (UMP).
Será que com estas afirmações e decisão de expressar confiança a quem está acusado de crimes, o "presidente" do SN da UMP quererá continuar a evitar que seja concretizada uma velha aspiração de ser realizada uma sindiccância à União das Misericórdias Portuguesas ? Quererá dizer que com a manutenção do actual "presidente" do Conselho Fiscal da UMP no seu cargo quer que as contas que vai apresentar na próxima Assembleia Geral da UMP, a realizar no próximo mês, merecerá Paraecer favorável desse mesmo Conselho Fiscal?
Tal como já várias vezes aqui temos vindo a referir é fundamental, essencial mesmo, a realização de uma investigação ao que se passa dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) relativamente à utilização de dinheiro desta Instituição.
É fundamental saber-se se os "dirigenmtes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) também beneficiam de remunerações ertas e regulares tal como parece acontecer com o Provedor da Misericórdia de Portimão e Presidente do Conselho Fiscal da UMP. É fundamental, essencial mesmmo, saber-se se o "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) está a ser remunerado pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, para estar a tempo inteiro na UMP, se além disso a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) lhe paga a inda remunerações certas e regulares, em regime de contrato de prestação de serviços e se ainda cobra deslocações apesar de ter adquirido uma viatura marca BMW, modelo 740, gama luxo para seu uso privativo.
Será fundamental saber-se se o "presidente" do SN da UMP utiliza os melhores hóteis e restaurantes de Portugal e no estrangeiro e a que título e se foi ou não acompanhado e por quem ?
É fundamental, essencial mesmo que se saiba se a Quinta de Santo Estevão foi vendida e a quem foi vendida e por quanto foi vendida.
É fendamental saber-se os contornos do negócia do Laboratório de Análises Clínicas da UMP.
É fundamental conhecer-se para que serve o delegação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) no Norte, quanto custa e quem beneficia dos dinheiros que aí são gastos.
É fundamental que se saiba a origem do um passivo criado, na UMP, entre 2007 e 2010, que no final deste último ano atingiu um valor próximo dos 9.500.000 € (nove milhões e quinhentos mil euros).
Uma pergunta ingénua: é para que nada seja apurado que o actual "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) expressou a sua confiança ao actual "presidente" do Conselho Fiscal da UMP acusado, na Misericórdia de Portimão do cometimento de 17 crimes?
Apostar na clareza e transparência de processos e comportamentos é exigência permanente de quem está nas Misericórdias ao serviço dos mais pobres e desprotegidos em cumprimento das 14 Obras de Misericórdias, respeitando os Princípiso do Dom e da Gratuidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SINAIS DE INUTILIDADE ABSOLUTA

O Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 e a respectiva cerimónia de assinatura revelam sinais, alramente, preocupantes de inutilidade absoluta da União das Misericórdias Portugesas (UMP) gerida pelos actuais "dirigentes".
Quem estiver atento aos comportamentos e procedimentos dos actuais "dirigentes" da UMP só pode esperar que o que de facto quanto maior for a relevância das matérias e mais elevado for o impacto das mesmas na vida das Misericórdias menor é o interesse e a dedicação que esses mesmos "dirigentes" lhe dedicam.
O interesse e empenhamento dos actuais "dirigentes" da UMP é inversamente proporcional à importância e relevância das matérias com impacto directo na acção e intervenão das Misericórdias.
Quer o texto quer a cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 são disso a prova provada. E é, exactamente, sobre isso que hoje iremos reflectir.
Cada vez mais aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) estão mais fasatados das Misericórdias. O último acto público - a assinatura do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 é disso prova irrefutável.
Vamos então aos factos.
De acordo com a as disposições estatutárias contidas na alínea f) do artigo 4.º dos Estatutos da UMP: Servir de intermediário nas relações das Santas Casas com as autoridades civis e religiosas, nos casos em que as Santas Casas o desejarem.
Pode-se, assim, constatar que AICOSUMP, também, habitualmente designados como "dirigentes", não procederam em conformidade com as obrigações estatutárias que estão obrigados a respeitar. Porquê?
Porque quer em 2011 quer em 2012 solicitaram, às Misericórdias, que lhes conferissem mandato para negociar com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social o Protocolo de Cooperação para esses mesmos anos.
Pior ainda.
Omitiram, às Misericórdias, as negociações sobre esse mesmo Protocolo de Cooperação.
Os actuais "dirigentes" da UMP nem deram conhecimento às Misericórdias que estavam a negociar o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 como não deram conhecimento do teor das negociações.
Mas, a situação é ainda mais grave porque não estando mandatados, permitiram-se negociar em nome das Misericórdias, gerando obrigações para estas Instituições.
O comportamento dos actuais "dirigentes" da UMP é por demais deplorável e censurável. É, à luiz dos princípios da moral e da ética são, superiormente, condenáveis.
Não é, minimamente, compreensível e muito menos admissível que os actuais "dirigentes" da UMP se permitam negociar obrigações para as Misericórdias sem que para tal estejam, devidamente, autorizados. Assim como não é compreensível nem admissível que esses mesmos "dirigentes" negoceiem obrigações para as Misericórdias, sem que estas Instituições sejam, minimamente, informadas.
Jamais as Misericórdias foram informadas que estavam a decorrer negociações com vista à celebração de Protocolo de Cooperação e pior que isso faram mantidas afastadas dessas mesmas negociações e nem sequer do teor das mesmas lhes foi dado conhecimento.
O que é admirável em tudo isto é a desfassatez e o à vontade dos actuais "dirigentes" da UMP agem com total impunidade. Como é possível aceitar-se que estes "dirigentes" da UMP façam tudo o que lhes dá na real gana (como diz o Povo) sem prestar contas a nada nem a ninguém.
Os actuais "dirigentes" da UMP devem achar quie estão acima de tudo e de todos e que tudo lhes continuará a ser permitido para todo o sempre.
Conferimos que mais uma vez os "dirigentes" da UMP desrespeitam:
1.º- os Estatutos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP);
2.º- o mandato que lhes foi conferido pelas Misericórdias;
3.º- os limites de intervenção que lhes estão conferidos pelas Misericórdias;
4.º- as próprias Misericórdias.
Por tudo isto, os actuais "dirigentes" da UMP demonstram não possuirem perfil para os cargos que exercem. Quem não respeita os estatutos de uma organização nem as Instituições que lhe dão corpo não pode nem deve exercer cargos cujas competências não é capaz de desempenhar.
O prestígio das Misericórdias ficam, também, por estas razões bastante afectado, assim como a sua credibilidade e a confiança externa.
Ninguém pode confiar em organizações cujo "dirigentes" não respeitam nem leis, nem regras, nem estatutos, nem as Misericórdias. E esta falta de confiança é cada vez mais notória e notada. Bastará estar, minimamente, atento a algumas inetrvenções públicas de alguns Dirigentes, nomeadamente, de Provedores, expressando a ausência de apoios das comunidades locais.
Claro que a ausência de ponderação e senso comum, manifestado pelos actuais "dirigentes" da UMP tem consequências, as quais se revelam, sempre pela negativa.
Cada vez mais a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) necessita de ser dotada de DIRIGENTES. Compete às Misericórdias tal tarefa.
Que me desculpem os Provedores, mas quando permitem que a União das Misericórdias Portugiesas (UMP) não seja DIRIGIDA por um dos seus pares (PROVEDOR), estão a passar-se a si próprios um atestado de incompetência.
Há muito que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) necessita de ser dirigida por Provedores, emquanto primeiros representantes das respectivas Misericórdias.
O caso da UMP é invulgar. Não é mesmo conhecida qualquer outra situação como a que vive a UMP há 20 anos. É que as Misericórdias não estão representadas nos órgãos sociais da UMP. Em mais nenhuma organização seja do sector social, seja do sector privado, seja do público todos os Dirigentes dessas organizações representativas são dirigente de filiadas. Só na UMP é que tal não acontece.
Aqui fica a pergunta: não haverá um Provedor, em Portugal, competente para Dirigir a UMP?
Aqui fica a resposta: qualquer Provedor tem cpompetência para Dirigir a UMP. Mais. E por muito mal que, péssimo mesmo que possa ser, o faça será difícil ser pior do que está a ser feito na actualidade.
Qualquer organização que se preze tem regras pelas quais os seus Dirigentes se regem. Pois na UMP parece que regras, apesar de existirem não são para cumprir.
Quem é que pode ter confiança numa organização, como a UMP, cujos "dirigentes" são os primeiros a não as respeitarem?
Que confiança podem ter as entidades externas, na UMP, sabendo que os seus "dirigentes" não respeitam as regras a que juraram fidelidade?

