<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101</id><updated>2012-02-01T17:34:09.919Z</updated><category term='Assembleia Geral'/><category term='Bem'/><category term='Contas de Gerência'/><category term='Bom'/><category term='Remunerações'/><category term='Largada de Perdizes'/><category term='Passivo'/><category term='Governo'/><category term='Democracia'/><category term='Despesas de Representação'/><category term='Código do Direito Canónico'/><category term='Biblioteca'/><category term='Dificuldades'/><category term='Prestação de Contas'/><category term='Competência dos Tribunais Civis'/><category term='Estado'/><category term='Remunerações dos dirigentes'/><category term='Compromisso'/><category term='Pobreza'/><category term='Contas'/><category term='Vencimento dos dirigentes'/><category term='ME'/><category term='Estatutos'/><category term='Congresso das Misericórdias'/><category term='fraldas'/><category term='Associações Públicas de Fiéis'/><category term='RNCCI'/><category term='Deficiência'/><category term='Solidariedade'/><category term='RSI'/><category term='Santas Casas da Misericórdia'/><category term='Ministério da Saúde'/><category term='Fundo de Investimento'/><category term='Mobilidade especial'/><category term='CEFORCÓRDIA'/><category term='Tribunal Constitucional'/><category term='Sustentabilidade'/><category term='Patromónio'/><category term='Presidente da República'/><category term='Bispos'/><category term='Voluntariado'/><category term='Conferência Episcopal Portuguesa'/><category term='Bispo do Porto'/><category term='Acção Social'/><category term='Verdade'/><category term='Direito Canónico'/><category term='CNIS'/><category term='Obras de Misericórdia'/><category term='Representatividade'/><category term='Amor'/><category term='Farmácias'/><category term='Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social'/><category term='Quinta de Sto Estevão'/><category term='Dificuldades financeiras'/><category term='Formação'/><category term='Misericórdia de Campo Maior'/><category term='Conselho Nacional'/><category term='Santa Casa'/><category term='Dom'/><category term='Crise'/><category term='UMPO'/><category term='UMP. Provedor de Justiça'/><category term='Hospitais'/><category term='Provedor'/><category term='Si'/><category term='RTP'/><category term='Jogos Sociais'/><category term='Cuidados Continuados'/><category term='ÚMP'/><category term='Vencimentos'/><category term='MSSS'/><category term='Barcelos'/><category term='Relações Laborais'/><category term='Santas Casas Misericórdias'/><category term='Identidade'/><category term='Protocolo de Cooperação'/><category term='RNCCSI'/><category term='Natureza Jurídica'/><category term='Universidade de Verão'/><category term='Subsídio'/><category term='Misericórdia do Porto'/><category term='Comparticipação'/><category term='Igreja'/><category term='PES'/><category term='Gastos'/><category term='UMP'/><category term='excedentes'/><category term='Santas Casas União Misericórdia'/><category term='Santas Casas'/><category term='Plano de Actividades'/><category term='Gratuitidade'/><category term='Palácio dos Vianinhas'/><category term='Misericórdias da Madeira'/><category term='CEO'/><category term='UGT'/><category term='Lei'/><category term='Idosos'/><category term='Saúde Misericórdias'/><category term='Irmandade'/><category term='Esbajamento de dinheiro'/><category term='CGTP'/><category term='Misericórdias'/><category term='Joao Paulo II'/><category term='Corrida de Touros'/><category term='Caridade'/><category term='Coimbra'/><category term='Inspecção'/><category term='Fundação'/><category term='Envelhecimento'/><category term='Dívida'/><category term='Familia'/><category term='STJ'/><category term='Lares de Crianças e Jovens'/><category term='Ensino pré-escolar'/><category term='Eleições'/><category term='Dinheiro'/><category term='Turismo'/><category term='Voluntários'/><category term='CEP'/><category term='UMP. 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Essa Circular foi endereçada a: Exmo.(a) Sr. Provedor(a). Essa circular foi assinada por: &lt;strong&gt;O Responsável da Área Social&lt;/strong&gt; da União das Misericórdias Portuguesas. Aqui reside, desde logo, algo de estranho. É que o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;responsável&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" é "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;secretário&lt;/span&gt;" do SN. E é caso único no funcionamento de organizações com órgãos sociais. É que em todas as organizações, com funcinamento regular, quando algum Dirigente assina algum documento fâ-lo com na qualidade do cargo que exerce. Não é este o caso na UMP, talvez porque o funcionamento da UMP não é regular. A UMP funciona ao livre arbítrio de quem nela se instalou, sem respeito pelas regras e leis a que está vinculada. As regras de funcionamento da UMP são ditadas a cada momento por que está instalado nos cargos dos órgãos sociais da UMP, ainda que não assine documentos, enquanto tal, como foi o caso da emissão da supra referida circular.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias interessadas em participar teriam que remeter à UMP uma ficha de inscrição da qual constava o nome e os contactos dos inscritos por cada Misericórdia, até um máximo de três.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim procederam as Misericórdias. Remeteram à UMP a ficha de inscrição com os nomes e contactos dos participantes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E hoje, de acordo com o programa que foi enviado à Misericórdias conjuntamente com a referida circular, os inscritos de cada Misericórdias, apresentaram-se no Centro João Paulo II para participarem na sessão de esclarecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual não foi o seu espanto quando entraram nesse Centro e depararam-se com o assessor do "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN para as toradas e assalariado da UMP, na função de porteiro encaregue de comunicar aos participantes que a sessão só acontecerá às 14H00, sem mais nenhuma justificação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De facto, o assessor do "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN para as toradas e assalariado da UMP, estará muito mais próximo das suas competências quando desempenhe funções de porteiro, e ainda assim ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quando o assessor do "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN para as toradas e assalariado da UMP desempenhar as funções de proteiro, as quais serão mais consentâneas com as suas habilidades, permitimo-nos sugerir o uso de uma farda adequado do tipo que tomamos a liberdade de sugerir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img height="300px" id="il_fi" src="http://cdn.mundodastribos.com/wp-admin/uploads/2010/08/vagas-de-emprego-para-porteiro-em-sp-2010-20111.jpg" style="padding-bottom: 8px; padding-right: 8px; padding-top: 8px;" width="300px" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sempre lhe ficará melhor do que uma farda de cabreiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;quando vai à pendura a Homenagem a Provedores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto demonstra duas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira uma nítida incapacidade de gestão e organização por parte do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda e bastante grave, o desrespeito, desconsiderção e desprezo&amp;nbsp;que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP, nomeadamente, os do SN dispensam às Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fundamentando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incapacidade de gestão e organização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;secretário&lt;/span&gt;" do SN da UMP que assina a Circular na categoria de &lt;strong&gt;O Responsável da Área Social&lt;/strong&gt; da União das Misericórdias Portuguesas, revelou-se incapaz de estabelecer o procedimento adequado para o caso de a sessão prevista para as 10H30 de hoje, não se pudesse realizar, como está a contecer. Revelou-se incapaz de programar uma sessão, com sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este lamentável erro está a causar enormes prejuízos a todos os inscritos de várias Misericórdias que chegaram a Fátima às 10H30.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Situações como estas não são admissíveis e só revelam uma nítida incapacidade de organização e gestão. O que permite concluir que estes "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP não estão à altura das circunstâncias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desrespeito, desconsiderção e desprezo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se pode ver na ficha de inscrição que foi enviada às Misericórdias, foi pedido a quem se increvesse que indicasse o telefone e fax. Sendo assim é pressuposto que qualquer alteração à referida sessão de esclarecimento seria comunicada aos inscritos, já que o organizador estava na posse dos contactos mais directos. Mas assim não procedeu. Não informou os inscritos da alteração da hora da realização da sessão, como era sua estrita obrigação tê-lo feito. Demonstrou mais uma vez que não nutre, pelas Misericórdias o mais mínimo respeito e considiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O não aviso dos inscritos na sessão de esclarecimento levou a que esses mesmos inscritos por cada Misericórdia se apresentassem hoje às 10H30 no Centro João Paulo II, em Fátima para participarem na reunião. Não se tendo realizado a sessão à hora prevista, obrigou a que os inscritos permanecessem em Fátima quase 4 horas sem nada para fazer, podendo estar nos seus locais de trabalho onde seriam bastante mais úteis às Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve, assim também, um manifesto desrespeito, desconsiderção e desprezo pelo trabalho de todos aqueles que se inscreveram na sessão de esclarecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto não devria ter acontecido. Nada disto pode acontecer. Com a agravante de que o porteiro designado, o assessor para as toradas e assalariado da UMP, nem ao menos se dignar apresentar um pedido de desculpas a quem se dirigiu para participar na sessão de esclarecimento, nem ter apresentado qualquer justificação para tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto, só vem demonstrar mais uma vez que os&amp;nbsp;actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP não estão à altura que as circunstâncias do exercício dos cargos exige.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Residindo nas Misericórdias a razão de ser e de existir da UMP, é obrigação mínima dos Dirigentes da UMP respeitarem e fazerem respeitar os Dirigentes das Misericórdias. Não sendo a prática habitual por parte dos "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" actuais da UMP, tal como o que se está agora a passar em Fátima o demonstra, deveriam ter a dignidade suficiente para assumir a sua incapacidade para administrarem e gerirem uma organização que tem que voltar a ser uma referência em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-7917525325878255752?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/7917525325878255752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=7917525325878255752' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/7917525325878255752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/7917525325878255752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/02/mais-uma-demonstracao-de-desrespeito-e.html' title='MAIS UMA DEMONSTRAÇÃO DE DESRESPEITO E DESPREZO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-607992080547681498</id><published>2012-01-25T15:36:00.002Z</published><updated>2012-01-26T17:33:35.162Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protocolo de Cooperação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comparticipação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MSSS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subsídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado'/><title type='text'>AS MISERICÓRIDAS SÃO SEMPRE AS PENALIZADAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na nossa última reflexão transcrevemos e sinalizámos vários trechos do teor do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 assinado pelo Senhor Ministro da Solidariedade e Segurança Social (MSSS)&amp;nbsp;e pelo "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" (&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) &amp;nbsp;do Secretariado Nacional(SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).&lt;br /&gt;A partir desses transcrições, analizando-as, é possível concluir que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN se demitiram das suas funções entregando a negociação desse mesmo Protocolo ao Presidente da Direcção da CNIS.&lt;br /&gt;Será mesmo legítimo concluir que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN não foram capazer ounão quiseram cumprir a missão que as Misericórdias, estatutariamente, lhes conferiram. Não o cumpriram quer por defeito quer por excesso. Não se coibiram de assinarem um texto de Protocolo sem que para tal estivessem, minimamente, mandatados, mas pior que isso assinaram o Protocolo criando obrigações para as Misericórdias perante esta UMP, o que para além de constituir uma violação dos Estatutos da UMP, assim como das competências que lhes westão coferidas.&lt;br /&gt;Os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN para além de criarem responsabilidades acrescidas para as Misericórdias para seu interesse pessoal, não estavam, devidamente, autorizados para negociar fosse o que fosse no âmbito do Protocolo. Este pode mesmo considerar-se sem valor vinculativo para as Misericórdias já que estas não concederam qualquer autorização aos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN. Poder-se-á até dizer que o valor vinculativo e jurídico do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 é nulo e de nulos efeitos se as Misericórdias assim o quiserem entender.&lt;br /&gt;Este tipo de procedimentos que "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN são useiros e vezeiros são de todo inaceitáveis e devem merecer vivo repúdio por parte das Misericórdias.&lt;br /&gt;Mas se esta conclusão é possível ser extraída do teor de algumas cláusulas do citado Protocolo, esses mesmos "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN não se coibiram de assinar um texto, altamente, penalizador para as Misericórdias.&lt;br /&gt;Vejamos então o que está contido no preâmbulo do Protocolo e que é, altamente, penalizador para as Misericórdias.&lt;br /&gt;Transcrevemos o 3.º parágrafo do preâmbulo do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porém, no atual contexto, marcado pelo Memorando de Entendimento sobre as &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Condicionalidades da Política Económica (MoU) e pela imperiosidade de cumprir as &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;obrigações assumidas perante os parceiros internacionais, verifica-se como &lt;span style="background-color: red;"&gt;uma das &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: red;"&gt;condicionantes a necessidade de reduzir os subsídios a entidades produtoras de bens &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: red;"&gt;ou prestadoras de serviços&lt;/span&gt; (1.9.viii MoU).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sublinhamos a vermelho a frase que em nosso entendiemnto é, altamente, penalizador para as Misericórdias.&lt;br /&gt;É importante, fundamental mesmo, que estamos perante um Protocolo de vigência anual que tem como objectivo, conforme descrito no parágrafo 2.º desse mesmo Protocolo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Anualmente celebrado entre o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(MSSS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) tem, designadamente, por &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;objetivo, fixar o valor da comparticipação financeira da segurança social &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;relativamente ao custo das respostas sociais, de harmonia com o estabelecido na &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Norma XXII, n.º 2 e 4, do Despacho Normativo n.º 75/92, de 20 de maio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-á constatar que é objectivo do Protocolo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;fixar o valor da comparticipação financeira da segurança social relativamente ao custo das respostas sociais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Importa, assim, fazer a distinção entre comparticipação e subsídio.&lt;br /&gt;Vamos começar por definir o que se entende por comparticipação e subsídio.&lt;br /&gt;O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define &lt;em&gt;comparticipação&lt;/em&gt; como sendo &lt;em&gt;participar com, ter em comum&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O mesmo Dicionário define &lt;em&gt;subsídio&lt;/em&gt; como sendo &lt;em&gt;recurso financeiro destinado a auxiliar pessoas ou instituições em dificuldades&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Lendo o Protocolo pode ficar-se com a ideia que comparticipações e subsídios são uma e a mesma coisa.&lt;br /&gt;Mas é, precisamente, esta ideia que muito penalizadora para as Misericórdias, pois deixa transparecer que as Misericórdias estão a ser subsidiadas, o que não corresponde, minimamente, à verdade. É que, na realidade quem está a ser subsidiado é o utente concreto que está a ser apoiado ou assistido pela Misericórdia.&lt;br /&gt;E é esta ideia que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN consagraram ao assinar o Protocolo nos termos em que o fizeram. Não quiseram ou não foram, competentes, para salvaguardar as Misericórdias de uma ideia errada que agora foi consagrada e que se tem revelado nefasta.&lt;br /&gt;É fundamental que seja feita a distinção entre subsídio e comparticipações.&lt;br /&gt;No âmbito do Protocolo de Cooperação, anualmente celebrado entre o MSSS e a UMP são fixadas as comparticipaçoes mensais com&amp;nbsp;que o Estado financia os utentes das Misericórdias para que estas os&amp;nbsp;acolham ou os apoiem. O MSSS não está a subsidiar as Misericórdias mas tão somente a comparticipar nas despesas que as Misericórdias suportam para acolher ou assistir os seus utentes.&lt;br /&gt;As comparticipações que o MSSS para mensalmente às Misericórdias derivam de uma prestação de serviços que as Misericórdias disponibilizam aos seus utentes. Quem na verdade está a ser comparticipado é o utente e não a Misericórdia prestadora do serviço.&lt;br /&gt;Os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN não salvaguardaram este ponto de vista que é essencial para o entendiemnto do financiamento às Misericórdias e aos utentes.&lt;br /&gt;No caso concreto em apreciação quem está a ser financiado é o utente e não a Misericórdia.&lt;br /&gt;E este entendimento que é o geral nas Misericórdias deixou de o ser por parte dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN, com resultados, altamente, penalizadores para estas Instituições. Isto quer dizer que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN, não comungam com as Misericórdias os mesmos pontos de vista. Os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;"(&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN não partilham do mesmo entendimento que as Misericórdias, pelo que não será possível serem, verdadeiramente, os seus representantes.&lt;br /&gt;Com esta questão das comparticipações pagas mensalmente às Misericórdias pela prestação de serviços aos seus utentes, surgiu já há alguns anos atrás a ideia, com todo o sentido, de a comparticipação que agora é paga pelos serviços prestados pelas Misericórdias aos seus utentes, deveria ser paga, directamente aos utentes. Assim se criariam as condições de igualdade e equidade dos cidadãos perante os prestadores de serviços.&lt;br /&gt;Tal financiamento nãp colidia, minimamente, com a prestação de serviços por parte das Misericórdias e colocaria todos os cidadãos em é de igualdade. E permitiria também a livre opção dos utentes. Esta prática seria amis consentânea com a filosofia do estabelecimento das comparticipações.&lt;br /&gt;Porque é que os utentes acolhidos ou assistidos pelas Misericórdias têm direito a ser comparticipados e os outros que optem por qualquer outra opção não são comparticipados?&lt;br /&gt;Regressando ao tema dos subsídios atribuídos às Misericórdias no âmbito do Protocolo para além de não corresponder à realidade cria uma ideia generalizada no comum dos cidadãos que as Msiericórdias são subsidiadas pelo dinheiro dos nossos impostos.&lt;br /&gt;É fundamental desmistificar esta ideia que para além de errada é até impeditiva do estabeleciemnto de laços de solidariedade dentro e fora das respectivas comunidades locais.&lt;br /&gt;O que na realidade prática acontece na actualidade é que no âmbito do Protocolo o Estado/Governo/MSSS está a subsidiar os utentes concretos que estão acolhidos ou assistidos pelas Misericórdias, pagando, directamente a estas Instituições os serviços prestados.&lt;br /&gt;Perante este entendiemnto que é o entendimento há muito consagrado no seio das Misericórdias os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) da UMP, nomeadamente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;?&lt;/span&gt;) do SN jamais poderiam ter assinado o Protocolo consagrando princípio contrário ao entendiemnto das Misericórdias. Prestaram,a ssim mais um pior que péssimo serviço às Misericórdias e à causa da Solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental para o desemvolvimento da prestação de serviços por parte das Misericórdias desfazer este perigoso equívoco que se traduz na consagração protocolada de entender as comparticpações pagas pelo MSS como subsíodios atribuídos à quelas Instituições.&lt;br /&gt;É que para além de errada essa ideia não condiz, minimamente, com a prática nem com a realidade dos factos.&lt;br /&gt;E não se pode dizer que tal são meros conceitos. Sendo conceitos jamais poderão ser considerados semelhantes entendimentos tão distintos. É que os conceitos correspondem a realidades práticas também distintas. Confundir o que é distinto como sendo coisas semelhantes só pode gerar barafunda o que em Solidadriedade é, altamenet, pernecioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-607992080547681498?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/607992080547681498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=607992080547681498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/607992080547681498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/607992080547681498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/as-misericoridas-sao-sempre-as.html' title='AS MISERICÓRIDAS SÃO SEMPRE AS PENALIZADAS'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-8122011402822106626</id><published>2012-01-23T11:59:00.000Z</published><updated>2012-01-23T11:59:24.363Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protocolo de Cooperação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CNIS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ministério da Solidariedade e da Segurança Social'/><title type='text'>SINAIS DE INUTILIDADE ABSOLUTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 e a respectiva cerimónia de assinatura revelam sinais, alramente, preocupantes de inutilidade absoluta da União das Misericórdias Portugesas (UMP)&amp;nbsp;gerida pelos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem estiver atento aos comportamentos e procedimentos dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP só pode esperar que o que de facto quanto maior for a relevância das matérias e mais elevado for o impacto das mesmas na vida das Misericórdias menor é o interesse e a dedicação que esses mesmos "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" lhe dedicam.&lt;br /&gt;O interesse e empenhamento dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP é inversamente proporcional à importância e relevância das matérias com impacto directo na acção e intervenão das Misericórdias.&lt;br /&gt;Quer o texto quer a cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 são disso a prova provada. E é, exactamente, sobre isso que hoje iremos reflectir.&lt;br /&gt;Cada vez mais aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) estão mais fasatados das Misericórdias. O último acto público - a assinatura do Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 é disso prova irrefutável.&lt;br /&gt;Vamos então aos factos.&lt;br /&gt;De acordo com a as disposições estatutárias contidas na alínea f) do artigo 4.º dos Estatutos da UMP: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Servir de intermediário nas relações das Santas Casas com as autoridades civis e religiosas, nos casos em que as Santas Casas o desejarem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pode-se, assim, constatar que AICOSUMP, também, habitualmente designados como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;", não procederam em conformidade com as obrigações estatutárias que estão obrigados a respeitar. Porquê?&lt;br /&gt;Porque quer em 2011 quer em 2012 solicitaram, às Misericórdias, que lhes conferissem mandato para negociar com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social o Protocolo de Cooperação para esses mesmos anos.&lt;br /&gt;Pior ainda.&lt;br /&gt;Omitiram, às Misericórdias, as negociações sobre esse mesmo Protocolo de Cooperação.&lt;br /&gt;Os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP nem deram conhecimento às Misericórdias que estavam a negociar o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 como não deram conhecimento do teor das negociações.&lt;br /&gt;Mas, a situação é ainda mais grave porque não estando mandatados, permitiram-se negociar em nome das Misericórdias, gerando obrigações para estas Instituições.&lt;br /&gt;O comportamento dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP é por demais deplorável e censurável. É, à luiz dos princípios da moral e da ética são, superiormente, condenáveis.&lt;br /&gt;Não é, minimamente, compreensível e muito menos admissível que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP se permitam negociar obrigações para as Misericórdias sem que para tal estejam, devidamente, autorizados. Assim como não é compreensível nem admissível que esses mesmos "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" negoceiem obrigações para as Misericórdias, sem que estas Instituições sejam, minimamente, informadas.&lt;br /&gt;Jamais as Misericórdias foram informadas que estavam a decorrer negociações com vista à celebração de Protocolo de Cooperação e pior que isso faram mantidas afastadas dessas mesmas negociações e nem sequer do teor das mesmas lhes foi dado conhecimento.&lt;br /&gt;O que é admirável em tudo isto é a desfassatez e o à vontade dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP agem com total impunidade. Como é possível aceitar-se que estes "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP façam tudo o que lhes dá na real gana (como diz o Povo) sem prestar contas a nada nem a ninguém.&lt;br /&gt;Os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP devem achar quie estão acima de tudo e de todos e que tudo lhes continuará a ser permitido para todo o sempre.&lt;br /&gt;Conferimos que mais uma vez os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" da UMP desrespeitam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.º- &lt;/strong&gt;os Estatutos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP);&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.º- &lt;/strong&gt;o mandato que lhes foi conferido pelas Misericórdias;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.º- &lt;/strong&gt;os limites de intervenção que lhes estão conferidos pelas Misericórdias;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.º- &lt;/strong&gt;as próprias Misericórdias.&lt;br /&gt;Por tudo isto, os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP demonstram não possuirem perfil para os cargos que exercem. Quem não respeita os estatutos de uma organização&amp;nbsp;nem as Instituições que lhe dão corpo não pode nem deve exercer cargos cujas competências não é capaz de desempenhar.&lt;br /&gt;O prestígio das Misericórdias ficam, também, por estas razões bastante afectado, assim como a sua credibilidade e a confiança externa.&lt;br /&gt;Ninguém pode confiar em organizações cujo "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" não respeitam nem leis, nem regras, nem estatutos, nem as Misericórdias. E esta falta de confiança é cada vez mais notória e notada. Bastará estar, minimamente, atento a algumas inetrvenções públicas de alguns Dirigentes, nomeadamente, de Provedores, expressando a ausência de apoios das comunidades locais.&lt;br /&gt;Claro que a ausência de ponderação e senso comum, manifestado pelos actuais "dirigentes" da UMP tem consequências, as quais se revelam, sempre pela negativa.&lt;br /&gt;Cada vez mais a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) necessita de ser dotada de DIRIGENTES. Compete às Misericórdias tal tarefa.&lt;br /&gt;Que me desculpem os Provedores, mas quando permitem que a União das Misericórdias Portugiesas (UMP) não seja DIRIGIDA por um dos seus pares (PROVEDOR), estão a passar-se a si próprios um atestado de incompetência.&lt;br /&gt;Há muito que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) necessita de ser dirigida por Provedores, emquanto primeiros representantes das respectivas Misericórdias.&lt;br /&gt;O caso da UMP é invulgar. Não é mesmo conhecida qualquer outra situação como a que vive a UMP há 20 anos. É que as Misericórdias não estão representadas nos órgãos sociais da UMP. Em mais nenhuma organização seja do sector social, seja do sector privado, seja do público todos os Dirigentes dessas organizações representativas são dirigente de filiadas. Só na UMP é que tal não acontece.&lt;br /&gt;Aqui fica a pergunta: não haverá um Provedor, em Portugal, competente para Dirigir a UMP?&lt;br /&gt;Aqui fica a resposta: qualquer Provedor tem cpompetência para Dirigir a UMP. Mais. E por muito mal que, péssimo mesmo que possa ser,&amp;nbsp;o faça será difícil ser pior do que está a ser feito na actualidade.&lt;br /&gt;Qualquer organização que se preze tem regras pelas quais os seus Dirigentes se regem. Pois na UMP parece que regras, apesar de existirem não são para cumprir.&lt;br /&gt;Quem é que pode ter confiança numa organização, como a UMP, cujos "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" são os primeiros a não as respeitarem?&lt;br /&gt;Que confiança podem ter as entidades externas, na UMP, sabendo que os seus "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" não respeitam as regras a que juraram fidelidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tudo isto não fosse suficiente, o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP permitiu-se assinar o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 invertendo, completamente, as competências entre a UMP e as Misericórdias.&lt;br /&gt;Tal como transcrevemos a alínea f) do artigo 4.º dos Estatutos da UMP é esta que tem que obter concordância das Misericórdias e não vice-versa. Pois o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP fez exactamente o contrário. Gerou obrigações indevidas para as Misericórdias perante a UMP.&lt;br /&gt;Poderemos constatar isto mesmo no texto do Protocolo em apreciação.&lt;br /&gt;E a primeira constatação é que o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" do SN da UMP assinou o Protocolo que a CNIS celebrou com o Governo. Quem quiser confirmar esta afirmação bastará ler e comparar o texto que o Governo assinou com a CNIS e o que o "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP subscreveu. Certamente não encontrará quaisquer diferenças para além da denominação da entidade e do nome do subscritor.&lt;br /&gt;Fica assim demonstrado que o SN da UMP não negociou qualquer Protocolo com o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social.&lt;br /&gt;Não bastando a comparação dos texto dos dois(?) Protocolos para concluir que só um transcrevemos o seguinte parágrafo do discurso(?) do "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP na respectiva cerimónia de assinatura, referindo a dado passo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Permita-me, pois, que aqui também agradeça muito particularmente ao &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sr. Presidente da CNIS meu querido Amigo Sr. Dr. Lino Maia toda a &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;determinação, competência e saber que, mais uma vez, colocou ao &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;serviço da nossa causa comum.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recxordamos que foi também o Presidente da Direcção da CNIS que negociou com a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) o acordo relativo à natureza jurídica das Misericórdias.&lt;br /&gt;Tudo indica que esse Presidente representará melhor as Misericórdias.&lt;br /&gt;Esta UMP é que parece não servir, absolutamente, para nada.&lt;br /&gt;Pode-se concluir, com um grau de certeza bastante próximo do absoluto que o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP assinou o Protocolo de Cooperação para 2011 e 2012 que a CNIS negociou com o Governo.&lt;br /&gt;Não só o texto demonstra que ambos são, exactamente, iguais, como o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP reconhece nas palavras de agradecimento ao Presidente da Direcção da CNIS.&lt;br /&gt;Pode-se assim concluir que esta UMP é de uma inutilidade absoluta para as Misericórdias. Talvez esta seja a razão principal para que a maioria das Misericórdias seja filiada na CNIS. E, provavelmente, haja tantas Misericórdias a pagar quota à UMP como à CNIS.&lt;br /&gt;Pode-se também concluir que a maioria das Misericórdias não reconhece,&amp;nbsp;à actual UMP, competência e capacidade para as representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indevidamente porque para tal não estava, devidamente, mandatado o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP e, eventualmente, todo o SN&amp;nbsp;acordaram na assinatura de Um Protocolo que cria obrigações das Misericórdias perante a UMP. O que contraria, de todo, quer as disposições estatutárias da UMP, para além de criar dependências das Misericórdias perante a UMP.&lt;br /&gt;Podemos constatar isto mesmo no estabelecido no Protocolo. Vejamos onde:&lt;br /&gt;- n.º 3 da claúsula 17.ª:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As instituições que se queiram candidatar a essa linha de crédito devem &lt;/em&gt;&lt;em&gt;comunicá-lo junto da sua entidade representativa, que nos 10 dias posteriores à data &lt;/em&gt;&lt;em&gt;dessa comunicação, emitirá parecer fundamentado do qual constam as respetivas &lt;/em&gt;&lt;em&gt;razões, nomeadamente, quanto aos motivos invocados, à verificação dos requisitos, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;bem como às alternativas que permitam atenuar a insustentabilidade financeira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- claúsula 18.ª:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os serviços do MSSS devem, oportunamente, fazer as necessárias consultas à UMP &lt;/em&gt;&lt;em&gt;sobre quaisquer atos e/ou processos em que as instituições de solidariedade social ou &lt;/em&gt;&lt;em&gt;instituições equiparadas sejam parte interessada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas a prova final de que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP, nomeadamente, o seu "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidnete&lt;/span&gt;" do SN da UMP não terá negociado o Protocolo está no teor do n.º 3 da cláusula 13.ª&amp;nbsp;a qual transcrevemos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As instituições que, no atual contexto de crise económico-financeira, se &lt;/em&gt;&lt;em&gt;venham a encontrar em situação de desequilíbrio financeiro, deverão sinalizar tal &lt;/em&gt;&lt;em&gt;situação aos representantes das &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;uniões distritais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; nas respectivas CDAAPAC, que &lt;/em&gt;&lt;em&gt;promoverão a sua análise e envio para a CNAAPAC, que a submeterá a decisão &lt;/em&gt;&lt;em&gt;superior para concessão de apoios para reequilíbrio financeiro no âmbito do Fundo de &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Socorro Social.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Destacámos a vermelho &lt;em&gt;uniões distritais&lt;/em&gt; porque de facto é a CNIS que está organizada em uniões distritais. Este texto não tem aplicabilidade à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), o que demonstra que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP não negociaram o Protocolo limitando-se a aceitar a versão que terá sudio negociada entre a CNIS e o Governo.&lt;br /&gt;É neste tipo de situações que se revela a incompetência com que é dirigida a UMP.&lt;br /&gt;É por estas e por outras que é cada vez maior o n.º de Misericórdias que se sente de facto&amp;nbsp;representada pela CNIS. Esta, pelo menos manteve as Misericórdias nela filiadas informadas do decorrer das negociações que conduziram ao Protocolo.&lt;br /&gt;Os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP negociaram o Protocolo como se as Misericórdias não existissem. Estas foram, pura e simplesmente, ignoradas ao longo de todo o processo negocial.&lt;br /&gt;Esta UMP revela-se, assim, de uma inutilidade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ser aceite este texto do Protocolo as Misericórdias perdem parte substancial da sua autonomia, permitindo que a UMP crie dependências que podem proporcionar a estes "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" da UMP até a concretização de chantagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, para não alongar demasiado esta reflexão:&lt;br /&gt;- os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP parecem ter agido à revelia das Misericórdias;&lt;br /&gt;- o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP assumiu compromissos protocolados para os quais não estava mandatado;&lt;br /&gt;- o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP assumiu compromissos protocolados criando dependências das Misericórdias perante a UMP. Há aqui uma nítida inversão de competências.&lt;br /&gt;De facto a actual UMP revela-se de uma inutilidade absoluta. Ou se qusiermos ser mais rigorosos, são cada vez mais e cada vez maiores os prejuízos que a acção da UMP provoca às Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-8122011402822106626?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/8122011402822106626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=8122011402822106626' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/8122011402822106626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/8122011402822106626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/sinais-de-inutilidade-absoluta.html' title='SINAIS DE INUTILIDADE ABSOLUTA'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-2080101138092820227</id><published>2012-01-20T16:23:00.005Z</published><updated>2012-01-21T16:29:16.506Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CEFORCÓRDIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>SIMPLESMENTE VERGONHOSO - FIM DO CEFORCÓRDIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A concretizar-se o fim do CEFORCÓRDIA - Centro de Formação para as Misericórdias,&amp;nbsp;nos termos em que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) o terão anunciado, internamente,&amp;nbsp;a sua decisão de despedir Trabalhores(as) com mais de dez anos de Bom e Efectivo serviço,&amp;nbsp;deveria fazer corar de vergonha quem assim pensou e sobretudo quem assim procedeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é, triplamente,&amp;nbsp;vergonhoso o encerramento do CEFORCÓRDIA por&amp;nbsp;três ordens de razão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- a primeira, desde logo porque a formação nas Misericórdias é e será cada vez mais essencial para a melhoria dos serviços que estas Instituições prestam aos beneficiários das suas acções. Foi por esta razão, mais que suficiente para por si só justificar a sua criação e continuidade, que o CEFORCÓRDIA nasceu. É, também, por esta razão que seria suficiente para que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" do SN da UMP nem sequer equacionar a possibilidade de extinguir o CEFORCÓRDIA quanto mais concretizá-la. Houve uma razão de base que foi suficiente para fundamentar a criação do CEFORCÓRDIA, a qual se mantém actual, já que a formação, para além de ser obrigatória por lei, a formação é essencial para garantir o aperfeiçoamento contínuo do desempenho dos Trabalhadores ao serviço das Misericórdias, cujo resultado final se traduz na melhoria continua dos serviços prestados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- a segunda, prende-se com a inconfessada intenção de entregar a formação,&amp;nbsp;que até aqui vinha a ser organizada pela UMP, a uma empresa de "AMIGOS" dos actuias "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" do SN da UMP, nomeadamente, do seu "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;". Não há nenhuma, mas mesmo nenhuma razão, para que a UMP abdique da responsabilidade de continuar a organizar a formação mais adequada às Misericórdias. O encerramento do CERFORCÓRDIA que, internamente, agora foi anunciado pelo SN da UMP é tanto menos justificável e compreensível,&amp;nbsp;quanto ainda só passou um mês e meio sobre a aprovação do Plano de Actividades para 2012 no qual foi apresentado o plano de formação para 2012 a realizar sob a responsabilidade do CEFORCÓRDIA. Esse Plano de Formação para 2012 pode ser visto no Plano de Actividades para 2012, páginas 194 a 217.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, assim, no mínimo de duvidosa legitimidade a decisão do SN da UMP de encerrar o CEFORCÓRDIA. À luz das obrigações estatutárias, o SN da UMP, está obrigado a cumprir e fazer cumprir o Plano de Actividades para 2012 aprovado na Assembleia Geral (AG)&amp;nbsp;realizada no passado dia 3 de Dezembro de 2011. O SN da UMP está vinculado ao cumprimento das deliberações da AG da UMP. E sem alterações a esse Plano de Actividades, o SN da UMP, não pode alterá-lo sem que para tal obtenha a necessária autorização da AG da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passaram, tão somente, 1 mês e 17 dias sobre a deliberação de aprovação do Plano de Actividades para 2012 o que torna incompreensível a decisão tomada de extinguir o CEFORCÓRDIA. E é tanto mais incompreensível quanto o SN da UMP está impedido de tal concretização já que para tal não está autorizado pela AG da UMP. Bem antes pelo contrário.