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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

AS MISERICÓRDIAS TÊM QUE CONSTRUIR UMA UNIÃO

Nestes tempos particularmente difíceis para Portugal e para os Portugueses, as Misericórdias, inevitavelmente, viverão essas dificuldades de uma forma mais intensa e alargada. É vivida de uma forma mais intensa e alargada porque as dificuldades atingem todos os Portugueses e todas as Instituições e porque está a aumentar de uma forma contínua, o número de cidadãos que carecem de apoio e de assistência. É, portanto, fundamental que as Misericórdias encontrem caminhos adequados a fazer frente às dificuldades com que já estão confrontadas assim como prepararem-se para novas e acrescidas dificuldades que surgirão. As Misericórdias estão já a viver as dificuldades do presente, algumas delas em resultado da insensatez dos "dirigentes" da UMP, nameadamente, do "presidente" do SN que conduziu algumas Misericórdias para caminhos que se advinhavam sem saída, como é o caso da entrada na área da saúde, particularmente, na RNCCI. Este caminho para que foram conduzidas algumas Misericórdias, pelos "dirigentes" da UMP conduziria, inevitavelmente, à situação que as Misericórdias estão a sofrer, como aqui demonstrámos. Sendo certo que muitas das dificuldades, actualmente, vividas pelas Misericórdias poderiam ter sido evitadas se a UMP tivesse dotada de Dirigentes que se preocupassem, verdadeiramente, com a missão de que a UMP está investida, em paralelo com a sustentabilidade das Instituições, há agora encarar essas mesmas dificuldades com realismo, encontrar caminhos que permitam ultrapassá-las tendo também presente que novas e mais dificuldades estão a surgir e para as quais é fundamental que as Misericórdias encontrem caminhos que correspondam às expectativas. É na procura destes caminhos que a União faz todo o sentido. As Misericórdias terão que percorrer um caminho principal e para este só em União será possível construí-lo, garantindo, em simultâneo, e identidade e especificidade própria de cada Misericórdia. Foi também para isso que as Misericórdias, em 1976, criaram a União das Misericórdias Portuguesas. Da missão que as Misericórdias encarregaram a UMP, os "dirigentes" têm vindo a deixá-la cair no esquecimento e hoje a UMP vive praticamente só para si mesma. A UMP tal com tem vindo a ser dirigida nos anos mais recentes tem vindo a afastar-se de uma autêntica missão de Misericórdia. Bastará ter o minimo atenção ao afazeres dos actuais órgãos sociais e nada, mas mesmo nada, que, verdadeiramente, é importante para as Misericórdias preocupa ou merece o mínimo de atenção por parte destes "dirigentes" da UMP.
Há aqui um caminho comum que deve ser construído pelo universo das Misericórdias, pelas razões atrás enunciadas. Mas há mais outra razão que justifica a necessidade de as Misericórdias se unirem, de construirem uma verdadeira União. E essa razão é resultado da reflexão que fizémos na sequência de um trabalho apresentado ontem à noite no jornal da noite da SIC, subordinado ao tema "Custos do Pré-escolar". O que ontem foi apresentado na TV indicia uma frente para tentar demonstrar que as Instituições do Sctor Social, nomeadamente, as Misericórdias custam muito caro aos Portugueses quer pela via dos impostos quer pelas comparticipações cobradas às famílias. Também por esta razão as Misericórdias deverão construir a sua União para enfrentar esta nova realidade que ontem se apresentou e que, certamente, terá novos desenvolvimentos. Aqui está uma nova origem de dificuldades com que o universo das Misericórdias se vai ter que confrontar. Para fazer face a dificuldades que serão comuns só em União e com a União será possível enfrentar e superar essas mesmas dificuldades.
Só em União e com a União será possível às Misericórdias enfrentarem as dificuldades com que estão confrontadas e com as novas que todos o dias estão surgindo. O tronco comum onde estão todas as Misericórdias permite-lhes usufruir de uma identidade única a qual constitui um dos pilares da nossa identidade nacional. É este caminho de manutenção de uma identidade própria que garantiu a prestação de tantos e tão relevantes serviços que as Misericórdias têm, ao longo dos séculos, disponibilizados aos Portugueses e não só. As Misericórdias atentas às dificuldades com que os Portugueses se estão a confrontar e conscientes das dificuldades que atravessam, certamente, serão capazes de encontrar caminhos comuns e específicos.
Foi construindo caminho de tronco comum em respeito pela especificidade de cada Misericórdia que as Misericórdias renasceram após a Revolução do 25 de Abril, onde até foram capazes de enfrentar a tentativa de extinção das Misericórdias. Em tempos de dificuldades a necessidade de e da União é, particularmente, sentida. E apesar dos esforços feitos por muitos Senhores Provedores preocupados com a situação que Portugal atravessa, com as dificuldades institucionais com que as Misericórdias estão confrontadas e com as dificuldades crescentes que afectam um número cada vez maior de Portugueses vêem as suas iniciativas de construir União, em respeito pela diversidade institucional que compõe o universo das Misericórdias em Portugal, serem repudiadas, combatidas e até boicotadas pelos actuais "dirigentes" da UMP, nomeadamente, pelo "presidente" do SN da UMP que, recentemente encabeçou um movimento de boicote (conseguindo o seu objectivo com sucesso, que levou a anulação da iniciativa) de um espaço de reflexão que envolvia 9 Secretariados Regionais, preocupados com a natureza jurídica e a sustentabilidade das Misericórdias.
Uma pergunta se impõe. É para boicotar iniciativas das Misericórdias que existe a UMP? Pelos factos, estes "dirigentes" da UMP, temem e revelam-se incapazes de enquadrar as iniciativas das Misericórdias, mesmo quando surgem dentro da própria UMP. De facto, perante, a realidade os "dirigentes" da UMP rejeitam e repudiam mesmo toda e qualquer preocupação comum das Misericórdias. Concluindo. As preocupações das Misericórdias resultantes das dificuldades com que diariamente se confrontam são não só rejeitadas como até repudiadas. Perante esta realidade as Misericórdias nada de bom para si e para o cumprimento da sua missão podem esperar destes "dirigentes" da UMP.
As Misericórdias necessitam encontrar espaços e tempos em União e na União para reflectirem sobre as necessidades com que os Portugueses em geral se confrontam. As Misericórdias possuem competências e capacidades que podem ser potenciadas com a criação de sinergias resultantes de acções comuns. São estas acções comuns que têm que ser encontradas pelas Misericórdias, já que os actuais "dirigentes" da UMP demonstram total insensibilidade quando confrontados com as dificuldades com que as Misericórdias já convivem.
Será necessário estimular o espírito de partilha, promover a Solidariedade Institucional assim como a aproximação entre todos os Dirigentes das Misericórdias.
As Misericórdias são Instituições para a prática da Solidariedade. Constituem uma referência nacional e até internacional da prática da Caridade, cuja amplitude é bastante mais vasta que a Solidariedade. As Misericórdias não se quedam pela mera prática da Solidariedade. Vão bastante mais longe, praticando a Caridade (Caridade não tem o sentido perjorativo que lhe querem dar aqueles que rejeital a Doutrina de Cristo). É a Doutrina de Cristo o principal factor de agregação que contém os princípios e valores orientadores da missão que compete às Misericórdias. É esta mesma Doutrina que nos considera a todos Irmãos de um mesmo Pai. É esta prática de família universal que deveria estar presente nas práticas seguidas por aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP). Lamentavelmente, por acção ou omissão destes "dirigentes" da UMP a Doutrina de Cristo, entenda-se Doutrina Social da Igreja, está, de todo, ausente quer no espírito quer nas práticas da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
A prova provada desta nossa afirmação está na inexistência de capelão. Porque é que a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) não nomeará o capelão ou assistente espiritual?
A continuar no rumo que tem sido imprimido à UMP pelos seus "dirigentes" nos tempos mais recentes levará, indesejavelmente, à desagregação institucional. Esta desagregação institucional é já hoje sentida por muitas Misericórdias, as quais, pura e simplesmente, ignoram tudo (umas vezes por falta de decisão e de informação d'AICOSUMP outras por se revelarem desadequadas muitas das opções e/ou decisões destes) o que tem origem na UMP.
É necessário inverter o actual estado de coisas dentro da UMP.
É necessário que a UMP recupere a confiança dos Portugueses.
É necessário recuperar acredibilidade perdida.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AUSÊNCIA DE PREOCUPAÇÃO COM A ACTUALIDADE