Como se tudo isto não fosse suficiente, o "presidente" do SN da UMP permitiu-se assinar o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 invertendo, completamente, as competências entre a UMP e as Misericórdias.
Tal como transcrevemos a alínea f) do artigo 4.º dos Estatutos da UMP é esta que tem que obter concordância das Misericórdias e não vice-versa. Pois o "presidente" do SN da UMP fez exactamente o contrário. Gerou obrigações indevidas para as Misericórdias perante a UMP.
Poderemos constatar isto mesmo no texto do Protocolo em apreciação.
E a primeira constatação é que o "presidente" do SN da UMP assinou o Protocolo que a CNIS celebrou com o Governo. Quem quiser confirmar esta afirmação bastará ler e comparar o texto que o Governo assinou com a CNIS e o que o "presidente" do SN da UMP subscreveu. Certamente não encontrará quaisquer diferenças para além da denominação da entidade e do nome do subscritor.
Fica assim demonstrado que o SN da UMP não negociou qualquer Protocolo com o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social.
Não bastando a comparação dos texto dos dois(?) Protocolos para concluir que só um transcrevemos o seguinte parágrafo do discurso(?) do "presidente" do SN da UMP na respectiva cerimónia de assinatura, referindo a dado passo:
Permita-me, pois, que aqui também agradeça muito particularmente ao Sr. Presidente da CNIS meu querido Amigo Sr. Dr. Lino Maia toda a determinação, competência e saber que, mais uma vez, colocou ao serviço da nossa causa comum.
Recxordamos que foi também o Presidente da Direcção da CNIS que negociou com a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) o acordo relativo à natureza jurídica das Misericórdias.
Tudo indica que esse Presidente representará melhor as Misericórdias.
Esta UMP é que parece não servir, absolutamente, para nada.
Pode-se concluir, com um grau de certeza bastante próximo do absoluto que o "presidente" do SN da UMP assinou o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 que a CNIS negociou com o Governo.
Não só o texto demonstra que ambos são, exactamente, iguais, como o "presidente" do SN da UMP reconhece nas palavras de agradecimento ao Presidente da Direcção da CNIS.
Pode-se assim concluir que esta UMP é de uma inutilidade absoluta para as Misericórdias. Talvez esta seja a razão principal para que a maioria das Misericórdias seja filiada na CNIS. E, provavelmente, haja tantas Misericórdias a pagar quota à UMP como à CNIS.
Pode-se também concluir que a maioria das Misericórdias não reconhece, à actual UMP, competência e capacidade para as representar.

Indevidamente porque para tal não estava, devidamente, mandatado o "presidente" do SN da UMP e, eventualmente, todo o SN acordaram na assinatura de Um Protocolo que cria obrigações das Misericórdias perante a UMP. O que contraria, de todo, quer as disposições estatutárias da UMP, para além de criar dependências das Misericórdias perante a UMP.
Podemos constatar isto mesmo no estabelecido no Protocolo. Vejamos onde:
- n.º 3 da claúsula 17.ª:
As instituições que se queiram candidatar a essa linha de crédito devem comunicá-lo junto da sua entidade representativa, que nos 10 dias posteriores à data dessa comunicação, emitirá parecer fundamentado do qual constam as respetivas razões, nomeadamente, quanto aos motivos invocados, à verificação dos requisitos, bem como às alternativas que permitam atenuar a insustentabilidade financeira.
- claúsula 18.ª:
Os serviços do MSSS devem, oportunamente, fazer as necessárias consultas à UMP sobre quaisquer atos e/ou processos em que as instituições de solidariedade social ou instituições equiparadas sejam parte interessada.
Mas a prova final de que os "dirigentes" da UMP, nomeadamente, o seu "presidnete" do SN da UMP não terá negociado o Protocolo está no teor do n.º 3 da cláusula 13.ª a qual transcrevemos:
As instituições que, no atual contexto de crise económico-financeira, se venham a encontrar em situação de desequilíbrio financeiro, deverão sinalizar tal situação aos representantes das uniões distritais nas respectivas CDAAPAC, que promoverão a sua análise e envio para a CNAAPAC, que a submeterá a decisão superior para concessão de apoios para reequilíbrio financeiro no âmbito do Fundo de Socorro Social.
Destacámos a vermelho uniões distritais porque de facto é a CNIS que está organizada em uniões distritais. Este texto não tem aplicabilidade à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), o que demonstra que os "dirigentes" da UMP não negociaram o Protocolo limitando-se a aceitar a versão que terá sudio negociada entre a CNIS e o Governo.
É neste tipo de situações que se revela a incompetência com que é dirigida a UMP.
É por estas e por outras que é cada vez maior o n.º de Misericórdias que se sente de facto representada pela CNIS. Esta, pelo menos manteve as Misericórdias nela filiadas informadas do decorrer das negociações que conduziram ao Protocolo.
Os "dirigentes" da UMP negociaram o Protocolo como se as Misericórdias não existissem. Estas foram, pura e simplesmente, ignoradas ao longo de todo o processo negocial.
Esta UMP revela-se, assim, de uma inutilidade absoluta.

A ser aceite este texto do Protocolo as Misericórdias perdem parte substancial da sua autonomia, permitindo que a UMP crie dependências que podem proporcionar a estes "dirigentes" da UMP até a concretização de chantagens.

Concluindo, para não alongar demasiado esta reflexão:
- os "dirigentes" da UMP parecem ter agido à revelia das Misericórdias;
- o "presidente" do SN da UMP assumiu compromissos protocolados para os quais não estava mandatado;
- o "presidente" do SN da UMP assumiu compromissos protocolados criando dependências das Misericórdias perante a UMP. Há aqui uma nítida inversão de competências.
De facto a actual UMP revela-se de uma inutilidade absoluta. Ou se qusiermos ser mais rigorosos, são cada vez mais e cada vez maiores os prejuízos que a acção da UMP provoca às Misericórdias.