&lt;br /&gt;Já no passado dia 26 de Dezembro de 2011 aqui reflectimos sobre o fim do CEFORCÓRDIA. Tinham passado tão sí 23 dias sobre a aprovação do Plano de Actividades para 2012 no qual está expressa a obrigatoriedade de continuidade desse mesmo Centro. Nesse Plano de Actividades pode ler-se: &lt;em&gt;Tanto ao nível da diversificada oferta que tem sido apresentada, como pela dinâmica de procedimentos que temos protagonizado, junto de todas as instituições, o trabalho do Ceforcórdia tem sido reconhecido cada vez mais por todos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esta afirmação proposta pelo SN da UMP foi aprovado na íntegra pela AG da UMP.&lt;br /&gt;Algo de estranho, muito estranho mesmo, aconteceu entre a AG da UMP e o anúncio interno do fim do CEFORCÓRDIA. Dado ter mediado tão pouco tempo entre a aprovação do Plano de Actividades para 2012 e o anúncio interno do seu fim ou algo de muito grave pode ter acontecido ou então, apesar de ter sido proposto nos termos em que o foi, seria já intenção do SN da UMP não o cumprir.&lt;br /&gt;Por um mínimo decência, o SN da UMP, nomeadamente, o seu "presidente", assim como de respeito pelos cargos que ocupam e sobretudo pelas Misericórdias, esses "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;cavalheiros&lt;/span&gt;" deveriam ter o cuidado de solicitar a necessária autorização à AG da UMP se sentissem ou fossem obrigados a alterar o Plano de Actividades para 2012.&lt;br /&gt;Não tendo solicitado qualquer alteração ao Plano de Actividades para 2012, o SN da UMP não pode extinguir o CEFORCÓRDIA nos termos em que o está a fazer.&lt;br /&gt;- a terceira, porque a extinção do CEFORCÓRDIA decidida pelo SN da UMP, nos termos em que o está a fazer, para além de formalmente, não ser possível, impõe, esse mesmo SN da UMP, o despedimento de alguns(mas) Trabalhadores(as).&amp;nbsp;É, verdadeiramente, vergonhoso que o SN da UMP tome a decisão de despedir Trabalhadores na situação actual. E é tanto mais vergonhoso quando o faz em violação da lei e da decisão da AG da UMP. Nada, mas mesmo nada justificará o despedimento de Trabalhadores do CEFORCÓRDIA. A ser verdade e a acontecer, tal despedimento, para além dos danos irreparáveis que poderá causar às Misericórdias, conduz a uma perca de um património de saberes e de conhecimentos que pode ser muito úteis às Misericórdias. E é, também, altamente, penalizador quer moral quer material para os(as) visados(as).&lt;br /&gt;Mas há ainda um outro ponto em que os prejuízos podem vir a recair sobre a própria UMP e por acréscimo sobre as Misericórdias, para além dos danos morais irreparáveis. E que é o seguinte. O despedimento, a acontecer se o fim do CEFORCÓRDIA ocorrer, conduzirá ao surgimento de processo(s) judicial(is) movidos pelos(as) Trabalhadores(as) atingidos(as). Será inevitável. Tendo procedido como procederam, os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" do SN da UMP criaram todas as condições para que esses processos judiciais movidos pelos (as) Trabalhadores(as) seja decididos favoravlemente as estes(as). Porquê? Que mais não seja porque o SN da UMP não podia ter extinto o CEFORCÓRDIA porque para tal não estava autorizado pela AG da UMP. O despedimento que o SN da UMP tem intenção de concretizar p+ode revelar-se ainda mais prejudicial para a UMP e para as Misericórdias se a decisão judicial for favorável aos Trabalhadores como as circunstâncias apontam. É que sendo favorável aos Trabalhores como dificilmente, poderá ser de outra forma, a decisão judicial determinará a reintegração dos Trabalhadores indevidamente despedidos, com pagamento do trabalho não realizado durante o período de tempo em que foram impedidos de trabalhar e ainda a uma eventual indemnização por danos morais irreparáveis. E este danos morais irreparáveis terão consequências desastrosas para a formação que a UMP terá que realizar para as Misericórdias. É que os Trabalhores que agora forem, indevidamente,&amp;nbsp;despedidos, depois de reintegrados, dificilmente, terão o memso empenhamento, a mesma disposição e a mesma motivação para continuarem num serviço tão exigente e de tão grande necessidade de aperfeiçiamento contínuo como é a formação.&lt;br /&gt;Está, assim, demonstrado que o fim do CEFORCÓRDIA revelar-se-á mais uma mancha, bem negra, para os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" da UMP, nomeadamente, para os do SN da UMP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas, fundamentalmente, será mais uma machadada na confiança e credibilidade da Instituição União das Misericórdias Portuguesas (UMP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deveremos deixar de assinalar que, pelo menos desde 1995, o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP é o primeiro responsável pela organização e funcionamento do CEFORCÓRDIA. E para tal tem sido princepesca e indevidamente, remunerado tal como aqui mencionámos no psssado dia 26 de Dezembro de 2011. Ora se agora chegou à brilhante conclusão, juntamente com os seus apaniguados do SN da UMP,&amp;nbsp;que o CEFORCórdia tem que ser extinto é porque a sua gestão se revelou má, muito má mesmos, senão mesmo péssima. E agora terá sido o próprio junramente com o SN da UMP que chegou a tal conclusão.&lt;br /&gt;Acontece que de facto a gestão feita nestes 17 anos que leva como responsável, pelo menos pelo quantidade de dinehiro que anualmente saca ao CEFORCÓRDIA, tem sido péssima. Revelou-se mesmo desastrosa já que cada ano é menor o número de Misericórdias que recorre aos serviços do CEFORCÓRDIA. Porquê? Porque este Centro deixou de corresponder às necessidades das Misericórdias. Porquê? Porque jamais o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP se preocupou, minimamente, com as necessidades das Misericórdias e assim não adaptou os programas de formação da UMP às necessidades das Misericórdias.&lt;br /&gt;O CEFORCÓRDIA está ainda a trabalhar com perfis de formação definidos em 1992. Ora as exigências do desempenho têm provocado bastantes alterações aos perfis de formação aos quais esta UMP se tem mantido alheada. A formação promovida pelo CEFORCÓRDIA tem-se revelado cada vez mais longe das necessidades das Misericórdias. Mas tal é da responsabilidade exclusiva do actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;" do SN da UMP que não só nada se preocupou, ao longo dos últimos 17 anos anos que leva como primeiro responsável pela organização e funcionamento desse Centro, mas sobretudo porque se preocupou em daí extrair vantagens pessoais para si e para os seus "AMIGOS". Ao que consta e que será vantajoso apurar, até no final de cada ano têm divido entre si o dinheiro que não é directamente gasto na formação e quie é pago à UMP pelo IEFP. Será verdade? Importa apurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Então se assim é e se o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP recebe tanto dinheiro do CEFORCÓRDIA porque é que quer acabar com ele? Porque terá já acordado com a empresa dos seus "AMIGOS" passar a ser remunerado como prestador de serviços a essa mesma empresa. Será verdade? É pelo menos o que consta. Importa averiguar. Importará até averiguar se não será já remunerado por essa mesma empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há ainda outros factos que desanconselhariam quer o fim do CEFORCÓRDIA quer o despdimento de Trabalhadores.&lt;br /&gt;Quais são então esses factos.&lt;br /&gt;Desde logo e em primeiro lugar, destacaremos as remunerações certas e regulares que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP fixam, anual e indevidamente, para si próprios e para os seus "AMIGOS".&lt;br /&gt;Mas mas um facto, a comprovar-se, revela o quão vergonhoso será encerrar o CEFORCÓRDIA e despidir parte dos seus Trabalhadores.&lt;br /&gt;Ao que apurámos junto de fontes, normalmente, bem informadas a UMP terá contratado já este mês de Janeiro 5 farmacêuticas e adquirido 5 viaturas comerciais de marca Fiat, modelo Punto e 5 telemóveis.&lt;br /&gt;Num lada despdeir-se-á gente essencial às Misericórdias.&lt;br /&gt;Por outro contram-se farmacêuticas não tendo a UMP qualquer actividade neste âmbito nem consta que as Misericórdias que têm farmácias necessitem de apoio de farmacêuticos da UMP.&lt;br /&gt;Tudo não faz o mínimo sentido.&lt;br /&gt;Numa organização como é a UMP onde existem enormíssimas dificuldades financeiras, onde o património ou é alienado ou é hipotecado não pára a realização de despesas e a assunção de custos injustificados.&lt;br /&gt;As Misericórdias continuarão a assistir impávidas e serenas à destruição de um património colectivo a favor de interesses privados?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-2080101138092820227?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/2080101138092820227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=2080101138092820227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/2080101138092820227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/2080101138092820227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/simplesmente-vergonhoso-fim-do.html' title='SIMPLESMENTE VERGONHOSO - FIM DO CEFORCÓRDIA'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-4790052579658287226</id><published>2012-01-19T16:11:00.000Z</published><updated>2012-01-19T16:11:55.570Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estatutos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Provedor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compromisso'/><title type='text'>NÃO SABE ESTAR NEM SABE DO QUE FALA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta nossa reflexão de hoje tem a ver com o disucrso(?) do "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) enquanto Provedor da Misericórdia de Braga imediatamente após a sua posse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cerimónia de posse dos órgãos sociais da Misericórdia de Braga, o Provedor acabado de empossar falou como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do SN da UMP. Só assim são entendíveis as suas considerações feitas no seu discurso de posse de Provedor da Misericórdia de Braga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a notícia de um jornal regional &lt;em&gt;O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga considera fundamental a aprovação de um modelo único de estatutos para estas instituições&lt;/em&gt;. Estas palavras estão, de todo, desenquadradas do acto de posse de um Provedor. Tais palavras fariam sentido se proferidas por algum Dirigente da UMP se para tal estivesse mandatado. O que não foi o caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Provedor da Misericórdia de Braga falou, somente, nessa qualidade o que lhe deveria ter imposto respeito e consideração quer pelo acto - a posse dos órgãos sociais da Misericórdia de Braga - quer pelas Misericórdias, as quais não lhe conferiram a mínima autorização para em nome delas falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Provedor da Misericórdia de Braga não poderia nem deveria ter-se pronunciado sobre o universo das Misericórdias, já que estas Instituições não foram ouvidas sobre a matéria que eesse senhor entendeu pronunciar-se. E não estando a falar na qiualidade de "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" do SN da UMP não poderia nem deveria &lt;em&gt;considerar fundamental a aprovação de um modelo único de estatutos&lt;/em&gt;. Quando muito poderia e deveria ter-se pronunciado sobre o futuro próximo da Misericórdia de Braga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como, recentemente, aqui referimos o Provedor acabado de empossar falou como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do SN da UMP está a desenvolver uma campanha tentando conseguir chegar ao cargo de Secretário do SN da UMP. Só com esta intenção poderão ser entendíveis as palavras proferidas nas circunstâncias do acto de posse de Provedor da Misericórdia de Braga, enquanto candidato ao cargo de Secretário do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica assim claro que este "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" não tem o mínimo perfil para cargos de dimensão nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque fala quando não deve.&lt;br /&gt;Fala do que não sabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala nas circunstâncias erradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala sem para tal estar mandatado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" conseguiu atingir o nível do Princípio de Peter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quem demonstra não saber estar à altura das circunstâncias jamais poderá ocupar cargos de responsabilidade que essas mesmas circunstâncias exigem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica claro que esse "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" não tem perfil, minimamente, adequado que lhe permita exercer cargos de dimensão supraconcelhia. Já o tinha demonstrado com o seu comportamento, em sessão do Conselho Nacional, há uns anos atrás, quando desferiu um miserável ataque a um Provedor de uma Misericórdia só porque este teve a coragem de afirmar, publicamente, que é impossível a realização de eleições democráticas na UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente quer para as Misericórdias quer para a própria União a história tem vindo a confirmar essas afirmações já com quase uma década.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está claro que esse "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" não soube estar à altura e dimensão do acto de posse dos órgãos sociais da Misericórdia de Braga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos agora demonstrar que o Provedor acabado de empossar falou como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do SN da UMP não sabe o que diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao &lt;em&gt;considerar fundamental a aprovação de um modelo único de estatutos&lt;/em&gt; demonstra uma enormíssima ignorância já que tal tipo de docum,ento de natureza constitucional tem, nas Misericórdias, a designação de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;COMPROMISSO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Está assim claro que esse "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" demonstra desconhecer o que&amp;nbsp;é um Compromisso de Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é um Compromisso de uma qualquer Misericórdia é matéria de tal maneira básico que não é entendível que um Provedor chame estatutos aos Compromissos das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demonstra-se assim que esse "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" não sabe o que diz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o tipo de perfil dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes"&lt;/span&gt; da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras para quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazendo fé na notícia publicada nesse mesmo e já referido jornal o Provedor acabado de empossar falou como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do SN da UMP quando &lt;em&gt;aludiu à nomeação de uma comissão que está a preparar o texto dos estatutos comuns para ser analisado e discutido bilateralmente&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta iniciativa anunciada na qualidade de "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade&amp;nbsp;do SN da UMP, mas falando enquanto Provedor da Misericórdia de Braga permitiu-se anunciar uma iniciativa não, devidamente,&amp;nbsp;autorizada o que ainda agrava mais a gravidade de falar em nome de Misericórdias sem que para tal estivesse, devidamente, mandatado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impõe-se a colocação de algumas questões:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;porque não solicitou autorização o SN da UMP para a criação da referida &lt;em&gt;comissão que está a preparar o texto dos estatutos comuns&lt;/em&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece que tal nem sequer está previsto no Plano de Actividades para 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como refreimos quando analisámos este Plano, o mesmo para nada serve para além do cumprimento da obrigatoriedade legal e estatutária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O SN da UMP não está, minimamente, mandatado para poder elaborar um modelo comum de estatutos. Para tal deveria ter pedido a necessária autorização à Assembleia Geral da UMP. Ao não ter assim procedido não poderia ter tomado tal iniciativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta agora saber se se justifica, nesta altura tomar tal iniciativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos então aos factos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta altura muitas Misericórdias já adaptaram os seus Compromissos às exigências contidas no Código do Direito Canónico de 1983.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face às sentenças da Santa Sé que deram razão ao entendimento dos Senhores Bispos reunidos na Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), muitas Misericórdias foram adaptando os seus Compromissos quer ao Estatutros das IPSS aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro quer às disposições contidas no Código do Direito Canónico no que às Associações Públicas de Fiéis diz respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os actuais Compromissos da esmagadora maioria das Misericórdias respeita um modelo que foi elaborado pela UMP logo após a publicação do Decreto-Lei n.º 519-G2/79, de 30 de Dezembro, modelo esse que respeita, na sua maioria as disposições legais do actual Estatuto das IPSS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe, pois, um modelo de Compromisso, na origem, elaborado pela União das Misericórdias Portuguesas que com pequenas adaptações às disposições legais do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro se m,antém actual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a prática seguida, este modelo revela-se ajustado às exigência legais do presente e acescentando que a respectiva Misericórdia é uma Associação Pública de Fiéis, têm vindo a ser aprovados pelos Senhores Bispos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro e com as Normas Gerais para as Associações de Fiéis, o modelo de Compromisso para as Misericórdias satisfaz plenamente as exigências do presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz qualquer sentido a nomeação de uma comissão (na UMP quando se quer que algo não ande nomeia-se uma comissão) para elaborar um modelo comum de Compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também nesta aspecto se revela, perfeitamente, desajustado e desadequado o discurso do Provedor acabado de empossar&amp;nbsp;falando como "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vogal&lt;/span&gt;" suplente chamado à efectividade do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se, assim, concluir que este "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;" não sabe do que fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo: não soube estar na qualidade de Provedor da Misericórdia de Braga e não soube o que disse, porque errado, profundamente errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não deixaremos de emitir a nossa profunda convicção, alicerçada no conhecimento, na reflexão, na prática e no estudo, qual(is) o(s) procedimento(s) que deveriam ser seguidos por uma União das Misericórdias Portuguesas (UMP) enquanto organização, verdadeiramente, representativa e agregadora das Misericórdias.&lt;br /&gt;Há muito, muito tempo, pelo menos 20 anos que as Misericórdias deixaram de se rever no conteúdo do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro.&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Porque as Misericórdias têm uma natureza e uma história que esse Decreto-Lei mal reconhece e consagra.&lt;br /&gt;Desde há 20 anos que as Misericórdias reclamam até a publicação de um Código das Misericórdias.&lt;br /&gt;Recordamos que quer as cooperativas quer as mutualidades foram, atempadamente, dotadas de Códigos próprios pelos quais regem o respectivo enquadramento.&lt;br /&gt;Por maioria de razão, se justifica dotar o universo das Misericórdias de um Código próprio adequado à sua identidade e especificidade. A reforçar esta ideia está também a consagração das Misericórdias como pilar da nossa identidade nacional.&lt;br /&gt;Por todos os pontos do Globo por onde passaram e se fixaram Portugueses, existem Misericórdias, desde há 500 anos.&lt;br /&gt;O universo das Misericórdias enquadradas na acção da verdadeira UMP deveriam tomar a iniciativa de promover a elaboração do Código das Misericórdias. As razões para tal foram apresentadas de uma forma muito sucinta que importará um dia desenvovler e aprofundar.&lt;br /&gt;Muito existe já escrito sobre esta matéria. Muitos Provedores e Dirigentes de Misericórdias podem e devem ser chamados a colaborar nesse processo.&lt;br /&gt;Com a assinatura da nova Concordata em 2004, abriu-se uma nova etapa de intervenção da Igreja em Portugal. Algumas normas foram clarificadas. A intervenção e particpação da Igreja no todo nacional foi alvo de maior clarificação.&lt;br /&gt;É nesta lógica que surge também a intervenção das Misericórdias quer enquanto Instituições de inspiração cristã também para a prática do culto pública da Igreja quer enquanto Instituições de Bem Fazer.&lt;br /&gt;A acção e intervenção das Misericórdias faz-se, actualmente, com um duplo estatuto, o de Associações Públicas de Fiéis, pois essa a natureza determinada pelo Decreto Geral para as Misericórdias da iniciativa da CEP e o de IPSS - Instituições Particulares de Solidariedade Social, na esfera da acção civil (regulamentada pelo Estado).&lt;br /&gt;Este duplo estatuto não contribui, minimamente, para a clarificação quer da natureza quer da intervenção pública das Misericórdias.&lt;br /&gt;À luz do Direito Civil e do Direito Canónico ambos enadradores da acção e intervenção das Misericórdias conduz a que as Misericórdias tenham uma dupla tutela quer por parte do Governo quer por parte dos Senhores Bispos.&lt;br /&gt;Esta particular siituação das Misericórdias requerá uma atenção especial por parte de uma UMP, verdadeiramente, interessada e empenhada na promoção da acção civil e religiosa das suas filiadas o que acarretará uma postura por parte dos seus Dirigentes nada consentânea com as práticas seguidas nos anos amis recentes, onde os interesses particulares dos "dirigentes" parecem sobrepor-se aos objectivos fixados na missão.&lt;br /&gt;A prudência aconselharia que a UMP, com o consentimento das Misericórdias, deviria tomar a iniciativa de propor a celebração de um Protocolo tripartido Governo-Igreja-Misericórdias de forma a promover uma harmonia entre as Instituições e as respectivas tutelas.&lt;br /&gt;Daqui poderia resultar a publicação do tão desejado Código das Misericórdias e estabelecerem-se laços de mais profunda e profíqua articulação em prol dos mais desfavorecidos.&lt;br /&gt;As carências e lacunas que a actual situação de muita indefinição só favorece oportunismos em detrimento dos cidadãos mais afectados pelas dificuldades crescentes e para as quais as Misericórdias deixaram de ser vistas como Instituições que lhes possam acudir.&lt;br /&gt;Mas será isto o que os actuais "dirigentes" da UMP querm?&lt;br /&gt;Pelos factos e procediemntos seremos levados a concluir, com&amp;nbsp;a máxima objectividade que NÃO.&lt;br /&gt;Razão pela qual o primeiro passo a dar é limpar a UMP e dotá-la de um Corpo de Diregentes que empenhadamente se ineteressem em cumprir a misssão que estatutariamente lhe está fixada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-4790052579658287226?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/4790052579658287226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=4790052579658287226' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4790052579658287226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4790052579658287226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/nao-sabe-estar-nem-sabe-do-que-fala.html' title='NÃO SABE ESTAR NEM SABE DO QUE FALA'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-6017299609931526544</id><published>2012-01-17T11:39:00.001Z</published><updated>2012-01-17T12:26:37.679Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protocolo de Cooperação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMPO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>O QUE É IMPORTANTE PARA AS MISERICÓRDIAS É IGNORADO PELOS "dirigentes" DA UMP</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Assinatura do Protocolo de Cooperação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje, dia 17 de Janeiro de 2012,&amp;nbsp;pelas 15H00, na residência oficial do Primeiro Ministro, Palácio de S. Bento ocorrerá a cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pequena nota sobre esta matéria da mais elevada impprtância para as Misericórdias não é digna de merecer qualquer referência quer no sítio &lt;a href="http://www.ump.pt/"&gt;http://www.ump.pt/&lt;/a&gt; quer de informação às Misericórdias filiadas na União das Misericórdias Portuguesas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este facto revela, mais uma vez, o desprezo que os "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP dedicam aos assuntos da maior importância para a vida das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é, minimamente, compreensível que os Dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) desprezem informação de tão elevada importância para as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é concebível que os Dirigentes da UMP manifestem tão enorme desprezo pelas Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é admissível que para além das Misericórdias terem sido mantidas afastadas das negociações que conduziram à assinatura do Protocolo, não tenham recebido por parte dos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP qualquer informação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roça já o desplante os procediemntos protagonizados pelos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa organização normal e representatativa como deverá ser a União das Misericórdias Portugesas (UMP) o mínimo que poderá ser exigível aos seus Dirigentes é manterem-se em diálogo permanente com as Misericórdias quando negoceiam com entidades externas, nomeadamente, com o Governo matérias de obrigatório cumprimento para as suas filiadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como, habitualmente, os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP desprezaram, completamente, as Misericórdias, negociando as matérias do Protocolo de Cooperação que hoje vão assinar com o Governo, sem que jamais tenham tido qualquer contacto com as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dirigentes que se prezem de o ser e que procurem cumprir a missão de que foram investidos não negoceiam em nome das Misericórdias sem que estas sejam minimamente informadas quer do teor, pelo menos,&amp;nbsp;genérico das matérias em negociação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias não toleram que alguém sem para tal estar, devidamente, mandatado negoceie obrigações que as Instituições vão ter dificuldades em cumprir. Que mais não seja porque, mais uma vez, vão ser surpreendidas pela assinatura do Protocolo do qual foram intencionalmente mantidas afastadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque quer o financiamento quer o funcionamento das Misericórdias é, fortemente, condicionado pelas matérias que os actuais "dirigentes" da UMP negociaram com o Governo à revelia das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tipo de comportamentos protagonizados pelos actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP só poderão merecer fortíssima censura e só por si justificariam uma reflexão colectiva sobre o futuro das Misericórdias enquadradas na UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só as Misericórdias filiadas na CNIS - Copnferderação Nacional das Instituições de Solidariedade, e que são a maioria das existentes, acedeu quer a informaçãoes sobre o decorrer das negociações quer sobre as matérias que foram alvo dessa mesma negociação quer ainda recebendo informação da cerimónia de assinatura do Protocolo que hoje decorrerá na residência oficial do Primeiro Ministro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procedendo como procedem os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP, só se pode fazer uma pergunta: para que serve a actual União das Misericórdias Portuguesas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antecipando uma resposta colectiva: ABSOLUTAMENTE PARA NADA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou melhor serve para que os actuais "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;dirigentes&lt;/span&gt;" da UMP fixem para si próprios chorudas e abastadas remunerações, mordomias e benefícios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-6017299609931526544?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/6017299609931526544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=6017299609931526544' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6017299609931526544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6017299609931526544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/o-que-e-importante-para-as_17.html' title='O QUE É IMPORTANTE PARA AS MISERICÓRDIAS É IGNORADO PELOS &quot;dirigentes&quot; DA UMP'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-3008034602413859200</id><published>2012-01-15T17:33:00.002Z</published><updated>2012-01-16T10:28:05.539Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>CAMPANHA ELEITORAL - ELEIÇÕES 2012</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do corrente ano vão decorrer eleições na União das Misericórdias Portuguesas (UMP).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns dos que estão instalados nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) querem neles permanecer, com particular destaque para aquele que está instalado no cargo de Presidente do Secretariado Nacional (SN) - (AICPSNUMP).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O actual "presidente" do SN da UMP desde o Verão passado que anda numa correria desenfreada a mostrar-se às Misericórdias. Chega a "visitar" 6 e mais Misericórdias no mesmo dia. Esta pessoa, como aqui temos, sucessivamente, referido, quer manter-se no cargo de "presidente" do SN da UMP e para tal fará tudo o que possa ser imaginável na sua cabeça.&amp;nbsp;Sobretudo que ele não quer é perder o acesso aos benefícios económicos e financeiros que o cargo de "presidente" do SN dea UMP lhe proporciona e que são substanciais. Poderemos mesmo imaginar com alguma ponta de realismo que o "presidente" do SN da UMP retirará dos cofres da UMP, em benefício próprio, qualquer coisa como cerca de 10.000 € mensais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que consta nos corredores da "sede" da UMP, o que convirá inspecionar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são remunerações certas e regulares, para além do vencimento completo que recebe do Estado para estar a tempo inteiro na UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são mordomias: almoços e jantares nos melhores restaurantes do País e não só que acumulará com o subsídio de refeição que recebe, diariamente, pago pelo Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são estadias, acompanhadas ou não, nos melhores hotéis do País e não só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são cartões de crédito/débito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são telemóveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são o uso de automóvel de luxo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são almoços para os amigos na sua casa de Amares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são festas de aniversário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele são deslocações pagas apesar de se deslocar em viatura de luxo da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que se sabe estará montada uma enormérrima&amp;nbsp;teia de interesses dentro da UMP que está interessada em manter o actual satus, nomeadamente, o actual "presidente" do SN da UMP. Para além de alguns que estão na bicha para se sentarem também à "mangedoura". É essa gente que tudo está a fazer, conjuntamente, com o actual "presidente" do SN da UMP para que se mantenha o actual status, mantendo alguns dos que já comem à "mangedoura" da caixa da UMP e outros que querem também lá sentar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esta gente é de fácil identificação. Basta observar o que se passa, invariavelmente, em reuniões de órgãos da UMP, nomeadamente, nas sessões da Assembleia Geral (AG)&amp;nbsp;da UMP, do Conselho Nacional (CN) da UMP e nos Conselhos Distritais (CD) da UMP, onde a bajulice aos detentores da capacidade de decisão dentro da UMP é a norma inicial em todas essas reuniões, quer por parte dos que estão já instalados à "mangedoura" quer por parte daqueles que aí se querem instalar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um à parte. Aqui reside o fundamento para a intenção de criar a Fundação N.ª Sr.ª das Misericórdias. A criação de mais um taxos de administradores para os "amigos" e companheiros de luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É também norma nessas reuniões que quer os que estão instalados quer os que se querem instalar no acesso à "mangedoura"/caixa da UMP elegerem aqueles que questionam, interrogam ou pedem informações como inimigos a abater, não se coibindo de até insultar quem deseja e quer clareza e tarnsparência de processos dentro da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse grupo que já está instalado à "mangedoura" e os que a ela querem aceder criaram um clima de terror e de amedrontamento de froma a evitar que a verdade do que se passa dentro da UMP seja dada a conhecer às Misericórdias. Nem se importam de falsificar a verdade, tal como aqui foi referido que se passou na AG de final de 2010 quando foi dito que o apoio ao SN da UMP foi aprovado por unanimidade e aclamação apesar de tal ser absolutamente falso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesta clima de sucessivas investidas de silenciar quem quer saber o que se passa dentro da UMP que decorre a vida da UMP e que vai decorrer todo o processo eleitoral a realizar no final de 2012.&lt;br /&gt;Os que estão instalados e os que se querem instalar tudo farão, seja legal ou não, para se manter e para aceder à "mangedoura" que é a caixa da UMP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar ideia que está interssado em corresponder aos anseios das Misericórdias, o "presdiente" do SN da UMP iniciou já em 2011 um périplo pelas Misericórdias do Continente e Regiões Autónomas. Depois de em 2011 ter efectuado já visitas a Misericórdias do distrito de Santarém e da Região Autónoma dos Açores, na passada semana calcorreou algumas no distrito de Vila Real.&lt;br /&gt;É conveniente assinala que o actual "presidente" do SN da UMP tem já 17 anos de permanência, ininterrupta,&amp;nbsp;no SN. O que a realização destas visitas vem demonstrar (se tal fosse necessário) é que apesar de já estar instalado no SN da UMP há 17 anos ainda não conhece as Misericórdias. E de facto não conhece porque essa pessoa jamais se interessou por conhecer a realidade das Misericórdias Portuguesas. O que ele nunca se esqueceu, durante esres 17 anos foi de mensalmente apresentar-se a cobrar remunerações, ao que consta serão indevidas e que totalizarão, aproximadamente, 1.000.000 €.&lt;br /&gt;A questão que se coloca é a seguinte: como é que é possível alguém manter-se há tanto tempo na direcção da UMP a ser remunerado de uma forma indevida por ilegal e anti-estatutária e assim continue sem que quwer as tutelas quer as entidades competentes tal continuem a permitir?&lt;br /&gt;Tudo isto é tanto mais estranho quando estaremos perante a utilização de dinheiros públicos e dinheiros de outras origens, em proveito próprio,&amp;nbsp;postos à disposição das Misericórdias para o combate à pobreza, à exclusão e para atenuar as dificuldades de concidadãos debilitados.&lt;br /&gt;Como é que tudo isto é possível há tantos anos?&lt;br /&gt;Porque será que as turelas, Conferência Episcopal Portugesa (CEP) e Estado (Ministério da Solidariedade e Segurança Social) e a Procuradoria Geral da República (Ministério Público) não determinam a realização de uma inspecção para apurar a realidade e continuam a deixar pairar, há atntos anos eesta onde de permamente suspeita, porque há indícios fortes de utilização indevida de dinheiros da UMP?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É projectando a sua continuidade no cargo de que se apoderou que organizou a sua campanha eleitoral a que chama visita às Misericórdias que até merece destaque especial na página inicial do sítio: &lt;a href="http://www.ump.pt/"&gt;www.ump.pt&lt;/a&gt;. De facto o "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente" &lt;/span&gt;do SN da UMP mais não tem feito, nem faz, nem fará do que promover as iniciativas necessárias e suficientes que lhe permitam garantir a sua continuidade no cargo de que se apoderou. É que esse cargo de Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas permitir-lhe-á continuar a&amp;nbsp;dispôr, como o tem feito ao longo dos 17 anos que leva em cargos dos SN da&amp;nbsp;UMP,&amp;nbsp;dos recursos financeiros da UMP em benefício próprio e dos seus "amigos". O que o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP não quererá prescindir é das remunerações certas e regulares, das mordomias, e dos benefícios que lhe são pagos pela UMP e não só. Só da UMP o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP poderá estar a receber da UMP qualquer coisa como 10.000 € (dez mil euros) mensais.&lt;br /&gt;Será verdade ou não. Mas transcrevo tal como circula nos corredores e salas de trabalho da sede(?) da UMP. O actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SN da UMP apesar de se deslocar em viatura de luxo adquirida com dinheiro da UMP para seu uso privativo ainda cobrará os quilómetros nela feitos. Quando o rio soa água leva. Será importante, digamos, fundamental mesmo que as tutelas e as entidades com competência de investigação que fosse determinado um rigoroso inquérito ao que se tem passado na UMP, relativamente, à utilização do seu património e do seu dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há alguns anos a esta parte que o suplente do SN da UMP e Provedor da Misericórdia de Braga tem procurado aceder a cargo dentro dos órgãos sociais da UMP. O seu primeiro acto demonstrativo desta sua inconfessada intenção revelou-se quando leu um texto que só pode merecer o qualificativo de miserivável, visto sob o ponto de vista da ética, da moral e da Doutina Cristã, condenando quem teve a coragem&amp;nbsp;de referenciar ao Expresso que era impossível realizar eleições democráticas na UMP. Essa pessoa(?) mau conhecedor do que é uma Misericórdia e total desconhecedor do que é o movimento das Misericórdias não se coibiu de uma forma cobarde e inquialificável tentar destruir o carácter da maior honorabilidade do visado. Por estas e por outras é possível concluir sobre o carácter das pessoas que vão acedendo aos cargos dos órgãos sociais da UMP nas actuais circunstâncias, defendendo o peculato e, eventuais outros cimes que impporta averiguar. Aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da UMP (AICOSUMP) demonstram ter ódio à verdade e a quem a defende.&lt;br /&gt;Agora esse mesmo vogal do SN da UMP e Provedor da Misericórdia de Braga agraciou com o título de irmão honorário da Misericórdia de Braga, o actual "&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;presidente&lt;/span&gt;" do SNda UMP. Há muito que se vem sentindo dentro e fora da UMP ser sua intenção inconfessada, aceder ao cargo de Secretário do SN da UMP. É para esse cargo que a actual "vogal" do SN da UMP e Provedor da Misericórdia de Braga está trabalhando(?). Quer pelas suas posições quer pelas suas acções e pensamentos que é possível concluir que o grande desejo, inconfessado, do&amp;nbsp;referido "vogal"&amp;nbsp;do SN da UMNP é aceder ao cargo de Secretário do SN da UMP. É para isso que tem trabalhado(?). É com esse objectivo que se inserirá o referido agraciamento de irmão honorário da Misericórdia de Braga.&lt;br /&gt;Recorda-se o livro de Clotilde da Silva, com o seguinte título: Santa Casa da Misericórdia de Braga - Vigaristas? Bandidos sem escrúpulos? ou estúpidos, ignorantes e inocentes?, composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Barbosa &amp;amp; Xavier, Lda. Braga. Dezembro - 78, com uma tiragem de 1.500 exemplares.&lt;br /&gt;E assim se vão "comprando" os lugares nos órgãos sociais da UMP de forma a aceder aos benefícios que os seus titulares se atribuem a si próprios. Este tipo de procediemntos e comportamentos não abonam nada em favor dos seus protagonistas e são, altamente, lesivos da capacidade d eintervenção das Misericórdias. Corre-se mesmo o risco de generalização indevida. De tomar o todo pela parte.&lt;br /&gt;Haverá toda a vantagem para a credibilidade e confiança de que a generalidade das Misericórdias usufruem que comppratmentos como os aqui há muito descritos sejam, definitivamente, banidos quer da UMP quer das Misericórdias.&lt;br /&gt;Será para isto que existe a União das Misericórdias Portuguesas?&lt;br /&gt;Objectivamente, NÃO.&lt;br /&gt;As Misericórdias e a sua União têm que ser geridas e administradas por Cidadãos acima de qualquer suspeita. Pot Homens e Mulhers Bons(as) e de Bem. Respeitado os valores da Doutrina Social da Igreja, as Leis da República e os princípios da Ética e da Moral. Estarem ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos. É para estes que as acções das Misericórdias são destinadas e são que devem ser os únicos destinários.&lt;br /&gt;Homens Bons que façam a apologia do Bem e que partiquem a Caridade Cristã é o que as Msiericórdias e a sua União necessitam.&lt;br /&gt;As Misericórdias e a sua União conseguirão fazer Bem, tanto melhor quanto maior for a credibilidade e confiança que os seus Dirigentes merecerem por parte do Cidadãos deste País, à beira mar plantado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-3008034602413859200?