Nem outra coisa seria de esperar dos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP). Não se houve uma palavra destes "dirigentes" da UMP sobre as dificuldades que os Portugueses vivem, nem dedicam a mínima atenção à preparação de um futuro de dificuldades para muitos Portugueses.
As espaços, mas sempre sem ser capaz de quantificar, minimamente, o n.º de Portugueses que estão a recorrer à ajuda alimentar das Misericórdias, o "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da UMP atira com um crescimento de 400 %. Poderia ser este ou outro qualquer. Como não quantifica nem referencia as Misericórdias envolvidas as suas afirmações carecem de credibilidade. Assim como carece até de verdade que as Misericórdias que estão a prestar ajuda alimentar, o estarão a fazer sem nenhuma ajuda externa. O que não é verdade na generalidade dos casos e se há Misericórdias que não recebam ajuda, a culpa é da exclusiva responsabilidade dos "dirigentes" da UMP que não informam.
Vamos lá então descodificar.
Em Portugal existe uma acção de âmbito europeu desiganada PCAAC - Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados. Ora este Programa destina-se, em exclusivo, a ajudar os cidadãos(ãs) carenciados de alimentos. Ao PCAAC têm-se candidatado a generalidade das Misericórdias. As quais têm beneficiado desta ajuda e têm sido intermediárias na distribuição de ajuda alimentar às famílias. Razão pela qual o que disse este "presidente" do SN da UMP relativamente à total ausência de ajuda às Misericórdias que estão a apoiar cidadãos através de cantinas sociais não corresponde à verdade ou se corresponde tal é devido ao facto de os "dirigentes" da UMP não cumprirem com o seu dever de informar as Misericórdias.
Tal como no âmbito do PCAAC, noutros âmbitos as Misericórdias poderiam e poderão beneficiar de ajudas e apoios que cpompete aos Dirigentes (quando os houver) da UMP conseguí-los, conhecê-los e divulgá-los às Misericórdias. Recordamos, só para exemplificar, que depois do "saneamento" social de que foi alvo um vogal do SN da UMP, com total concordância (ou mais que concordância, com o estímulo senão mesmo apoio e iniciativa) do actual "presidente" do SN da UMP, em 2003, as Misericórdias deixaram de beneficiar, entre outras coisas, do acesso à distribuição de fruta, a qual ainda beneficiava de apoio financeiro para o respectivo transporte.
Até parace que aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) não se interessam, minimamente, pelas potenciais, possíveis e previsíveis ajudas às Misericórdias, sem quaisquer custos para estas Instituições.
São estas potencialidades e possibilidades que, entre muitas outras, os Dirigentes (quando a UMP deles estiver dotada) da UMP deverão investir tempo, conhecimento, capacidades e empenhamento. A postura actual (que se mantém há já quase 2 décadas) de exigir ao Estado cada vez mais dinheiro conduziu as Misericórdias à actual situação de rotura financeira. E não se pense que nesta situação estão só a que enveredaram pela área da saúde. Um bom exemplo de uma situação de pré-insolvência parece estar a Misericórdia cujo "provedor" é o assessor deste "presidente" do SN da UMP para a s toradas. Esta será, talvez, a razão para esse assessor para as toradas querer estar agarrado que nem uma lapa quer ao "presidente" do SN da UMP o que lhe assegura 2 vencimentos a tempo inteiro (um na Misericórdia de que é "provedor", outro como assessor) para além de tentar salvar a Misericórdia o que ao que parece se está a tornar cada vez mais difícil, havendo até uma crescente constestação à sua continuidade.