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/3008034602413859200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=3008034602413859200' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3008034602413859200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3008034602413859200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/campanha-eleitoral-eleicoes-2012.html' title='CAMPANHA ELEITORAL - ELEIÇÕES 2012'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-2929981487805885658</id><published>2012-01-13T11:52:00.002Z</published><updated>2012-01-13T17:07:01.597Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Farmácias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP. Provedor de Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tribunal Constitucional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>UMA BOA NOTÍCIA PARA AS MISERICÓRDIAS EM SEXTA-FEIRA 13</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As Misericórdias já não necessitarão de constituir sociedade comercial para continuarem a gerir as suas farmácias.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi ontem tornado público, por Nota de Imprensa do Gabinete do Provedor de Justiça que o Tribunal Constitucional &lt;strong&gt;declara inconstitucional norma que vincula  entidades de cariz social à constituição de sociedade comercial para o exercício  da actividade farmacêutica.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma boa notícia para as Misericórdias. Muito Boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como sempre tudo isto passou à margem daqueles que estão instalados nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre o que é importante, relevante mesmo, não é digno da mais pequena atenção por parte de AICOSUMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jamais os "dirigentes" da UMP se preocuparam com a discriminação de que as Misericórdias foram alvo ao querer obrigá-las a constituirem sociedades comerciais para continuarem a gerir as suas farmácias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em boa hora o Provedor de Justiça tomou a iniciativa de requerer a inconstitucionalidade da norma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em boa hora o Tribunal Constitucional reconheceu a insconstitucionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, as Misericórdias já não necessitarão de constituir uma sociedade comercial para continuarem a gerir as suas Farmácias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não nos admiremos que a todo o momento surja ou o "presidente" ou o Secretariado Nacional (SN) a anunciarem esta decisão do Tribunal Constitucional como uma vitória sua. Que foi por sua iniciativa que este processo se desencadeou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá lá &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor(?) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"presidente" do SN da UMP emita lá uma Circular a anunciar mais esta vitória que concerteza com todo o mérito lhe pertence.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor(?) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"presidente" e restantes membros do SN da UMP emitam uma qualquer nota a dizer às Misericórdias que as Misericórdias obtiveram esta grande vitória devido ao mérito da v. intervenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias aguardam ansiosamente que &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;vexas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;lhe comuniquem que de facto são as mais altas competências, com in, e as pessoas com mais elevadas fluências, sem in, e que só por isso foi possível às Misericórdias obterem esta vitória legal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que as Misericórdias possam conhecer a íntegra do processo, anexamos todos os documentos quer do Provedor de Justiça quer do tribunal Constitucional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2" class="TabelasDest" style="height: 982px; width: 623px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f9eacc" width="431"&gt;&lt;strong&gt;Provedor de Justiça considera inconstitucional a exclusão das  misericórdias, e de outras entidades com fins sociais, do direito à propriedade  das farmácias&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#fee0a2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader {margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify; line-height:150%; mso-pagination:widow-orphan; tab-stops:center 212.6pt right 425.2pt; font-size:12.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoBodyText2, li.MsoBodyText2, div.MsoBodyText2 {margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; text-align:justify; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;O Provedor de Justiça enviou ao  Tribunal Constitucional um pedido com vista à declaração, com força obrigatória  geral, da &lt;u&gt;inconstitucionalidade das normas do regime legal das farmácias que  excluem as entidades do sector social da economia&lt;/u&gt; – misericórdias,  mutualidades, cooperativas, instituições particulares de solidariedade social, e  outras entidades sem fins lucrativos – &lt;u&gt;da possibilidade de, enquanto  entidades com a referida natureza, exercerem a actividade económica da venda de  medicamentos e demais serviços prestados pelas  farmácias&lt;/u&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;O actual regime jurídico das  farmácias, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, impõe que as  entidades proprietárias de farmácias sejam pessoas singulares ou sociedades  comerciais, proibindo que outras pessoas colectivas, que não revistam o estatuto  jurídico de sociedade comercial, possam exercer a actividade em  causa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;A lei esclarece que as entidades  do sector social que queiram ser proprietárias de farmácias têm de submeter-se  ao regime fiscal das sociedades comerciais, na prática impondo que esse  exercício se faça sem que as referidas entidades possam beneficiar das isenções  fiscais que lhes são conferidas por lei, desde logo da isenção em sede de IRC. A  lei define, ainda, um prazo para que as entidades sociais que detivessem, à data  da sua entrada em vigor, farmácias, procedam a essa  adaptação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Entende o Provedor de Justiça que esta solução legal  &lt;u&gt;viola princípios fundamentais da Constituição, como os princípios da  igualdade e da proporcionalidade&lt;/u&gt;, e, ainda, &lt;u&gt;a garantia, estabelecida no  art.º 82.º da Constituição, da coexistência de três sectores&lt;/u&gt; – público,  privado, e cooperativo e social – &lt;u&gt;de propriedade dos meios de  produção&lt;/u&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Concretamente, considera-se que  a solução legal encontrada pelo legislador para colocar em situação de igualdade  fiscal todas as entidades proprietárias de farmácias – tendo em vista a garantia  da concorrência num mercado privado – não se mostra &lt;u&gt;nem adequada nem  proporcionada&lt;/u&gt; a este fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Não se mostra adequada, na  medida em que a questão da concorrência do sector social e cooperativo,  designadamente com o sector privado, se porá, da mesma forma, em qualquer  actividade económica, e não só na venda de medicamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Não é uma solução  proporcionada, tendo em conta que a própria lei, desde logo o Código do IRC,  prevê já mecanismos que visam anular ou atenuar tais benefícios quando as  entidades do sector social actuem em domínios em que a concorrência,  designadamente com o sector privado, deva ser garantida, alcançando-se a  convergência, ou mesmo igualdade, de armas no domínio fiscal, sempre que estas  se justificarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Nascimento Rodrigues alerta, ainda, para o &lt;u&gt;interesse  público e social&lt;/u&gt; da venda de medicamentos, desde logo aos respectivos  associados, por parte de instituições dedicadas a objectivos de solidariedade  social. Conforme refere no requerimento apresentado, não se afigura &lt;i&gt;“natural  o legislador vedar àquelas instituições o direito à propriedade de farmácias,  obrigando-as a “travestir-se” de sociedades comerciais se quiserem prosseguir  uma actividade de saúde, com finalidades sociais, ou seja, não lucrativas”&lt;/i&gt;.  O objectivo de se garantir o princípio da &lt;u&gt;acessibilidade das populações à  farmácia, nomeadamente em zonas de populações carenciadas urbanas ou rurais&lt;/u&gt;  – como, em recomendação de 2006 fora assinalado pela Autoridade da Concorrência  – perpassa nesta posição do Provedor de Justiça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 9pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 9pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 9pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 9pt;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O texto integral do  requerimento ao Tribunal Constitucional encontra-se acessível, para consulta, em  &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;&lt;a href="http://www.provedor-jus.pt/restrito/pedidos_ficheiros/R_6536-07_DI_RegimeJuridicoFarmaciasOficina.pdf"&gt;http://www.provedor-jus.pt/restrito/pedidos_ficheiros/R_6536-07_DI_RegimeJuridicoFarmaciasOficina.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gabinete do Provedor de Justiça, em 24 de Novembro de 2008&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Meritíssimo Conselheiro Presidente do &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;div align="JUSTIFY"&gt;Tribunal Constitucional &lt;/div&gt;&lt;div align="RIGHT"&gt;R-6536/07 (A6) &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O Provedor de Justiça, no uso da competência prevista no artigo 281.º, n.º 2, alínea d), da Constituição da República Portuguesa, vem requerer, ao Tribunal Constitucional, a fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade das normas do artigo 14.º, n.ºs 1 e 3, esta no segmento que obriga as entidades do sector social da economia a submeterem-se ao regime fiscal das pessoas colectivas referidas no n.º 1 da norma, e, consequentemente, das dos artigos 47.º, n.º 2, alínea a), e 58.º, todas do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Entende o Provedor de Justiça que as referidas normas violam o princípio da igualdade, o princípio da proporcionalidade e a garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção, respectivamente decorrentes dos artigos 13.º, 18.º, n.º 2 (e implicitamente do artigo 2.º, que contém a noção de Estado de direito democrático), e 82.º, n.ºs 1 e 4, da Constituição, pelas razões adiante aduzidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;1.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, estabelece o regime jurídico das farmácias de oficina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;2.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O diploma em apreço determina, como princípio geral, no respectivo art.º 14.º, n.º 1, que podem ser proprietárias de farmácias pessoas singulares ou sociedades comerciais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;3.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Concomitantemente, esclarece aquele Decreto-Lei, desta feita no n.º 3 do mesmo art.º 14.º, que "&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;as entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias desde que cumpram o disposto no presente decreto-lei e demais normas regulamentares que o concretizam &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;[designadamente constantes das Portarias n.ºs 1427, 1428, 1429 e 1430/2007, todas publicadas em 2 de Novembro], &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;bem como o regime fiscal aplicável às pessoas colectivas referidas no n.º 1 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;[do artigo]". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;4.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Na decorrência das regras mencionadas, estabelece o legislador, no art.º 47.º, n.º 2, alínea a), do diploma, que constitui contra-ordenação (grave, punível com coima de €5000 a €20000, a que podem acrescer as sanções acessórias elencadas no art.º 49.º) o facto de a propriedade da farmácia pertencer a pessoa colectiva que não assuma a forma de sociedade comercial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;5.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Finalmente, e em sede de disposições finais, vem o legislador obrigar as entidades do sector social da economia que sejam proprietárias de farmácias à data da entrada em vigor do diploma, a procederem, no prazo de cinco anos a contar da sua entrada em vigor, às adaptações necessárias ao cumprimento dos requisitos previstos no art.º 14.º, a que acima se fez referência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;6.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;As regras do Decreto-Lei n.º 307/2007 que enquadram o estatuto jurídico das entidades que podem ser proprietárias de farmácias, constantes do seu art.º 14.º, n.ºs 1 e 3 (na parte relativa ao regime fiscal), e as regras que decorrem da imposição daquele estatuto – para o que aqui interessa, constantes dos art.ºs 47.º, n.º 2, alínea a), e 58.º do diploma –, assumidamente visam excluir as entidades do denominado sector social da economia da possibilidade de, &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;enquanto entidades com a referida natureza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;, exercerem a actividade económica, mas de patente relevo público, da venda de medicamentos e demais serviços prestados pelas farmácias (permitindo-se apenas a manutenção, por um período de cinco anos após a entrada em vigor do diploma, da propriedade, por parte destas entidades, de farmácias pelas mesmas já detidas precisamente à data da entrada em vigor do diploma). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;7.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;São de duas ordens as razões invocadas pelo legislador para tal solução: a possibilidade de ser efectivado um apertado controlo administrativo da titularidade das farmácias, e a promoção da igualdade fiscal entre as entidades das mesmas detentoras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;8.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;As motivações do legislador resultam, aliás, inequívocas do preâmbulo do diploma, desta forma: &lt;/div&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;"É importante referir que a propriedade das farmácias fica reservada a pessoas singulares e a sociedades comerciais, possibilitando-se, consequentemente, um apertado controlo administrativo da respectiva titularidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;(...) &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;3 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Com o presente diploma, impõe-se a alteração da propriedade das farmácias que actualmente são detidas, designadamente, por instituições particulares de solidariedade social. No futuro, estas terão de constituir sociedades comerciais, em ordem a garantir a igualdade fiscal com as demais farmácias". &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;9.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;As normas acima mencionadas mostram-se contrárias não só a princípios transversais ao texto constitucional, concretamente ao princípio da igualdade e ao princípio da proporcionalidade – o primeiro com expressão genérica no art.º 13.º, o segundo decorrendo do art.º 18.º, n.º 2, e implicitamente da noção de Estado de direito democrático a que alude o art.º 2.º –, como também a normas da Constituição que visam a tutela e a promoção da actividade das entidades incluídas no denominado sector social e cooperativo, como as que decorrem dos art.ºs 61.º, n.ºs 2 e 3, 63.º, n.º 5&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;e, muito especialmente, a garantia institucional da coexistência dos sectores público, privado e cooperativo e social, estabelecida no art.º 82.º. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;ol&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;li&gt;Da violação do princípio da igualdade: &lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;10.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A este propósito, mostra-se relevante chamar à colação a jurisprudência do Tribunal Constitucional, designadamente constante dos Acórdãos n.ºs 635/2006 e 236/2005, que decidiram questão conexionada com a que é objecto do presente requerimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;11.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Assim, e estando aí em causa normas legais que impediam as associações mutualistas de, em benefício dos seus associados, exercerem as actividades que constituem o objecto das agências funerárias, entendeu-se não existir &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;"fundamento legítimo e racional para o tratamento discriminatório das associações mutualistas relativamente ao exercício da actividade funerária" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(Acórdão n.º 635/2006), considerando-se violado o princípio da igualdade estabelecido no art.º 13.º da Constituição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;12.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Fundamentou o Tribunal Constitucional a sua decisão não só na circunstância de &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;"as finalidades não lucrativas destas associações – e, no caso, apenas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;1 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Estes princípios são reafirmados designadamente no art.º 32.º das actuais bases gerais do sistema de segurança social, aprovadas pela Lei n.º 4/2007, de 16 de Janeiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;4 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;desenvolvidas em proveito dos seus associados – &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;[poderem] &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;atenuar, ou mesmo eliminar, o risco de ocorrência de "situações menos transparentes", que o legislador (...) visou prevenir"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;, como no facto de as associações mutualistas estarem sujeitas à tutela do Estado, podendo considerar-se &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;"reforçada a garantia de observância das imposições estabelecidas para o exercício da actividade funerária" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(Acórdão n.º 635/2006). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;13.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;É certo que, no caso da matéria objecto deste requerimento, e na situação hipotética da inexistência das restrições assinaladas, as entidades do sector social da economia – em síntese, entidades sem fins lucrativos, incluindo as instituições de solidariedade social, constituídas sob as mais variadas formas jurídicas (cooperativas, mutualidades, misericórdias, etc.) – poderiam, em teoria, e consoante a forma jurídica que assumissem em concreto, exercer a actividade farmacêutica (venda de medicamentos e prestação dos demais serviços previstos na lei), não só para os respectivos associados (como acontecia na situação em apreciação no Acórdão n.º 635/2006), mas também para o público em geral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;14.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;De qualquer forma, entende-se que tal circunstância não altera, para efeitos da verificação da violação do princípio da igualdade, a possibilidade de ser aplicada, à situação que motiva este pedido, a referida jurisprudência desse Tribunal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;15.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Bem pelo contrário: se a venda de medicamentos pode ser objecto de um "mercado", ainda que regulado e fiscalizado pelo Estado, é de evidente interesse público e social que ele também possa ser disponibilizado, em particular aos respectivos associados, por intermédio de instituições dedicadas, enquanto tais, a objectivos de solidariedade social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;16.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Dir-se-ia ser essa uma solução natural: ao invés, o que não se afigura natural é o legislador vedar àquelas instituições o direito à propriedade de farmácias, obrigando-as a "travestir-se" de sociedades comerciais se quiserem prosseguir uma actividade de saúde, com finalidades sociais, ou seja, não lucrativas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;li&gt;Da violação do princípio da proporcionalidade: &lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;17.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Também nesta perspectiva poderá aqui ser aplicada parte da fundamentação dos Acórdãos n.ºs 635/2006 e 236/2005, embora não tenha, então, o Tribunal &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;5 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Constitucional decidido (não obstante os três votos vencidos) no sentido da violação do princípio da proporcionalidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;18.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Conforme se pode ler no Acórdão n.º 236/2005, &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;"a constituição como sociedade não é um meio especificamente vocacionado (e, sobretudo, único) para o exercício da actividade funerária de forma transparente e digna. Não o é, desde logo, porque o processo de constituição de uma sociedade nenhuma conexão apresenta com a actividade funerária. E, também não o é, porque a forma societária só por si não fornece garantias absolutas do exercício de uma (qualquer) actividade de modo transparente e digno. (...) De resto, numa perspectiva institucional, existe (...) uma semelhança significativa entre a associação e a sociedade, já que a ambas as entidades é inerente uma organização jurídica (e social) que de igual modo cria condições para um exercício digno da actividade em questão (entre outras)"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;19.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Tal linha argumentativa encontra as suas conclusões lógicas designadamente na fundamentação da declaração de voto do Conselheiro Gil Galvão aposta no Acórdão n.º 635/2006, nos seguintes termos: &lt;/div&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;"Tendo os cidadãos, em princípio, nos termos do artigo 46.º da Constituição, o direito de constituir associações, que "prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas", e o direito à livre constituição de cooperativas, incluindo as de natureza mutualista (artigos 61.º, n.º 2, e 82.º, n.º 4, alínea d), todos da Constituição), e sendo certo que, nos termos do n.º 5 do artigo 63.º, também da Constituição, "o Estado apoia [...] a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social", aquela restrição não passa, seguramente, a exigência de proporcionalidade, expressamente mencionada no n.º 2 do artigo 18.º da lei fundamental, mas, em termos genéricos – como limitação geral ao exercício do poder público –, resultando iniludivelmente do próprio princípio do Estado de direito, consagrado no seu artigo 2.º Ora, no caso em análise, entendo que uma tal restrição não satisfaz o princípio da adequação (a medida restritiva não se revela um meio adequado para a prossecução dos fins visados, com salvaguarda de outros direitos ou bens constitucionalmente protegidos), nem o princípio da exigibilidade (essa medida restritiva não será exigida para alcançar os fins em vista), nem, tão-pouco, o princípio da justa medida ou proporcionalidade em sentido estrito (por ser manifestamente excessiva e desproporcionada em relação às vantagens que apresenta)". &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;6 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;20.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A imposição de determinado estatuto jurídico – de sociedade comercial – às entidades do sector social proprietárias de farmácias também não passa a exigência de proporcionalidade no confronto com as duas ordens de razões, já acima mencionadas, que motivaram o legislador a estabelecer a referida solução legal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;21.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Desde logo, não se vislumbra de que forma essa imposição possibilita um controlo administrativo mais eficaz da titularidade da propriedade das farmácias, designadamente tendo em vista a fiscalização do cumprimento da regra, ínsita no art.º 15.º, n.º 1, do mesmo Decreto-Lei n.º 307/2007, que obriga a que nenhuma entidade possa deter ou exercer, em simultâneo, directa ou indirectamente, a propriedade, a exploração ou a gestão de mais de quatro farmácias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;22.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Na verdade, sendo tarefa do Estado, atribuída pela Constituição designadamente no respectivo art.º 63.º, n.º 5, a fiscalização, nos termos a concretizar na lei, da actividade e do funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo, tal atribuição fundamental do Estado, imposta pela Constituição, seria suficiente para permitir o controlo administrativo eficaz de que fala o legislador no preâmbulo do Decreto-Lei n.º 307/2007. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;23.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Também não cumpre o pressuposto da proporcionalidade o objectivo assumido pelo legislador de colocar em situação de igualdade fiscal todas as entidades proprietárias de farmácias, objectivo que tem naturalmente implícitas preocupações que se associam à garantia da concorrência num mercado privado, desde logo na medida em que as instituições particulares de solidariedade social e pessoas colectivas equiparadas beneficiam, nos termos do art.º 10.º, n.º 1, alínea b), do Código do IRC, de isenção deste imposto, no âmbito dos seus fins estatutários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;24.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Sendo certo que a garantia da concorrência – por ser incumbência prioritária do Estado, no âmbito económico e social, &lt;i&gt;"assegurar o funcionamento eficiente dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas, a contrariar as formas de organização monopolistas e a reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral" &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(art.º 81.º, alínea f), da Constituição) – é um valor constitucional autónomo que deverá ser compatibilizado com outros em situações de colisão, a solução legal do Decreto-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;7 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Lei n.º 307/2007 que exclui do exercício da actividade farmacêutica as entidades do sector social enquanto tais, não se mostra adequada a essa eventual composição de interesses. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;25.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Ao invés, equipara o que não é, por natureza, equiparável, pois que as instituições sociais, enquanto tais, não se posicionam como "agentes comerciais" obrigados a concorrência salutar (cf. art.º 99, alínea a), da Constituição). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;26.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Antes de mais, não se mostra tal solução adequada, na medida em que a questão da concorrência do sector social e cooperativo designadamente com o sector privado se porá, da mesma forma, em qualquer actividade económica, e não só na venda de medicamentos, no quadro próprio da existência e funcionamento destes sectores: o sector social, visando objectivos de solidariedade social; o sector privado, garantido pelo "funcionamento eficiente dos mercados", através da "equilibrada concorrência entre empresas" (cf. art.º 81.º, alínea f), da Constituição). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;27.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;É certo que, antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 307/2007, as entidades do sector social da economia só podiam ser proprietárias de farmácias em três situações específicas: se as farmácias se destinassem apenas aos seus fins privativos, se houvesse interesse público na abertura de farmácia, ou na sua manutenção, em locais relativamente aos quais não aparecessem farmacêuticos interessados na respectiva instalação ou manutenção, mais permitindo a anterior legislação a manutenção das farmácias abertas ao público de que as referidas entidades fossem já proprietárias à data da entrada em vigor do diploma (Lei n.º 2125, de 20 de Março de 1965, Base II, n.ºs 4 e 5). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;28.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;É verdade, também, que com a entrada em vigor do novo regime jurídico das farmácias, a actividade económica pelas mesmas desenvolvida alterou-se substancialmente, podendo as farmácias, neste momento, facultar aos utentes um conjunto de serviços – dispensa de medicamentos ao domicílio e através da &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;internet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;, apoio domiciliário, administração de primeiros-socorros e de vacinas, entre outros (cf. Portarias n.ºs 1427 e 1429/2007, já mencionadas), a que acresce a possibilidade de, pelas mesmas, serem feitos descontos no preço dos medicamentos (cf. art.º 28.º, n.º 1, alínea d), do Decreto-Lei n.º 307/2007) –, não usuais ou mesmo vedadas há alguns anos atrás. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;8 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;29.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Isto é, a liberalização da propriedade das farmácias e a aprovação dos respectivos regime jurídico e regulamentações actuais, trouxeram uma nova dinâmica ao sector, e determinaram, consequentemente, a preocupação que terá estado na origem da imposição da forma societária às pessoas colectivas que pretendam ser proprietárias de farmácias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;30.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Na verdade, e para além das especificidades, de natureza histórica, da legislação que foi enquadrando a actividade farmacêutica – na prática, só recentemente permitindo, pela liberalização da propriedade das farmácias, uma mais completa abertura à iniciativa económica privada –, não se vislumbram que razões válidas do ponto de vista constitucional poderão justificar a constrição imposta, pela legislação de que nos ocupamos, às entidades do sector social, que não ocorram nas demais actividades económicas exercidas concorrentemente pelos sectores privado e social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;31.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por exemplo: para que uma entidade social fosse proprietária ou gerisse um lar de idosos ou um hospital, haveria a mesma de constituir-se em sociedade comercial? Poderá o Estado forçar a igualizar, pelo "mercado", realidades históricas que nunca pertenceram ao "mercado" das empresas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;32.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Tem-se evidentemente como pressuposto da admissibilidade da titularidade da propriedade de farmácias por entidades do sector social a vinculação destas aos mesmos deveres que incumbem às restantes entidades, pessoas singulares ou sociedades comerciais, proprietárias de farmácias – submissão estrita às normas do regime jurídico das farmácias e respectivas regulamentações decorrentes das várias Portarias mencionadas –, o que resulta já, aliás, da norma do art.º 14.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 307/2007, na parte que não é objecto do presente requerimento, e que determina que as entidades do sector social proprietárias de farmácias cumpram o disposto no diploma e nas normas regulamentares que o concretizam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;33.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Assim sendo, a questão a analisar para efeitos deste requerimento, quanto ao segmento da norma do art.º 14.º, n.º 3, que obriga as entidades em causa a submeterem-se ao mesmo regime fiscal das demais pessoas colectivas proprietárias de farmácias, circunscreve-se à questão do regime fiscal mais favorável de que efectivamente beneficiam as entidades do sector social da economia. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;9 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;2 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Aliás, no âmbito da Recomendação n.º 1/2006 da Autoridade da Concorrência, sob o tema "Medidas de reforma do quadro regulamentar da actividade das farmácias, com vista à promoção da concorrência no sector", não só não se recomenda no sentido legislado e aqui contestado, como se propõe a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;"criação de regulamentação específica que preveja a promoção da distribuição de medicamentos através de farmácias das entidades de solidariedade social, de forma a garantir o princípio da acessibilidade das populações à farmácia, nomeadamente nas zonas de populações carenciadas urbanas ou rurais"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;. Tendo em conta a possibilidade, conferida pela nova legislação (cf. art.ºs 23.º e segs. da Portaria n.º 1430/2007, já mencionada) da transferência da localização das farmácias, a preocupação da Autoridade da Concorrência virá certamente a revelar-se pertinente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;34.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Este regime fiscal, podendo em teoria constituir um elemento com relevância para efeitos da concorrência, não tem uma influência diferente na actividade farmacêutica do que nas restantes actividades abertas aos sectores privado e social – desde logo, da distribuição grossista de medicamentos –, e em que o exercício é feito de forma concorrencial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;35.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Ou seja, a questão da concorrência entre os sectores privado e social não tem contornos específicos na actividade farmacêutica que não assuma noutras actividades económicas, e que justifique que as entidades do sector social não possam, nesta qualidade, exercer aquela actividade, no âmbito dos seus fins próprios&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;36.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Acresce que, designadamente o Código do IRC prevê, no mesmo artigo (10.º) em que concede a isenção mencionada, desta feita nos n.ºs 3 a 5, um conjunto de regras que precisamente visam anular ou atenuar os benefícios em sede de IRC de que gozam as instituições em causa quando, no exercício da respectiva actividade, &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;actuem em domínios em que a concorrência, designadamente com o sector privado, deva ser garantida, alcançando-se a convergência, ou mesmo igualdade, de armas no domínio fiscal, sempre que estas se justificarem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;37.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Estas regras, no caso em sede de IRC, garantiriam, por si, uma solução equilibrada na aplicação da vantagem fiscal assumidamente concedida pelo Estado às instituições sem fins lucrativos, de resto em cumprimento de norma constitucional expressamente vinculativa nesse sentido, concretamente o art.º 63.º, n.º 5, da Constituição. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;10 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;38.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A opção por impedir que as entidades do sector social possam, enquanto entidades com esta natureza, exercer a actividade farmacêutica, revela-se desde logo desproporcionada ao fim que visa atingir, existindo já mecanismos consagrados na lei que permitem a atenuação das preocupações reveladas pelo legislador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;39.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Tal opção mostra-se também desadequada à prossecução desse mesmo fim, atendendo a que, como fica dito, o tipo de razões que a motivaram não se relacionam exclusivamente com a venda de medicamentos (e restantes serviços prestados pelas farmácias), colocando-se, em igual medida, relativamente a qualquer outra actividade económica que seja exercida de forma concorrencial entre os sectores privado e social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;li&gt;Da violação da garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção: &lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;40.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O art.º 82.º, n.º 1, da Constituição, garante a coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção – público, privado, e cooperativo e social, tal como definido no n.º 4, designadamente incluindo os meios de produção possuídos e geridos por cooperativas e os meios de produção possuídos e geridos por pessoas colectivas, sem carácter lucrativo, que tenham como principal objectivo a solidariedade social, designadamente entidades de natureza mutualista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;41.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Em anotação a esta norma constitucional, referem J. J. Gomes Canotilho e Vital Moreira que &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;"é este um dos preceitos-chave da "constituição económica" configurada na CRP. Ao garantir a coexistência de três sectores económicos (nº 1), com a mesma credencial constitucional, e ao delimitar com algum rigor os seus contornos, esta disposição consubstancia um dos princípios fundamentais da organização económica exarados no art. 80º, conferindo a esta o esqueleto que globalmente a enforma. A institucionalização dos três sectores, no mesmo plano, como estruturas necessárias do sistema económico constitucionalmente desenhado, atribui a este um carácter sui generis. O princípio da coexistência &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;11 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;3 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;In &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"CRP; Constituição da República Portuguesa Anotada", Tomo I, 2007, Coimbra Editora, pp. 975 e 976. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;4 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ob. cit., p. 977. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;5 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ob. cit., p. 990. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;dos três sectores é de tal modo relevante, que ele faz parte do elenco dos limites materiais de revisão (art. 288º/f"&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;42.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Acrescentam os referidos autores: &lt;/div&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;"Além de assegurar o substrato mínimo de cada um dos referidos sectores (e subsectores), a garantia institucional assegura também um tratamento público essencialmente igual das empresas dos diversos sectores, sem discriminações injustificadas (mas sem prejuízo das discriminações positivas da Constituição, por exemplo em relação ao sector cooperativo e à autogestão (...). Um e outro destes aspectos são plenamente justiciáveis, desde logo em sede de justiça constitucional, sempre que uma norma ou decisão administrativa restrinjam em termos injustificados ou aniquiladores o âmbito de qualquer desses sectores ou estabeleçam discriminações constitucionalmente infundadas entre eles"&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;div align="JUSTIFY"&gt;"Tal como sucede em relação aos demais sectores, também no caso do sector social e cooperativo a garantia institucional do nº 1 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;[do art.º 82.º] &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;significa que lhe está assegurado o peso e a dimensão necessários para ter o seu lugar numa economia mista, para além da dicotomia sector privado – sector público. (...) A Constituição não estabelece nenhum limite ao âmbito das actividades abertas às várias modalidades do sector social e cooperativo, nem prevê que a lei lhes vede certas áreas, como sucede em relação ao sector privado (...)"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;43.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Quanto à questão objecto deste requerimento, tomam os mesmos autores posição, no sentido da inadmissibilidade constitucional da solução legal aqui contestada, desta forma: &lt;/div&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;"Em princípio, nenhuma actividade lícita está excluída do alcance do sector privado (...). &lt;u&gt;Questão diferente é a de saber se a lei pode reservar certas actividades para o sector privado, excluindo os demais sectores, tanto o sector público como o sector social (como sucede entre nós com as farmácias). A resposta é, em princípio, negativa, não tanto por não estar prevista na Constituição, mas sim por não se ver que interesse público é &lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;12 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;6 &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;Ob. cit., pp. 985 e 986. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;que poderia justificar tal privilégio do sector privado face ao sector social e cooperativo&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;, nem como é que se pode excluir a actividade pública em sectores em que pode haver um interesse público relevante na entrada do sector público nessa mesma actividade"&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;6 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(sublinhado meu). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;44.º &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por tudo o que acima resulta exposto, facilmente se conclui pela inexistência de interesse público, com relevância constitucional, que possa ter justificado a exclusão, operada designadamente pelas normas do art.º 14.º, n.º 1 e 3 (segmento indicado), do Decreto-Lei n.º 307/2007, da possibilidade de exercício, pelas entidades do sector social, enquanto tais, da actividade económica da venda de medicamentos – e demais serviços que podem ser prestados pelas farmácias –, constituindo tal exclusão uma violação da garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção a que alude a norma do art.º 82.º da Lei Fundamental. &lt;/div&gt;&lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &lt;dir&gt;  &lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Nestes termos, pelos fundamentos expostos, requer-se, ao Tribunal Constitucional, que aprecie e declare, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade das normas constantes do artigo 14.º, n.ºs 1 e 3, esta no segmento que obriga as entidades do sector social a submeterem-se ao regime fiscal das pessoas colectivas referidas no n.º 1 da norma, e, consequentemente, das dos artigos 47.º, n.º 2, alínea a), e 58.º, todas do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, por violação do princípio da igualdade, do princípio da proporcionalidade, e da garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção, respectivamente decorrentes dos artigos 13.º, 18.º, n.º 2 (e implicitamente do artigo 2.º, que contém a noção de Estado de direito democrático), e 82.º, n.ºs 1 e 4, da Constituição. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dir&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dir&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dir&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dir&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/dir&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;O Provedor de Justiça &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;H. Nascimento Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2" class="TabelasDest" style="height: 497px; width: 631px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f9eacc" width="431"&gt;&lt;strong&gt;Tribunal Constitucional declara inconstitucional norma que vincula  entidades de cariz social à constituição de sociedade comercial para o exercício  da actividade farmacêutica&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#fee0a2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Tribunal Constitucional deu provimento parcial ao pedido de  declaração de inconstitucionalidade formulado pelo Provedor de Justiça a  respeito do regime de acesso das Misericórdias e outras entidades de cariz  social à actividade farmacêutica.&lt;br /&gt;O referido pedido incidiu sobre os n.ºs 1 e  3 do art.º 14.º do decreto-lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, que estabeleciam a  necessidade de o exercício desta actividade pelas entidades assinaladas revestir  a forma de sociedade comercial, impondo o mesmo tratamento fiscal aplicável ao  setor privado. Consequentemente, solicitou-se a declaração de  inconstitucionalidade de outras normas do mesmo diploma, que deixavam de se  compreender na ausência daquelas. &lt;br /&gt;O Acórdão n.º 612/2011 do Tribunal  Constitucional declarou a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de  constituição de sociedade comercial quando esteja em causa “o desempenho das  funções próprias do seu escopo”.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.provedor-jus.pt/Imprensa/noticiadetalhe.php?ID_noticias=204"&gt;&lt;span style="color: #3300ff;"&gt;Nota de Imprensa de Novembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20110612.html"&gt;&lt;span style="color: #3300ff;"&gt;Acórdão do T.C. disponível em&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabinete do Provedor de Justiça, em 12 de Janeiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="AAcrdo"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;ACÓRDÃO N.º 612/2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="AProcesso1"&gt;&lt;b style="mso-ansi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Processo n.º 899/11&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;                                                      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="AProcesso2"&gt;&lt;b style="mso-ansi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Plenário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="AProcesso2"&gt;&lt;b style="mso-ansi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Relator: Conselheira Catarina Sarmento e Castro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Acordam, em plenário, no Tribunal Constitucional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;I. Relatório&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;1. &lt;u&gt;Requerente e objecto do pedido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Provedor de Justiça apresentou ao Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto no artigo 281.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;d&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), da Constituição da República Portuguesa, um pedido de apreciação e declaração, com força obrigatória geral, da inconstitucionalidade das normas constantes dos artigos 14.º, &lt;span class="SpellE"&gt;n.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt; 1 e 3, 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) e 58.º do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O teor das normas questionadas é o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Artigo 14.º&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Proprietárias de farmácias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;1 — Podem ser proprietárias de farmácias pessoas singulares ou sociedades comerciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;2? ….&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;3 — As entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias desde que cumpram o disposto no presente decreto-lei e demais normas regulamentares que o concretizam, bem como o regime fiscal aplicável às pessoas colectivas referidas no n.º 1.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Artigo 47.º&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Contra-ordenações graves&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;2 — Constitui contra-ordenação punível com coima de € 5000 a € 20 000 o facto de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) A propriedade da farmácia pertencer a pessoa colectiva que não assuma a forma de sociedade comercial;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Artigo 58.º&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Entidades do sector social da economia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;As entidades do sector social da economia que sejam proprietárias de farmácias devem proceder, no prazo de cinco anos a contar da entrada em vigor do presente decreto-lei, às adaptações necessárias ao cumprimento dos requisitos previstos no artigo 14.º&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;2. &lt;u&gt;Fundamentos do Pedido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Provedor de Justiça fundamentou o seu pedido de declaração da inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, nos seguintes termos: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, de 31 de Agosto, estabelece o regime jurídico das farmácias de oficina. &lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O diploma em apreço determina, como princípio geral, no respectivo &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°,&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt; 1, que podem ser proprietárias de farmácias pessoas singulares ou sociedades comerciais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Concomitantemente, esclarece aquele decreto-lei, no &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 3 &lt;span class="GramE"&gt;do&lt;/span&gt; mesmo &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; 14.°, &lt;span class="GramE"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“as entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias desde que cumpram o disposto no presente decreto-lei e demais normas regulamentares que o concretizam&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;bem como o regime fiscal aplicável às pessoas colectivas referidas no n. 1&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;”, &lt;span class="GramE"&gt;ou&lt;/span&gt; seja, às sociedades comerciais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Na decorrência das regras mencionadas, estabelece o legislador, no &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;47.º &lt;/span&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), do diploma, que constitui contra-ordenação (grave, punível com coima de € 5000 a € 20000, a que podem acrescer as sanções acessórias elencadas no &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;art.°&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 49.°) o facto de a propriedade da farmácia pertencer a pessoa colectiva que não assuma a forma de sociedade comercial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Finalmente, e em sede de disposições finais, vem o legislador, no artigo 58.º obrigar as entidades do sector social da economia que sejam proprietárias de farmácias à data da entrada em vigor do diploma, a procederem, no prazo de cinco anos a contar da sua entrada em vigor, às adaptações necessárias ao cumprimento dos requisitos previstos no &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="GramE"&gt;a&lt;/span&gt;que acima se fez referência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;As regras do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, que definem as entidades que podem ser proprietárias de farmácias e constam do seu &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;1 e 3 (na parte relativa ao regime fiscal), e as regras que decorrem da imposição daquele estatuto (para o que aqui interessa, constantes dos art.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt; 47.º&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), e 58.° do diploma), assumidamente visam excluir as entidades do denominado sector social da economia da possibilidade de, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;enquanto entidades com a referida natureza,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;exercerem a actividade económica da venda de medicamentos e demais serviços prestados pelas farmácias.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;É o que claramente resulta do preâmbulo da lei: "&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o presente diploma, impõe-se a alteração da propriedade das farmácias que actualmente são detidas, designadamente, por instituições particulares de solidariedade social. No futuro, estas terão de constituir sociedades comerciais, em ordem a garantir a igualdade fiscal com as demais farmácias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O legislador exclui, pois, a possibilidade por parte das entidades do sector social de serem, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;enquanto tais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; (isto é na sua qualidade própria de entidades do sector social), proprietárias de farmácias.&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;As normas contidas nos artigos 14.º, n.º 1 e 3, 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) e 58.º do Decreto-Lei n.º 307/2007 mostram-se contrárias ao princípio da igualdade e ao princípio da proporcionalidade, bem como às normas da Constituição que visam a tutela e a promoção da actividade das entidades incluídas no denominado sector social e cooperativo, como sejam as que decorrem dos art.&lt;sup&gt; os&lt;/sup&gt; &lt;span class="GramE"&gt;61.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.&lt;sup&gt; &lt;span class="GramE"&gt;os&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;2 e 3, 63.°,&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; &lt;span class="GramE"&gt;n.º&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;5 e, muito especialmente, da garantia institucional da coexistência dos sectores público, privado e cooperativo e social, estabelecida no &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; 82.° &lt;span class="GramE"&gt;da&lt;/span&gt; Constituição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A exclusão das entidades do sector social do acesso à propriedade das farmácias implica, desde logo, uma violação do princípio da igualdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;este propósito, mostra-se relevante chamar à colação a jurisprudência do Tribunal Constitucional, designadamente constante dos Acórdãos &lt;span class="SpellE"&gt;n.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;635/2006 &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;e &lt;/span&gt;236/2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Estavam aí em causa normas legais que impediam as associações mutualistas de, em benefício dos seus associados, exercerem a actividade funerária. O Tribunal Constitucional entendeu não existir &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;“fundamento legítimo e racional para o tratamento discriminatório das associações mutualistas relativamente ao exercício da actividade funerária”. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Não havia, portanto, razão suficiente para excluir as associações mutualistas de uma actividade, obrigando-as a assumir a forma societária.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De igual forma, o legislador não pode, como pretende com a actual lei, vedar às instituições de solidariedade social o direito à propriedade de farmácias, obrigando-as a “travestir-se” de sociedades comerciais se quiserem prosseguir uma actividade de saúde, com finalidades sociais, ou seja, não lucrativas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;As normas impugnadas do Decreto-Lei n.º307/2007 violam, também, o princípio &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;da proporcionalidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De facto, a imposição de determinado estatuto jurídico — de sociedade comercial — às entidades do sector social proprietárias de farmácias não passa a exigência de proporcionalidade no confronto com as duas ordens de razões que, segundo o preâmbulo do diploma, motivaram o legislador a estabelecer a referida solução legal: a possibilidade de ser efectivado um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;apertado controlo administrativo da titularidade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; das farmácias (uma vez que a titularidade das farmácias está quantitativamente limitada a um máximo de quatro por pessoa colectiva), e a salvaguarda da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;igualdade fiscal&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; entre as entidades das mesmas detentoras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Desde logo, não se vislumbra de que modo essa imposição da forma de sociedade comercial possibilita um controlo administrativo mais eficaz da titularidade da propriedade das farmácias, designadamente tendo em vista a fiscalização do cumprimento da regra, ínsita no&lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;15.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt; 1, do mesmo Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, que obriga a que nenhuma entidade possa deter ou exercer, em simultâneo, directa ou indirectamente, a propriedade, a exploração ou a gestão de mais de quatro farmácias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Na verdade, sendo tarefa do Estado, atribuída pela Constituição designadamente no respectivo &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;63.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;5&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;a fiscalização, nos termos a concretizar na lei, da actividade e do funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo, tal atribuição fundamental do Estado, imposta pela Constituição, seria suficiente para permitir o controlo administrativo eficaz de que fala o legislador no preâmbulo do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Também não cumpre o pressuposto da proporcionalidade o &lt;span class="GramE"&gt;objectivo&lt;/span&gt; assumido pelo legislador de colocar em situação de&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; igualdade fiscal &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;todas as entidades proprietárias de farmácias, objectivo que tem naturalmente implícitas preocupações que se associam à &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;garantia da concorrência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;num mercado de iniciativa privada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Antes de mais, não se mostra tal solução adequada, na medida em que a questão da concorrência do sector social e cooperativo designadamente com o sector privado se porá, da mesma forma, em qualquer actividade económica, e não só na venda de medicamentos, no quadro próprio da existência e funcionamento destes sectores: o sector social, visando objectivos de solidariedade social; o sector privado, garantido pelo“funcionamento eficiente dos mercados”, através da “equilibrada concorrência entre empresas” (cf. &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;art.°&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;81.º, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), da Constituição).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A concorrência não obriga a que todas as pessoas que exerçam a mesma actividade assumam a mesma forma jurídica. Por exemplo: para que uma entidade social fosse proprietária ou gerisse um lar de idosos ou um hospital, haveria a mesma de constituir-se em sociedade comercial? Poderá o Estado forçar a igualizar, pelo “mercado”, realidades históricas que nunca pertenceram ao “mercado” das empresas? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O regime fiscal, podendo em teoria constituir um elemento com relevância para efeitos da concorrência, não tem uma influência diferente na actividade farmacêutica do que nas restantes actividades abertas aos sectores privado e social — desde logo, da distribuição grossista de medicamentos —, e em que o exercício é feito de forma concorrencial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ou seja, a questão da concorrência entre os sectores privado e social não tem contornos específicos na actividade farmacêutica que não assuma noutras actividades económicas, e que justifique que as entidades do sector social não possam, nesta qualidade, exercer aquela actividade, no âmbito dos seus fins próprios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Acresce que, designadamente o Código do IRC prevê, no seu artigo &lt;span class="GramE"&gt;10.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="GramE"&gt;n.º&lt;/span&gt;2 e 3&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;um conjunto de regras que, ao excluírem a isenção prevista no n.º 1, do mesmo artigo, precisamente visam anular ou atenuar os benefícios em sede de IRC de que gozam as instituições em causa quando, no exercício da respectiva actividade, &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;actuem em domínios em que a concorrência, designadamente com &lt;/span&gt;o &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;sector privado, deva ser garantida, alcançando-se a convergência, ou mesmo igualdade, de armas no domínio fiscal, sempre que estas se justificarem.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Estas regras, no caso em sede de IRC, garantem, por si, uma solução equilibrada na aplicação da vantagem fiscal assumidamente concedida pelo Estado às instituições sem fins lucrativos, de resto em cumprimento de norma constitucional expressamente vinculativa nesse sentido, concretamente o &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;63.&lt;/span&gt;°,&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt; &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;5&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;da Constituição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A opção de impedir que as entidades do sector social possam, enquanto entidades com esta natureza, exercer a actividade farmacêutica, revela-se pois desproporcionada ao fim que visa atingir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;As normas impugnadas violam, por fim, a garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;82.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt;1, da Constituição, garante a coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção — público, privado, e cooperativo e social, tal como definido no &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 4, designadamente incluindo os meios de produção possuídos e geridos por cooperativas e os meios de produção possuídos e geridos por pessoas colectivas, sem carácter lucrativo, que tenham como principal objectivo a solidariedade social.&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Por tudo o que acima resulta exposto, facilmente se conclui pela inexistência de interesse público, com relevância constitucional, que possa ter justificado a exclusão, operada designadamente pelas normas do &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt; 1 &lt;span class="GramE"&gt;e&lt;/span&gt; 3 (segmento indicado), do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 307/2007, da possibilidade de exercício, pelas entidades do sector social, enquanto tais, da actividade económica da venda de medicamentos — e demais serviços que podem ser prestados pelas farmácias —, constituindo tal exclusão uma violação da garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção a que alude a norma do &lt;span class="SpellE"&gt;art.°&lt;/span&gt; &lt;span class="GramE"&gt;82.&lt;/span&gt;° &lt;span class="GramE"&gt;da&lt;/span&gt; Lei Fundamental. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nestes termos, pelos fundamentos expostos, requer ao Tribunal Constitucional que aprecie e declare, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade das normas constantes do artigo &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 1 e 3, esta no segmento que obriga as entidades do sector social a submeterem-se mesmo regime fiscal que as sociedades comerciais previstas no &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 1, e, ainda que declare, a título consequencial, a inconstitucionalidade das normas dos artigos 47.º, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), e 58.º, todas do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, de 31 de Agosto, por violação do princípio da igualdade, do princípio da proporcionalidade, e da garantia institucional da coexistência de três sectores de propriedade dos meios de produção, respectivamente decorrentes dos artigos 13.º, 18.º, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2 (e implicitamente do artigo 2.º, que contém a noção de Estado de direito democrático), e 82.º, n. &lt;span class="GramE"&gt;&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt; 1 e 4, da Constituição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;3. &lt;u&gt;Resposta do órgão autor das normas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Notificado nos termos e para os efeitos dos artigos 54.º e 55.º, n.º 3, da LTC, o Primeiro-Ministro, em resposta, disse, no essencial o seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, de 31 de Agosto estabelece um “quadro global e de enquadramento” das farmácias de oficina, permitindo a reorganização jurídica do sector. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Este decreto-lei pretende “equilibrar o livre acesso à propriedade e evitar a concentração, através de uma limitação, proporcional e adequada, a quatro farmácias”. Neste contexto, o controlo da propriedade e a concorrência entre farmácias surge, em primeira linha, como preocupação do legislador. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O diploma veio alterar aquilo que a Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;n.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;°&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;2125, de 20 de Março de 1965, consagrava no que respeita às entidades do sector social da economia, ampliando as suas possibilidades de exercício da actividade farmacêutica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De facto na Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2125, a propriedade das farmácias estava por norma reservada a farmacêuticos e, consequentemente, as entidades do sector social só a título excepcional e sob condições muito restritivas podiam ser proprietárias de farmácias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Com efeito, nos termos do &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 4 &lt;span class="GramE"&gt;da&lt;/span&gt; Base II, da Lei &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 2125, as misericórdias e outras instituições de assistência e previdência social poderiam ser proprietárias de farmácias, mas apenas para cumprimento das suas finalidades sociais e desde que tais farmácias se destinassem aos seus serviços privativos. Os artigos 44.º e 64.º do Decreto-Lei&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 48547, por seu turno, esclareciam que só determinadas pessoas, fazendo prova da sua qualidade específica, poderiam abastecer-se nessas farmácias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O n.º 5 da Base II da Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2125 &lt;span class="GramE"&gt;permitia&lt;/span&gt; que as instituições de solidariedade social detivessem farmácias abertas ao público, mas apenas quando houvesse interesse público na abertura de farmácia em determinado local ou na manutenção da já existente, e não aparecessem farmacêuticos interessados na sua instalação ou aquisição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O regime jurídico anterior tratava pois com manifesto desfavor a dispensa de medicamentos pelas entidades do sector social da economia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O esvaziamento do papel do sector social na dispensa de medicamentos através de farmácias privativas, abertas ou não ou público, resultava evidente do regime jurídico então vigente e traduzia-se no diminuto número de farmácias em funcionamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ora, ao contrário do que sugere o requerimento do Senhor Provedor de Justiça, o novo regime jurídico das farmácias de oficina veio valorizar o sector social na dispensa de medicamentos e na prestação de serviços farmacêuticos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em primeiro lugar, garante o acesso das entidades do sector social da economia à propriedade de farmácias, respeitado que seja o limite legal de quatro farmácias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em segundo lugar, consente que às farmácias privativas existentes se aplique de imediato o regime instituído pelo Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, permitindo-lhes assim vender medicamentos ao público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O legislador poderia ter mantido transitoriamente em vigor as regras da Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 2125 &lt;span class="GramE"&gt;e&lt;/span&gt; do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 48547, sobre as farmácias privativas, e deixar que o decurso do tempo as extinguisse. Preferiu, no entanto, optar por uma solução legislativa que revitaliza globalmente o papel sector social na dispensa de medicamentos e na prestação de serviços farmacêuticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;esta revitalização — ao contrário do inevitável esvaziamento que a legislação anterior desenhava — permite que as entidades do sector social da economia continuem a dispensar medicamentos, exclusivamente aos seus utentes, ou, também, os dispensem ao público em geral, permitindo ainda transferir a localização da farmácia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Com as soluções encontradas pela nova lei, procurou-se que a coexistência entre o sector privado e o sector social no mercado farmacêutico fosse norteada por uma equilibrada concorrência e não gerasse ou agravasse desigualdades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E, ao invés do que pretende o Requerente, o Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, não viola o princípio da igualdade e, pelo contrário, garante a igualdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De facto, nada de &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;aleatório &lt;/span&gt;ou &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;arbitrário &lt;/span&gt;se encontra no artigo &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n&lt;/span&gt;.°&lt;/span&gt; 1 &lt;span class="GramE"&gt;do&lt;/span&gt;Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 307/2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Esta reforma ? no sentido da liberalização da titularidade de farmácias ? modifica um &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;regime jurídico desadequado e injustificadamente limitador do acesso à propriedade, afastando as regras que a restringiam exclusivamente &lt;span class="GramE"&gt;a farmacêuticos&lt;/span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A novidade da solução legislativa e a sensibilidade da matéria obriga a que se verifique um &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apertado controlo administrativo da propriedade &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;que, na perspectiva do legislador, só se consegue com a titularidade das farmácias por pessoas singulares ou por sociedades comerciais. Esta é a razão da escolha legislativa, o que nada tem de aleatório. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O requerimento do Senhor Provedor de Justiça insurge-se contra esta condição em relação à propriedade da farmácia porque entende que as entidades do sector social da economia são excluídas, enquanto entidades com a referida natureza, de exercerem a actividade de venda de medicamentos e demais serviços prestados pelas farmácias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Todavia, importa clarificar que as normas do diploma, cuja constitucionalidade é posta em causa, não obrigam as instituições particulares de solidariedade social ou outras entidades do sector social a transformarem-se em sociedades comerciais para, se quiserem, prosseguirem uma actividade de saúde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Diz-se, tão-só, que as entidades do sector social da economia devem, no futuro, constituir sociedades comerciais para explorar as farmácias; não se impõe, de forma alguma, que se transformem, elas próprias, em sociedades comerciais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Pode o Senhor Provedor de Justiça discordar da solução material constante do artigo 14.º, &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 1, mas tal não é suficiente para que se justifique a intervenção do Tribunal Constitucional em sede de princípio da igualdade na sua vertente de &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;proibição do arbítrio &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;criação de soluções aleatórias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt; Na verdade, «a proibição do arbítrio constitui um critério &lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;essencialmente negativo, com base no qual são censurados apenas os casos de flagrante e intolerável desigualdade. A interpretação do princípio da igualdade como proibição do arbítrio significa uma &lt;span class="SpellE"&gt;autolimitação&lt;/span&gt;do poder do juiz, o qual não controla se o legislador, num caso concreto, encontrou a solução mais adequada ao fim, mais razoável ou mais justa.» &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;(Acórdão &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.°&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 187/90);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Senhor Provedor de Justiça considera existir, ainda, violação do princípio da proporcionalidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Porém, o novo regime &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;em nada interfere com o princípio da proporcionalidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Deve, desde logo, afirmar-se, que uma manifestação de escrupuloso respeito pelo citado princípio se encontra no artigo &lt;span class="GramE"&gt;58.&lt;/span&gt;°, &lt;span class="GramE"&gt;ao&lt;/span&gt; prever que &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;as entidades do sector social da economia que sejam proprietárias de farmácias devem proceder no prazo de cinco anos a contar da data da entrada em vigor do presente decreto-lei, às adaptações necessárias no cumprimento dos requisitos do artigo 14.º. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;O legislador confere um lapso de tempo &lt;/span&gt;longo&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;para que as entidades do sector social possam preparar a sua integração no &lt;span class="SpellE"&gt;sistema-tipo&lt;/span&gt; do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 307/2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Senhor Provedor de Justiça considera que &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;não cumpre o pressuposto da proporcionalidade o objectivo assumido pelo legislador de colocar em igualdade fiscal todas as entidades proprietárias de farmácias, objectivo que tem naturalmente implícitas preocupações que se associam à garantia de concorrência num mercado livre, desde logo na medida em que as instituições particulares de solidariedade social e pessoas colectivas equiparadas estão sujeitas, nos termos do artigo &lt;span class="GramE"&gt;10.&lt;/span&gt;° &lt;span class="GramE"&gt;do&lt;/span&gt; CIRC a um regime fiscal próprio&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nos termos de tal preceito, as instituições particulares de solidariedade social que exploram farmácias e que vendem ou poderão vender, de acordo com o regime instituído pelo Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt; 307/2007, medicamentos ao público&lt;span class="GramE"&gt;,&lt;/span&gt; beneficiam de isenções fiscais relevantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ora a &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;liberdade de conformação legislativa, ao consagrar um regime de igualdade fiscal, &lt;/span&gt;orientou-se no sentido da valoração objectiva do princípio da concorrência enquanto princípio &lt;span class="SpellE"&gt;jurídico-positivo&lt;/span&gt; de organização económica com consagração constitucional (artigo 81.º, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;f),&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;da Constituição). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Acrescente-se, ainda, que a opção do legislador, ao garantir a igualdade fiscal entre todas as farmácias, visa, também, prevenir a infracção, sem justificação objectiva, das regras comunitárias sobre auxílios de Estado, nomeadamente as constantes do artigo &lt;span class="GramE"&gt;87.&lt;/span&gt;° &lt;span class="GramE"&gt;do&lt;/span&gt; Tratado de Roma.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Pelos fundamentos expostos, conclui o Primeiro-Ministro, que não deverá ser declarada a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de nenhuma das normas do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, agora impugnadas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;4. &lt;u&gt;Junção de pareceres &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Posteriormente à resposta do Primeiro-Ministro foi ainda requerida a junção de cinco pareceres jurídicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A junção dos pareceres foi admitida pelo Presidente do Tribunal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Apresentado e discutido o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;memorando&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; a que se refere o artigo 63.º da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro, e fixada a orientação do Tribunal, cumpre decidir de harmonia com o que então se determinou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;II. Fundamentação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;5. &lt;u&gt;Delimitação do pedido &lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Provedor de Justiça pede ao Tribunal Constitucional que aprecie e declare, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade das normas constantes do artigo &lt;span class="GramE"&gt;14.&lt;/span&gt;°,&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 1 e 3, esta última no segmento que obriga as entidades do sector social da economia a submeterem-se ao mesmo regime fiscal que as sociedades comerciais, e, ainda que declare, a título consequencial, a inconstitucionalidade das normas dos artigos 47.º, &lt;span class="SpellE"&gt;n.°&lt;/span&gt; 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, e 58.º, todas do Decreto-Lei &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;n.&lt;/span&gt;°&lt;/span&gt;307/2007, de 31 de Agosto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Apesar de as normas questionadas serem diversas, a lógica do pedido é comum (como o próprio facto de se invocarem inconstitucionalidades "consequentes" revela), partindo ele duma determinada interpretação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Segundo tal entendimento, o Decreto-Lei n.º307/2007 veio obrigar as entidades do sector social da economia (as instituições particulares de solidariedade social e outras entidades de natureza semelhante) a constituírem sociedades comerciais para exercerem a actividade de farmácia, o que resultaria desde logo do artigo 14.º, n.º 1 (que estabelece que "podem ser proprietárias de farmácias pessoas singulares ou sociedades comerciais"), conjugado com o artigo 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) (que determina que constitui contra-ordenação "a propriedade da farmácia pertencer a pessoa colectiva que não assuma a forma de sociedade comercial"), com o artigo 58.º (&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;que daria às entidades do sector social o prazo de 5 anos para procederem às adaptações necessárias à sua equiparação às restantes pessoas colectivas proprietárias de farmácias e portanto às sociedades comerciais)&lt;/span&gt; e, ainda, com o preâmbulo do diploma que esclarece:&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;"De facto, com o presente diploma impõe-se a alteração da propriedade das farmácias que actualmente são detidas, designadamente, por instituições particulares de solidariedade social. No futuro, estas terão de constituir sociedades comerciais, em ordem a garantir a igualdade fiscal com as demais farmácias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ainda que o artigo 14.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 307/2007, preveja, na sua primeira parte, que "As entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias (…)" &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; nenhuma norma do articulado da lei (mas apenas o preâmbulo) dizendo, directamente, que as entidades do sector social terão de constituir sociedades comerciais para serem titulares de farmácias - a conjugação deste n.º 3 com a norma sancionatória do artigo 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;), do diploma, e o preâmbulo, apontam, claramente, para o entendimento dado pelo Requerente às normas dos artigos 14.º, n.º 1, 47.º, n.º2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) e 58.º, do Decreto-Lei n.º 307/2007, interpretação essa que é também inequivocamente confirmada pelo órgão autor das normas, na sua resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O Requerente entende, pois, que são inconstitucionais os artigos 14.º, n.º 1, 47.º, n.º 2, alínea a) e 58.º, do Decreto-Lei n.º 307/2007, na medida em que impõem às entidades do sector social a constituição de sociedades comerciais para acesso à propriedade das farmácias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ao formular a sua pretensão, o requerente, ao mesmo tempo que pede que o Tribunal Constitucional declare a inconstitucionalidade das normas constantes dos artigos 14.º, n.&lt;sup&gt;º &lt;/sup&gt;1 e 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, e 58.º,pede também que seja declarada a inconstitucionalidade da norma contida na parte final do n.º 3 do artigo 14.º, do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: Batang;"&gt;Decreto-Lei n.º 307/2007,&lt;/span&gt; pelas mesmas razões que justificariam a declaração de inconstitucionalidade quanto àqueles. Fá-lo por entender que neste segmento se obriga as entidades do sector social a submeterem-se ao mesmo regime fiscal que as sociedades comerciais previstas no n.º 1.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;6. &lt;u&gt;Garantia da coexistência dos sectores de propriedade dos meios de produção&lt;/u&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Resulta da leitura conjugada de diversos preceitos do Decreto-Lei n.º 307/2007 que este diploma impõe às entidades do sector social o ónus de constituírem sociedades comerciais caso pretendam aceder à propriedade de farmácias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Questiona, então, o Provedor de Justiça, se não estará posta em causa a &lt;span style="color: black;"&gt;garantia institucional da coexistência dos sectores&lt;/span&gt; de propriedade dos meios de produção (artigo 82.º da Constituição), uma vez que esta norma afectaria, em seu entender, o modo de intervenção no mercado de um desses sectores, o sector social, tal como definido no n.º 4&lt;span style="color: black;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Deve começar por se realçar a importância desta garantia da coexistência dos sectores: ela é uma garantia central no quadro da organização económica. São a este respeito elucidativos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;G&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;OMES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; C&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;ANOTILHO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; V&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;ITAL&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; M&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;OREIRA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ao comentarem o citado artigo 82.º da Constituição &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;(&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Constituição da República Portuguesa Anotada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, &lt;span class="SpellE"&gt;Vol&lt;/span&gt;. I, 4ª ed.