A situação que o País vive desde 2008, pelo menos, de crescentes dificuldades em resultado do desequilíbrio orçamental e do endividamento externo tem conduzido a um abaixamento do nível médio de rendimento da generalidade dos Portugueses. Ora como as Misericórdias, em respeito pelo princípio da Opção Preferencial pelos Pobres, estão vocacionadas para apoiar quem menos rendimento dsiponível possui, se este rendiemnto baixa, as Misericórdias estão a apoiar cada vez mais cidadãos em perca de rendimento. E se assim é as Misericórdias deverão encarar a realidade e tentar conseguir diversificar as suas fontes de rendiemnto já que para continuar a garantir o apoio e a assistência necessárias, terão que cada vez mais recorrer a receitas próprias e/ou outras fontes de receitas externas que não as famílias e o Estado.
Se as famílias estão em processo de perca continuada de rendimento, quer seja derivado do aumento dos impostos, quer seja da reduçaõ dos benefícios fiscais, quer seja da diminuição dos salários reais, quer seja ainda da dimuição efectiva dos salários. Se o Estado não prevê aumento das comparticipações que paga às Misericórdias em função do apoio e da assistência que prestam. Não resta outra alternativa às Misericórdias senão procurarem outras fontes de financiamento alternativas às actuais. Para isso importa conhecer a realidade e a sua provável evolução de forma a que as Misericórdioas possam perpspectivar o seu futuro a médio e longo prazo, tanto quanto é possível. A situação de incerteza em que Portugal está mergulhado aumenta as dificuldades de pevisão. Mas isto não pode ser impeditivo de se inicar um percurso de busca de recursos necessários para o apoio imprescindível aos mais carenciados. É que as Misericórdias têm c por missão o cumprimento das Obras de Misericórdias tal como estão identificadas e operacinalizadas no Envagelho de S. Mateus, na Parábola do Juízo Final.
Sobre esta realidade parece não haver a mínima preocupação entre os "dirigentes" da UMP. A Doutrina inspiradora das Misericórdias está, completamente, esquecida dentro desta organização que deveria ser representativa. Os Prncípios e Valores da Doutrina Social da Igreja que deveriam nortear aqueles e que deveriam estar ao serviço do seu Irmão em dificuldades e/ou sofrimento estão, completamente, ausentes da sua mente, para já não falar da sua prática.

São expectáveis mais e maiores dificuldades para os Portugueses, em geral e para os mais débeis em particular. Daqui resultará uma maior necessidade de intervenção para a acção das Misericórdias de forma a atender às necessidades crescentes. Mas só poderão corresponder a essas necessidades se as conhecer e/ou tiverem capacidade de as prever. Para tal deveriam ir-se preparando, aquelas que ainda não estiverem. Sabemmos que muitas Misericórdias estarão preparadas já para corresponderem às necessidades do futuro.
Quanto melhor forem capazes de prever o futuro, apesar do enorme grau de incerteza em que estamos mergulahdos. Quanto mais o fizerem em união e na União (dotada de Dirigentes) melhor serão capazes, as Misericórdias, de cumprir a sua missão.