&lt;/span&gt;, p. 975 e &lt;span class="SpellE"&gt;seg.&lt;/span&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;“É este um dos &lt;span class="SpellE"&gt;preceitos-chave&lt;/span&gt; da“constituição económica” configurada na CRP. Ao garantir a coexistência de três sectores económicos (&lt;span class="SpellE"&gt;n°&lt;/span&gt; 1), com a mesma credencial constitucional, e ao delimitar com algum rigor os seus contornos, esta disposição consubstancia um dos princípios fundamentais da organização económica exarados no art. 80°, conferindo a esta o esqueleto que globalmente a enforma. A institucionalização dos três sectores, no mesmo plano, como estruturas necessárias do sistema económico constitucionalmente desenhado, atribui a este um carácter &lt;span class="SpellE"&gt;sui&lt;/span&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;generis&lt;/span&gt;. O princípio da coexistência dos três sectores é de tal modo relevante, que ele faz parte do elenco dos limites materiais de revisão (art. 288°/f”).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-style: italic;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-style: italic; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Haverá então &lt;span class="GramE"&gt;uma violação da garantia institucional da coexistência dos três sectores ? público&lt;/span&gt;, privado e social ? consagrada no artigo 82.º da Constituição?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O &lt;/span&gt;Decreto-Lei n.º 307/2007 veio liberalizar o mercado farmacêutico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Antes dele, nos termos da Lei n.º 2125, só os farmacêuticos e, dentro de certos condicionalismos, as entidades do sector social, podiam ser proprietários de farmácias. A generalidade das pessoas não tinha acesso à propriedade das farmácias. Ela estava reservada a farmacêuticos e a entidades do sector social. &lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Agora, pelo contrário, admite-se que, para além dos farmacêuticos e das entidades do sector social (artigo 14.º, n.º 3, primeira parte), toda e qualquer pessoa singular ou sociedade comercial possa ser proprietária de uma farmácia (artigo 14.º, n.º1). Mas, quanto às entidades do sector social, exige-se que, para tal, elas constituam sociedades comerciais, ou seja, apenas se admite que sejam proprietárias das farmácias por intermédio de sociedades comerciais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;De facto, segundo o Decreto-Lei n.º 307/2007, as entidades do sector social apenas poderão ser proprietárias de farmácias, não enquanto tal (enquanto entidades sem carácter lucrativo, vocacionadas para fins de solidariedade social), mas por intermédio de sociedades comerciais (ou seja, de pessoas colectivas que têm o lucro por finalidade). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Haverá, em virtude da imposição da forma de sociedade comercial, uma exclusão das entidades do sector social do exercício da actividade farmacêutica, correspondendo este ónus, na prática, a uma reserva da actividade farmacêutica ao sector privado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E não se traduzirá isso mesmo numa violação da coexistência dos sectores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A obrigatoriedade da forma societária não significa, por si só, nem uma exclusão do sector social do exercício da actividade farmacêutica, nem uma reserva desta actividade ao sector privado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Na verdade, o sector social não é excluído do acesso à propriedade das farmácias, podendo a ela aceder, desde que por intermédio dessa forma comum que é a forma de sociedade comercial. As entidades do sector social não foram objecto duma exclusão e podem aceder, ainda que apenas indirectamente, à titularidade de farmácias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nenhum sector é excluído do acesso à propriedade das farmácias, não sendo a actividade farmacêutica reservada ao sector privado, pelo que não é posta em causa a coexistência dos sectores. Pelo contrário, a solução permite a coexistência do sector privado e do sector social no mercado farmacêutico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A questão não é, pois, de acesso à titularidade das farmácias, visto que o sector social não é dele excluído, mas a da justificação objectiva da imposição do ónus de constituição de sociedades comerciais, a entidades do sector social que o legislador está obrigado a apoiar. Justificar-se-á este ónus, tendo em conta os fins que visa alcançar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;7. &lt;u&gt;Proporcionalidade da limitação imposta no acesso do sector social à propriedade das farmácias e à actividade farmacêutica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Questionou o Provedor de Justiça se a solução do Decreto-Lei n.º 307/2007, ao obrigar as entidades do sector social a actuarem através de sociedades comerciais para o exercício da actividade de farmácia, não padeceria de desproporcionalidade em vista dos fins que visa alcançar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Como se viu, das normas em apreciação não decorre a inibição do acesso pelas entidades do sector social à propriedade das farmácias e ao exercício da actividade farmacêutica típica, de dispensa de medicamentos e prestação de serviços farmacêuticos. Elas fixam uma condição para o acesso, que fica dependente da constituição, por estas entidades, duma nova pessoa colectiva, sob a forma de sociedade comercial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O que resulta da solução imposta&lt;span class="GramE"&gt;,&lt;/span&gt; é que estas entidades são obrigadas a desenvolver a actividade farmacêutica despidas das suas vestes próprias e sem as vantagens inerentes ao sector social. O que conduz a que tenha de se ponderar, como pediu o requerente, se tal solução não constituirá uma limitação excessiva, tendo em conta o objectivo de «salvaguardar a salutar concorrência entre farmácias» (preâmbulo do Decreto-Lei n.º 307/2008).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ora, cabe na liberdade de conformação legislativa a definição dos mecanismos utilizados para salvaguardar uma justa concorrência, incumbência prioritária do Estado no âmbito económico e social, com previsão no artigo 81.º, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) da Constituição, no qual se estabelece que o Estado deve:«assegurar o funcionamento eficiente dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas». Mas, no exercício dessa conformação, o legislador não pode desrespeitar, para além do admissível, a protecção devida ao sector social, que está obrigado a apoiar (art. 63.º, n.º 5 da Constituição).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Com o Decreto-Lei n.º 307/2007, o legislador garantiu o exercício da actividade farmacêutica às entidades do sector social. Mas quis o diploma assegurar que, no mercado, aberto e concorrencial, todos os operadores estivessem obrigados pelas mesmas regras. Com o intuito de garantir a igualdade no exercício da actividade farmacêutica entre as entidades do sector social e todos os restantes agentes do mercado farmacêutico foi imposta a obrigação da intermediação de sociedade comercial. Com tal exigência, o legislador procurou o justo equilíbrio, permitindo, por um lado, o acesso das entidades sociais à titularidade das farmácias, &lt;span class="GramE"&gt;justificado por razões de interesse público, previstas&lt;/span&gt; no artigo 63.º, n.º 5, da Constituição. Mas, por outro lado, o legislador salvaguardou o princípio constitucional da igualdade de concorrência com os demais operadores, evitando, num cenário de disputa de mercado, as vantagens concorrenciais que resultariam da titularidade directa de farmácias pelas entidades sociais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A exigência da intermediação duma sociedade comercial, para que possam os entes sociais intervir no mercado farmacêutico, coloca-os em situação de igualdade face aos demais operadores da venda a retalho de medicamentos e de prestação de serviços farmacêuticos. Deste modo, o legislador uniformiza o regime a que estão sujeitos os titulares de farmácias, negando uma especial diferenciação às entidades sociais, que deixam de poder gozar do seu regime privilegiado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A adopção do formato jurídico da sociedade comercial neutraliza vantagens ou benefícios dos entes sociais relativamente aos restantes operadores. Embora essas formas de apoio do Estado ao sector social se alicercem em razões de interesse público, elas deixam de encontrar justificação quando os entes sociais actuem no mercado livremente concorrencial, fora do espaço próprio do seu sector.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Pretendendo a lei garantir uma equilibrada concorrência &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; enquanto finalidade legítima em vista do quadro de valores constitucionalmente protegidos -, para tal desejando impor iguais condições para todos os intervenientes no mercado farmacêutico, então, a obrigação generalizada da forma de sociedade comercial, como forma comum, é um meio apto à prossecução daquela finalidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;E não será, no entanto, uma medida desnecessária, se tivermos em conta que do n.º 3 do artigo 14.º sempre resultaria a sujeição ao regime fiscal das sociedades comerciais? A resposta é, igualmente, negativa: forçando à constituição de sociedades comerciais, o legislador não se vê obrigado a alterar todas as diferentes normas que distinguem as entidades do sector social (e não apenas do ponto de vista fiscal), somente para efeitos do exercício da actividade farmacêutica, no que sempre ficaria sujeito à contingência de lacunas e omissões. A obrigação de constituição duma sociedade comercial permite impor, em bloco, um mesmo regime a todos os agentes do mercado farmacêutico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Poderá duvidar-se, ainda, do equilíbrio da medida: estará a lei, ao promover a justa concorrência, a ponderar devidamente (ou seja, do ponto de vista da sua proporcionalidade em sentido estrito) as finalidades do sector social, que justificam a sua existência e a especial protecção de que goza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Na verdade, o legislador, ao permitir que a actividade farmacêutica seja realizada através duma pessoa colectiva de que é titular uma entidade sem fins lucrativos, matricialmente ligada a objectivos de solidariedade social (art. 82.º, n.º 4, alínea&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;d)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, da Constituição), abrindo-lhe a oportunidade de participação no mercado, a par com os demais operadores, contribui já para promover a prossecução dos seus fins de utilidade pública, o que certamente cabe no disposto no n.º 5 do artigo 63.º da Constituição da República Portuguesa (CRP): “O Estado apoia (…) a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Mas, por outro lado, o objectivo de impor a todos os operadores do mercado o respeito pelas regras da livre concorrência justifica, quando tal actividade farmacêutica seja realizada no mercado, a obrigatoriedade da constituição duma sociedade comercial para a ela aceder, o que, para aqueles entes sociais, se traduz na neutralização das vantagens que adviriam da sua condição de entidade social, e na onerosidade inerente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;A protecção constitucional deste sector dos meios de produção não impede o legislador de, nestes casos, o submeter aos requisitos exigidos para os demais operadores, em nome da equilibrada concorrência entre agentes económicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Assim sendo, numa actividade aberta ao mercado e à concorrência, esta solução de compromisso entre o apoio às entidades sociais e a igualdade de concorrência, não onera de forma imponderada as referidas entidades do sector social no acesso à titularidade de farmácias, encontrando justificação na protecção constitucional do equilíbrio do mercado concorrencial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;8. &lt;u&gt;Proporcionalidade da limitação imposta no acesso do sector social à propriedade das farmácias e à actividade farmacêutica quando actuem no seu espaço próprio&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;O que se deve, porventura, ainda questionar, na perspectiva do respeito pela proibição do excesso, é se, atendendo aos fins ambicionados, não será desproporcionada a imposição da forma societária enquanto requisito para que as entidades do sector social possam ser titulares de farmácias, mesmo quando, através delas, desejem prosseguir a actividade farmacêutica no seu espaço próprio, fora do mercado, sem fins lucrativos, com puros objectivos de solidariedade social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Com o intuito de proteger a livre concorrência, a imposição indiferenciada da obrigatoriedade da constituição de sociedades comerciais – requisito para o acesso à actividade farmacêutica &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; retirou às entidades sociais a possibilidade de se dedicarem a tal actividade, enquanto entidades sociais (visando objectivos de solidariedade social, sem fins lucrativos), nas suas vestes próprias, e com os inerentes benefícios, mesmo quando essa actividade tenha lugar em circunstâncias não concorrenciais. Ainda que tal actividade se mantenha circunscrita ao sector social, e se realize para exclusivo benefício dos seus utentes, sem concorrer com os restantes operadores, às entidades sociais é imposta a intermediação duma sociedade comercial para seu exercício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ora, não se pode considerar como sendo uma medida respeitadora do princípio da proibição do excesso, aquela que se traduz na imposição do ónus de os entes sociais constituírem artificiosamente sociedades comerciais, somando estruturas e custos, quando esse ónus, justificado com o objectivo de promover a concorrência, e de colocar em pé de igualdade todos os operadores do mercado, se estenda às situações em que a actuação dos entes sociais tem lugar, precisamente, fora do mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Neste quadro, já será excessivo o legislador obrigar à constituição de sociedades comerciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Tal solução é desequilibrada, desde logo porque, quando a titularidade da farmácia e o correspondente exercício da actividade farmacêutica tenha lugar a favor dos beneficiários da entidade social, não concorrendo com os operadores no mercado, o objectivo de garantia da igualdade de concorrência perde razão justificativa, sendo desajustada a imposição da forma jurídica societária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nestas circunstâncias, o encargo de descaracterização imposto aos entes sociais quando actuem fora do mercado &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; resultante da obrigatoriedade da criação de sociedade comercial -, não encontra justificação consistente nos pretendidos objectivos de equilíbrio da concorrência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Se os entes sociais actuam fora do mercado, para cumprimento dos fins estatutários que lhes estão associados &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; e devendo, por isso, improceder a invocação da garantia da livre concorrência na modelação do seu regime de actuação -, o interesse público que realizam retoma a plenitude do seu peso. Inexistindo razões ponderosas que justifiquem a intermediação do formato societário, não lhes deve ser retirado um tratamento de favor que decorrerá da obrigação que o Estado tem de apoiar sector social (art. 63.º, n.º 5, da CRP).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Por outro lado, devendo a garantia institucional da coexistência dos sectores de produção (privado, público e social) ser vista como assegurando que cada um deles, com as suas características identitárias específicas, possa actuar nos diversos âmbitos de actividade que lhe são próprios, será excessivo impor ao sector social que actue no seu espaço normal, fora do mercado, sem que se possa apresentar com a sua natural identidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Em suma, atendendo aos fins que visa alcançar &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt; e às exigências resultantes do n.º 5 do artigo 63.º da Constituição -, a solução legislativa adoptada, ao obrigar os entes sociais que pretendam desenvolver a actividade farmacêutica fora do mercado, à constituição de sociedades comerciais, revela-se uma solução que não observa as exigências de equilíbrio decorrentes &lt;span style="color: black;"&gt;do princípio da proibição do excesso ínsito no princípio do Estado de Direito, consagrado no artigo 2.º da Constituição&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Assim sendo, desnecessário se torna apreciar a violação do princípio da igualdade que também fundamentava o pedido apresentado pelo Provedor de Justiça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;9. A equiparação fiscal operada pelo n.º 3 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º307/2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Quanto ao artigo 14.º, n.º 3, parte final, do Decreto-Lei n.º 307/2007, ao estabelecer que é aplicável, como condição de acesso à propriedade de farmácias por parte das entidades do sector social, o regime fiscal previsto para as sociedades comerciais, faz aplicar esse regime, não às entidades do sector social em si mesmas, mas às sociedades comerciais que estas constituíram para o exercício da actividade farmacêutica. O segmento não opera, por isso &lt;span class="GramE"&gt;-&lt;/span&gt;ao contrário da leitura sustentada pelo requerente - a imposição dum novo regime fiscal àquelas entidades, antes esclarecendo que as sociedades comerciais que aquelas devam constituir para poderem ser proprietárias de farmácias, se sujeitam ao regime fiscal típico das sociedades comerciais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Ora, neste entendimento da norma, distinto do invocado pelo requerente, apenas é possível sustentar-se que o âmbito de aplicação da norma do n.º 3 é determinado pela amplitude da declaração de inconstitucionalidade da norma do n.º 1 do art. 14.º, e somente nessa medida a afecta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Nas situações em que se considerou ser admissível obrigar as entidades sociais à criação de sociedades comerciais, como condição para a propriedade de farmácias, nada obsta a que a estas sociedades comerciais seja aplicado o regime fiscal regra, próprio destas pessoas colectivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;III – Decisão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;declarar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, dos artigos 14.º, n.&lt;sup&gt;º&lt;/sup&gt; 1, 47.º, n.º 2, alínea &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, e 58.º, do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, na medida em que impõem às entidades do sector social que, no desempenho de funções próprias do seu escopo, constituam sociedades comerciais para acesso à propriedade das farmácias, por violação do princípio da proibição do excesso ínsito no princípio do Estado de Direito (consagrado no artigo 2.º da Constituição), conjugado com o artigo 63.º, n.º 5, da Constituição;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt; declarar a inconstitucionalidade do n.º 3 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;Lisboa, 13 de Dezembro de &lt;span class="GramE"&gt;2011.&lt;/span&gt;- &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Catarina Sarmento e Castro– Ana Maria Guerra Martins – Vítor Gomes – Carlos Fernandes &lt;span class="SpellE"&gt;Cadilha&lt;/span&gt;– Gil Galvão – Maria Lúcia Amaral – João Cura Mariano – Maria João Antunes –Carlos Pamplona de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; – com declaração – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Joaquim de Sousa Ribeiro &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;(vencido, de acordo com a declaração anexa) – &lt;span class="GramE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rui&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Manuel Moura Ramos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Vencido quanto à alínea b) da decisão, de acordo com a declaração anexa. – Tem voto de conformidade o Exmo. Juiz Conselheiro José Borges Soeiro que não assina por, entretanto, ter deixado de fazer parte do Tribunal. – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Catarina Sarmento e Castro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;DECLARAÇÃO DE VOTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Voto a presente decisão com o esclarecimento de que, ao contrário do que ocorria no caso tratado no Acórdão n.º 635/2006, a actividade tutelada pela norma não envolve os riscos de saúde pública que, em meu entender, justificavam, naquele caso, a opção do legislador por uma solução restritiva do exercício dessa actividade. Com efeito, a imposição às entidades do sector social da economia da forma de sociedade comercial para a mera titularidade da propriedade de farmácia &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;restringe&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; a actividade e o funcionamento das instituições de solidariedade social sem justificação válida, o que, face ao que dispõe o n.º 5 do artigo 63º da Constituição, é &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;intolerável.&lt;/span&gt;-&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Carlos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Pamplona de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;DECLARAÇÃO DE VOTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold; mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;1. Ainda que a 1.ª parte do n.º 3 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto enuncie a regra de que “as entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias”, a ressalva contida na 2.ª parte da mesma norma (“desde que cumpram o disposto no presente decreto-lei”) obriga a uma articulação, além do mais, com o disposto no artigos 14.º. n.º 1, 47.º, n.º 2 e 58.º do mesmo diploma, do que resulta uma prescrição de alcance exactamente contrário: as entidades do sector social, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; podem, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;enquanto tais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, ser proprietárias de farmácias. O que elas podem é ser titulares de sociedades comerciais, sociedades estas que, por sua vez, nos termos gerais (n.º 1 do artigo 14.º), podem ser proprietárias de farmácias. Formulada pela positiva, o que avulta da regra, sistematicamente integrada, é a sua dimensão &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;negativa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, a proibição, sem qualquer excepção, de que uma pessoa colectiva que não revista a forma de sociedade comercial seja proprietária de farmácias.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É precisamente a submissão das entidades do sector social que exercitem (ou queiram exercitar) actividades farmacêuticas a um regime geral, a um tratamento indiferenciado, em tudo análogo ao dispensado aos agentes mercantis que operem no sector, sem qualquer consideração pela natureza e as finalidades próprias dessas entidades, que suscita a questão de constitucionalidade decidida pelo presente acórdão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Dentro da categorização tripartida dos sectores de propriedade dos meios de produção, estabelecida pelo artigo n.º 82.º da CRP, o sector cooperativo e social compreende, nos termos do n.º 4, sujeitos diferenciados, de estrutura e finalidades heterogéneas. Tendo em conta a natureza da actividade aqui em causa, o regime do Decreto-Lei n.º 307/2007 contende muito particularmente (se não exclusivamente) com as pessoas colectivas referenciadas na alínea d), ou seja, as “pessoas colectivas, sem carácter lucrativo, que tenham como principal objectivo a solidariedade social”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;As instituições particulares de solidariedade social não são apenas objecto da garantia institucional, de existência e permanência, conferida pelo artigo 82.º Sem esquecer que a “protecção do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção” se conta entre os princípios fundamentais da organização económica do Estado (alínea f) do artigo 80.º), o subsector das instituições de solidariedade social, enquanto coadjuvante da acção estadual na prestação de serviços e fornecimentos de bens que efectivam direitos sociais, mormente os referidos no n.º 5 do artigo 63.º, é credor do apoio do Estado, como expressamente comina esta disposição. A obrigatoriedade de mediação da forma societária para o exercício da actividade farmacêutica contraria ambas as componentes normativas do estatuto constitucional desses entes. Há que ver se procedem razões constitucionalmente credenciadas para tanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Com a garantia de coexistência dos três sectores –privado, público e social e cooperativo – não é apenas a uma permissão de titularidade que o Estado se vincula. Essa garantia importa a obrigação de respeito pelas características específicas de cada um deles, pelos traços identitários que lhes são próprios e que os distinguem dos restantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;Ao impor a constituição de sociedades comerciais, para o exercício, em forma colectiva, da actividade farmacêutica, o regime questionado uniformiza as condições estruturais de organização e funcionamento dessa actividade, exigindo universalmente uma &lt;span class="SpellE"&gt;subjectivação&lt;/span&gt; da empresa nos moldes próprios da iniciativa privada. Tal significa, inevitavelmente, a &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dessubstancialização&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, nesta área, do sector social, pois as entidades que o integram e que, na consecução do seu escopo, realizem prestações de medicamentos são submetidas a uma artificiosa operação de reconversão, que verdadeiramente as desfigura, tornando-as indistintas, quanto ao &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;modus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;operandi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, das pessoas colectivas que nada mais visam que não o lucro para apropriação privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Há que atentar, na verdade, na real natureza do impacto causado, por esta medida, na garantia de integridade do sector social constitucionalmente outorgada. Não estamos em face de uma pontual limitação da liberdade de escolha dos meios e processos de actuação, circunscrita a um determinado aspecto da organização da esfera funcional das pessoas colectivas integrantes do sector social, que não deixariam, por via disso, de intervir nessa mesma qualidade. Estamos antes perante a imposição, como modo de ser obrigatório para credenciar o desenvolvimento de qualquer actividade na área da assistência e da comercialização medicamentosas, de uma configuração subjectiva que, por não corresponder à que é timbre da do sector social, obriga à constituição de um novo ente: a sociedade comercial, a forma típica de actuação privada no mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Bem vistas as coisas, esta forçosa interposição de um novo sujeito jurídico, que, independentemente da sua adaptabilidade a objectivos distintos do lucro privado, não corporiza a identidade singular e específica do sector social, significa que a este é vedada a liberdade, não apenas de organização, mas de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;acesso directo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;à titularidade de farmácias. Só despidas das suas vestes próprias, e com a adopção de uma forma jurídica descaracterizada, do ponto de vista dos fins sociais que perseguem, é que as instituições deste sector podem aceder indirectamente (através da propriedade de sociedades comerciais) ao exercício de farmácias. O que representa – não há como contestá-lo – uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;delimitação negativa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; do sector social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Esta afectação não assinala, sem mais, uma violação da garantia institucional estabelecida no artigo 82.º da Constituição, pois a mesma não pode ser entendida como a garantia de um determinado âmbito operativo, nem sequer nas áreas mais tradicionais de intervenção da solidariedade social. Mas obriga a uma justificação (&lt;span class="SpellE"&gt;cfr&lt;/span&gt;. GOMES CANOTILHO/VITAL MOREIRA, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Constituição da República Portuguesa Anotada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, Coimbra, 4.ª ed., p. 976 e 977).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Essa justificação não pode radicar na ontologia da própria actividade, não pode firmar-se na natureza intrínseca da actividade de fornecimento de medicamentos. De facto, nada há nela que aponte para exigências que só a forma da sociedade comercial pode satisfazer, ou, mesmo, satisfazer mais adequadamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Pelo contrário. Ela não é, nunca foi, considerada uma pura actividade comercial, mas antes uma actividade &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de interesse social directo e imediato&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, pelo seu contributo indispensável à prestação de cuidados de saúde. Daí que, não estando subtraída ao comércio lucrativo, a actividade de farmácia tenha sido sempre objecto de uma intensa regulação condicionante – mais estrita, anteriormente ao Decreto-Lei n.º307/2007, de 31 de Agosto, mas mantida, em aspectos importantes, no âmbito de vigência deste diploma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O atendimento do relevo social do acesso aos medicamentos tinha, aliás, expressão eloquente no regime anterior ao Decreto-Lei n.º 307/2007. Estando então a propriedade de farmácias reservada, em princípio, a farmacêuticos, os &lt;span class="SpellE"&gt;n.ºs&lt;/span&gt; 4 e 5 da Base II da Lei n.º 2125 abriam uma excepção para as misericórdias e outras instituições de assistência e previdência social, que poderiam deter farmácias destinadas aos seus serviços privativos e também farmácias abertas ao público, desde que, quanto a estas, houvesse interesse público no seu funcionamento em determinado local e não aparecessem farmacêuticos interessados na sua instalação ou aquisição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Dificilmente se poderá contestar que a actividade farmacêutica se apresenta como um terreno “natural” de actuação das entidades que, movidas por fins de solidariedade, se dedicam a promover a saúde, particularmente a de cidadãos que merecem uma reforçada protecção constitucional. Por identidade do objecto dessa actividade e do escopo social dessas entidades, ou, pelo menos, por força de conexões materiais e instrumentais evidentes entre um e outro, as formas estruturais de organização e a lógica de funcionamento próprias do sector social mostram-se perfeitamente adequadas à satisfação dos interesses dessa natureza que, nesta área, se fazem sentir. Só pela eventual atribuição de prevalência a um interesse ou valor conflituantes de outra natureza se poderá justificar que o legislador estabeleça uma reserva de sociedade comercial, quanto ao exercício colectivo da actividade farmacêutica, dela excluindo as entidades do sector social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O Acórdão encontra essa justificação “na protecção constitucional do equilíbrio do mercado concorrencial”. E, de facto, corresponde a uma das “incumbências prioritárias do Estado”, fixadas no artigo 81.º da CRP, “garantir a equilibrada concorrência entre as empresas” (alínea f)). Para além dessa garantia, como modo de “assegurar o funcionamento eficiente do mercado” manda aquela norma “contrariar as formas de organização monopolistas” e “reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas a ponderação global e integrada do conjunto destas indicações normativas é, desde logo, suficientemente elucidativa de que não se teve em vista salvaguardar uma concorrência perfeita entre as empresas do sector social e do sector privado. O que se teve em mira foi refrear o poder económico privado e combater as práticas restritivas da concorrência que ele propicia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ademais, essa incumbência tem que ser conjugada com a apontada em primeiro lugar, na alínea a) do artigo 81.º Aí se estabelece que incumbe ao Estado «promover o aumento do bem-estar social e económico e da qualidade de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas (…)». O que, só por si, pode justificar um tratamento privilegiado das entidades que, perseguindo objectivos de solidariedade social, dão um contributo significativo para a consecução destes fins. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;De tudo resulta que, mesmo numa valoração restrita ao quadrante normativo da organização económica, em que a garantia da concorrência se insere, esta não pode ser entendida como um valor prevalecente, em termos absolutos, tendo um alcance relativizado pela incidência de valores e interesses de outra ordem.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Se considerarmos também o específico imperativo de apoio às instituições particulares de solidariedade social, enunciado no n.º 5 do artigo 63.º, reforça-se a convicção de que não tem suporte constitucional um tratamento perfeitamente igualitário das organizações empresariais que visam o lucro para apropriação privada e das entidades que, na realização do seu escopo de solidariedade social na área da saúde, prestam medicamentos. Não tem correspondência no desenho constitucional a defesa, que subjaz ao regime questionado e que o Acórdão também acolhe, de uma espécie de posição de neutralidade do legislador perante essas duas categorias distintas de sujeitos, sujeitando ambas ao livre jogo concorrencial, dentro de uma pura lógica de“disputa de mercado”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E, se esse juízo de desconformidade tem fundamento, com particular evidência, no que se refere às &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;farmácias sociais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, que prestam assistência medicamentosa restrita aos beneficiários das instituições proprietárias (domínio a que se cingiu a declaração de inconstitucionalidade expressa na alínea a) da decisão), também o tem, a meu ver, no que toca às&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; farmácias abertas ao público&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Não pode dizer-se, como consta do Acórdão, que, quanto a estas, os entes sociais actuam “fora do espaço próprio do seu sector”. Há que ver, em primeiro lugar, que uma separação estanque dos dois campos é algo que cria obstáculos a uma eficiente satisfação dos interesses sociais abrangidos pelo escopo. A abertura ao público permite ganhar dimensão, com a consequente redução de custos, sem impedir a dispensa aos beneficiários, nessas mesmas farmácias, de medicamentos em termos diferenciados e condições mais vantajosas, em realização directa dos fins de solidariedade social. A exploração de uma farmácia, como exercício de uma actividade económica no mercado, contém-se ainda dentro do âmbito do escopo social, não apenas de forma indirecta e instrumental, como meio de angariação de proventos a canalizar para fins assistenciais, mas também como meio de facilitação do acesso das populações ao medicamento. Esta directa utilidade social – que, como vimos, justificou uma das excepções contempladas na Lei n.º 2125, quanto à titularidade das farmácias por não farmacêuticos – ganhou, aliás, um novo relevo, com a permissão de mobilidade das farmácias, que faz escassear a oferta do medicamento em certas zonas territoriais.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;De resto, a ideia de que o exercício de uma actividade económica no mercado por uma instituição de finalidade não lucrativa justifica, só por si, a imposição da forma jurídica societária leva-nos longe demais, pois deixa por explicar porque é que ela é obrigatória no sector farmacêutico e não na generalidade das outras áreas, em muitos casos de bem menor relevância social. Fica por apontar uma especialidade dos interesses envolvidos neste sector, a qual, de todo em todo, se não descortina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Com essa obrigatoriedade, o legislador fez o contrário do que o n.º 5 do artigo 63.º lhe impunha: em vez de apoiar e de conceder vantagens operativas às instituições de solidariedade social actuantes neste sector, onera-as pesadamente com uma duplicação de estruturas e um acréscimo de custos, com que a iniciativa privada se não confronta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E nem se diga que esse é o preço a pagar pela abertura da “oportunidade de participação no mercado”, como se lê no Acórdão, e que a solução representa “o justo equilíbrio, permitindo, por um lado, o acesso das entidades sociais à titularidade das farmácias”, salvaguardando, por outro, “o princípio constitucional da igualdade de concorrência com os demais operadores”. O Decreto-Lei n.º 307/2007 nenhuma faculdade concede a estas entidades – mormente a de participação no mercado – que elas já não detivessem ao abrigo do regime geral da sua capacidade, mesmo numa leitura estrita, hoje maioritariamente superada, do princípio da especialidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O que se nos depara é antes o sacrifício do interesse social, em nome da igualdade de concorrência, que não tem “peso” constitucional bastante para legitimar a solução. A perspectiva que tenho por correcta é a inversa, ou seja, são os valores de ordem social constitucionalmente tutelados pelo reconhecimento do sector cooperativo e social e pela injunção de apoio constante do n.º 5 do artigo 63.º que justificam algum desvio, a existir, a regras estritas de concorrência.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Por tudo o que fica dito, pronunciei-me no sentido de uma declaração de inconstitucionalidade das normas dos artigos 14.º, n.º 1, 47.º, n.º 2, alínea a), e 58.º do Decreto-Lei n.º 307/2007 com um objecto mais alargado, sem a restrição constante da alínea a) da decisão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;2. Desta posição decorre que também considero inconstitucional a norma do n.º 3 do artigo 14.º, na parte em que faz incidir o regime fiscal aplicável às sociedades comerciais sobre as pessoas colectivas desta natureza a constituir obrigatoriamente pelas entidades do sector social actuantes na área farmacêutica. A inadmissibilidade do ónus de constituição dessas sociedades comerciais acarreta a inadmissibilidade de aplicação do regime correspondente, incluindo o regime fiscal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Independentemente disso, creio que existe também fundamento de inconstitucionalidade orgânica, por desrespeito aos artigos 165.º, n.º 1, alínea i) e 103.º, n.º 2, da Constituição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 170.25pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ao determinar a aplicação do regime fiscal das sociedades comerciais, a norma impugnada faz as entidades do sector social perder as isenções fiscais de que gozam, implicando, pelo menos para as que, antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 307/2007, já exercitavam a actividade farmacêutica, uma alteração, no sentido do agravamento, da sua situação tributária. Ora, a lei de autorização (Lei n.º20/2007) não faz qualquer menção específica, como seria necessário, a matéria fiscal, habilitando apenas, no artigo 2.º, à “fixação das condições de acesso à propriedade de farmácias”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 170.25pt; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Esta autorização é insuficiente para a imposição da igualdade fiscal, não apenas o resultado, mas o objectivo declarado do Decreto-Lei n.º 307/2007. A inserção dessa alteração radical num enunciado que fixa as condições em que “as entidades do sector social da economia podem ser proprietárias de farmácias” não ilude a realidade substancial de que os rendimentos auferidos por essas entidades na exploração de farmácias, até aqui isentos, passam a recair no domínio de incidência de diversos impostos. Por isso mesmo, não fico convencido pelo argumento formal, utilizado no Acórdão, de que o segmento da norma não opera a imposição de um novo regime fiscal àquelas entidades «antes esclarecendo que as sociedades comerciais que aquelas devam constituir para poderem ser proprietárias de farmácias se sujeitam ao regime fiscal típico das sociedades &lt;span class="GramE"&gt;comerciais».–&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Joaquim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt; de Sousa Ribeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ATexto" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;DECLARAÇÃO DE VOTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoTitle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;            &lt;/span&gt;Dissenti da presente decisão, tendo-me pronunciado por um juízo de inconstitucionalidade de alcance mais alargado que aquele a que o Tribunal chegou neste acórdão. Um juízo que sempre incluiria o artigo 14º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 307/2007 que, ao onerar as entidades do sector social com um regime fiscal que anteriormente lhes não era aplicável, se quisessem ser proprietárias de farmácias, opera uma mudança do regime fiscal daquelas instituições, sem que para tanto disponha da necessária cobertura da lei de autorização legislativa (a lei n.º 20/2007). Mas que também iria mais longe do que a declaração constante da alínea a) da decisão, omitindo a restrição de que ela aí é objecto. Com efeito, os preceitos que aí são mencionados obrigam à descaracterização das entidades do sector social, que ficam assim impedidas de nessa veste prosseguir os objectivos de solidariedade social que são os seus através da venda ao público de medicamentos, pondo deste modo em causa, sem fundamento material bastante, o reconhecimento devido àquelas entidades, nos termos do princípio da coexistência dos sectores de propriedade dos meios de produção, consagrado no artigo 82º, n.º 1, da &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;Constituição.&lt;/span&gt;-&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rui Manuel Moura Ramos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: xx-small;"&gt;[ documento impresso do Tribunal Constitucional no endereço URL: http://www.tribunalconstitucional.pt/tc//tc/acordaos/20110612.html ]&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-2929981487805885658?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/2929981487805885658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=2929981487805885658' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/2929981487805885658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/2929981487805885658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/uma-boa-noticia-par-as-misericordias-em.html' title='UMA BOA NOTÍCIA PARA AS MISERICÓRDIAS EM SEXTA-FEIRA 13'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-9123830513853117093</id><published>2012-01-10T15:37:00.001Z</published><updated>2012-01-10T17:21:20.252Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ÚMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>O QUE É IMPORTANTE PARA AS MISERICÓRDIAS NÃO MERECE A MÍNIMA ATENÇÃO DOS "dirigentes" da UMP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Senhor Ministro da Saúde pelo seu Despacho n.º 1060/2011,de 16 de Agosto criou um Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, com a missão de propor um conjunto de medidas para reorganizar a rede hospitalar, conforme se pode ver no site &lt;a href="http://www.min-saude.pt/"&gt;www.min-saude.pt&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Relatório desse Grupo Técnico esteve em discussão pública durante o mês de Dezembro de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estaremos todos ainda lembrados que o actual Governo anunciou ser sua intenção devolver alguns hospitais, integrados no SNS - Serviço Nacional de Saúde, às Misericórdias, suas legítimas proprietárias.&amp;nbsp;Soube-se, posteriormente, que seriam 15 os hospitais que seriam devolvidos às Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta mesma intenção governamental foi vertida para o Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar. Esta intenção governamental de devolver 15 hospitais às Misericórdias foi alvo de reservas por parte de um grupo de reflexão da Universidade Nova, o qual mereceu a concordância do actual "presidente" do Secretariado Nacional(SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), conforme demonstrámos na reflexão anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de facto inusit+avel que seja o próprio "presidente" do SN da UMP a aceitar reservas à capacidade de gestão das Misericórdias por parte de um grupo de uma Universidade que até pode ser da máxima competência na área da saúde, mas na análise à intervenção do sector social na árewa da saúde, nomeadamente, das Misericórdias ainda terá que demonstrar a sau competência e conhecimento do sector.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É de facto imperdoável que seja o p´roprio "presidente" do SN da UMP a aceitar fazer experência para analisar a capacidade de gestão das Misericórdias. Esta reservas por parte do "presidente" do SN da UMP são para além de inaceitáveis, imprudentes senão mesmo inconscientes. Porquê? Porque ao aceitar que é urgente fazer experiências para analisar a cpacidade de gestão das Misericórdias, está, implicitamente, a aceitar que é, no mínimo duvidosa a capacidade de gestão das Misericórdias, e isto só pode ser alvo de reprovação por parte das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer, o Governo ao tornar pública a sua intenção de devolver hospitais às Misericórdias não colocou qualquer reesrva, mas agora quando o "presidente" do SN da UMP afirma que é necessário fazer experiências, está a afirmar que, ele pró+prio não reconhece capacidade suficiente para as Misericórdias assumirem responsabilidades de gestão na área hospitalar, nomeadamente, nos cuidados diferenciados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É no mínimo inacreditável que o "presidente" do SN da UMP pense assim sobre a capacidade de gestão das Misericórdias. Esta postura do "presidente" do SN da UMP só pode alimentar desconfianças relativamente à capacidade de gestão das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que as Misericórdias precisam de uma União em que aqueles que se instalaram nos cargos dos seus órgãos sociais pensem assim ? Objectivamente NÃO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Objectivamenet, as Misericórdias estão a ser, altamente, penalizadas por manterem no cargo o actual "presidente" do SN da UMP assim como todos os "dirigentes" da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias necessitam de libertar a sua UNIÃO daqueles que instalando-se nos cargos dos seus órgºãos sociais nada fazem para defendar o bom nome das Misericórdias. A UMP necessita de ser libertada das teias que nela se instalaram e de onde extraem benefícios para os próprios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Perante o Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, o que é que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), a funcionar em condições normais e naturais, dotada de&amp;nbsp;Dirigentes deveria ter feito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Referido&amp;nbsp;Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar foi sujeito a discussão pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a estatização/nacionalização dos hospitais, no pós 25 de Abril, que as Misericótdias manifestaram sempre vontade de recuperar os seus hospitais, a maioria dos quais foram construídos, ampliados e/ou remodelados&amp;nbsp;com grandes donativos das comunidades locais. Os cidadãos mais velhos ainda se lembram dos inúmeros Cortejos de Oferendas realizados, anualmente, nas mais diversas localidades de todo o País como forma de angariar fundos para que as Misericórdias pudessem investir e manter em funcionamento os seus hospitais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acontece até que algumas Misericórdias nasceram em pleno século XX para tornar possível a construção de raiz de hospitais locais, quasew todos de âmbito concelhio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É ta,bém relevante, nesta altura, relembrar que o SNS - Serviço Nacional de Saúde só foi possível concretizá-lo à custa dos equipamentos de saúde que as Misericórdias mantinham em funcionamento à data da estatização/nacionalização. Ainda hoje se reconhece que &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;As Misericórdias são actualmente detentoras de um vasto parque onde funcionam várias &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;unidades de saúde exploradas pelo SNS. Da análise de várias unidades ao longo do País &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;constata-se da possibilidade de se proceder à sua transformação funcional em Centros de Alta &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Resolução ou Unidades de Cuidados Continuados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, tal como está escrito no supra referido Relatório, pág.s 74 e 75.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;O Governo reconhece, assim, o potencial que as Misericórdias ainda têm para encarar a possibilidade de sucesso na prestação de cuidados de saúde às populações, nomeadamente, os cuidados de proximidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Esse mesmo Relatório inclui, na pág, 138, com o título - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agilizar a referenciação de Utentes para a RNCCI - Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, uma abordagem a uma Rede onde as Misericórdias assumem particular relevo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Se mais não fosse só estas duas referências aqui agora transcritas aconselhariam toda aprudência por parte dos Dirigentes da UMP se os tivesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Acontece que os actuis "dirigentes" da UMP ignoraram por completo o járeferido Relatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;O que deveria ter sido feito e não foi por parte da UMP se de facto existisse para servir de apoio às Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desde logo, e imediatamente a seguir a ser tornado público o Relatório do Grupo Técnico, os "dirigentes" da UMP, nomeadamente, o "presidente" do SN da UMP deveria ter dado conhecimento às Misericórdias às quais está prevista a devolução dos seus hospitais. Deveria até ter sido dado conheciemnto as todas as Misericórdias. Poderia até ter sido feito por Circular. O "presidente" do SN da UMP tão lesto a emitir circulara para anunciar toradas e carnificinas a que chama encontros cinegéticos, omitiu um dos mais importantes documentos produzidos pelo actual Governo, preven a ampliação da capaciodade intervenção das Misericórdias na área da saúde.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Não é compreensível nem admissível que os actuais "dirigentes" da UMP ignorem, omitam ou escamoteiem tão relevante informação às Misericórdias. Procederem como procederam os "dirigentes" da UMP faltaram ao compromisso a que juraram fidelidade respeitando-o. Ou será que o juramento só foi feito porque parece bem na altura que em organizam um acto de posse faustoso, para dar nas vistas, esquecendo logo de seguida os princípios e valores que juraram respeitar e fazer respeitar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;O que é que os "dirigentes" da UMP deveriam ter promovido, durante o período de discussão pública do citado Relatório, para além do conhecido que era devido ser remitido às Misericórdias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;O SN da UMP, nomeadmente, o seu "presidente" deveria ter promovido ima reunião com as Misericórdias cujos hospitais estão previstos serem devolvidos, por forma a articular uma actuação comum e conjunta, promovendo uma análise critica ao referido Relatório. Para tal deveria, também ter tomado de imediato uma decisão de encarregar o GMS -. Grupo Misericórdias Saúde de analisar esse Relatório e elaborar um documento de trabalho a submeter à apreciação do SN e das Misericórdias envolvidas o qual depois de aprovado deveria ser remetido ao Senhor Ministro da Saúde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Ou será que o GMS só existe para criar "taxos" para os "amigos" e filhos dos "amigos" que são os garante da continuidade da actual estrutura "dirigente" na UMP ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Mas o que fez então o SN, nomeadamente, o seu "presidente" ? Aparentemente nada. Não se conhece nada que o SN tenha feito relativamente ao Relatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;E assim se eprdeu mais uma oportunidade de as Misericórdias se afirmarem como agentes essencias na prestação de cuidados de saúde aos Portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;O SN da UMP demosntra não estar à altura das exigências dos cargos e muito menos da missão que lhes compete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Ao ignorar, pura e simplesmente, o Relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, os actuais "dirigentes" da UMP revelam uma total insensibilidade para o que é a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), um desconheciemnto absoluto sobre qual é a missão da UMP e das Misericórdias na sociedade portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Quando o "presidente" do SN da UMP assume que é urgente fazer experiências para averiguar a capacidade de gestão das Misericórdias revela o seu nível de copmpetência, de consciência e de sensibilidade do que foram, do que são e do que serão as Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Mais de uma centena de organizações se pronunciaram sobre o referido Relatório. Prevendo este uma maior intervenção das Misericórdias na área da saúde, os "dirigentes" da UMP, ou desconhecem, ou ignoraram o Relatório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Esta gravíssima omissão dos "dirigentes" da UMP impediu as Misericórdias de se afirmarem como agentes essenciais ao desenvovlimento sustent+avel dos cuidados de saúde em Portugal. Agindo por omissão, os "dirigentes" da UMP impediram as Miswericórdias de se pronunciarem sobre matérias da maior importaância e nas quais estarão de futuro directamente envolvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Profundamente lamentável a inacção e omissão dos actuais "dirignetes" da UMP. Indisculpável, por ser prática corrente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;Perante esta realidade fica mais uma vez demonstrado a ausência de perfil e de preparação dos actuais "dirgentes" para o exercício dos cargos em que se instalaram e dos quais não querem sair.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: large;"&gt;A demonstrar que querem continuar é a campanha eleitoral que o "presidente" do SN da UMP está a desenvovler desde o Verão passado. Mas sobre esta matéria em breve voltaremos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-9123830513853117093?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/9123830513853117093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=9123830513853117093' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/9123830513853117093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/9123830513853117093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/o-que-e-importante-para-as.html' title='O QUE É IMPORTANTE PARA AS MISERICÓRDIAS NÃO MERECE A MÍNIMA ATENÇÃO DOS &quot;dirigentes&quot; da UMP'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-4606537117531363107</id><published>2012-01-08T17:39:00.106Z</published><updated>2012-01-08T19:27:19.640Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>MANIFESTAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA, INCAPACIDADE E IGNORÂNCIA ?</title><content type='html'>No passado dia , a RTP, emitiu a seguinte notícia:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Misericórdias disponíveis para gerir hospitais do Estado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um grupo de especialistas em Saúde da Universidade Nova de Lisboa que analisou as propostas do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar nomeado pelo Governo defende parcerias estratégicas do Estado com o setor social, mas não a qualquer custo. Em relação à intenção do Executivo de devolver às misericórdias os 15 hospitais que foram integrados no setor público após o 25 de abril, o grupo de especialistas da Universidade Nova de Lisboa manifesta dúvidas, sublinhando que não há provas de que o setor social gira melhor hospitais que o setor público ou privado. Porém, as misericórdias revelam-se disponíveis para aceitar o desafio, como conta o jornalista Frederico Moreno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2012-01-05 10:25:21".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro Pita Barros, coordenador do grupo de reflexão da Universidade Nova, ouvido pelo jornalista, afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Não é claro pelo menos à partida que as Misericórdias tenham capacidade de o fazer melhor do que tem sido feito pelo sector público e até pelo sector privado dedicado à saúde. A questão que se coloca é, parece-nos um risco elevado sem haver qualquer evidêncai adicional fazer entrega de hospitais altamente diferenciados às Misericórdias ou Instituições Particulaares de Solidariedade Social em geral o sector social.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comentando as afirmações do referido coordenador,&amp;nbsp;o "presidente" do Secretariado Naconal&amp;nbsp;(SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), afirma:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É evidente que provas científicas no sentido que são as provas científicas não as há mas também não está provado o contrário é necessário e urgente fazer experiências sendo certo que há indícios fortes e claros de que essas dúvidas poderão ser dissipadas no sentido favorável se por exemplo olharmos para os resultados da gestão dos hospitais das Misericórdias que já estão no terreno dos 19 hospitais das Misericórdias. Também aqui nós estamos disponíveis para fazer a prova e o trabalho que temos desenvolvido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto pode ser visto e ouvido no sítio:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tv2.rtp.pt/noticias/?headline=46&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=8&amp;amp;t=Misericordias-disponiveis-para-gerir-hospitais-do-Estado.rtp&amp;amp;article=515606"&gt;http://tv2.rtp.pt/noticias/?headline=46&amp;amp;visual=9&amp;amp;tm=8&amp;amp;t=Misericordias-disponiveis-para-gerir-hospitais-do-Estado.rtp&amp;amp;article=515606&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;O que sobressai de tudo isto é a aceitação, por parte do "presidente" do SN da UMP, das dúvidas da capacidade de gestão das Misericóerdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próprio "presidente" do SN da UMP manifesta dúvidas sobre a capacidade de gestão das Misericórdias quando afirma: &lt;em&gt;urgente fazer experiências&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer experiências? Quando tal afirma, o "presidente" do SN da UMP está a passar um atestado de incapacidade e incompetência aos Dirigentes das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas as Misericórdias têm que demonstrar a alguém que têm capacidade de gestão de unidades de saúde?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não bastam 5 séculos a garantir cuidados de saúde aos Portugueses?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "presidente" do SN da UMP demonstra um total desconhecimento sobre o que foram, o que representaram para as populações, a prestação de cuidados de saúde sob a responsabilidade das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais. O "presidente" SN da UMP demonstra um total desconhecimento sobre a dimensão dos cuidados de saúde prestados aos Portugueses, quando os seus hospitais foram nacionalizados, no PREC. Esse "presidente" desconhece que à data da nacionalização dos hospitais, todos os hospitias portugueses, excepto o de S. João no Porto, os da Universidade de Coimbra, e os Civis de Lisboa, todos os outros eram geridos pelas Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "presidente" do SN da UMP desconhece que o SNS - Serviço Nacional de Saúde foi montado nas estruturas criadas pelas Misericórdias. Estas Instituições, durante o século XX, renovaram, ampliaram e construiram os seus hospitais que foram nacionalizados após o 25 de Abril. Até várias Misericórdias nasceram, já em pleno século XX, como objectivo de construirem hospitais para apoio às respectivas populações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem conhece, minimamente, a história recente dasMisericórdias, não pode ignorar esta realidade. Não é, minimamente, aceitável que o "presidente" do SN da UMP desconheça o mais relevante que as Misericórdias concretizaram no passado recente. É de todo inaceitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que o "presidente" do SN da UMP deveria ter feito, mas não fez, era repudiar as dúvidas suscitadas por quem, eventualmente, desconhecerá também, o que fram e o que são as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o acima referido coordenador tinha dúvidas sobre a capacidade de gestão&amp;nbsp; das Misericórdias, com mais ficaria ainda depois de ouvir o "presidente" do SN da UMP afirmar que é urgente fazer experiências. Mas que experiências? Para demonstrar o quê? E a quem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Tudo isto revela uma total incompetência, incapacidade e ignorância, por parte do "presidente" do SN da UMP, relativamente à capacidade de gestão das Misericórdias.&lt;br /&gt;O "presidente" do SN da UMP demonstra não ter perfil, não ter competência, não ter capacidade, nem ter conhecimentos que lhe permitam defender o bom nome das Misericórdias.&lt;br /&gt;Ao dizer o que disse, o "presidente" do SN da UMP, deu argumentos a todos aqueles que duvidam da capacidade e da competência das Misericórdias. Não foi capaz de repudiar as dúvidas expressas pelo já referido coordenador, nem foi, minimamente, assertivo na defesa das capacidades e competências das Misericórdias.&lt;br /&gt;Do que o "presidente" do SN da UMP não é, minimamente, capaz é de transmitir uma imagem de capacidade das Misericórdias para gerirem unidades de saúde, diferenciadas ou não. O que esse "presidente" demonstra é uma total incapacidade para apresentar um programa, ainda que mínimo,&amp;nbsp;de retoma da actividade hospitalar por parte das Misericórdias.&lt;br /&gt;Com os hospitais que as Misericórdias já gerem, com as unidades de cuidados continuados que as Misericórdias já gerem, com as unidades de saúde - clínicas - que as Misericórdias já gerem, com as unidades de meios complementares de diagn´´ostico que as Misericórdias já gerem, estão reunidas as condições mínimas essencias para que as Misericórdias criem um sistema social&amp;nbsp;de cuidados de sáude.&lt;br /&gt;O que o "presidente" do SN da UMP revela com os comentários proferidos e a sua actuação ao longo do já longuíssimo período que está instalado em cargos do SN da UMP, é uma total e absoluta incapacidade para elaborar um programa de intervenção das Misericórdias na área da saúde. Será incapacidade ou ausência de competência para tal?&lt;br /&gt;Com os comentários que fez, o "presidente" do SN da UMP revela uma total e absoluta ignorância, relativamente, ao que foram e ao que são as Misericórdias e quais as suas capacidades e potencialidades de intervenção na área da saúde.&lt;br /&gt;Com a sua actuação,o "presidente" do SN&amp;nbsp;da UMP não consegue, minimamente, confiança a agentes externos que analisem capacidades e potencialidades das Misericórdias. Porque assim, esse "presidente" do SN da UMP está longe de poder continuar a ser o interlocutor de que as Misericórdias necessitam. Não é minimamente capaz de defender a honra e o bom nome dasMisericórdias, assim como dos seus Dirigentes.&lt;br /&gt;O universo das Misericórdias dispõe de capacidades e de potencialidades que lhes permitem encarar a possibilidade de criarem uma rede social de cuidados de saúde. Para tal necessitam de assumir a sua UNIÃO. Porque só na UMP e em união será possível encarar essa possibilidade. Mas tal posibilidade não será possível com os actuais "dirigentes" da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-4606537117531363107?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/4606537117531363107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=4606537117531363107' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4606537117531363107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4606537117531363107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/manifestacao-de-incompetencia-e.html' title='MANIFESTAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA, INCAPACIDADE E IGNORÂNCIA ?'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-1477727224577151572</id><published>2012-01-04T14:55:00.000Z</published><updated>2012-01-04T14:55:01.343Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jogos Sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RNCCI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>TÃO PRONTO A PROMOVER CONFLITUALIDADE ... COMO A ESQUECER A CONCRETIZAÇÃO DE SOLUÇÕES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ministro da Saúde reserva 50% da sua receita proveniente dos jogos sociais ao financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados(RNCCI).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma boa notícia para as Misericórdias.&lt;br /&gt;Pode até ser&amp;nbsp;uma muito boa notícia para as Misericórdias.&lt;br /&gt;Mas como todas as boas notícias para as Misericórdias, esta não mereceu a mínima atenção do "presidente" do SN da UMP.&lt;br /&gt;Este "presidente" está muitíssimo mais preocuoado com a sua campanha eleitoral. Ontem e hoje anda em campanha eleitoral pelas Misericórdias do distrito de Vila Real e Viana do CasteloPara o actual "presidente" do SN da UMP o que é, verdadeiramente, importante é continuar instalado no cargo para a partir daí poder continuar a usufruir e atribuir-se a si próprio e aos que lhes garantem a sua continuidade benefícios ainda que ilegais e ilegítimos, como parece ser o que se passa há muito na UMP.&lt;br /&gt;O que é bom para as Misericórdias não é digno da menor referência por parte do "prewsidente" do SN da UMP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título que hoje escolhemos para a nossa reflexão prende-se com a publicação, ontem, no Diário da República, 1.ª série, n.º 2 de 3 de Janeiro de 2012, da Portaria n.º 7/2012, de 3 de Janeiro do Ministério da Saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão lesto a acusar o actual Ministro da Saúde de ter fechado o Ministério, o "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Poertuguesas(UMP) como aconteceu no último dia do ano com a publicação no Jornal de Notícias de uma sua entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentámos aqui, profundamente, o teor dessa entevista apontando as razões que levaram o "presidente" do SN da UMP a conceder essa entrevista nos termos em que a pronunciou. Não valerá a pena arescentar nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tendo sido tão lesto a acusar o Senhor Ministro da Saúde de ter fechado o Ministério da Saúde, olvidou e/ou ignorou, por completo, a publicação da inicialmente, referida Portaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderemos concluir que o "presidente" do SN da UMP em nada contribuiu para tal. Poderemos até ser levados a concluir que tal foi devido a um movimento autónomo das Misericórdias, relativamente, à UMP. Talvez tenham sido as Misericórdias que "fintando" a UMP para conseguirem ultrapassar as dificuldades vividas e reconhecidas por todos(as), conforme se pôde constatar no debate parlamentar relativo a questões de saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez tenham sido as Misericórdias, à revelia da UMP, que tenham conseguido dialogar com o Senhor Ministro da Saúde tendo-lhe feito chegar as dificuldades sentidas que levaram a que tenha havido sensibilidade para a publicação da já referida portaria nos termos em que foi feita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez fica claro que os actuais "dirigentes" da UMP não têm a mínima capacidade de representação das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o ano de 2012, de uma forma mais intensa, demonstrámos que os actuais"dirigentes" da UMP não têm nenhuma capacidade de diálogo seja com que entidade for. Não são capazes de garantir e assegurar o necessário diálogo com as diversas entidades. Não dispõem de nenhuma capacidade negocial seja com que entidade for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias são cada vez mais e melhor representadas pela CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Ou então ajem à revelia e semn conhecimento dos "dirigentes" da UMP por forma a conseguirem ultrapassar as dificuldades com que as Misericórdias se confrontam, sendo que muitas delas têm origem nas actuações desatradas e desastrosas dos "dirigentes" da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que as Misericórdias necessitam neste momento é de "dirigentes" na UMP que promovam a conflitualidade, que não se reconheça a mínima capacidade de representação e de negociação, sendo que não será despiciendo que até pode acontecer perca de idoneidade por parte desses mesmos "dirigentes".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Têmo-lo aqui propalado com muita intensidade, e os factos só vêm confirmar a nossa profunda convicção, que é cada vez mais urgente a substituição de todos os "actuais "dirigentes" da UMP se as Misericórdias quiserem garantir a continuidade da sua União (UMP). É que, neste momento, poderá até estar em causa a continuidade da própria União das Misericórdias Portuguesas (UMP). O passivo da UMP, assim como a continuidade de disparates e decisões gastadoras, provavelmente, irão agravar o passivo em 2011. Estaremos pelas contas de 2011 para confirmar esta nossa convicção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) tem que ser (re)colocada ao serviço das Misericórdias e dotada de uma equipa Dirigente que que assuma a missão por inteiro. Tem que ser conseguido afastar da UMP todos(as) as nelas estão para a parir daí extraírem benefícios para si e para um núcleo de "amigos". A UMP não pode estar ao serviço de interesses privados e particulares de pessoas. A UMP tem que ser (re)colocada ao serviço das Misericórdias. Do combate à pobreza. Em opção preferencial pelos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reserva de 50% da receita do Ministério da Saúde para financiamento da RNCCI pode revelar-se um importante contributo para atenuar e quem sabe até ultrapassar as dificuldades que o Ministério tem manifestado no cumprimento das suas obrigações para com as Misericórdias que sustentam as unidades de cuidados continuados.&lt;br /&gt;Provavelmente, as Misericórdias passarão a sentir menor peso e menores dificuldades resultantes dops atrasos nos pagamentos dos tratamentos aos doentes internados nas unidades de cuidados continuados.&lt;br /&gt;A portaria a&amp;nbsp;que aqui nos vimos referindo pode ser lida na íntegra no seguinte endereço: &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2012/01/00200/0002400025.pdf"&gt;http://dre.pt/pdf1sdip/2012/01/00200/0002400025.pdf&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A Portaria agora publicada revela uma intenção de contribuir para atenuar ou até suprir as dificuldades financeiras do Ministério da saúde assim como agilizar os pagamentos devidos às Misericórdias, enquanto grandes prestadores de serviços ao Estado.&lt;br /&gt;É por tudo isto que esta Portaria pode constituir uma boa notícia para as Misericórdias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo como sabemos que o actual "presidente" do SN da UMP é um dos nossos mais atentos fans, deixamos aqui um pedido.&lt;br /&gt;Vá lá &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;senhor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; "presidente" do SN da UMP mande lá escrever uma circular da UMP para depois assinar e dar conhecimento às Misericórdias que o Senhor Ministro da Saúde, publicou a supra refrida Portaria. Já agora não se esqueça de vincar que foi por sua inicativa que o Senhor Ministro tomou a decisão de reservar 50% das receitas dos jogos sociais ao financiamento da RNCCI. Diga tudo isto às Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já agora, se não se importar, diga que teve conheciemnto da publicação da referido Portaria através do blog de que é fan e leitor diário.&lt;br /&gt;Ficar-lhe-ia bem refernciar as suas fontes de informação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-1477727224577151572?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/1477727224577151572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=1477727224577151572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/1477727224577151572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/1477727224577151572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/tao-pronto-promover-conflitualidade.html' title='TÃO PRONTO A PROMOVER CONFLITUALIDADE ... COMO A ESQUECER A CONCRETIZAÇÃO DE SOLUÇÕES'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-3176752768369100659</id><published>2012-01-01T12:57:00.005Z</published><updated>2012-01-02T12:35:59.490Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Remuneraçoes dos dirigentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>AFINAL QUEM MENTE E QUEM INSULTA?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a sabedoria popular: que mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada melhor para começar o ano de 2012 do que demonstrar a mentira que é propalada por aqueles que se instalaram nos cargos dos órgãos sociais da União das Misericórdias Portuguesas (AICOSUMP) relativamente às suas remunerações certas e regulares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo dos anos que aqui vimos reflectindo sobre o que se passa na União das Misericórdias Portuguesas (UMP) temos afirmado que os seus&amp;nbsp;"dirigentes", nomeadamente, os que têm estado instalados nos cargos do Secretariado Nacional (SN), e particularmente, o seu "presidente" usufruem de remunerções certas e regulares sem que a tal tenham direito nem autorização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já aqui também revelámos que o "presidente" do SN da UMP é funcionário do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (MSSS)&amp;nbsp;estando destacado na UMP com o vencimento, integralmente, pago por esses mesmo Ministério, para estar a tempo inteiro ao seerviço da UMP, incluindo o subsídio de alimentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta simples razão é mais do que suficiente para justificar o não pagamento de qualquer outra importância ao "presidente" do SN da UMP, como compensação pela sua "estadia" na UMP. Nada mas mesma nada pode justificar qualquer pagamento àquele que se instalou no cargo de Presidente do SN da UMP (AICPSNUMP). Este tem o seu vencimento pago, na íntegra, pelo MSSS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos agora justificar a razão de trazermos, logo no primeiro dia do ano. de novo a questão das remunerações pagas pela UMP ao seu "presidente" do SN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já aqui também fizémos referência que entre os "presidentes" do SN e da Mesa do Conselho Nacional (MCN) da UMP foi consertada uma acção que envolveu o Conselho Nacional na tentativa de fixar uma remuneração certa e regular dos "dirigentes" da UMP indexando-a a um valor de 70 da remuneração do Senhor Presidente da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Referimos também que dentro do Conselho Nacional foi constituído um grupo de trabalho para a elaboração de uma proposta de remunerações para os "dirigentes" da UMP. Esse grupo de trabalho chegou a reunir, pelo menos uma vez, no Centro de Sto Estevão, em Viseu. Desta reunião saiu um pedido de apresentação de um documento do SN o qual expressasse as remunerações certas e regulares recebidas ao longo dos anos pelos "dirigentes" da UMP, nomeadamente, pelos membros do SN, documento esse que fosse apresentado pelo actual "presidente" do SN ao Conselho Nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grupo de trabaljo criado dentro do Conselho Nacional ainda aguardará a apresentação desse documento pedido ao "presidente" do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já em 2011 as Misericórdias de um distrito do Continente solicitaram ao "presidente" do SN da UMP que apresentasse as remunerações certas e regulares reecebidas pelos "dirigentes" da UMP, nomeadamente, o seu "presidente" do SN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apavorado com as consequências da divulgação junto das Misericórdias das remunerações e mordomias recebidas pelos "dirigentes" da UMP, nomeadamente, os membros do SN, o "presidente" do SN da UMP deslocou-se a uma reunião onde estavam presentes a quase totalidade das Misericórdias do referido distrito na tentativa de abafar o pdedio de divulgação das remunerações que ele próprio recebia. Nessa reunião chegou mesom, a afirmar que tal pedido punha em causa a sua honorabilidade e o seu bom nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias dese distrito continuam a aguradar a informação das remunerações mordomias e despesas pagas pela UMP aos seus "dirigentes", nomeadamente, aos membros do SN e particularmente do seu "presidente".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os leitores deste síto poderão ter constatado num dos recentes comentários cometeu a proeza de acusar o teor de algumas revelações aqui feitas de insultuosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem para que não restem dúvidas de que o "presidente" do Secretariado Nacional (SN)&amp;nbsp;da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) recebe remunerção mensal paga pela UMP, vamos descrever os valores de 2(dois) recibos verdes&amp;nbsp;relativos a 2 (dois) meses de remunerção desse "presidente":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Actividade exercida: Jurisconsulta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Importância: ...................................................... 2918,38 &lt;/strong&gt;Sujeito à taxa de IVA de 21%&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;IVA: ......................................................................&amp;nbsp; &amp;nbsp;612,86&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sub total: ........................................................... 3531,24&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;IRS: .....................................................................&amp;nbsp;&amp;nbsp; 583,68 &lt;/strong&gt;Retenção na fonte à taxa de 20%&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Importância recebida: .................................... 2947,56&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(Dois mil novecentos e quarenta e sete euros e cinquenta e seis cêntimos)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Data: 23/06&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Actividade exercida: Jurisconsulta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Importância: .................................................... 1459,19&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;IVA: ....................................................................&amp;nbsp;&amp;nbsp; 291,84&lt;/strong&gt; Sujeito à taxa de 20%&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sub total: .......................................................... 1751,03&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;IRS: ....................................................................&amp;nbsp;&amp;nbsp; 291,84&lt;/strong&gt; Retenção na fonte à taxa de 20%&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Importância recebida:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;................................... 1459,19&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(Mil quatrocentos e cinquenta nove euros e dezanove cêntimos)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Data: 22/07&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trazemos somente estes 2 (dois)b recebibos verdes&amp;nbsp;apresentados pelo "presidente" do SN da UMP à própria UMP porque será suficiente para demonstrar que o que aqui se informa e se esclarece tem suporte e fundamentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repare-se numa particularidade entre os 2(dois) recibos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mês de Junho, o "presidente" do SN da UMP apresenta uma impportância que é, exactamente, o dobro da apresentada no mês de Julho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem sabe, o mês de Junho, é o mês em que o Estado paga aos seus funcionários o subsídio de férias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois, o que indiciam os valores recebidos pelo "presidente" do SN da UMP é que este cobra à UMP também subsídio de férias em regime de prestação de serviços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos por fim analizar a questão do pagamento de remunerações aos Dirigentes das Instituições e neste caso particular aos "dirigentes" da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a legislação portuguesa, nomeadamente, com as disposições contidas no n.º 1 do art.º 18.º&amp;nbsp;Estatuto das IPSS, aprovado pelo art.º 1.º do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro, o princípio a ser respeitado é o seguinte: &lt;em&gt;O exercício de qualquer cargo nos corpos gerentes das instituições é gratuito,...&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o n.º 2 desse mesmo art.º diz o seguinte: &lt;em&gt;Quando o volume do movimento financeiro ou a complexidade da administração das instituições exijam a presença prolongada de um ou mais membros dos corpos gerentes, podem estes ser remunerados, desde que os estatutos o permitam&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme já aqui temos referidos muitas vezes, o "presidente" do SN da UMP, e não só, têm o seu vencimento, intergralmente, suportado e pago pelo Ministério da Solidariedade e Seguramnça Social, incluindo o subsídio de alimentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque assim é o "presidente" do SN da UMP e os outros "dirigentes" nas mesmas circunstâncias não terão direito a receberem qualquer outra remunerção paga pela UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com as disposições legais aqui e agora referidas os "dirigentes" da UMP não têm direito a receber qualquer remuneração uma vez que a mesma é suportada na íntegra pelo MSSS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disposições em tudo similares estão contidas nas Normas Gerais das Associações de Fiéis (art.º 6.º - Gratuidade de exercício do cargo), pelo que os Dirigentes das Instiotuições, particularmente, da UMP não têm quaqluer fundamento para serem pagos a título remuneratório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas poder-se-á pensar que o "presidente" do SN da UMP está a ser pago como jurista. Mas também como tal não deve nem pode, em resultado de impossibilidade legal. É que o n.º 4 do art.º 21.º do Estatuto das IPSS aprovado pelo art.º 1.º&amp;nbsp;do Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro fixa o seguinte: &lt;em&gt;Os membros dos coprpos gerentes não podem contratar directa ou indirectamente com a instituição, salvo se do contrato resultar manifesto benefício para a instituição&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora nada disto se constata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo a UMP um gabinete Jurídico não faz sentido nenhum estar a contratualizar serviços com o seu "presidente" do SN. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom. Mas já agora será importante que o "presidente" do SN da UMP mostre os pareceres jurídicos emitidos desde que passa receibos verdes à UMP pela actividade de jurisconsulta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais. esta prestação de serviços além de absolutamente desnecessária, ao não ter termo de comparação não existe uma base que suporte o benefício para a UMP, pelo que será ilegal o pagamento de serviços inexistentes, desnecessários e por isso mesmo nada benéficos para a UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estará agora mais claro que há "dirigentes" da UMP que serão remunerados indevidamente. E sendo-o terão que devolver todo o dinheiro recebido nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal quem mente?&lt;br /&gt;Afinal quem insulta as Misericórdias?&lt;br /&gt;Afinal quem insulta os pobres e a pobreza?&lt;br /&gt;Para começar bem o ano de 2012 seria fundamental que as Misericórdias tomassem a iniciativa de promover uma auditoria externa à UMP e pelas próprias controlada.&lt;br /&gt;Apesar de o Conselho Fiscal ter competência para sindicância a sua confiança foi abalada quando o respectivo "presidente" afirmou que os "dirigentes" da UMP não auferiam nenhum vencimento ou remuneração.&lt;br /&gt;Afinal parece que recebem. E ao que se sabe não será só o montante mensal aqui transcrito, pois que entre ambos, o "presidente" do SN da UMP terá passado 4 receibos verdes. Será necessário saber a quem os passou e por que montante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a melhor forma de iniciarmos o ano de 2012.&lt;br /&gt;Esta foi a melhor forma de praticarmos a Caridade Cristã.&lt;br /&gt;Esta foi a melhor forma que encontramos para contribuir para a UMP seja uma Instituição ao serviços dos mais pobres e desprotegidos.&lt;br /&gt;Esta foi a melhor forma de contribuirmos para a clareza e transparência institucional da UMP.&lt;br /&gt;Esta ano de 2012 que vai ser, particularmente, duro para os mais pobres e que imporá dificuldades à generalidade dos Portugueses, todos os recursos que são destinados ao combate à pobreza e para apoio aos carenciados não deve ser utilizados para outros fins ou em benefícios indevidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-3176752768369100659?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/3176752768369100659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=3176752768369100659' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3176752768369100659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3176752768369100659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2012/01/afinal-quem-mente-e-quem-insulta.html' title='AFINAL QUEM MENTE E QUEM INSULTA?'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-1323064524357239774</id><published>2011-12-31T12:40:00.000Z</published><updated>2011-12-31T12:40:13.705Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>A PIOR FORMA DE TERMINAR 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ler-se na 1.ª página do Jornal de Notícias:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;"O ministro da Saúde fechou o Ministério"&lt;/strong&gt; - Manuel Lemos, presidente das Misericórdias, é feroz nas críticas a Paulo Macedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria difícil encontrar pior forma para terminar o ano de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda nos lembraremos que Portugal também teve um animal feroz a dirigí-lo, mas felizmente já se libertou das garras dessa fera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja chegada a altura de as Misericórdias se livrarem de quem tanto mal lhes tem provocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2012 é ano de eleições na União das Misericórdias Portuguesas (UMP)&amp;nbsp;e talvez o mais tardar no final de 2012, as Misericórdias se consigam livrar de quem se instalando no cargo de "presidente" do Secretariado Naciona (SN) da UMP tanto mal tem "dirigido" aquela instituição com nítidos e graves prejuízos quer para a UMP quer para as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias revela-se mais um péssimo serviço prestado às Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é um péssimo serviço prestado às Misericórdias porque revela ressentimento relativamente ao Governo. Esse ressentimento é resultado de um auto-convencimento de que seria ministro da saúde ou da segurança social do actual Governo. Este mesmo auto-convencimento foi sendo transmitido quer àqueles que lhe são mais próximos quer mesmo de uma forma generalizada aos Dirigentes das Misericórdias. Era frequente falar com Dirigentes das Misericórdias, no início do Verão, e estes falarem de que o "presidente" do SN da UMP seria o futuro ministro da saúde ou da segurança social segundo palavras do próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terá mesmo chegado a afirmar que nessa altura era uma das 10 pessoas mais influentes no PSD.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que a realidade o confrontou que não pára de afrontar o actual Governo, menifestando um elevado grau de ressentimento por não ter conseguido um dos seus grandes objectivos de vida, chegar a ministro. Nunca quis interiorizar que nunca, e depois que se instalou no cargo de "presidente" do SN da UMP, ainda menos condições dispôs para alguma vez conseguir sequer a ser membro de quualquer Governo. Nunca assumiu que jamais teve perfil para ser membro de um qualquer Governo da Nação, muito menos para chegar a ministro, como o demonstra a entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está agora cada vez mais claro que o actual "presidente" do SN da UMP para além de não ter características nem perfil mínimo para chegar a ser ministro, nem sequer comungava das possibilidades e do programa do actual Governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mau muito mau mesmo quer para a UMP quer para as Misericórdias continuarem a ter de suportar este "presidente" do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias a UMP perdeu mais capacidade de diálogo e negocial com o Ministério da Saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora sendo o Ministério da Saúde o principal pagador dos serviços de saúde pagos às Misericórdias, a entrevista publicada hpoje só pode acrretar consequências nefastas para as Misericórdias, uma vez que a UMP perdeu reconhecimento de interlocutor de boa vontade, perdeu capacidade de diálogo assim como perdeu poder negocial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No cotpo da entrevista publicada na página 5 do Jornal de Notícias de hoje, o "presidente" do SN da UMP afirma: &lt;em&gt;Neste momento não existe essa relação de confiança porque o Dr. Paulo Mendo fechou o ministério, não é capaz de dialogar e não é capaz de se sentar a uma mesa e falar com as Misericórdias.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afirmações como a que se transcreve só favorecem a criação de um clima de crispação nada, mas memso nada, favorável na busca de soluções para os problemas existentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é de todo deplorável é que o "presidente" do SN da UMP só tenha detctado os problemas agora com este Governo. Com o Governo anterior os problemas já existiam e com a mesma gravidade e nesse tempo jamais se ouviram quaisquer palavras relativamente a essa matéria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que se sabe é que esta posição de sucessivos ataques ao actual Governo por parte do "presidente" do SN da UMP são também resultado das pressões exercidas por muitos Provedores aos quais ele prometeu resolver os problemas existentes. Como não os resolveu nem os resolverá e com ele no cargo de Presidente do SN da UMP as Misericórdias continuarão a ver agravadas as condições de diálogo e negociais&amp;nbsp;com o Governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "presidente" do SN da UMP promoveu, estimulou e pressionou as Misericórdias a entrarem na área da saúde tendo como praticamente, único cliente o Estado. Tudo isto em resultado de interesses pessoais e de um pequeno grupo que lhe é muito próximo que têm ganjo muitíssimo dinheiro à custa de comissões cobradas às Misericórdias assim como de cobrança de prestações de serviços também cobradas às Instituições. É a voz destes interesses que fala pela boca do actual "presidente" do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer a UMP quer as Misericórdias precisam de se libertar desta teia de interesses pessoais e particulares&amp;nbsp;instalada na UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz do "presidente" do SN da UMP na entrevista hoje publicada no Jornal de Notícia é a voz do comprometimento dos interesses pessoais e particulares instalados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda agente sabe disto e particularmente o Governo sabendo desta teia de interesses instalada, não estará disponível para continuar a suportá-la e alimentá-la. É por isso necessário exterminar essa teia de interesses instalada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fundamental libertar a UMP e as Misericórdias de compromissos pessoais e particulares. Quer a UMP quer as Misericórdioas só têm que assumir compromissos com os Cidadãos carenciados e necessitados de apoio e assistência. A UMP e as Misericórdias jamais poderão ser utilizdas para a instalação de interesses pessoais e particulares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o ano de 2011 foi particularmente gravoso para a UMP e para as Misericórdias em resultado de uma administração desastrada que está instalada, há anos, na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), a entrevista hoje publicada no Jornal de Notícias é o episódio final que culmina um já longuíssimo período de 5 anos de instalação no cargo de "presidente" do SN da UMP, o qual se tem traduzido numcrescendo dificuldades para a UMP e para as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas, senão mesmo, a maioria das dificuldades que as Misericórdias hoje enfrentam são resultado de uma administração desatsrada de quem orienta e "dirige" a UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2012 terá que ser o ano de mudança. É tempo da UMP e das Misericórdias se libertarem dos "dirigentes" que estão instalados na União das Misericórdias Portuguesas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2012 terá que ser o ano de mudança. Terá que ser o ano de recuperação da creedibilidade e da confiança&amp;nbsp;perdidas. Terá que ser o ano de procura de soluções para os tormentosos problemas que atinge a generalidade das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto só se conseguirá com uma nova equipa Dirigente que oriente&amp;nbsp;o seu pensamento à luz da Doutrina Social da Igreja e a sua acção pela prática das 14 Obras de Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espera-se que 2012 seja um ano de mudança como muitas professias das mais diversas culturas o prognostica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A União das Misericórdias Portuguesas necessita de mudança. De uma mudança fundamentada no bem fazer fazendo o bem ao serviço do Homem nosso Irmão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-1323064524357239774?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/1323064524357239774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=1323064524357239774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/1323064524357239774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/1323064524357239774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/pior-forma-de-terminar-2011.html' title='A PIOR FORMA DE TERMINAR 2011'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-138478932387490084</id><published>2011-12-26T15:12:00.002Z</published><updated>2011-12-26T23:19:40.594Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CEFORCÓRDIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>FIM DO CEFORCÓRDIA ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Quando a ribeira soa água leva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Fazendo fé em fontes geralmente bem informadas, será intenção dos actuais "dirigentes" da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), nomeadamente, do "presidente" do Secretariado Nacional (SN) o qual é prestador de serviços ao CEFORCÓRDIA há dezena e meia de anos, extinguí-lo. Estará também a ser preparado um despedimento colectivo qie abrangerá todos os colaboradores/trabalhadores que não os prestadores de serviços remunerados, entre os quais se inclui o actual "presidente" do SN da UMP. Este recebe, mensalmente, de verbas destinadas à formação 1.500 € (mil e quinhentos euros), para o que não está autorizado. Mais. Recebe remuneração certa e regular do CEFORCÓRDIA há cerca de década e meia. Fazendo as contas, só do CEFORCÓDIA terá recebido, indevidamente, em 15 anos: 15 (anos) x 12 (meses) = 180 meses; 180 x 1.500 € = 270.000 € (duzentos e setenta mil euros), que a comprovar-se que recebeu e indevidamente deverá ter que os devolver ou à UMP ou ao IEFP, acrescidos dos devidos juros de lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas ao que foi também possível apurar o "presidente" do SN da UMP cobrará 14 meses em cada ano, razão pela qual será necesária acrescer mais 30 meses nesses 15 anos o que acrescerá na cobrança à UMP o valor de 45.000 € (quarenta e cinco mil euros).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No total o "presidente" do SN da UMP terá cobrado, indevidamente, só no que à formação diz respeito um valor que rondará já os 315.000 € (trezentos e quinze mil euros).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Importa conhecer as razões para tal extinção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Haverá uma posterior entrega da formação para as Misericórdias a empresa privada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A extinção prender-se-á com a impossibilidade de justificação para a continuidade&amp;nbsp;da remuneração certa e regular que há muitos anos é paga ao actual "presidente" do SN da UMP?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Perante esta possibilidade que estará a ser preparada pelos actuais "dirigentes" da UMP importa reflectir sobre o que foi, o que é e o que poderá vir a ser o CEFORCÓRDIA dentro da UMP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O que é, então, o CEFORCÓRDIA?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O CEFORCÓRDIA é o Centro de Formação para as Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Com surgiu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na décado dos 80 do século XX o SN da UMP liderado pelo saudoso e verdadeiro missionário das Misericórdias, Dr. Pde. VIRGÍLIO LOPES, a UMP tomou a iniciativa de promover formação profisional para os trabalhadores das Misericórdias, nomeadamente, para ajudantes de lar e centro de dia e ajudantes de creche e jardim de infância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Perguntar-se-á a razão desta opção formativa e não outras. Como tudo tal opção foi tomada em consequência das opções tomadas pela maioria das Misericórdias em avançar com actividades de lar, centro de dia, creche e jardim de infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não havendo ainda formação capacitante para os trabalhadores que já estavam ao seviço das Misericórdias, a UMP, com o apoio das filiadas, avançou com a criação de um lar escola, ao qual viria a ser atribuído o nome de "Lar Escola Dr. Virgílio Lopes", onde se inciciaram as acções de formação para ajudantes de lar e centro de dia. Foi a partir dessa primeira experiência que se seguiu a formação para ajudantes de creche e jardim de infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Com o crescimento das Misericórdias e a necessidade de dotar os seus profisisonais de formação em serviço a qual se poderá hoje chamar formção ao longo da vida, a UMP, também com o appio das Misericórdias, avançou com um estudo que se impunha e que foi o de verificar, primeiro, qual o perfil dos actuais (à altura)&amp;nbsp;ajudantes de lar e centro de dia (que passaram também a contemplar o apoio domiciliário), definir&amp;nbsp;operfil ideal para essas trabalahadoras e, posteriormente, estabelecer o perfil de formação para esses mesmos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nesse período fez-se esse trabalho para a maioria das categorias profissionais de apoio directo aos utentes das valências das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Foi um período de íntima e profíqua colaboração entre as Misericórdias e a sua União. Despois deste período jamais os "dirigentes" da UMP quiseram trabalhar em colaboração e cooperação com as Misericórdias fosse em que área fosse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em resultado desta política praticada pelos "dirigentes" da UMP,o CEFORCÓRDIA foi conduzido à sua actual situação, a de estar, completamente, desajustado perante as necessidades sentidas pelas Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Seria talvez interessante, averiguar as razões que levaram até aqui. E se não estarão, por enquanto escondidos, verdadeiros interesses particulares de alguns que se instalaram dentro da UMP e de outros que ainda não instalados mas a que tal aspiram, para a partir daí continuarem&amp;nbsp; a extrair benefícios para si e para os que lhes são próximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É necessário ter em atenção que o dinheiro que circula para a formação profissional é muitíssimo, para pagar àqueles que estão envolvidos nas suas acções. Recordamos que o montante de financiamento para a formação profisisonal incluído no QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional (Apoios Europeus) é a maior tranche de que Portugal beneficia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Bom. Continuando na nossa reflexão importa tomar consciência que a partir desse referido estudo realizado no início dos anos 90 do século XX nada mais foi feito dentro do CEFORCÓRDIA que possibilitasse a sua actualização e adequação às necessidades sentidas pelas Misericórdias. Isto apesar de o actual "presidente" do SN da UMP ser o seu primeiro responsável e "dirigente" remunerado para coordenar o CEFORCÓRDIA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A confirmar-se a extinção do CEFORCÓRDIA impõe-se exigir ao "presidente" do SN da UMP um relatório circunstanciado do cerca de 15 anos que leva à frente do CEFORCÓRDIA assim como apresentar os fundamentos que o obrigaram a conduzir esse Centro para a atual situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A culpa não pode continuar a morrer solteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É essencial que se saiba o que se passou e porque se chegou a esta situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O primeiro e principal responsávl por esta situação verificada com o CEFORCÓRDIA será o actual "presidente" do SN da UMP porque há cerca de 15 anos que é o "dirigente" da UMP responsável pela orgânica e funcionamento do Centro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ao longo destes últimos 15 anos pode-se constatar que o CEFORCÓRDIA se foi desactualizando e progressivamente desligando das Misericórdias. O CEFORCÓRDIA deixou de corresponder às expectativas e necessidades das Misericórdias. Estas passaram a organizar, directamente, a sua formação adequada às suas necessidades, já que a UMP não demonstrava vontade de corresponder às sugestões e organizar a formação de que as Misericórdias necessitavam. Algumas Misericórdias tomaram a iniciativa de criar a sua própria estrutura de formação. Outras passaram a contratar, directamente, com empresas de formação que definiam perfis de formação de acordo com as necessidades apresentadas pelas Misericórdias. O CEFORCÓRDIA deixou de corrresponder às necessidades de formação das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas fará falta o CEFORCÓRDIA?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É essencial para as Misericórdias enquanto serviço comum a todas as Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O CEFORCÓRDIA é um serviço comum essencial para as Misericórdias. Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Porque as Misericórdias mantêm muitas valências tipificadas para as quais será de todo vantajoso manter actualizados os perfis de formação para os seus profissionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por outra lado a inovação social leva a que surjam necessidades de novos profissionais, com novos perfis a que corresponderão novas necessidades de formação para os quais é essencial definir os respectivos perfis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A definição de perfis profissionais e respectivos perfis de formação será competência e missão da UMP que jamais deverá ser deixada entregar a quaisquer interesses particulares instalados e/ou a instalar dentro da UMP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O CEFORCÓRDIA é uma das poucas estruturas organizacionais que tem toda a justificação a sua manutenção. As Misericórdias jamais deverão permitir que o CEFORCÓRDIA seja extinto, por&amp;nbsp;três ordens de razão. A primeira, desde logo porque é essencial para garantir a adequação da formação ao universo das Misericórdias. A segunda, porque a formação contínua adequada e adaptada é, hoje, imperativo de progresso e desenvolvimento assistencial. E terceira, porque o CEFORCÓRDIA, bem gerido para além de não ter quaisquer custos para as Misericórdias pode até suportar partilha de custos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os benefícios com a manutenção do CEFORCÓRDIA são por demais evidentes, razão pela qual as Misericórdias deverão, opor-se de uma forma determinante à intenção dos "dirigentes" da UMP de extinguí-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O CEFORCÓRDIA é uma estrutura orgânica da UMP criada para apoiar a formação nas Misericórdias. Na sua fase inicial desempenhou um relevante serviço na formação que se estava a revelar essencial no progresso e desenvolvimento dos serviços assim como na sua qualificação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É uma estrutura que bem gerida não tem quaisquer custos quer para a UMP quer para as Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É essencial para garantir a actualização e qualidade dos cuidados prestados aos utentes/beneficiários das actividades das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O CEFORCÓRDIA poderá e deverá manter actualizado os perfis profissionais dos trabalhadores das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Poderá e deverá manter actualizado os perfis de formação para os trabalhadores das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Poderá criar um CNO - Centro Novas Oportunidades por form a reconhecer-se as competências adquiridas ao longo da vida pelos trabalhadores das Misericórdias, possibilitando-lhes um acesso mais cómodo e adequado às contigências dos trabalhos. Possibilitará aos trabalhadores que assim o desejarem a obtenção dos níveis de escolaridade obrigatória e básica para o acesso a categorias profissionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No fundo o CEFORCÓRDIA é essencial para garantir uma qualificada prestação de serviços aos beneficiários das actividades das Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nada mas mesmo nada poderá justificar o encerramento de uma estrutura orgânica na UMP tão essencial às Misericórdias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Esta estrutura é tão essencial para as Misericórdias que estas Instituições até quiseram consagrar a actividade formativa no seu texto constitucional - nos Estatutos da UMP. Conforme se pode constatarna alínea b) do artigo 5.º dos Estatutos da UMP, pode ler-se: &lt;em&gt;Promover a realização de cursos de aperfeiçoamento e valorização profissional para o pessoal das Misericórdias&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Esta possibilidade equacionada pelos actuais "dirigentes" da UMP de extinguir o CEFORCÓRDIA, logo no início de 2012 é ranto menos incompreensível quando ainda não passou um mês sobre a aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para 2012, documentos esses que mereceram uma atenção especial no que à formação, dentro do CEFORCÓRDIA, diz respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para não alongar muito esta reflexão transcreveremos tão somente a seguinte passagem escrita no Plano de Actividades aprovado em Assembleia Geral da UMP para 2012:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Nesta relação, entre União das Misericórdias e as suas associadas, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;assume especial importância, a estratégia de formação e qualificação &lt;/em&gt;&lt;em&gt;dos trabalhadores. O esforço feito nos últimos anos e que &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;tencionamos continuar, aumentando a oferta formativa, tem &lt;/em&gt;&lt;em&gt;beneficiado milhares de trabalhadores, produzindo melhorias &lt;/em&gt;&lt;em&gt;significativas no funcionamento das instituições. Os resultados deste &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;trabalho são evidentes e promissores, pois as instituições passaram a &lt;/em&gt;&lt;em&gt;ter novas preocupações de qualidade e melhores metodologias de &lt;/em&gt;&lt;em&gt;atuação. As Misericórdias passaram igualmente a beneficiar de &lt;/em&gt;&lt;em&gt;novos conceitos de gestão o que lhes permitiu uma adequada &lt;/em&gt;&lt;em&gt;preparação perante os desafios com que diariamente são &lt;/em&gt;&lt;em&gt;confrontadas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como é que depois de os "dirigentes" da UMP terem escrito o que escreveram e levaram as Misericórdias a aprovarem conseguem no mínimo equacionar a possibilidade de extinguir uma estrutura tão importante senão mesmo relevante para as Misericórdias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nada disto faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Bom. Mas haverá algo que fará sentido na actual situação a que foi conduzida a União das Misericórdias Portuguesas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Constituirá uma perda irreparável a extinção do CEFORCÓRDIA.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-138478932387490084?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/138478932387490084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=138478932387490084' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/138478932387490084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/138478932387490084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/fim-do-ceforcordia.html' title='FIM DO CEFORCÓRDIA ?'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-4368897414902369642</id><published>2011-12-23T16:31:00.000Z</published><updated>2011-12-23T16:31:27.892Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrina Social da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obras de Misericórdia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>A FELICIDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem não é só corpo. É também senão mesmo, principlamente, alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É para a plenitude humana e para o bem estar e realização plena do Homem que foram criadas as Misericórdias Portuguesas, às quais foi atribuída a missão de cumprimento das 14 Obras de Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em reflexão anterior analizámos o bem estar corporal do Homem que pode ser alcançado com a concretização das 7 Obras de Misericórdia corporais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje reflectiremos sobre o bem estar espiritual do Homem para o qual muito contribui a concretização das 7 Obras de Misericórdia espirituais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo certo que muitas vezes se privilegiam as Obras de Misericórdia corporais já que as carências materiais om que as Misericórdias se confrontam são tantas e tão diviersificadas, o que estará de acordo com a sua natureza, filosofia e doutrina e a complementaridade entre as Obras de Misericórdia coprporais e espirituais. é na plenitude da concretização de ambas que as Misericórdias realizam a sua missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre e quando se sentirem realizadas com o cumprimento das 7 Obras de Misericórdia corporais apoucam-se, e ao apoucarem-se ficarão em studo sememlhantes a uma qualquer organização filantrófica que pratique a solidariedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Caridade Cristã vai muito para além da solidariedade (laica) e procura contribuir não só para o bem estar do Homem mas também para a sua felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será bom evocarmos aqui e agora as 7 Obras de Misericórdia espirituais:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. &lt;em&gt;Dar bons conselhos&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. &lt;em&gt;Ensinar os ignorantes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3.&lt;em&gt; Corrigir os que erram&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. &lt;em&gt;Consolar os tristes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. &lt;em&gt;Perdoar as injúrias&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. &lt;em&gt;Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. &lt;em&gt;Rezar a Deus por vivos e defuntos&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O respeito e cumprimento das 7 Obras de Misericórdia espirituais, contribuem para a felicidade humana. É pois necessário que as Misericórdias as pratiquem, sobre elas reflitam e concretizem assim a Doutrina Social da Igreja em toda a plenitude institucional.&lt;br /&gt;As Misericórdias só cumprirão, integralmente, a sua missão quando concretizarem a plenitude das 14 Obras de Misericórdia.&lt;br /&gt;Sem dúvida que o bem estar físico é fundamental ao Homem. Mas também a sua felicidade traduzida no seu bem estar moral e espiritual é essencial.&lt;br /&gt;Só a plenitude da concretização das Obras de Misericórdia podem contribuir para o bem estar e para a felicidade humana.&lt;br /&gt;As Misericórdias agindo em cumprimento dessas Obras conseguirá e muito contribuir para o bem estar e para a felicidade do Homem.&lt;br /&gt;Porque as Misericórdias têm que ir muito além da filantropia.&lt;br /&gt;Porque as Misericórdias têm por missão as obrigações institucionais estabelecidas na Doutrina Social da Igreja.&lt;br /&gt;Porque as Misericórdias são insttuições para a prática da Caridade Cristã.&lt;br /&gt;As Misericórdias reunem as condições doutrinais e institucionais básica para promover a dignidade humana em toda a sua plenitude.&lt;br /&gt;O percurso da felicidade tem que ser feito em paralelo com o percurso do bem estar. São dois percursos paralelos que têm que ser percorridos com a mesma intensidade. Às Misericórdias compete-lhe a grata missão de contribuir para a realização plena do Homem.&lt;br /&gt;Agora que estamos vivendo plena época natalícia, é também época de renovação de intenções e de desejos. Certamente todos quantos se disponibilizaram para servir - para servir - nestas seculares instituições de bem fazer fazendo o bem, renovam essas mesmas intenções e desejos. É nesta altura do ano que mais circulam por todo o mundo incontáveis mensagens de desejos de Bem e de bom.&lt;br /&gt;As Misericórdias substituem muitas famílias de Cidadãos acolhidos nesta época de celebração da família.&lt;br /&gt;Em todos os lares de cristãos se expõe a Sagrada Família para todos os seus membros tenham plena consciência de que a celebração da família é um valor que é cultivado pelos cristãos desde há 2.000 anos.&lt;br /&gt;As Misericórdias são, pois, as instituições que olham para o Homem em toda a sua plenitude e em resultado das suas obrigações doutrinais têm o dever de contribuir quer para o bem estar fisíco quer para a felicidade do Homem.&lt;br /&gt;Importa, assim, que as Misericórdias (inclui-se aqui neste universo institucional, a União das Misericórdias Portuguesas) dediquem também atenção às 7 Obras de Misericórdia espirituais. Estas são, sem dúvida aquelas que contribuem para a felicidade humana.&lt;br /&gt;Se as Misericórdias têm um reconhecimento generalizado da sua meritória acção ao longo de mais de 5 séculos, importa que não olvidem uma parte significativa da sua missão, a qual passará, necessariamente, pelo cumprimento das 7 Obras de Misericórdia espirituais.&lt;br /&gt;Este é um desafio do presente com reflexo no futuro.&lt;br /&gt;Só cumprindo e praticando as 14 Obras de Misericórdia permitirá a estas permanecrem actuais e actualizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-4368897414902369642?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/4368897414902369642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=4368897414902369642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4368897414902369642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/4368897414902369642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/felicidade.html' title='A FELICIDADE'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-8178502302548716578</id><published>2011-12-18T22:18:00.000Z</published><updated>2011-12-18T22:18:12.543Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção Social'/><title type='text'>O BEM ESTAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mente sã em corpo são.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem em toda a sua plenitude deve usufruir de bem estar físico e de bem estar moral e espeiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As políticas públicas inseridas nos princípios filosóficos que inspiram o Estado Providência preocupam-se, praticamente, só com o bem estar físico dos cidadãos inseridos nas condições ambientais que os rodeiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Portugal as instituições que garantem a operacionalização das políticas públicas da chamada segurança social vêem constrangidas a seguir as linhas de política que visam, quase em exclusividade, garantir o bem estar físico dos cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Particularmente as Misericórdias enquanto instituições que corporizam a prática das políticas públicas têm sido obrigadas a priviligiar acções no âmbito das 7&amp;nbsp;Obras de Misericórdias Corporais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perante esta realidade constata-se que as Misericórdias, por imperativos externos, estão impossibilitadas do cumprimento total da sua missão e que é o cumprimento integral das 14 Obras de Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A acção das Misericórdias é desta forma empobrecida o que as assemelha, neste campo, a instituições filantrópicas. A acção enquadra-se mais no âmbito da solidariedade do que na da Caridade Cristã. Esta olha para o Homem na sua plenitude, do corpo mas também da alma, enquanto a solidariedade olha mais para o Homem enquanto corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim as Misericórdias têm procurado ir mais além do que garantir sóo bem estar físico dos cidadãos por si acolhidos ou assistidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias têm procurado garantir as melhores condições possíveis de bem estar aos cidadãos que assistem e acolhem. E têm-no feito de uma forma exemplar. De tal forma exemplar que as Misericórdias são as instituições de âmbito local muito respeitadas e reconhecidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da nacionalização dos hospitais, nas últimas 3 décadas e meia, as Misericórdias direccionaram as suas acções para as crianças, e sobretudo para as pessoas idosas. Muitas e diversificadas respostas sociais foram criadas onde cidadãos são assistidos e/ou acolhidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As carências eram e são tantas que as Misericórdias não foram, não são e jamais serão capazes de coresponder a todas as necessidades das sociedades locais. Ainda assim direccionaram-se para o mais premente. E têm-no feito bem e, genericamente, a contento dos cidadãos e das famílias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da impossibilidade de as Misericórdias poderem corresponder às necessidades do presente têm surgido novas e diversificadas respostas sociais adaptadas e especializadas. A proliferação de outras instituições que não Misericórdias tem sido uma realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A necessidade de especialização&amp;nbsp;inviabiliza qualquer possibilidade de uma única instituição prestar todos os serviços que os cidadãos mais necessitam, tanto mais que os destinatários dos serviços e acções das instituições sãoos mais débeis,os mais pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias mais direccionadas para o apoio e assistência às pessoas idosas criaram e mantêm equipamentos sociais de elevada performance muito dos quais já certificados e muitos mais e fazer o percurso prévio à certificação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que as Misericórdias têm feito, nestes últimos 35 anos e continuam a fazer procura corresponder às necessidades mais básicas, procurando garantir o bem estar físico dos cidadãos assistidos e acolhidos. Há muito que as Misericórdias não são capazes de corresponder a todas as solicitações dos cidadãos e respectivas famílias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há ainda neste campo da solidariedade muito a fazer. E principalmente ações direccionadas às pessoas idosas. Nos próximos 40 anos, em média, o número de pessoas acima dos 65 anos crescerá 40.000 todos os anos. E é nas idades mais avançadas que o n.º de pessoas idosas mais crescerá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pois fundamental que as Misericórdias acompanhem a evolução social e procurem corresponder à generalidade das necessidades de acolhimento e assistencias dessas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação que Portugal e a Europa atravessam requerem reflexão prospectiva. O que é que as Misericórdias poderão fazer de futuro para corresponder às necessidades das comunidades onde se inserem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As necessidades não pararão de crescer quer em número quer em complexidade. Concomitantemente, os recursos,sobretudo os financeiros,estão num período de decréscimo continuado, não se perspectivando quando se inverterá a actual tendência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acresce que muitos equipamentos sociais, nomeadamente, lares e centros de acolhimento, necessitam de remodelação e ampliação. Sendo certo que o Estado continuará a sofrer de carências para apoiar as necessidades de investimento das Misericórdias, será desejável que se reflita em conjunto sobre o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias estão a ser confrontadas com crescentes dificuldades de vária natureza. Estas dificuldades podem coinstituir um estímulo para a procura de soluções sustentáveis. A superação dessas dificuldades não poderá depositar muitas esperanças nos recursos públicos com origem no Orçamento Geral do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao logo da sua longa história as Misericórdias foram capazes de encontrar as soluções possíveis comos recursos disponíveis. Novos tempos, com novas respostas aos desafios do futuro, se aproximam. É fundamental inovar. É necessário estar atento à evolução social. É necessário corresponder aos anseios das populações. É necessário que a esperança não desapareça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias são Instituições inspiradas na Doutrina Socialda Igreja. As suas acções e intervenções são concretizadas por Homens de Fé. E a Fé move montanhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A força dos Homens que servem nas Misericórdias aliada à Fé Cristã possibilitará encontrar soluções para os problemas do presente assim como do próximo futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-8178502302548716578?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/8178502302548716578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=8178502302548716578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/8178502302548716578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/8178502302548716578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/o-bem-estar.html' title='O BEM ESTAR'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-6791497330651370646</id><published>2011-12-15T17:50:00.000Z</published><updated>2011-12-15T17:50:12.886Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>O HOMEM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o princípio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a razão de ser, de estar e de agir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem é a causa da Solidariedade e a consequência da falta dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem está na essência do pensar e concretizar a Caridade (designação onde cabe o entendimento generalizado do conceito de Solidariedade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem é um ser eminentemente social. A felicidade e o bem estar só é possível ser atngido, em plenitude, numa sociedade equilibrada e homogénia na diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem é o universo de cidadãos do mundo que nascendo iguais, o desenvolvimento social individual gera diferenças, desigualdades e iniquidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As sociedades vivem num equilíbrio instável onde, indesejavelmente, a pobreza e a exclusão marcam presença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É no reconhecimento de situações de desigualdade que conduz ao pensar e agir em prol dos mais fracos, dos mais pobres e dos mais desprotegidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É na defesa destes que surgiu a Dourina Social da Igreja (DSI). Apesar deste conceito ser relativamente recente, esta Doutrina é tão antiga quanto a existência do Homem na Terra. Porque apesar de os homens nascerem todos iguais assim não permanecem enquanto vivem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As situações de desigualdade são tão antigas quanto a humanidade. A DSI preocupa-se, principalmente, com os mais pobres, com os mais desfavorecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É neste contexto de apoio e assitência aos pobres e desprotegidos que surgiram, agiram e se mantêm actuais as Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias são instituições inspiradas na DSI e para a prática das 14 Obras de Misericórdia. As Misericórdias "olham" para o Hmem em toda sua plenitude e tentam contribuir para o seu bem estar e felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A constatação da exstência de desequilibrios socias, de desigualdades, de iniquidades impelem os mais sensíveis para a acção em prol daqueles que já não dispõem de vida com o mínimo de dignidade. A verdadeira felicidade só é atingível quando não formos confrontados com situações de pobreza e de exclusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espírito de ajuda mútua conjugado com a vontade de contribuir para a felicidade humana leva a que aqueles que mais podem se disponibilizem para ajudar os que mais necessitam. Tem assim concretização a Doutrina Social da Igreja (DSI)., contribuindo para o bem estar e para a felicidade do próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem ao nascer igual e ao ser filho de um mesmo Deus, somos todos considerados filhos de um mesmo Pai. Nascemos e morremos Irmãos. É também com este inspirito que somos chamados a contribuir para o bem estar e para a felicidade do Homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para contribuir na construção da Irmandade universal foram criadas as Misericórdias para devolver a dignidade perdida por aqueles Irmãos que pelas mais diversas razões a perderam.&lt;br /&gt;O empenho e dedicação posto na missão ao serviço do Irmão em perca têm ao longo de século contribuido para atenuar ou erradicar o sofrimento de muitas e muitas gerações. A riqueza deste modelo consubstanciado nas Misericórdias reside, precisamente, na sua inspiração doutrinal.&lt;br /&gt;É a Doutrina Social da Igreja que define os princípios que os Cristãos que servem nas Misericórdias devem seguir e procurar cumprir e fezer cumprir. Entre esses princípios deveremos salientar os do Dom e da Gratuidade.&lt;br /&gt;E destacaremos estes princípios porque serão os primeiros que todos aqueles que servem nas Misericórdias (neste universo incluímos a União das Misericórdias Portuguesas - UMP), em cargos de administração - nos órgãos sociais - devem respeitá-los.&lt;br /&gt;É, pois, um imperativo doutrinal, moral e ético servir nas Misericórdias respeitando os princípios do Dom e da Gratuidade. Estes princípios estão presentes na DSI desde tempos imemoriais. Quer isto dizer que desde sempre aqueles que mais têm devem colocar ao serviços dos seus Irmãos em dificuldades. E esta missão não está destinada a uma qualquer pessoa em particular mas sim ao universo dos Irmãos que constituem a Irmandade institucional de todas e cada uma das Misericórdias.&lt;br /&gt;Estes princípios o do Dom e do Gratuidade constituem imperativos a que todos aqueles que estão em cargos dos órgãos sociais das Misericórdias têm o estrito dever de cumprir e fazer cumprir.&lt;br /&gt;Estes princípios bem explícitos e imperativos a que todos os que servem, particularmente,&amp;nbsp;nas Misericórdias devem obdiência tem a sua fundamentação no seguinte: os que mais podem e os que mais têm têm o dever de dar do que é seu aos que mais necessitam, de uma forma gratuita.&lt;br /&gt;Os recursos, as capacidades e as vontades devem ser disponibilizadas - dadas de forma gratuita - aos que delas têm necessidade. &lt;br /&gt;A utilização dos recursos institucionais para benefício próprio para além de constituir uma nítida violação dos princípios enunciados, podem até constituir crime. E tal não será minimamente aceitável em instituições que existem para a prática do bem de uma forma bela.&lt;br /&gt;Trabalhar, empenhadamente, de forma gratuita dando o que de melhor tem o ser humano é imperativo moral e ético de todos aqueles que se disponibilizam para servir nos cargos dos órgãos sociais das Misericórdias.&lt;br /&gt;Assim será possível continuar a construir o caminho da Irmandade universal onde todo o Homem tendo a mesma dignidade, conquistando a sua liberdade, a sua felicidade e o seu bem estar. Esta missão é obrigação colectiva.&lt;br /&gt;Porque os recursos são sempre escassos, estes devem ser destinados sempre e em priemiro lugar no combate à pobreza e à exclusão.&lt;br /&gt;Inspirado da Doutrina de Cristo e praticando-a será mais fácil atingirmos a plenitude da realização pessoal. Acreditando, tendo Fé, e estar atento àqueles que por circunstâncias de vária ordem perderam a capacidade de se valerem a si próprios. Só a ajuda e o apoio de tereceiros que se disponham a ajudar e apoiar dando de si e de todos quantos se disponibilizem será possível ultrapassar as dificuldades que se revelam impossíveis de superar de uma forma isolada.&lt;br /&gt;Sempre que um dos mais pequeninos os fizestes a Mim próprio o fizeste. Este é o reconhecimento divino que chegará no momento do Juízo Final. Será por aquilo que fizémos pelos outros e para os outros sem daí extrair quaisquer benefícios que todos seremos julgados.&lt;br /&gt;Servir, ajudar e apoiar os que mais necessitam é uma das formas de realização humana e é também um caminho de salvação. Foi este caminho de salvação que fomos chamados a percorrer com Caridade, no Amor ao próximo, porque esse próximo foi criado à semalhança do Deus que Amamos sobre todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-6791497330651370646?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/6791497330651370646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=6791497330651370646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6791497330651370646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6791497330651370646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/o-homem.html' title='O HOMEM'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-6401300036879637691</id><published>2011-12-13T09:58:00.010Z</published><updated>2011-12-13T10:04:26.994Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barcelos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>Mário Azevedo: Combatente da cidadania</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" id="lixo" src="http://www.correiodominho.com/images/30542_230x180.jpeg" style="margin-top: 14px;" /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="photographer" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Mário Azevedo: Combatente da cidadania&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2011-12-13 &lt;/div&gt;&lt;div class="blockAutorInfo dashed" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a class="img" href="http://www.correiodominho.com/pessoa.php?equipaId=5"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.correiodominho.com/images/9_73x73.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;h4 class="blockAutorInfo dashed" style="text-align: justify;"&gt;autor: Costa Guimarães&lt;/h4&gt;&lt;div class="blockAutorInfo dashed" style="text-align: justify;"&gt;Faleceu anteontem Mário de Pinho Ferreira de Azevedo, que se destacou como  provedor da Santa Casa de Misericórdia de Barcelos, para além de militar em  outras organizações culturais e associativas da Princesa do Cávado. O seu  funeral realiza-se hoje.&lt;br /&gt;Este engenheiro de minas nasceu em Barcelos a 14  de Fevereiro de 1927 e exerceu a profissão durante doze anos nas Minas do Pejão,  contribuindo para modificar totalmente os métodos de extracção de carvão  mineral. &lt;br /&gt;Foi Administrador-Gerente da Cooperativa do Pessoal Mineiro do  Pejão.&lt;br /&gt;Ali começou por ser presidente da Conferência de S. Vicente de Paula e  foi director do Pejão Atlético Clube.&lt;br /&gt;Em 1968, recebeu a Placa de Prata  de agradecimento da paróquia de Pedorido (Castelo de Paiva) e foi eleito  presidente do Conselho Municipal de Barcelos, antes e depois do 25 de  Abril.&lt;br /&gt;Foi um dos provedores fundadores da União das Misericórdias  Portuguesas, em 1976. Foi Secretário da Mesa da Assembleia Geral da União e,  entre 1991 a 1993, foi director do Jornal “A Voz das Misericórdias” que lhe  valeu a primeira Medalha de Benemérito da mesma.&lt;br /&gt;Foi, de 1959 até 1996,  Juiz da Confraria de Nossa Senhora da Franqueira (apenas com interregno de 6  anos (1984/90) e desde 1962 até 1989, presidente da Assembleia Geral dos  Bombeiros Voluntários de Barcelos e assumiu também a função de presidente da  Direcção durante cinco anos.&lt;br /&gt;A Liga dos Bombeiros Portugueses atribuiu-lhe a  Medalha de Ouro duas estrelas, em 1967. Nesse mesmo mês foi-lhe atribuído o grau  de Comendador da Ordem de Mérito e Integração e o Diploma de Benemérito desta  Sociedade Brasileira de S. Paulo. No ano de 1984, foi nomeado Sócio Benemérito dos Bombeiros Voluntários de  Barcelinhos, e dos Bombeiros Voluntários de Barcelos.&lt;br /&gt;Em Setembro de  1988, recebeu das mãos do Presidente da República, a 2.ª Medalha de Ouro de  Serviços Distintos.&lt;br /&gt;Foi fundador do Rotary Clube de Barcelos, em 1964, e  percursor da fundação do Lyon’s Clube de Barcelos.&lt;br /&gt;Em 1967, assumiu o cargo  de presidente do Centro de Artesanato e revitalizou o Rancho Folclórico de  Barcelinhos. Em 1990, recebeu Diplomas de Sócio Honorário e de Sócio Benemérito  do Grupo Folclórico de Barcelinhos e fomentou a criação do Coral de  Barcelos.&lt;br /&gt;De 1969 a 1974, desempenhou o cargo de vice-provedor na Santa  Casa da Misericórdia de Barcelos, o mesmo aconteceu na provedoria seguinte do  Dr. José Gualberto Sá Carneiro, porém a partir de 1976, passa a provedor por  renuncia daquele.&lt;br /&gt;Todas as infra-estruturas existentes actualmente são obra  das diversas provedorias do Eng. Mário de Azevedo, pois em 1976, a Misericórdia  de Barcelos apenas possuía o Asilo de Inválidos e o Novo Hospital que havia sido  nacionalizado após o 25 de Abril.&lt;br /&gt;Em 1986 celebra o acordo com Segurança  Social dando início do funcionamento do Centro Infantil de Barcelos e no ano  seguinte constrói o Lar Rainha D. Leonor e Infantário Rainha Santa Isabel.  Depois do ATL, segue-se em 1990 a construção do Lar da Misericórdia e a  renovação do Lar de Dependentes.&lt;br /&gt;Depois surgem a Clínica de Fisioterapia, a  Creche As Formiguinhas, o restauro da Igreja, a Clínica de Hemodiálise e  restauro do órgão, a construção das Capelas Mortuárias e do polivalente do Lar  Rainha D. Leonor e as Comemorações dos 500 anos, antes da construção do Lar  Santo André.&lt;/div&gt;&lt;div class="blockAutorInfo dashed" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blockAutorInfo dashed" style="text-align: justify;"&gt;Correio do Minho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-6401300036879637691?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/6401300036879637691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=6401300036879637691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6401300036879637691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/6401300036879637691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/mario-azevedo-combatente-da-cidadania.html' title='Mário Azevedo: Combatente da cidadania'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-7996807198291177242</id><published>2011-12-11T18:17:00.000Z</published><updated>2011-12-11T18:17:09.687Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrina Social da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>O CAMINHO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caminho faz-se caminhando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a escolha do caminho tem que ser criteriosa e acertada sob pena de não se conseguir atinar com o destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a caminhada tem que ser adequada quer ao caminho quer às circunstâncias quer às condições dos caminhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto tem envolve uma harmonia estrutural e circunstancial de forma a permitir chegar ao fim com sucesso. Sabendo, no entanto, que o caminho jamais terá fim compatível com a longevidade humana. Mas que esse mesmo caminho tem percursos, estes sim perfeitamente compagináveis com a nossa presença terrena.&lt;br /&gt;A opção do caminho é tão antiga como a própria humanidade. Já muito antes do nascimento de Jesus Cristo, os Profetas tinham feito a opção preferencial pelos pobres. Este tem que ser o caminho das Misericórdias.&lt;br /&gt;Este é o caminho.&lt;br /&gt;A forma de o percorrer é opção dos Homens. Mas sempre circunscritos aos limites estabelecidos: a opção preferencial pelos pobres. É, assim, definido de uma maneira muito clara o caminho e estabelecidos os seus limites.&lt;br /&gt;As Misericórdias e a sua União deverão ter sempre presente quer no pensamento quer nas palavras quer&amp;nbsp;na acção o caminho e os seus limites.&lt;br /&gt;Se não for este o caminho escolhido jamais será possível atingir o destino (no caso concreto os destinatários: o pobres). E se não se respeitarem os limites corre-se um duplo risco: o de não encontrar o destino por opção do caminho errado e, simultaneamente, podem ocorrer despistes, indesejáveis.&lt;br /&gt;Feita que foi a opção na origem (fundação das Misericórdias) da opção preferencial pelos pobres, iniciou-se um caminho sem retorno, mas em permanente construção, para que os avanços civilizacionais sejam sustentáveis.&lt;br /&gt;A construção deste caminho tem como alicerce a Doutrina Social da Igreja tão velha quanto a humanidade. E só o respeito e consideração pelos princípios e valores doutrinais inspiradores conseguiram que a missão tenha sido cumprida ao longo de séculos, apesar dos desvios. Estes terão sempre que merecer a devida correcção para que o destino traçado não se perca do horizonte das intenções.&lt;br /&gt;A intenção de socorrer os mais pobres tem que se traduzir em actos. Estes requerem sempre vontades, disponibilidades, Homens imbuídos de espírito inspirado na Doutrina, capacidades, conhecimentos e recursos. Tudo isto tem que ser conseguido e posto ao serviços, exclusivo dos mais pobres.&lt;br /&gt;Sempre e quando tal não ocorrer estão a ser desvirtuados os princípios e valores próprios. Partticularmente, numa situação de crise como a actual a sensibilidade para a utilização dos recursos da forma mais adequado e criteriosa é imperativo não só de consciência mas sobretudo de obrigação moral e ética.&lt;br /&gt;Atenção redobrada quando os recursos começam a ser cada vez mais escassos. Maior rigor é exigido na sua utilização, já que importa ter que se conseguir mais e melhor com menos.&lt;br /&gt;O caminho definido de partida fica mais esteito, os limites tornam-se mais restritivos pelo que a acção implica rigor de pensamento, palavras e actos.&lt;br /&gt;Quando alguém se permite utilizar esses recursos em benefício próprio para si e para os seus próximos em detrimento daqueles que sofrem, mai cedo ou mais tarde alguém há-de corrigir esses desvios e exigir a correspondente recompensa por percas e danos.&lt;br /&gt;Sempre assim foi ao longo da história e sempre assim será até ao fim da humanidade.&lt;br /&gt;Quem se mete no caminho traçado da opção preferencial pelos pobres e utilize os recursos destinados à sua construção para atingir os destinatários em benefício próprio, algum dia terá que merecer a correspondente penalização. Quem sabe se até não passará a ser um dos destinatários.&lt;br /&gt;Na actualidade o caminho por que as Misericórdias optaram está mais estreito e com limites mais elevados. Importa pois que os recursos de que institucionalmente se dispõe sejam postos, em exclusividade, ao serviço dos mais pobres, que não páram de aumentar em número e em necessidades.&lt;br /&gt;Tenhamos presente que nesta época de crescentes dificuldades os princípios doutrinais do Dom e da Gratuidade deverão estar ainda mais presentes no espírito de quem abraça a causa e sobretudo em todos os actos em que se é chamado a intervir.&lt;br /&gt;A esteiteza do caminho não admite erros. Estes a existirem revelar-se-ão de desastrosas consequências quer para os destinatários das acções quer mesmo para aqueles que os cometem. E as consequências para estes serão particularmente devastadoras.&lt;br /&gt;Estamos metidos num caminho sem grandes margens de erro. Onde várias são as opções possíveis. Mas qualquer dessas opções terá que utilizar todos os recursos disponíveis no combate à pobreza e à exclusão.&lt;br /&gt;Não são aceitáveis desvios a favor dos gestores dos recursos destinados ao combate à pobreza. Nem em benefício próprio nem para seu usufruto. Ter-se-á mesmo que revelar o combate sem tréguas as esses desvios. Até porque só conduzirão a um progressivo aumento da pobreza que se quer combater.&lt;br /&gt;As opções de percurso sendo possíveis várias alternativas, devem ser tomadas conscenciosamente de forma a melhor rendibilizar os recursos que são necessários ao investimento. A margem de manobra é escassa. A vontade tem que ser redobrada e o espírito de caridade Cristã, onde incluímos a Solidariedade, tem que estar presente e as acções serem consentâneas com tais desideratos.&lt;br /&gt;Estamos a ser chamados a um caminho de verdade. De respeito pelo utilização dos recursos disponíveis de uma forma sustentada. De altruísmo, sobrepondo os valores do Amor pelo próximo. Da filantropia enquadrada pelos princípios a que jurámos, pela nossa Honra, respeitar, fielmente.&lt;br /&gt;O caminho a ser percorrido será tanto mais fácil quando mais apoiado for quer em termos doutrinais quer em termos humanos.&lt;br /&gt;Laços de fraternidade importa aprofundar e consolidar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-7996807198291177242?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/7996807198291177242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=7996807198291177242' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/7996807198291177242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/7996807198291177242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/o-caminho.html' title='O CAMINHO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-3674818050024506239</id><published>2011-12-10T12:42:00.000Z</published><updated>2011-12-10T12:42:46.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dificuldades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado'/><title type='text'>O FUTURO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diz a sabedoria popular: o futuro a Deus pertence.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se esta afirmação pode ser considerada válida na sua dimensão do absoluto, a verdade é que o nosso futuro está muito dependente do que nós formos capazes de realizar, ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se o nosso futuro a muito longo prazo estará nas mãos de Deus, o nosso futuro próximo está nas nossas e nas de Deus, mas mais nas nossas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, por isso, importante que sejamos capazes de projectar o nosso futuro tendo sempre presente que tal deverá ter sempre presente um caminho de procura da felicidade e do bem estar, sabendo que esse caminho está repleto de dificuldades. Não será necessário acrescentarmos mais às que serão naturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Mundo as dificuldades podem ser encaradas de duas formas. Tomar decisões acertadas que as possam superar ou estar, permanentemente, a afirmar que a culpa de tais dificuldades são de terceiros. Vem esta reflexão a propósito do que hoje é referido no jornal &lt;em&gt;i&lt;/em&gt; (1.ª pág.)colocando na boca do actual "presidente" do Secretariado Nacional (SN) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) a seguinte afirmação: &lt;em&gt;"Presidente das Misericórdias ameaça revelar os serviços de saúde que lhe devem dinheiro"&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já aqui nos referimos por mais que uma vez que a entrada das Misericórdias constituiu um erro que se está a revelar &lt;em&gt;colossal&lt;/em&gt; em resultado do seguidismo da promoção da entrada destas instituições nos moldes em que o fizeram levados pelo actual "presidente" do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já também por mais do que uma vez aqui o referimos que a entrada das Misericórdias na área da saúde nos moldes em que foi feito só poderia conduzir a esta situação que não tem a ver com os atrasos nos pagamentos. É que mesmo que o estado - através dos seus diversos&amp;nbsp;serviços - regularize os pagamentos às Misericórdias, as dificuldades financeiras nestas, não desaparecerão. O erro de base cometido é o seguinte: nenhum negócio seja de que natureza for tem a minima possibilidade de sucesso se tiver um único cliente. Ora o que se passa é que por promoção do actual "presidente" do SN da UMP as Misericórdias foram levadas e até, moralmente, ameaçadas para aderirem à prestação de serviços de saúde, em exclusividade para o Estado. E o resultado aí está. Rotura financeira das Misericórdias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde os finais dos anos 80 do século passado que se tinha a fortissima convicção de que o Estado não disporia de condições para suportar um continuado aumento de financiamento às Instituições. Já nessa altura, dentro da UMP, se começava a tentar encontrar soluções alternativas para financiar as obras assistencias que as Misericórdias estavam a iniciar. Uma das possibilidades equacionadas então era a retoma da actividade farmacêutica, porque então se revelava uma actividade geradora de recursos. Tal era resultado da experiência vivida pelas mais de 3 dezenas de Misericórdias que possuiam e possuem farmácias e porque a actividade farmacêutica sempre esteve muito ligada às Misericórdias, havendo até que afirme que a verdadeira actividade farmacêutica teve início dentro das Msericórdias com forte ligação aos hospitais que na sua esmagadora maioria eram geridos por estas Instituições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir do início dos anos 90 tal ideia foi, pura e simplesmente abandonada, tendo a partir de meados dessa década passado até a ser repudiada por quem detinha a "presidência" do SN da UMP. Situação esta que se agravou desde há 5 anos anos a esta parte com o actual "presidente". Este continua a apostar, exclusivamente, na prestação de serviços ao Estado e no financiamento público. O que já se revelou um erro de dimensões colossais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se falamos do passado numa reflexão intitulada "FUTURO" é porque queremos alicerçá-la. E nada melhor do que um alicerce de pensamento do que reflectir sobre o passado recente, porque também recente é a UMP. Tem agora 35 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se em finais dos anos 80 já se perspectivava que o estado não pudesse garantir um continuado e crescente financiamento às Misericórdias, agora essa perspectiva virou realidade e dura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal está mergulhado num mar tormentoso de dificuldades. O Estado tem cada vez menos recursos financeiros para garantir os compromissos, razão que o leva a aumentar os impostos da forma como o tem feito. E para não continuarem a aumentar o Estado vai ter que se redimensionar. Ora acontece que as três áreas onde a maioria dos recursos financeiros do esatado são gastos são: a Saúde, a Educação e a Segurança Social. Áreas estas que são as principais onde as Misericórdias intervêm. Isto quer dizer que as Misericórdias se não virem o financiamento por parte do esato reduzido já se podem dar por felizes. Mas isto deverá revelar-se a muito curto prazo uma impossibilidade. O Estado vai ter mesmo que passar a gastar menos e provavelmente bem menos nestas três áreas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É para isto que as Misericórdias se devem ir preparando, para que o recurso a financiamento por parte do Estado seja, gradualmente, reduzido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado os Portugueses estão a constatar que o seu rendiemnto disponível está a reduzir-se de uma forma drástica. O que quer dizer que as comparticipações das Misericórdias que, genericamente, são fixadas em função do rendimento das famílias, também irão baixar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confrontadas com esta dura realidade, as Misericórdias vão ter as suas receitas sujeitas a uma continuada redução. O que quererá dizer que as Misericórdias, se não diversificarem as suas fontes de receita habituais, não terão a mínima possibilidade de continuar a garantir a prestação de serviços de que actualmente dispõem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias estão a confrontar-se com um novo paradigma e que passa por estarem a sentir um crescendo de procura dos seus serviços e apoios, concom,itantemente, com uma redução significativa das suas receitas, a qual se irá agravar com o passar do tempo. No próximo ano, as Misericórdias irão ter muito mais dificuldades do que aquelas com as quais já se confrontam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acresce a isto que aquelas Misericórdias que embarcaram na loucura promovida pelos actuais "dirigentes" da UMP, nom,eadamenet, pelo "presidente" do SN, vão-se confrontar com uma diminuição da procura dos serviços por parte do Estado. Quer isto dizer que poderá haver até Misericórdias que nem sequer doentes irão ter, o que inviabilizará o funcionamento e operacionalização das unidades de saúde cujas obras ainda decorrem, senão mesmo inviabilizarão a própria Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O futuro próximo para as Misericórdias não se perspectiva nada fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com afirmações como a que hoje transcreve o jornal &lt;em&gt;i&lt;/em&gt; na sua primeira página só provoca animosidades que terão como consequência o agravar das dificuldades com que as Misericórdias já se confrontam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades institucionais das Misericórdias são hoje enormes o que provocam constrangimentos operacionais na concretização da sua missão doutrinal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades que o País atravessa não são pasíveis de resolução a curto prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades crescentes com que os Portugueses se confrontam revelam-se na diminuição progressiva do rendimento disponível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto conjugado perpsectiva um mar de dificuldades que só em solidariedade inter-institucional dentro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) será possível ultrapassar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se estas dificuldades originam problemas de progressiva complexidade, o que as Misericórdias menos necessitam é que o "presidente" do SN da UMP venha para os jornais tentar apagar o fogo com gasolina enriquecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De facto as Misericórdias o que mais necessitam agora e no futuro próximo é de um ambiente de boa harmonia quer com as instituições, com as entidades e com os cidadãos. Não podem nem devem criar e agravar climas de hostilidade tal como o está a fazer o "presidente" do SN da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Misericórdias são Instituições promotoras de Paz e de harmonia entre os Homens. Climas de animosidade só reverterão a situação e revelar-se-ão, altamente, prejudicias para a missão de que estão investidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta altura de dificuldades crescentes em que as mesmas são transversais a toda a sociedade o que menos se precisa é de provocar conflitos quando, à partida se deve ter consciência que do outro lado também existem dificuldades senão mesmo impossibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-3674818050024506239?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/3674818050024506239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=3674818050024506239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3674818050024506239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/3674818050024506239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/o-futuro.html' title='O FUTURO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-240203475007554568</id><published>2011-12-09T15:11:00.000Z</published><updated>2011-12-09T15:11:02.285Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CEP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UMP'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irmandade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>A UNIÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflectimos ontem sobre a prática da Doutrina Social da Igreja a que as Misericórdias estão vinculadas por opção voluntária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O imperativo vivencial de Irmandade universal constitui o paradigma para a acção interventiva institucionalmente enquadrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Irmandade universal é inspirada na Doutrina que enforma as Misericórdias e é possível dependendo da vontade dos Homens de Boa Vontade. É uma meta desafiante. É um percurso que é necessátio fazer. É um caminho para percorrer. É uma utopia concretizável e enquadrável na Doutrina que a suporta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O reforço da coesão institucional passará pelos passos sustentáveis dados no caminho da construção e consolidação da Irmandade Universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi com este espírito que as Misericórdias irmanadas decidiram partir para a construção dessa utopia que será a Irmandade Universal, partindo do conjunto das Irmandades de todas e cada uma das Santas Casas. Foi com este espírito que, em 1976, tomaram a iniciativa de partirem para a construção de um caminho de unidade na acção para intervenção em cumprimento das 14 Obras de Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasceu então a União das Misericórdias Portuguesas (UMP)&amp;nbsp;como necessidade sentida de coesão institucional suportada pelas respectivas Irmandades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) nasceu como resultado de uma vontade surgida no seio do universo constituído pelas Irmandades das Santas casas da Misericórdia. Abriu-se, assim, a porta para um percurso comum iniciado muito antes, a comprová-lo estão os 4 primeiros congressos das Misericórdias, antes da fundação da UMP.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O V Congresso das Misericórdias, o último que foi convocado por livre iniciativa destas instituições revelou-se como intencionalmente realizável para concretização de um ideal de aproximação e coesão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque foram os legítimos representantes da Irmandades que o convocaram constituiu-se como ponto de partida para um percurso que então teve início, de construir uma União de Irmandades. Estava, então, dado o primeiro passo no caminho da construção da Irmandade Universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Irmandades sentindo a necessidade de corporizar a Dotrina inspiradora concretizaram um ideal de União. Esta deverá constituir-se como força aglutinadora de desejos e&amp;nbsp;vontades de construção de um caminho de unidade para a acção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então criada a Instituição que corporiza a Doutrina que inspirou o surgimento das Misericórdias - a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fundada a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estavam então reunidas as condições necessárias e suficientes para aprofundamento da coesão inter-institucional entre as Misericórdias. Assim se construiu o "edifício" que assinalou um marco histórico numa já longa história de quase 5 séculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um novo percurso colectivo se iniciou. Em simultâneo era fundamental consolidar a nova Instituição que acabara de nascer e, simultaneamente, procurar&amp;nbsp;atrair todas as Irmandades para um movimento que tem em comum a Doutrina que as inspirou e orienta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este novo percurso iniciado há já 35 anos não se tem revelado fácil quer na agregação institucional quer no da construção da Irmandade Universal, constituído pela totalidade das Irmandades das Santas Casas da Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Várias têm sido as razões para tal, mas não tantas que sejam passíveis de fácil identificação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde logo a não se assumir como única Instituição,verdadeiramente, agregadora das Misericórdias perdeu a sua capacidade de coesão universal. As Misericórdias dispersaram-se por duas instituições congéneres o que não tem facilitado a construção de um "edifício" coeso e sustentável. Por outro, a UMP pouco ou nada tem feito, nos últimos 20 anos, para "atrair" e enquadrar, institucionalemente, a totalidade das Misericórdias, representadas pelas respectivas Irmandades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou-se, hoje, a uma situação de dupla capacidade de representação. O caminho de coesão iniciado foi sendo minado por acções e procedimentos que abalaram, indelevelmente, a solidez com que se partiu.&lt;br /&gt;A força agregadora demonstrada à partida foi-se esfumando com o tempo, em consequência do afastamento de muitas Misericórdias da sua União. A capacidade de representação foi-se esboroando. Hoje, as Misericórdias sentir-se-ão mais representadas pelas CNIS (ex-UIPSS). Porquê? Porque haverá tantas Misericórdias filiadas na CNIS como as que verdadeiramente estarão filiadas na UMP.&lt;br /&gt;Dois factos recentes elucidam esta perca de capacidade de representação da UMP. A primeira resulta deo facto de a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) ter nomeado o Presidente da Direcção da CNIS para articular com a UMP. E o segundo aquando da audiência concedida pelo Senhor Presidente da República, na qual a única Misericórdia presente foi a de Bragança enquanto Dirigente da CNIS.&lt;br /&gt;São factos desta natureza que fazem com que a UMP perca coesão e que as Misericórdias não se sintam verdadeiramente acolhidas no seu seio.&lt;br /&gt;A força, a ceosão, a União de partida terá que ser reconquistada. Para tal a UMP terá que se constituir como força de atracção e agregadora. A União constrói-se atraindo.&lt;br /&gt;É fundamental um novo impulso que crie as condições necessárias e suficientes para que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) se assuma de facto como precursora de uma vontade intrínseca de constituição de uma Irmandade Universal.&lt;br /&gt;A partir daqui estarão criadas as condições fundamentais para que se gerem movimentos de âmbito caritativo (ou se quisermos uma palavra laica: solidário) promotor de bem estar e felicidade humana.&lt;br /&gt;Sempre e quando os esforços se conjugam as potencilaidades geradas serão mais que proporcionais.&lt;br /&gt;É esta força própria de quem desinteressadamente desja contribuir para a felicidade do seu semalhante que impulsiona o Homem para a acção.&lt;br /&gt;A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) pode e deve revelar-se como protomora da construção da Civilização do Amor, correspondendo ao desafio lançado pelo Beato&amp;nbsp;João Paulo II.&lt;br /&gt;Só o Amor e a Fé movem montanhas.&lt;br /&gt;A montanha de dificuladdes que cada vez mais dos nossos semelhantes enfrentam requer a participação empenhada de recursos e meios utilizados para fazer o Bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-240203475007554568?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/240203475007554568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=240203475007554568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/240203475007554568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/240203475007554568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/uniao.html' title='A UNIÃO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-5853514941839484268</id><published>2011-12-08T15:30:00.000Z</published><updated>2011-12-08T15:30:32.903Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Misericórdias'/><title type='text'>AS MISERICÓRDIAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta Instituição ímpar que terá nascido em Portugal mesmo no ocaso do século XV constitui um dos pilares da nossa Identendidade colectiva enquanto Nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a história de Portugal que nesse final do século XV grande era a crise que assolava a Nação Portuguesa apesar da dimensão global que os Portugueses deram ao Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cincidindo com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, terá sido criada a 1.ª Santa Casa da Misericórdia, a de Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal é hoje o que é porque tem no seu &lt;em&gt;ADN&lt;/em&gt; uma Instituição com a natureza e especificidade de um universo constituído pelas Irmandades das Santas Casas da Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também hoje Portugal vive mais uma crise que está a provocar um empobrecimento generalizado quando a expectativa era a da consolidação de um Estado de Bem Estar em associação com os restantes países que integram a União Europeia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo continua a viver situações paradoxais inexplicáveis para uns, consequência de erros humanos para outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espírito de Caridade apropriado como resultado de uma vivência cultural e doutrinal Cristã de 2.000 anos mantendo-se presente impulsiona os mais sensíveis e disponíveis para a acção junto daqueles que já só com os seus próprios recursos não conseguem sobreviver com o mínimo de dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homens Bons e de Bem imbuídos do espírito Cristão da Caridade conjugam vontades e saberes a que juntam recursos de forma a apoiar e acolher aqueles que sós, caminham num deserto estéril.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estes salvá-los-á quem os encontrar e os conseguir encaminhar para oásis próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do sentimento de tais oásis serem poucos e distantes para quem tantas dificuldades enfrenta e vive atormentado há sempre quem encontre forças e vontades de ir ao encontro daqueles que sofrem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inspirados numa cultura milenar e na esperança que Deis feito Homem trouxe à Humanidade, alguns conseguem ainda no meio de um deserto em cresciemnto, encontrar oásis de vontades, de quereres, de Amor para ir ao encontro do seu Irmão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este espírito de Irmandade universal que Jesus Cristo nos trouxe é recriado pelas Santas casas da Misericórdia cuja "alma" é a Irmandade que a enforma e suporta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Instituição com a designação mais consentânea com o seu espírito inspirador e fundacional deverá merecer ser Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intencionalmente as Misericótrdias são Irmandades inspiradas na Fé doutrinal de um Pai único. Todos nascemos iguais filhos de um mesmo Pai.&lt;br /&gt;É, inspirados neste sentimento de Irmandade que foi criado o universo das Misericórdias.&lt;br /&gt;Constituíndo, as Misericórdias um universo particular dotado de uma identidade própria inigualável, fará sentido que dentro deste universo as Irmandades de todas as Misericórdias constituam uma única Irmandade.&lt;br /&gt;Porque as Irmandades constituem o cimento da "alma" institucional, a Irmandade universal das Misericórdias acrescenta fortaleza e coesão desde logo no aprofundamento da cultura e doutrina fundacional. &lt;br /&gt;A coesão institucional cimentada na doutrina gerará sinergias de dimensão superior o que permitirá encarar as dificuldades em ambiente de grande proximidade. Será esta proximidade que promoverá o surgimento de encontros supletivos de práticas irmanadas para satisfação colectiva.&lt;br /&gt;A promoção de uma Irmandade universal inspirada na Doutrina que gerou as Misericórdias impulsionará movimentos de universalidade caritativa.&lt;br /&gt;Será este salto que importa promover para que Portugal veja mais dificuldades ultrapassadas e os Portugueses se sintam mais Irmãos.&lt;br /&gt;O sentimento de Irmandade universla abrirá as portas a movimentos de âmbito nacional que se traduzirá na criação e consolidação de redes de acção e inetrvenção junto dos que mais necessitam.&lt;br /&gt;Criar as condições objectivas para que tal desiderato ser conseguido é tarefa daqueles que foram chamados a criar as condições necessárias e suficientes para atenuar, quando não acabar, com o sofrimento Humano.&lt;br /&gt;A alegria de promover a felicidade alheia é também missão de todos e cada um. O Homem só será, verdadeiramente, Feliz quando conseguir que aqueles que lhe são próximos puderem partilhar dessa mesma alegria.&lt;br /&gt;A aproximação de Homens e Instituições é missão que importa promover e concretizar para que a alegria e a felicidade possam ser construídas em ambiente de paz e amor.&lt;br /&gt;O mundo será tanto melhor quanto o contributo individual se enquadrar no modo de ver e agir colectivo.&lt;br /&gt;O Homem é um ser social.&lt;br /&gt;É no seio da sociedade que o Homem se realiza e ajuda a realizar.&lt;br /&gt;As Obras de Misericórdias revelam-se um hino da caridade que as Misericórdias adoptaram como missão.&lt;br /&gt;Esta mesma caridade está bem expressa na parábola do Juízo Final que aqui transcrevemos, como recordatória de parte da missão que as Misericórdias, livremente, adoptaram:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;&amp;nbsp; &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_25_31-41/"&gt;&lt;em&gt;Mateus 25:31-41&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;É na prática do Bem que os Irmãos se revêem e é nesse mesmo espírito que procuram alcançar a felicidade.&lt;br /&gt;Sendo a obra humana sempre imperfeita a missão das misericórdias jamais se esgotará. A actualidade e actualização das Irmandades permitiu-lhes sobreviver já mais de 5 séculos. Muitos mais será necessária a sua acção e intervenção junto dos que sofrem.&lt;br /&gt;Onde ouver Homem haverá sempre sofrimento.&lt;br /&gt;A atenção à realidade local e universal é missão que poderá ser recriada.&lt;br /&gt;A criação de redes de caridade potenciará as acções individuais.&lt;br /&gt;Em toda a nossa reflexão utilizámos, intencionalmente, a palavra Caridade pois que esta, na sua abrangência global vai muito além da significância do termo Solidariedade. A verdadeira Caridade é aquela que plha para o Homem na sua globalidade e promove a plena realização humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3855183769945333101-5853514941839484268?l=u-misericordias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://u-misericordias.blogspot.com/feeds/5853514941839484268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3855183769945333101&amp;postID=5853514941839484268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/5853514941839484268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3855183769945333101/posts/default/5853514941839484268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://u-misericordias.blogspot.com/2011/12/as-misericordias.html' title='AS MISERICÓRDIAS'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3855183769945333101.post-3070109613885022219</id><published>2011-12-04T16:44:00.001Z</published><updated>2011-12-04T20:32:08.606Z</updated><category scheme='http://www.blog
